02a

Presidentes

aramisthumb
Aramis Ribeiro Costa
2011 até o presente

page-separator-hor
Edivaldopeb
Edivaldo Boaventura
2007 – 2011

page-separator-hor
Claudio Veiga
Cláudio Veiga
1981 – 2007

page-separator-hor
Helio Simoes
Hélio Simões
1979 – 1981

page-separator-hor
Jorge Calmon
Jorge Calmon
1977 – 1979

page-separator-hor
Estacio de Lima
Estácio de Lima
1975 – 1976

page-separator-hor
Mons Manoel Aquino Barbosa
Mons. Manoel de Aquino Barbosa
1973 – 1974

page-separator-hor
Jose Calasans
José Calasans
1971 – 1972

page-separator-hor
Thales de Azevedo
Thales de Azevedo
1968 – 1970

page-separator-hor
Aloisio de Carvalho Filho
Aloysio de Carvalho Filho
1966 – 1968

page-separator-hor
Pinto de Carvalho
Pinto de Carvalho
1945 – 1964*

page-separator-hor
Joao Americo Garcez Froes
João Américo Garcez Fróes
1943 – 1944

page-separator-hor
Carlos Ribeiro
Carlos Gonçalves Ribeiro
1941 – 1942

page-separator-hor
Braz do Amaral
Braz Hermenegildo do Amaral
1921 – 1941

page-separator-hor
Ernesto Carneiro Ribeiro
Ernesto Carneiro Ribeiro
1917 – 1921

page-separator-hor
* Novamente eleito para o biênio 65/66 mas falece em 1965

A Academia de Letras da Bahia e seus presidentes: dedicação à memória cultural

Bruno Lopes do Rosário[1]

A Academia de Letras da Bahia, instituição cultural fundada em 7 de março de 1917, data escolhida não por acaso (mesmo dia e mês da fundação da Academia Brasílica dos Esquecidos, 7 de março de 1724), tem por objetivos “o cultivo da língua e da literatura nacionais, a preservação da memória cultural baiana e o amparo e o estímulo às manifestações da mesma natureza, inclusive nas áreas das ciências e das artes[2]”.

Nascia uma instituição voltada à preservação da memória cultural da cidade, um espaço que se apresenta como palco de discussões, debates, palestras, lançamentos de livros e encontros permanentes dos maiores expoentes da nossa cultura.

Para o bom andamento dos trabalhos, a Academia, através de seu Estatuto e Regimento Interno, garante uma diretoria eleita a cada biênio. À diretoria compete dirigir os trabalhos da Academia, administrar-lhe o patrimônio, dentre outras atividades. Ao Presidente, cabe, na forma do art. 10 do Estatuto, a direção geral dos trabalhos da Academia, representá-la em juízo, ativa e passivamente, e nas suas relações com terceiros. Dessa forma, os presidentes eleitos, têm de toda forma a responsabilidade e a honra de coordenar os trabalhos e participar ativamente das suas atividades diárias.

Nesta Academia os nomes destes (ex) presidentes dispensam elogios. O primeiro presidente foi Ernesto Carneiro Ribeiro, educador, apaixonado pela lingüística, sabia como ninguém as regras do bem falar e escrever a língua portuguesa. Exímio professor, estudioso incansável, foi escolhido para revisor do Projeto do Código Civil Brasileiro elaborado por Clóvis Bevilaqua, corrigindo-lhes as faltas relativas à linguagem. Esta se tornou polêmica pela condenação e críticas apresentadas por Rui Barbosa. Mas toda esta confusão rendeu-lhes trabalhos importantes como a Tréplica em resposta à Réplica do projeto apresentado por Rui Barbosa.

Seu sucessor foi o acadêmico Gonçalo Moniz de Aragão em função do falecimento do Prof. Carneiro Ribeiro. O Dr. Gonçalo Moniz faz assinar a Lei 1198, de julho de 1917, enquanto Secretário do Interior e Justiça e Instrução Pública, que considera de utilidade pública a referida Academia de Letras. Depois colaborou ativamente nas publicações da Revista da Academia, tendo sido o seu primeiro volume editado em 1930. Teve ainda papel importante com a sua atitude de defender com argumentos convincentes o direito e a participação da mulher na vida acadêmica, por ocasião da candidatura da Profª. Edith Mendes da Gama e Abreu, sendo voto vencedor.

No ano de 1921 toma posse o novo presidente da Academia, o competente historiador Braz do Amaral, que esteve à frente da casa até 1937 e que ocupou a cadeira de Sebastião da Rocha Pita.

Entre 1938 e 1944, são três os Presidentes desta casa. José Joaquim Seabra (ex-governador do Estado) que com seu prestígio, conseguiu à doação da casa da Praça 15 de Novembro (Terreiro de Jesus), onde passou a funcionar a nova sede, através do então Interventor Landulpho Alves. Acadêmico Carlos Ribeiro candente jornalista e jurista, era excelente em seus discursos e conferências, esteve na presidência nos anos de 1941-1942. Temos ainda de ressaltar a importância cultural de João Américo Garcez Fróes, que além de presidente desta casa (entre os anos de 1943-1945) foi também membro Honorário da Academia Nacional de Medicina no Rio de Janeiro.

Luis Pinto de Carvalho foi eleito presidente para o biênio de 1945-1946, estando à frente desta instituição até o ano de 1964, embora tenha sido ainda reeleito para o biênio de 1965-1966, falece em 1965, deixando um legado de mais de 50 trabalhos publicados entre livros, discursos, teses, relatórios. Até então foi o presidente que mais tempo levou ocupando este cargo.

Assumem sucessivamente entre os anos de 1966 e 1976 os acadêmicos Aloísio de Carvalho Filho, Thales de Azevedo, José Calasans, mons. Manuel de Aquino Barbosa, Estácio de Lima que participaram e contribuíram com brilhantismo para a manutenção e o bom andamento dos trabalhos da ALB.

Na história destes 90 anos de fundação da Academia, acadêmicos como Jorge Calmon e Hélio Simões estiveram à frente desta casa (entre 1977 e 1981) e como intelectuais que eram, entendiam a importância da ALB para a continuidade da preservação da memória cultural do nosso Estado. O pavilhão anexo da biblioteca Dr. Jorge Calmon, foi assim chamada para homenagear este grande jornalista que dedicou boa parte de sua vida em nome da cultura e das letras, e que ocupou a presidência nos anos de 1977-1979 e fez de fato aplicar odedicou boa parte de sua vida em nome da cultura e das letras, honrando de fato ia  lema: Servir à Pátria honrando as Letras.

A Academia de Letras esteve também muito bem representada e respeitada na gestão do Prof. Cláudio Veiga. Homem de elevada cultura e educação, dirigiu os trabalhos entre os anos de 1981 até o início de 2007, quando a ALB completou 90 de fundação em plena efervescência das suas atividades. Ficou 26 anos como presidente da Academia de Letras da Bahia. Dentre os seus valiosos trabalhos estão a Gramática do Francês, Prosadores e Poetas na Bahia e Um Estudante em Paris.

De 2007 a 2011 a ALB foi presidida pelo educador e professor Edivaldo M. Boaventura. Entre outras realizações, reformou o Estatuto e Regimento, criou a Galeria dos Presidentes e o Site da ALB, inaugurou a Estátua Francisco Marques de Goes Calmon e o busto de Jorge Calmon nos jardins da sede, e instituiu a Medalha Arlindo Fragoso.

Desde 24 de março de 2011 a ALB é presidida pelo médico e escritor Aramis Ribeiro Costa, que ocupa a cadeira de nº 12. Em seu primeiro mandato (2011-2013), entre outras realizações, restaurou a sede internamente, criou o Curso Jorge Amado e o Colóquio de Literatura Brasileira em parceria com a Casa de Jorge Amado, e a Coleção Mestres da Literatura Baiana, em parceria com a Assembleia Legislativa da Bahia. Editou, ainda, o primeiro número do Anuário da Academia de Letras da Bahia.

Referências

  • CALMON, Jorge e VEIGA Cláudio. Oitenta anos da Academia/O Fundador. Academia de Letras da Bahia. 1997.
  • ESTATUTO e Regimento Interno da Academia de Letras da Bahia. EGBA: Academia de Letras da Bahia.
  • REVISTA da Academia de Letras da Bahia. Vol. VIII, 1942, pp. 55-67 e 315-319.
  • REVISTA da Academia de Letras da Bahia. Vol. IX, 1949, pp. 291-296.
  • REVISTA da Academia de Letras da Bahia. Vol. XVI, 1955, pp. 119-131.
  • REVISTA da Academia de Letras da Bahia. Vol. XI, 1950, pp. 287-293.
  • REVISTA da Academia de Letras da Bahia. Vol. XVI, 1955, pp. 39-52.

[1] Bruno Lopes do Rosário é historiador,  especialista em História Social e Econômica do Brasil e Chefe do Arquivo da Academia de Letras da Bahia.
[2] Estatuto e Regimento Interno da Academia de Letras da Bahia. EGBA: Academia de Letras da Bahia.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s