João Carlos Salles

joao_carlos_salles

Cadeira 32

Patrono: André Pinto Rebouças

Fundador: Teodoro Fernandes Sampaio

2o. Titular: Isaías Alves de Almeida

3o. Titular: Zitelmann José Santos de Oliva

4o. Titular: Gérson Pereira dos Santos

Titular atual:  João Carlos Salles Pires da Silva

Posse em: 04.11.2014

Eleito em 3 de julho de 2014, tomou posse em 04 de novembro de 2014, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Paulo Costa Lima.

João Carlos Salles Pires da Silva nasceu em 12 de maio de 1962, em Cachoeira, no sobrado de número 8 da Praça da Aclamação, onde então lembra de ver seu pai de criação, Divaldo Sales Soares, jogar biriba com Mateus Aleluia e Dadinho, do grupo Os Tincoãs, e onde hoje funciona o espaço de artes Pouso da Palavra. Filho de Wanderley Pires da Silva e Lêda Lícia Salles Pires da Silva (antes Dantas Salles Ribeiro), foi criado por seus tios avós Divaldo e Guiomar, por causa da morte de sua mãe Lêda, quando mal completara 11 meses. Muito em decorrência dessa morte precoce, precisou começar bem cedo o primário na Escola São José, tendo cursado depois o ginásio no Colégio Estadual da Cachoeira, até mudar-se em 1975 para Salvador, para o Colégio 2 de Julho e para uma nova vida, em um ambiente de contracultura, logo temperado de macrobiótica e marxismo, com bastante leitura e muita militância política, vinculada em seguida à Ação Popular Marxista-Leninista. Ingressa na UFBA em 1979 e, mesmo sendo aluno do primeiro semestre de uma Faculdade muito politizada, foi um dos três delegados do Curso de Economia no Congresso de Reconstrução da UNE. Teve a sorte talvez de depois perder a eleição para o DCE, como candidato a Vice-Presidente na Chapa Voz Ativa, com o que, em 1981, teve algum sossego de uma militância que já completava a todo vapor e inteira dedicação mais de cinco anos, e pôde deslocar sua energia para sua formação profissional no curso de filosofia da UFBA, para o qual se transferira. Acredita ter caído então nas graças dos professores do Departamento de Filosofia, Ubirajara Rebouças, Fernando Rego, Delmar Schneider, Ruy Simões, Álvaro Menezes, que logo o acolheram como colega, em 1985, em estatuto ainda precário, até que, em janeiro de 1990, por concurso público, se tornou professor do quadro permanente da UFBA. Às leituras de Marx e outras tantas de extração fenomenológica, somavam-se desde a graduação as de Hume e, cada vez mais, as de Wittgenstein, com um mestrado de entremeio sobre Durkheim, em ciências sociais na UFBA, orientado por Ubirajara D. Rebouças. Nascido seu filho, Pedro Santos Salles Pires, em 1991, começou a preparar-se para completar a formação fora de Salvador, uma vez que não tínhamos na Bahia sequer um curso de mestrado em filosofia. O Doutorado na Unicamp, iniciado em 1994, firmou sua paixão por Wittgenstein, tendo redigido sua tese sob os auspícios de Arley R. Moreno, em uma orientação deveras exemplar, na qual, segundo acredita, os gestos teóricos, sendo inclusive recíprocos, assim como internas as relações, não ocorrem por causa do outro, mas sim graças a ele. Retorna do Doutorado em 1999 e logo assume funções de gestão e de política acadêmica. Sua militância parece escolher novos caminhos e se revestir de novas formas, tanto na própria UFBA quanto nacionalmente (nesse caso, em especial, na ANPOF e em comitês da área de filosofia na CAPES e no CNPq), tendo ele tido algum protagonismo na criação, em 2001, do Curso de Mestrado em Filosofia e, enfim, do Curso de Doutorado em Filosofia da UFBA, em 2008. Nessa toada, tem mantido sua produção acadêmica (marcada, admite, por certa veleidade literária e pelos ares remotos de Cachoeira), tendo organizado vários livros e publicado os seus próprios, e tem liderado um animado grupo de pesquisas em filosofia moderna e contemporânea, autointitulado “Empirismo, Fenomenologia e Gramática”, com cuja ajuda e a dos colegas de filosofia organizou umas três dezenas de eventos (com destaque para dois encontros nacionais da ANPOF e um Congresso da Sociedade Interamericana de Filosofia). Em meio a todos esses gestos e textos, assumiu funções administrativas e políticas diversas na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, e mesmo na própria UFBA, de sorte que, um tanto inadvertidamente, mas talvez com algum sentido, seus passos o conduziram, em 2014, à condição de Reitor da UFBA e ao convívio dos confrades e confreiras da Academia de Letras da Bahia.

Anúncios

Antônio Torres

antonio_torres

Cadeira 9

Patrono: Antônio Ferreira França

Fundador: José Alfredo de Campos França

2o. Titular: Edgar Ribeiro Sanches

3o. Titular: Antônio Luis Machado Neto

4o. Titular: Cláudio Veiga

5o. Titular: João Ubaldo Ribeiro

Titular atual: Antônio Torres

Posse em: 21.05.2015

Antônio Torres nasceu no pequeno povoado do Junco (hoje a cidade de Sátiro Dias), no interior da Bahia, no dia 13 de setembro de 1940. Ainda menino, mudou-se para Alagoinhas para fazer o Ginásio, mais tarde foi parar em Salvador, capital baiana, onde se tornou repórter do Jornal da Bahia. Aos 20 anos transferiu-se para São Paulo, empregando-se no diário Última Hora. Lá, mudou de ramo e passou a trabalhar em publicidade. Viveu por três anos em Portugal e atualmente dedica-se exclusivamente à atividade literária e mora em Itaipava, Petrópolis, RJ depois de viver no Rio de Janeiro por várias décadas. É casado com Sonia Torres, doutora em literatura comparada, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), e tem dois filhos, Gabriel e Tiago.

Aos 32 anos, Antônio Torres lançou seu primeiro romance, Um cão uivando para a Lua, que causou grande impacto, sendo considerado pela crítica “a revelação do ano”. O segundo “Os Homens dos Pés Redondos”, confirmou as qualidades do primeiro livro. O grande sucesso, porém, veio em 1976, quando publicou Essa terra, narrativa de fortes pinceladas autobiográficas que aborda a questão do êxodo rural de nordestinos em busca de uma vida melhor nas grandes metrópoles do Sul, principalmente São Paulo.

Hoje considerada uma obra-prima, Essa terra ganhou uma edição francesa em 1984, abrindo o caminho para a carreira internacional do escritor baiano, que hoje tem seus livros publicados em Cuba, na Argentina, França, Alemanha, Itália, Inglaterra, Estados Unidos, Israel, Holanda, , Espanha, Portugal, Bulgária e Vietnã. Em 2001 a Editora Record lançou uma reedição comemorativa (25 anos) de Essa Terra. Torres, porém, não restringiu seu universo ao interior do Brasil. Passeia com a mesma desenvoltura por cenários rurais e urbanos, como em Um cão uivando para a Lua, Os homens dos pés redondos, Balada da infância perdida e Um táxi para Viena d’Áustria.

Em 1997, Torres decidiu retornar ao tema e aos personagens do consagrado Essa terra. Vinte anos depois, narrador e protagonista voltam à pequena Junco em O cachorro e o lobo, para encontrar uma cidade já transformada pela chegada do progresso. É um romance de fina carpintaria literária que foi saudado pela crítica, tanto no Brasil como na França, onde foi publicado em 2001.

Foi condecorado pelo governo francês, em 1998, como “Chevalier des Arts et des Lettres”, por seus romances publicados na França até então (Essa terra e Um táxi para Viena d’Áustria). Em 2000, ganhou o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da sua obra. Em 2001, foi o vencedor (junto com Salim Miguel por Nur na escuridão) do Prêmio Zaffari & Bourbon, da 9a. Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, RS, por seu romance Meu querido canibal, no qual Torres se debruça sobre a vida do líder tupinambá Cunhambebe, o mais temido e adorado guerreiro indígena, para traçar um painel das primeiras décadas da história brasileira.

Dando sequência às suas pesquisas históricas, ele escreveu o romance O nobre sequestrador, que trata da invasão francesa ao Rio de Janeiro em 1711, comandada por René Duguay-Trouin, o corsário de Luis XIV, que sequestrou a cidade durante 50 dias, até que lhe fosse pago um alto resgate para que ela fosse devolvida a seus habitantes. O nobre sequestrador foi finalista no Prêmio Zaffari & Bourbon de 2003.

Em 2006, Antônio Torres publicou o romance Pelo fundo da agulha, com o que fechou uma trilogia iniciada com Essa terra e prosseguida com O cachorro e o lobo. Este livro foi um dos vencedores do Prêmio Jabuti e finalista do Prêmio Zaffari & Bourbon, da Jornada Literária Nacional de Passo Fundo.

Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 7/11/2013, nela foi empossado no dia 9/4/2014, passando a ocupar a cadeira 23, cujo patrono é José de Alencar, e que teve como fundador Machado de Assis e, na linha sucessória, Lafaiette Rodrigues Pereira, Alfredo Pujol, Otávio Mangabeira, Jorge Amado, Zélia Gattai e Luiz Paulo Horta. Ele foi recebido na ABL pela romancista Nélida Piñon

Em resumo: autor premiado, com várias edições no Brasil e traduções em muitos países, Antônio Torres é um dos nomes mais importantes da sua geração, com um obra expressiva que abrange 11 romances, 1 livro de contos, 1 livro para crianças, 1 livro de crônicas, perfis e memórias. Além de dois projetos especiais (O centro das nossas desatenções, sobre o centro do Rio de Janeiro – e que rendeu um documentário para a TV Cultura, São Paulo -, e O circo no Brasil, da série História Visual, da Funarte, Fundação Nacional de Arte).

Capa do caderno literário do jornal Le Monde (França) dedicado à literatura latino-americana. O nome de Antônio Torres aparece ao lado de Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Dyonélio Machado, Graciliano Ramos e Moacyr Scliar.

caderno_le_monde

BIBLIOGRAFIA

  • Um cão uivando para a lua – 1972
  • Os homens dos pés redondos – 1973
  • Essa terra – 1976
  • Carta ao bispo – 1979
  • Adeus, velho – 1981
  • Balada da infância perdida – 1986
  • Um táxi para Viena d’Áustria – 1991
  • O centro das nossas desatenções – 1996
  • O cachorro e o lobo – 1997
  • O circo no Brasil – 1998
  • Meninos, eu conto – 1999
  • Meu querido canibal – 2000
  • Essa Terra (edição comemorativa de 25 anos) – 2001
  • O Nobre Sequestrador –  2003
  • Pelo Fundo da Agulha – 2006
  • Minu, o gato azul – 2007 (história para crianças)
  • Sobre pessoas – 2007 (crônicas, perfis e memórias)
  • Do Palácio do Catete à venda de Josias Cardoso – crônica, 2007

Fonte: www.antoniotorres.com.br

Urânia Tourinho Peres

urania_tourinho

Cadeira 40

Patrono: Francisco Cavalcanti Mangabeira

Fundador: Otávio Cavalcanti Mangabeira

2o. Titular: Manoel Pinto de Aguiar

Titular atual: Urânia Tourinho Peres

 

Urania Maria Tourinho Peres – Psicanalista, participou da fundação da CLAP em 1970, uma das instituições pioneiras no estabelecimento e desenvolvimento da psicanálise na Bahia. Em 1988 fundou o Colégio Freudiano da Bahia, atualmente Colégio de Psicanálise da Bahia. No mesmo ano passou a ser membro da École Lacanienne de Psychanalyse (Paris).

É membro correspondente da Association Insistence (Paris) e A.E. pela Escuela Freudiana de Buenos Aires.

 

Livros publicados:

  • Mosaico de Letras. Ed. Escuta. São Paulo, 1999.
  • Depressão e Melancolia. Jorge Zahar Editora. 2003.
  • Organizou, em 1996, coletânea sobre Melancolia para a Coleção de Psicopatologia Fundamental – Ed. Escuta.
  • A culpa. Coleção Psicopatologia Fundamental. Ed. Escuta. 2001.
  • Emilio Rodrigué: Caçador de Labirintos. Ed.Corrupio. 2004.
  • Frida Kahlo: Dor e Arte. 2007.

 

Tem vários artigos publicados em coletâneas e revistas.

Em 1996 presidiu o 1º Congresso Internacional de Psicanálise do Colégio de Psicanálise da Bahia cujo tema foi A Morte.

Em 2001 presidiu o 2º Congresso Internacional de Psicanálise do Colégio de Psicanálise da Bahia cujo tema foi A Culpa.

Organizou os Anais dos dois Congressos: Amorte, 1998; A Culpa, 2001.

Autora do posfácio do livro Luto e Melancolia, Editora Cosac Naify, 2011.

 

Posse em: 25.09.2014

Edivaldo Boaventura

eb

Cadeira 39

Patrono: Francisco de Castro

Fundador: Clementino Rocha Fraga

Titular atual: Edivaldo Boaventura

Posse em: 06.08.1971

www.edivaldoboaventura.com.br

Nascido em Feira de Santana, Bahia, a 10 de dezembro de 1933, filho de Osvaldo Abreu Boaventura e Edith Machado Boaventura. Fez o curso secundário com os jesuítas, no Colégio Antonio Vieira, o de bacharel em Direito (1959) e em Ciências Sociais (1969) na Universidade Federal da

Bahia (UFBA) Doutorou-se em Direito e obteve a docência livre em Economia Política (1964) pela mesma Universidade e cursou o Institut International de Planification de l’Éducation – UNESCO (1971/1972), em Paris. É mestre em Educação (1980) e Ph.D. (1981) pela The Pennsylvania State University. Diplomou-se pelo curso de Altos Estudos de Política e Estratégia, ESG (1989).

Após o curso Técnico em Desenvolvimento Econômico, trabalhou na Sudene (1961/63). Foi juiz do Trabalho (1963/70). Em 1960, iniciou a carreira docente, ingressando na Escola de Administração da UFBA, em 1962, como professor assistente. Como adjunto, implantou a Assessoria de Planejamento e participou da reforma universitária com o reitor Roberto Santos. Em 1971, alcançou o último cargo da carreira acadêmica, com o concurso para professor titular da Faculdade de Educação da UFBA. Coordenou o Mestrado em Educação e, como membro do Conselho de Coordenação, presidiu a Câmara de Ensino de Pós-Graduação e Pesquisa. Membro do Conselho de Educação da Bahia nos governos de Luiz Viana Filho e João Durval Carneiro, foi duas vezes secretário da Educação e Cultura da Bahia, quando criou e exerceu a reitoria da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Em 1991, voltou ao Conselho de Educação e coordenou a implantação do Doutorado em Educação da UFBA. Em 1996, passou a diretor-geral do jornal “A Tarde”.

Como escritor, é membro efetivo e atual presidente da Academia de Letras da Bahia, membro da Academia de Letras Jurídicas da Bahia, membro da Academia Brasileira de Educação, membro da Academia de Letras de Feira de Santana, benemérito da Conquistense, correspondente da de Campos do Jordão e das Letras e Artes Mater Salvatoris. É sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil. Pertence à Ordem e Instituto dos Advogados da Bahia, à Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED). Alumni Fellow da Penn State University. É Comendador (1971) e Grande Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique, Officier de l’Ordre des Palmes Académiques, Donato di Devozione di Seconda Classe da Soberana e Militar Ordem Hospitalar de Malta, Oficial da Ordem do Mérito Militar. Possui as medalhas da Cruz de Malta, Mérito Tamandaré, Machado de Assis, Mérito Educacional Barão de Macaúbas, Mérito Cultural Castro Alves, Amigo da Marinha, Maria Quitéria e do Patriarca e é Cidadão Honorário de vários municípios baianos.

Livros Publicados:

  • Introdução ao enquadramento sindical
  • Incentivos ao desenvolvimento regional. Salvador: Faculdade de Direito, Universidade da Bahia, Salvador.
  • Ordenamento de idéias. Salvador: Estuário, 1969.
  • Universidade em mudança: problemas de estrutura e de funcionamento da educação superior. Salvador: Imprensa Oficial da Bahia, 1971.
  • O departamento na universidade: Salvador: Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 1971.
  • L’Enseignement Supérieur à Bahia: étude de la réforme de l’evolution des efectifs et du fInancement de l’Université Fédérale de Bahia au Brésil. Paris: IIEP/UNESCO, 1972.
  • Problemas da educação baiana. Salvador: Universitária, 1977.
  • Espírito de julgamento: ensaios em prol da cultura. Salvador: Universitária, 1978.
  • The legal framework of Brazilian education. The Pennsylvania State University, State College (PA): 1980.
  • A study of the legal functions and responsibilities of the State Council of Education of Bahia, Brazil, from 1963 to 1975. – The Pennsylvania State University, State College, 1981.
  • A segunda casa. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1984.
  • Pela causa da educação e da cultura: Salvador: Secretaria da Educação e Cultura, 1984.
  • Papéis e personalidades de baianos. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1985.
  • (Org.) Pedro Calmon:vida e glória. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, Salvador: Secretaria de Estado da Educação e Cultura da Bahia/Academia de Letras da Bahia, 1986. 248p.
  • Universidade e multiversidade. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1986.
  • Tempos construtivos. Salvador: Arpoador, 1987.
  • Tempo de educar: pronunciamentos sobre educação e cultura, 1984 e 1985. Salvador: Secretaria de Educação e Cultura, 1987.
  • Como ordenar as idéias. São Paulo: Ática, 1988. (Princípios, 128); 2. ed. São Paulo: Ática, 1988. (Princípios, 128); 3. ed. São Paulo: Ática, 1993. 59p. (Princípios, 128); 4. ed. São Paulo: Ática, 1995. (Princípios, 128); 5. ed. São Paulo: Ática, 1997. (Princípios, 128); 6. ed. São Paulo: Ática, 1999. (Princípios, 128); 7. ed. São Paulo: Ática, 1999. (Princípios, 128); 8. ed. São Paulo: Ática, 2002. (Princípios, 128).
  • Gente da Bahia. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1990.
  • (Org.) Homenagem a Luiz Viana Filho. Brasília: Centro Gráfico do Senado Federal, 1991.
  • O Conselho de Educação da Bahia: 1963 e 1967. Salvador: Conselho Estadual de Educação da Bahia, 1993.
  • As etapas do doutorado. Salvador: Universidade do Estado da Bahia, 1994.
  • Encontro com a educação. Salvador: Universidade Federal da Bahia, 1996.
  • Estudos sobre Castro Alves. Salvador: Universidade Federal da Bahia/Empresa Gráfica da Bahia, 1996.
  • (Org.). Políticas municipais de educação. Salvador: Editora da Universidade Federal da Bahia, 1996.
  • A educação brasileira e o direito. Belo Horizonte: Nova Alvorada, 1997.
  • O parque estadual de Canudos. Salvador: Secretaria de Cultura e Turismo, 1997.
  • Porto de abrigo: diário de uma viagem a Macau. Petrópolis: Vozes, 1998.
  • UFBA: trajetória de uma universidade, 1946-1996: o Centenário de Edgar Santos e o Cinqüentenário da Universidade Federal da Bahia. Salvador: EGBA, 1999.
  • O Território da palavra, Salvador: Ianamá, 2001.
  • Metodologia da Pesquisa: Monografia, Dissertação e Tese. São Paulo: Atlas, 2004.
  • (Org.). O terreiro, a quadra e a roda: formas alternativas de educação da criança negra em Salvador. Salvador: Editora da Universidade do Estado da Bahia, 2004. Em colaboração com Ana Célia da Silva.
  • O Solar Góes Calmon. Salvador: Academia de Letras da Bahia, 2004.
  • (Org.). Cruz Rios: jornalista por vocação. Salvador: P & A, 2004.
  • Castro Alves: um parque para o poeta. Salvador: Secretaria de Cultura e Turismo/EGBA, 2006.
  • O cordel da vida: biografia, curriculum vitae, memorial, site e homepage. Salvador: Faculdade Apoio, 2007. 498 p.
  • (Org.) O centenário de Luiz Viana Filho, 1908-2008. Salvador: Instituto Geográfico e Histórico da Bahia; Academia de Letras da Bahia, 2008. 100 p.
  • A construção da Universidade baiana: origens, missões e afrodescendência. Salvador: Edufba, 2009. 272 p.
  • (Org.) Jorge Calmon – o jornalista. Salvador: Quarteto/Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. 2009. 301p.
  • Na trilha de Pedro Calmon. Salvador: Quarteto, 2010, 330 p.
  • A convivência acadêmica. Salvador: Quarteto, 2012, 502 p.
  • Portugal, um pais denso. Salvador: Quarteto, 2013, 254 p.
  • Maria Beltrão e a arqueologia na Bahia: o projeto central. (Org.)  Salvador: Quarteto, 2014, 118 p.

Armando Avena

aave

Cadeira 38

Patrono: Alfredo Tomé de Brito

Fundador: Oscar Freire de Carvalho

2o. Titular: Roberto José Correia

3o. Titular: Antônio do Prado Valadares

4o. Titular: Cristiano Alberto Müller

5o. Titular: Wilson Mascarenhas

Lins de Albuquerque

Titular atual: Armando Avena Filho  

Posse em: 28.04.2005

Nascido em Salvador, Armando Avena é escritor, jornalista e economista. Membro da Academia de Letras da Bahia, é autor de seis livros, incluindo três romances, um de ensaios e crônicas e um infantil. Seu último romance, Recôncavo, foi publicado em 2008, pela Editora Versal.

Armando Avena é professor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia – UFBA é colunista do jornal A TARDE, assinando coluna semanal.

Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal da Bahia é mestre em Planejamento Global e Política Econômica pela CEPAL-Comissão Econômica para a América Latina, Santiago/Chile. Foi Secretário do Planejamento do Estado da Bahia, no período 2003-2006 e Presidente do Fórum Nacional de Secretários de Planejamento. Presidiu a Fundação CPE- Centro de Projetos e Estudos, no período 1987-1990. Tem dezenas de artigos e ensaios publicados sobre a economia baiana e sobre o planejamento. Foi Presidente do Conselho Regional de Economia-Bahia. Seu portal na WEB está no endereço: www.armandoavena.com.br.

Discurso de posse.
Discurso de recepção.

 

Livros publicados:

O afilhado de Gabo — (romance) — Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1997.
A última tentação de Marx — (ensaios e crônicas) — Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2000.
A menina que perdeu o nariz — (infantil) — Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1999.
O Evangelho segundo Maria — (romance) — Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002.
Fabrício e as estrelas — (infantil) — Salvador: Casa de Palavras / Fundação Casa de Jorge Amado, 2006.
Recôncavo — (romance) — Rio de Janeiro: Editora Versal, 2008.
O manuscrito secreto de Marx – 2012

Dom Emanuel d’Able do Amaral

deda

Cadeira 37

Patrono: João Batista de Castro Rebelo Júnior

Fundador: Almachio Diniz Gonçalves

2o. Titular: Edith Mendes da Gama e Abreu

3o. Titular: Antônio Carlos Magalhães

Titular atual: Abade Dom Emanuel

d’Able do Amaral  

Posse em: 28.05.2009


Eleito em 20 de novembro de 2008, tomou posse em 28 de abril de 2009, na atual sede, sendo saudado por Fernando da Rocha Peres.

Dom Emanuel d’Able do Amaral – OSB nasceu no Rio de Janeiro, no bairro de Santa Teresa, no dia 13 de agosto de 1957. Filho de Joaquim Dias do Amaral (carioca) e de Catarina Lúcia d´Able do Amaral (pernambucana). Nome civil: Joaquim Augusto d´Able do Amaral. Antes de entrar para a vida monástica morou nas cidades do Rio de Janeiro, Vassouras (RJ), São Lourenço (MG), Engenheiro Paulo de Frontin (RJ) e Valença (RJ). Estudou em colégios dessas cidades, destacando-se alguns deles que marcaram positivamente sua formação: Colégio Valenciano São José (Primário), Colégio São José dos Irmãos Maristas em Mendes (RJ) (Ginásio), Colégio Nossa Senhora Medianeira em Barra do Piraí (Primeiro Ano Básico) e Colégio Comercial de Mendes (Curso Técnico em Contabilidade). Sua mãe, recentemente falecida (+ 10/9/2008), o introduziu desde criança no universo da literatura. Estudando com os Irmãos Maristas em Mendes pôde aprofundar o gosto pela literatura brasileira. Iniciou com Irmãos Maristas de Mendes o estudo da língua francesa. Aprofundou o estudo dessa língua ao longo da vida, na família e no Mosteiro de São Bento de São Paulo, recebendo uma bolsa de estudos do Governo Francês no Instituto Católico de Paris no verão europeu de 1988. Na adolescência, em maio de 1973, conheceu em Sacra Família do Tinguá (2º Distrito de Engenheiro Paulo de Frontin) o monge historiador Dom Clemente Maria da Silva Nigra. Antes de entrar para o mosteiro teve a oportunidade de conversar diversas vezes (quase semanalmente) com ele sobre diversos temas (espiritualidade, arte, história…).

Entrou para a Ordem de São Bento em 30 de janeiro de 1978, no Mosteiro de São Bento de São Paulo. Nesse mosteiro iniciou o postulantado e mais tarde o noviciado. Além da formação monástica básica, estudou latim, francês e grego bíblico. Em 1979 iniciou o Curso de Filosofia no Mosteiro de São Paulo, terminando em 1981. Participou como membro Fundador do Mosteiro da Ressurreição de Ponta Grossa. No Ifiteme (Instituto de Filosofia e Teologia Mater Ecclesiae) estudou Teologia de 1982 a 1985. Além do grego bíblico também estudou hebraico. Em 1985 foi nomeado Sub-Prior do Mosteiro. Foi ordenado sacerdote em 7 de dezembro de 1985 em Engenheiro Paulo de Frontin (RJ) por Dom Waldyr Calheiros de Novaes (Bispo de Barra de Piraí – Volta Redonda). Esteve em Roma, de 1987 a 1989, estudando Teologia Bíblica (Licenza Specializata igual ao Mestrado no Brasil) na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Gregoriana. Residiu, na oportunidade, no Colégio Santo Anselmo, sede da Ordem de São Bento, no Monte Aventino. Nas férias pôde visitar diversas abadias da Ordem. Como lecionava “História da Ordem” no noviciado de Ponta Grossa, aproveitou para visitar vários mosteiros em Portugal, Itália, Alemanha, Irlanda, França, Bélgica e Luxemburgo. Esteve também na antiga Iugoslávia (Split, Mostar, Sara­jevo) e na Palestina. Retornando ao Brasil em 1989 iniciou sua carreira como Professor de Sagrada Escritura no Ifiteme. Foi nomeado pelo Bispo Diocesano de Ponta Grossa como um dos “Diretores Espirituais do Seminário Diocesa­no”. Foi também eleito Co-Visitador pelo Capítulo Geral da Congregação Beneditina do Brasil em 1993. Foi professor até 22 de junho de 1994 quando foi eleito 79º abade do Mosteiro de São Bento da Bahia. Sendo instalado no cargo na tarde do dia 23 de junho por Dom Basílio Penido, Abade Presidente da Congregação Beneditina do Brasil. Recebeu a bênção abacial no dia 11 de setembro de 1994, na Catedral Basílica, de Dom Frei Lucas Cardeal Moreira Neves O.P. Logo que chegou a Salvador como abade pegou o início do plano de revitalização do mosteiro com a participação da Odebrecht, do Governo do Estado da Bahia e de outras instituições. No final de 1994 inaugurou o novo Colégio de São Bento (com o segundo grau) e a Basílica abacial do São Sebastião. Em 1995 abriu a Biblioteca aos pesquisadores, o Museu São Bento e Laboratório de Restauração de Livros Raros. A Basílica do Mosteiro foi aberta à música sacra e erudita. No dia 5 de junho de 1995, Solenidade de Pentecostes, retomou o “Canto Gregoriano” na missa conventual aos domingos. Incentivou a gravação do primeiro CD com Cantos Gregorianos. Reeleito Abade Presidente no último Capítulo Geral da Congregação Beneditina do Brasil, reunido no Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, no dia 27 de abril de 2008, para mais um e último mandato de três anos. É Titular da Cadeira no. 34 do Instituto Genealógico da Bahia. Tomou posse em 11 de junho de 2008 nessa Cadeira que pertenceu ao saudoso e querido Dr. Jorge Calmon. Foi aclamado como Presidente de Honra desse Instituto. Eleito para a Cadeira no. 37 da Academia de Letras da Bahia no dia 20 de novembro de 2008. Tomou posse no dia 28 de maio de 2009.

 

Publicação

  • Introdução à História Monástica. Salvador: Edições São Bento,  2006.

O livro é resultado de suas aulas de História Monástica. Foi uma tentativa de oferecer aos leitores da língua portuguesa uma introdução geral ao monaquismo desde as origens ao século XIX. Não existia em português uma obra assim. Havia textos dispersos sobre o monaquismo. Este livro veio preencher uma lacuna e está sendo utilizado não somente nos mosteiros, mas em alguns cursos preparatórios para o vestibular (Sartre) e em alguns cursos superiores. Nessa abordagem da história do monaquismo fez palestra no Instituto Genealógico no dia 5 de junho de 2006 “O Mosteiro de São Bento da Bahia: dois tempos de um único ideal”, que foi publicada na Revista do Instituto Genealógico da Bahia, n. 23, às páginas 29 a 36. Ao longo desses 15 anos que reside em Salvador como abade do mosteiro concedeu diversas entrevistas sobre diferentes assuntos aos jornais da cidade e do exterior e, também, a algumas redes de televisão de difusão estadual, nacional e, em rede, por assinatura. Algumas dessas entrevistas aos jornais e televisões encontram-se nos arquivos do mosteiro e outras imagens estão nos arquivos das televisões de Salvador. Fez também algumas apresentações em livros que foram publicados através das Edições São Bento do Mosteiro da Bahia e de alguns livros de outras edições, tais como: A apresentação do livro “Ensinamentos de um Abade”, de Joaquim de Arruda Zamith OSB, Abade Emérito de São Paulo e ex-Abade Presidente, Edições Subiaco, Juiz de Fora, 2005 e, também, a apresentação da Introdução à Liturgia, do professor Edes Andrade Pereira. Tem também um texto do escritor Eduardo Digo Tavares. Ajudou tamb­ém na revisão deste livro. As homilias que fez durante esses 15 anos na Basílica do mosteiro estão sendo digitadas para serem oportunamente publicadas.


Discurso de posse

José Carlos Capinan

jcc

Cadeira 36

Patrono: Joaquim Jerônimo

Fernandes da Cunha

Fundador: Afonso de Castro Rebelo

2o. Titular: Monsenhor Manoel

de Aquino Barbosa

3o. Titular: Hildegardes Vianna

Titular atual: Capinan

Posse em: 17.08.2006


 

Eleito em 16 de novembro de 2005, tomou posse em 17 de agosto de 2006, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Florisvaldo Mattos.

José Carlos Capinam nasceu em Esplanada, nordeste da Bahia, em 1941. Publicitário, teatrólogo, poeta, escritor, médico. Tornou-se conhecido nacionalmente como letrista de música popular, parceiro de compositores como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Edu Lobo, Jards Macalé e João Bosco, entre outros. Nos anos 1960, participou ativamente do CPC (Centro Popular de Cultura), ligado à UNE (União Nacional dos Estudantes, do Teatro Jovem e do Tropicalismo, voltado predominantemente para a música, com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Os Mutantes, Torquato Neto, Rogério Duarte, Rogério Duprat e Gal Costa. Participa das antologias 26 poetas hoje (1976), organizada por Heloísa Buarque de Hollanda, e a A poesia baiana no século XX (1999), organizada por Assis Brasil. Foi coeditor, com Abel Silva, da revista Anima (Rio de Janeiro, 1976-77), que publicava textos de poesia e ficção. No governo Waldir Pires (1987-89), exerceu o cargo de secretário da Cultura. É membro da Academia de Letras da Bahia e, atualmente, conselheiro estadual de Cultura e presidente da Amafro (Associação de Amigos da Cultura Afro-Brasileira). “Para minha geração, a cultura é rica não apenas de elementos folclóricos, mas também de elementos de saber, que lhe são roubados por uma pretensa cultura científica, universitária. A universidade não tem nenhum programa de cultura popular” – diz neste depoimento gravado em setembro de 1981. Vinte e oito anos depois, essa observação se constata. Bem como outra em que afirma:

“A literatura baiana sempre foi rica tanto em poesia como em ficção. Talvez seja até bom falarmos de um grupo baiano de criadores, porque nunca tivemos essa carência. Mas grupo de criadores não em termos de organização, de unidade, de um movimento que possa tornar essa literatura mais dinâmica, mais viva, marcando sua presença no cotidiano da cidade, ocupando espaços não só na imprensa, agitando, panfletando, sendo veiculada, lida, discutida. Isso está existindo”.

In: SANTANA, Valdomiro. Literatura baiana 1920-1980. Salvador: Casa da Palavra/Fundação Casa de Jorge Amado/PPGLDC-UEFS. 2009. p. 83-84.

 

Publicações

  • Inquisitorial (1966; 2. ed. 1995).
  • Ciclo de navegação: Bahia e gente (1977).
  • Confissões de Narciso e Balança mas Hai Kai (1995).
  • Estrela do Norte, adeus (1986).