Clóvis Lima

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Cadeira 22

Patrono: José Maria da Silva Paranhos,

Visconde do Rio Branco

Fundador: Ruy Barbosa

2o. Titular: Ernesto Carneiro Ribeiro Filho

3o. Titular: Aloísio Henrique de Barros Porto

Titular atual: Clóvis Álvares Lima

Posse em: 08.05.1980


Eleito em 12 de dezembro de 1979, tomou posse em 8 de maio de 1980, no salão nobre da antiga sede, no Terreiro de Jesus, sendo saudado pelo acadêmico Antônio Loureiro de Souza.

 

Nasceu no dia 11 de março de 1914, na cidade de Vitória da Conquista, interior da Bahia, filho de Auta Alves Lima e Temístocles Álvares Lima. O pai era advogado e representava a firma alemã Westphalen Bach & Krohn. Perdeu a mãe aos dois anos e quatro meses de idade, não tendo guardado dela recordação alguma, apenas a lembrança vaga do irmão mais velho, Nelson, tendo-o nos braços e inclinando-o sobre o caixão, para vê-la. Foi alfabetizado pelo pai, com letras recortadas em cartolina, como era comum à época se fazer com as crianças ainda muito pequenas. E aprendeu aritmética com outro irmão, também mais velho, Newton. Esse outro irmão, lendo com ele livros acessíveis à sua compreensão, foi o primeiro grande estimulador de sua tendência literária. Muito cedo começou a escrever versos, e foi na idade de 13 ou 14 anos que surpreendeu o mestre, o poeta Euclides Dantas, com a leitura de um poema de sua autoria. Na sua terra, foi colaborador de O Combate, jornalzinho fundado pelo poeta Laudionor Brasil em 1930. Fez parte também da Ala das Letras e das Artes de Conquista, espécie de secção regional da famosa Ala das Letras e das Artes existente em Salvador, fundada por Carlos Chiacchio. Em 1952 foi incluído na polianteia Apóstolos do sonho, organizada por Flávio de Paula que reunia doze poetas baianos, cada um com doze sonetos. Entre esses poetas, encontravam-se, além do próprio Flávio de Paula, Camilo de Jesus Lima, Euclides Dantas, Laudionor Brasil e Eratóstenes Menezes. Radicando-se em Salvador, tornou-se colaborador do jornal A Tarde, onde publicava apreciadas crônicas, além de poesia na página literária. Suas crônicas, de estilo fluente e agradável, promoviam, muitas vezes, livros recém-lançados de autores baianos. Colaborou também com as revistas A Luva, da Bahia, e O Malho, do Rio de Janeiro. Avesso a publicar em livro, teve, em 1975, alguns de seus poemas, traduções do francês e versões de poemas para essa língua, reunidos num volume organizado por Antônio Loureiro de Souza, intitulado A poesia de Clóvis Lima. O mesmo ocorreu mais adiante, em outro volume, desta feita organizado por Cláudio Veiga, sendo que, nesta, o volume trazia na capa a assinatura do autor. Além desses dois volumes, sua produção poética encontra-se, em grande parte, publicada nos diversos números da Revista da Academia de Letras da Bahia.


Publicação

Poesia Avulsa. Seleção e Prefácio de Cláudio Veiga. Salvador: Academia de Letras da Bahia, 1994.

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