Florisvaldo Mattos

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Cadeira 31

Patrono: Belarmino Barreto

Fundador: Ernesto Simões da Silva Freitas Filho

2o. Titular: José Luís de Carvalho Filho

Titular atual: Florisvaldo Mattos

Posse em: 23.11.1995


Eleito em 28 de dezembro de 1994, tomou posse em 26 de novembro de 1995, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por João Carlos Teixeira Gomes.

Florisvaldo Mattos nasceu na zona rural de Uruçuca (então Água Preta, distrito de Ilhéus), no sul do Estado da Bahia, em 1932, e assim, por circunstâncias legais, cidadão ilheense. Realizou seus estudos primários nesta cidade e os secundários Itabuna e Ilhéus, respectivamente nos ginásios da Divina Providência e Municipal, completando-os em Salvador no Colégio Estadual da Bahia. Aprovado no vestibular para a Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, obteve diploma no grau de Bacharel em Direito, em 1958.

Neste mesmo ano, iniciou-se na atividade do jornalismo impresso, como profissional, ao integrar a equipe fundadora do Jornal da Bahia, no qual desempenhou, em dois períodos, as funções de repórter, redator e chefe-de-reportagem; atuou no jornal Diário de Notícias, da cadeia dos Diários Associados de Assis Chateaubriand, no qual exerceu as funções de repórter, colunista e posteriormente editor-chefe, participando inclusive, com Glauber Rocha e Paulo Gil Soares, da edição de seu suplemento literário, o SDN, que teve então importância dentro do processo cultural baiano. Por essa época, entre 1961 e 1968, assumiu o posto de correspondente do Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, sendo elevado a partir daí ao cargo de chefe de sua sucursal na Bahia, exercido até o ano de 1982. Em 1990, a convite do jornalista Jorge Calmon, ingressou no jornal A Tarde, assumindo o posto de editor de seu suplemento Cultural, premiado em 1995 pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), no quesito de divulgação cultural, exercendo-o até 2003, quando passou à condição de editor de Opinião e, em seguida, ao cargo de editor-chefe, exercido até fevereiro de 2011, quando se afastou do jornalismo. A partir de 1962, concomitante à atividade de jornalismo, ingressou no magistério superior, no curso de Jornalismo, matriz da futura Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, na qual cursou Mestrado em Ciências Sociais, concluído em 1972, aposentando-se em 1994. Entre 1987 e 1989, exerceu o cargo de presidente da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Em depoimento, prestado em setembro de 1981, faz um retrato da Geração Mapa que, da segunda metade da década de 1950 e até meados da de 60, agitou a vida cultural da Bahia, atuando com destaque nas áreas de literatura, cinema, teatro, artes plásticas e jornalismo. “Uma geração a que pertenço com muita honra. Glauber Rocha foi o nosso maior nome. Nossa proposta básica era romper com a inércia cultural de antão, alimentada pelo pensamento conservador vigente, enfim com barreiras que ainda se erguiam para aceitação dos princípios da arte moderna”, afirmava então. Foi também colaborador das revistas Ângulos, editada pela Faculdade de Direito, Mapa e Revista da Bahia, esta uma publicação do  Estado da Bahia, entre outras.

Foi eleito membro da Academia de Letras da Bahia em 1994, empossado na Cadeira nº 31, em 1995, na vaga do poeta Carvalho Filho. Como poeta e escritor, começou a publicar em jornais e revistas, estaduais e nacionais, participando inclusive de antologias poéticas nacionais, já nos anos 1950, e em livros a partir de 1965. Tem publicado também poesia em antologias internacionais, especialmente de Portugal, Espanha, França e Alemanha. Tem pronunciado palestras sobre temas abrangentes de poesia, literatura, jornalismo e cultura, em reuniões e conclaves promovidos por entidades diversas, entre as quais colégios e faculdades.

 

Publicações

  • Reverdor (poesia, 1965).
  • Valentino, peça teatral (1974).
  • Fábula Civil (poesia, 1975).
  • Dois Poemas para Glauber Rocha: plaqueta em cooperação com o poeta Fernando da Rocha Peres (1985).
  • A caligrafia do soluço & poesia anterior (1996).
  • Estação da prosa & Diversos (1997).
  • A comunicação social na Revolução dos Alfaiates (ensaio, 1998).
  • Mares acontecidos (poesia, 2000).
  • Galope amarelo e outros poemas (2001).
  • Travessia de oásis: a sensualidade na poesia de Sosígenes Costa (ensaio, 2004).
  • Poesia Reunida e Inéditos (2011)
  • Sonetos elementais (2012).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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