João Carlos Teixeira Gomes

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Cadeira 15

Patrono: Ângelo Moniz da Silva Ferraz,

Barão de Uruguaiana

Fundador: Otaviano Moniz Barreto

2o. Titular: Hélio Gomes Simões

Titular atual: João Carlos Teixeira Gomes

Posse em: 08.06.1989


 

Eleito em 10 de setembro de 1987, tomou posse em 8 de junho de 1989, no salão nobre da atual sede, sendo  saudado por Waldir Freitas Oliveira.

João Carlos Teixeira Gomes, filho de José Teixeira Gomes Fonseca e de D. Célia Oliveira Teixeira Gomes, nasceu em Salvador a 9 de março de 1936. Fez seus estudos primários nas Escolas Beatriz Cordeiro e Alvine Garcez e concluiu o curso ginasial no Ginásio Baiano de Ensino, dirigido pelo prof. Hugo Baltasar da Silveira. Ingressou, em seguida, no Colégio Estadual da Bahia, onde conheceu Glauber Rocha, com o qual se integrou num grupo de jovens escritores e intelectuais que ficaria conhecido como a Geração Mapa. Em 1958, concluídos os estudos do 2º ciclo, com ênfase em Letras Clássicas, fez vestibular para a Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, pela qual se diplomou em 1961 em Ciências Jurídicas e Sociais. Posteriormente, em 1973, ingressou no Mestrado em Letras do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia, obtendo grau de Mestre com a dissertação O real no universo da criação literária. Professor de Literatura Brasileira na mesma unidade, como membro do Departamento de Letras Vernáculas do qual foi chefe através de três mandatos, lecionou também na Escola de Biblioteconomia e Documentação da UFBA e, posteriormente, na Faculdade de Comunicação, alternando a regência de disciplina de literatura e jornalismo. De 1958 a 1977 foi jornalista profissional, tendo desenvolvido sua carreira no Jornal da Bahia, que ajudou a fundar em 1958, no qual ocupou sucessivamente os cargos de repórter, secretário, chefe de reportagem, redator-chefe e editorialista. Como jornalista e na qualidade de convidado de governos e instituições estrangeiras, visitou por duas vezes os Estados Unidos, o Chile, Portugal, Angola e Moçambique, tendo participado, em 1972, em Boca Ratón, na Flórida, de um seminário internacional sobre expansão demográfica. Estendeu suas viagens de estudos a outros países da América do Sul e da Europa.  Ao lado da sua produção em livros, tem colaborado regularmente em jornais e suplementos literários. Foi também Coordenador do Sistema de Comunicação Social do Governo Waldir Pires e, também, foi Diretor do Centro de Estudos Baianos da Universidade Federal da Bahia.

É, portanto, ensaísta e poeta, professor de literatura brasileira na Universidade Federal da Bahia. Em 1985 publicou um livro sobre Gregório de Mattos e a tradição da sátira peninsular  Gregório de Mattos, o Boca de Brasa, bem recebido pela crítica e pelo público. Outro trabalho de sua autoria também publicado foi Camões Contestador e Outros Ensaios. Além desses, participou, em colaboração, dos livros Dezoito Contistas BaianosDa Ideologia do Pessimismo à Ideologia da EsperançaA Obsessão Barroca da Morte de Manuel Bernardes e Quevedo. O autor do polêmico Memórias das Trevas  Uma devassa na vida de Antonio Carlos Magalhães, São Paulo, Geração Editorial. Ocupa a cadeira nº. 15 da Academia de Letras da Bahia.

 

Publicações

•   Ciclo Imaginário, poesias, Salvador, Edições Arpoador, 1975;

•   O Domador de Gafanhotos, poesias, Salvador, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1976.

•   Camões Contestador e Outros Ensaios, Salvador, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1978.

•   Gregório de Mattos, o Boca de Brasa: um estudo de plágio e criação textual. Petrópolis: Vozes, 1985.

•   A Esfinge Contemplada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988;

•   O telefone dos Mortos, Contos, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.

•   A Tempestade Engarrafada (Ensaios)Salvador: Empresa Gráfica da Bia, 1995.

•   Glauber Rocha — esse vulcão, biografia, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1997.

•   Memória das Trevas — Uma devassa na vida de Antonio Carlos Magalhães. São Paulo: Geração Editorial, 2001.

•   Assassinos da liberdade, romance, Salvador, Assembleia Legislativa da Bahia, 2008.

 

Colaborações

•   Dezoito Contistas Baianos

•   Da Ideologia do Pessimismo à Ideologia da Esperança

•   A Obsessão Barroca da Morte de Manuel Bernardes e Quevedo.

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