José Carlos Capinan

jcc

Cadeira 36

Patrono: Joaquim Jerônimo

Fernandes da Cunha

Fundador: Afonso de Castro Rebelo

2o. Titular: Monsenhor Manoel

de Aquino Barbosa

3o. Titular: Hildegardes Vianna

Titular atual: Capinan

Posse em: 17.08.2006


 

Eleito em 16 de novembro de 2005, tomou posse em 17 de agosto de 2006, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Florisvaldo Mattos.

José Carlos Capinam nasceu em Esplanada, nordeste da Bahia, em 1941. Publicitário, teatrólogo, poeta, escritor, médico. Tornou-se conhecido nacionalmente como letrista de música popular, parceiro de compositores como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Edu Lobo, Jards Macalé e João Bosco, entre outros. Nos anos 1960, participou ativamente do CPC (Centro Popular de Cultura), ligado à UNE (União Nacional dos Estudantes, do Teatro Jovem e do Tropicalismo, voltado predominantemente para a música, com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Os Mutantes, Torquato Neto, Rogério Duarte, Rogério Duprat e Gal Costa. Participa das antologias 26 poetas hoje (1976), organizada por Heloísa Buarque de Hollanda, e a A poesia baiana no século XX (1999), organizada por Assis Brasil. Foi coeditor, com Abel Silva, da revista Anima (Rio de Janeiro, 1976-77), que publicava textos de poesia e ficção. No governo Waldir Pires (1987-89), exerceu o cargo de secretário da Cultura. É membro da Academia de Letras da Bahia e, atualmente, conselheiro estadual de Cultura e presidente da Amafro (Associação de Amigos da Cultura Afro-Brasileira). “Para minha geração, a cultura é rica não apenas de elementos folclóricos, mas também de elementos de saber, que lhe são roubados por uma pretensa cultura científica, universitária. A universidade não tem nenhum programa de cultura popular” – diz neste depoimento gravado em setembro de 1981. Vinte e oito anos depois, essa observação se constata. Bem como outra em que afirma:

“A literatura baiana sempre foi rica tanto em poesia como em ficção. Talvez seja até bom falarmos de um grupo baiano de criadores, porque nunca tivemos essa carência. Mas grupo de criadores não em termos de organização, de unidade, de um movimento que possa tornar essa literatura mais dinâmica, mais viva, marcando sua presença no cotidiano da cidade, ocupando espaços não só na imprensa, agitando, panfletando, sendo veiculada, lida, discutida. Isso está existindo”.

In: SANTANA, Valdomiro. Literatura baiana 1920-1980. Salvador: Casa da Palavra/Fundação Casa de Jorge Amado/PPGLDC-UEFS. 2009. p. 83-84.

 

Publicações

  • Inquisitorial (1966; 2. ed. 1995).
  • Ciclo de navegação: Bahia e gente (1977).
  • Confissões de Narciso e Balança mas Hai Kai (1995).
  • Estrela do Norte, adeus (1986).

 

 

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