Waldir Freitas Oliveira

wfo

Cadeira 18

Patrono: Zacarias de Góes e Vasconcelos

Fundador: José Joaquim Seabra

2o. Titular: Augusto Alexandre Machado

3o. Titular: D. Avelar Brandão Vilela

Titular atual: Waldir Freitas Oliveira

Posse em: 27.10.1987

Waldir Freitas Oliveira, filho de Arlindo de Oliveira e Angelina Freitas de Oliveira, nasceu a 17 de fevereiro de 1929, na casa do seu avô paterno, José Luiz de Oliveira, na rua do Bispo, depois chamada Júlio David, no bairro de Itapagipe, onde permaneceram seus pais durante um mês, dali regressando para a sua residência, na Ladeira da Piedade, n.º 29, já quase nos Barris, onde residiam; .de onde seguiu, com menos de dois anos, para ir morar com sua tia, Eulina de Oliveira, na rua General Labatut, nº 90, .no fim de linha do bonde dos Barris.

Fez seus estudos primários, em casa, em curso particular, a princípio, a cargo da Prof.ª Dinália Munford, e a seguir, da Prof.ª Maria Guiomar Ramos, esta havendo sido a responsável por sua instrução, durante três anos, de 1936 a 1938; achando-se , então, matriculado, por exigência legal, na Escola Leopoldo Reis, no largo dos Dois Leões, no bairro das Sete Portas, no qual, a cada final do ano letivo, prestava exames para ser promovido à série seguinte. Cursou o ginásio no Instituto Baiano de Ensino, dirigido pelo Prof. Hugo Baltazar da Silveira, seu proprietário, e o curso colegial, no Curso Clássico do então chamado Colégio da Bahia (hoje Colégio Central da Bahia) , situado na Avenida Joana Angélica e dirigido, na época, pelo Prof. Francisco da Conceição Menezes.

Graduou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, a 9 de dezembro de 1950; e obteve os graus de Bacharel e Licenciado em Geografia e História, pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da mesma Universidade, em dezembro de 1955. Em junho de 1959, obteve a Licença em Geografia Humana e Econômica pela Faculdade de Letras da Universidade de Strasbourg (França).

Foi professor de Geografia, na rede de ensino do Governo Estadual da Bahia, havendo lecionado Geografia no Colégio Central e no Instituto de Educação Isaías Alves (antigo Instituto Normal da Bahia), nela havendo ingressado, por aprovação em concurso público, em fevereiro de 1955. Passou a integrar o corpo docente na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, como Assistente Voluntário Gratuito, em 1956, atuando, nessa época, junto à cadeira de Geografia do Brasil; havendo, a seguir, sido ali nomeado Instrutor de Ensino, em fevereiro de 1959.

Antes de iniciar sua carreira de Magistério, foi funcionário do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI), onde ingressou por concurso, em 1.º de fevereiro de 1947, e permaneceu até fevereiro de 1955, quando ingressou como Professor do 2.º Grau, na rede de ensino do Governo Estadual da Bahia.

Na Universidade Federal da Bahia, ensinou, na Faculdade de Filosofia, as disciplinas
Didática Especial da Geografia, Geografia Regional e Geografia Regional Americana; e foi professor de Geografia em seu Colégio de Aplicação; na Faculdade de Ciências Econômicas, ensinou Geografia Econômica havendo, em razão da reforma universitária, passado a integrar o corpo docente, como Professor Assistente e, a seguir, Professor Adjunto, no Instituto de Geociências. Nessa mesma Universidade, exerceu o cargo de Diretor, de 1961 a 1972, do Centro de Estudos Afro-Orientais, do qual foi um dos seus fundadores, ao lado do Prof. George Agostinho da Silva, em 1959. Dele tendo sido transferido, em 1972, para a Faculdade de Filosofia, onde passou a ensinar as disciplinas História da Cultura e História Medieval I e II. Havendo sido, ainda na área do ensino superior, professor de Geografia Política na Universidade Católica de Salvador.

Ensinou, na rede privada de ensino da capital baiana, no Colégio Antônio Vieira, no Colégio Sofia Costa Pinto, na Escola Nova, da Prof.ª Suzana Imbassahy, na Escola Modelo, da Prof.ª Helena Mateus, no Instituto Social da Bahia e no Colégio Anchieta. Foi também, na área do ensino público federal, professor do Colégio Militar de Salvador, para o mesmo tendo sido aprovado em concurso nacional, nele havendo ensinado, sem remuneração, durante o seu primeiro ano de funcionamento, sem que houvesse para ele sido nomeado, por motivos políticos.

Exerceu o jornalismo, como colaborador, em “A Tarde”, em sua redação havendo figurado como cronista semanal, assinando os seus textos com as iniciais WFO, e como editorialista e redator de tópicos, substituindo os jornalistas titulares, em seus períodos de férias, durante o tempo em que foi esse jornal dirigido por Jorge Calmon, Cruz Rios e Edivaldo Boaventura; nele também havendo publicado, ao longo de doze anos, numerosos artigos assinados. Foi também colaborador no “Jornal da Bahia”, com artigos assinados.

É sócio remido do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e ocupa uma das cadeiras do Instituto Genealógico da Bahia.

Foi eleito a 28 de junho de 1987 para a Academia de Letras da Bahia, nela havendo tomado posse a 27 de outubro do mesmo ano, passando a ocupar a cadeira n.º 18, cujo patrono foi o Cons. Zacarias de Góes e Vasconcelos, nela havendo sucedido ao Cardeal Dom Avelar Brandão Vilela, estando, atualmente, a participar de sua Diretoria, onde exerce o cargo de Vice-Presidente.

Autor de poemas, contos e ensaios, publicou 22 livros, entre 1961 e 2011. Em dezembro de 1965, fundou a revista “Afro-Asia”, periódico que continua sendo publicado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia. .

Participou como Conselheiro, a partir de 29 de junho de 1992, do Conselho de Cultura do Estado da Bahia, havendo ocupado a sua presidência, de 7 de novembro de 1995 a 5 de julho de 2003, dele tendo continuando a participar até 31 de dezembro de 2006.

 

Publicações

•   A importância atual do Atlântico Sul. Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia, 1961.

•   Antônio de Lacerda. Salvador: Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal do Salvador, 1974.

•   Geografia para o Vestibular. Salvador: Edição do autor, 1975 (2. ed., em 1976).

•   A Antiguidade tardia e o fim do Império romano do Ocidente. Salvador: Universidade Federal da Bahia, 1982.

•   A industrial Cidade de Valença – um surto de industrialização na Bahia do século XIX. Salvador: Centro de Estudos Baianos, Universidade Federal da Bahia, 1985.

•   Empresa Gráfica da Bahia – 70 anos. Salvador: Empresa Gráfica da Bahia, 1985.

•   Cartas de Édison Carneiro a Artur Ramos – de 4 de janeiro de 1936 a 6 de dezembro de 1938. São Paulo: Corrupio, 1987 (em coautoria com Vivaldo da Costa Lima).

•   A Caminho da Idade Média. São Paulo: Brasiliense, 1987, (2. ed. 1991), Coleção “Tudo é História”.

•   Os primeiros tempos medievais – os reinos germânicos. Salvador: Centro Editorial e Didático da Ufba, 1988.

•   O Tico-Tico: uma revista infantil brasileira. Salvador: Centro de Estudos Baianos, Universidade Federal da Bahia.

•   A Antiguidade tardia. São Paulo: Ática, 1991, Série Princípios.

•   A História de um Banco – O Banco Econômico. Salvador: Museu Eugênio Teixeira Leal/Memorial do Banco Econômico, 1993.

•   A crise da economia Açucareira do Recôncavo na segunda metade do século XIX. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado; Centro de Estudos Baianos, Universidade Federal da Bahia, 1999.

•   Antônio de Lacerda (1834-1885). Registros e Documentos sobre sua vida e obra. Salvador: Fundação Gregório de Mattos, 2002.

•   O príncipe de Joinville na Bahia, na ilha de Santa Helena e no golfo da Guiné (1840-1843). Salvador: Edufba, 2003.

•   Nestor Duarte. Inquietação e rebeldia. Uma biografia crítica. Salvador: Instituto Advogado Gonçalo Porto de Souza, 2004.

•   Santos e festas de santos na Bahia. Salvador: Conselho Estadual de Cultura, 2005.

•   Orlando Gomes. Tempo e Memória. Salvador: Instituto Advogado Gonçalo Porto de Souza, 2006.

•   Aloysio de Carvalho Filho. Pensamento e ação de um liberal democrata. Salvador: Instituto Advogado Gonçalo Porto de Souza, 2007.

•   Colégio Antônio Vieira: vidas e histórias de uma missão jesuíta. 2010.

•   Gaúchos e baianos: Prendas, achados e reencontros. Porto Alegre: Martins Livreiro-Editora, 2013.

Participação em publicações outras

•   Verbete Paraguai River. In: 15ª ed. da “Encyclopaedia Britânica”. U.S.A, 1974.

•   Cartas e comentários – C 01 – A Bahia nos séculos XVI e XVII; C02 – A Bahia no século XVIII; e C 03 – A Bahia no século XIX. In: Atlas do Estado da Bahia, Salvador: SEPLANTEC, 1976.

•   Organização e redação da Apresentação de CARNEIRO, E. Ursa Maior. Salvador: Centro Editorial e Didático da Ufba, 1980.

•   Pedro Calmon e História da Educação na Bahia. In: 80 anos de Pedro Calmon, Salvador: Universidade Federal da Bahia, 1982.

•   Introdução. In: 1834, obra monumental comemorativa do 150º aniversário do Banco Econômico. Rio de Janeiro: Spala, 1984.

•   Apresentação. Miguel Calmon du Pin e Almeida, de 1822 a 1835”. In: ALMEIDA, Miguel Calmon du Pin e. Memória sobre o estabelecimento d`uma campanha de colonização nesta Província, edição fac-similar, Salvador: Centro de Estudos Baianos, Universidade Federal da Bahia, 1985.

•   Apresentação. In: CARNEIRO, E. O quilombo dos Palmares. Rio de Janeiro: Companhia Editora Nacional, 1988.

•   Visão histórica do Pelourinho. In: Pelourinho – Centro Histórico de Salvador – Bahia. A grandeza restaurada. Salvador: Fundação Cultural do Estado, 1994.

•   Conceito de folclore. In: Anais do 8º Congresso Brasileiro de Folclore, Salvador, 12 a 16 de dezembro de 1995. Comissão Nacional de Folclore / IBECC / UNESCO, Rio de Janeiro, 1999.

•   Nos primeiros anos da Universidade. In: UFBA: Trajetória de uma universidade, 1946/1996. Org. Edivaldo Boaventura, Salvador, 1999.

•   O mundo afro-asiático nos séculos XV e XVI. In: As terras do Brasil e o mundo dos descobrimentos. Salvado: Instituto Anísio Teixeira,  2000.

•   Brasil Colônia. In: Desfile Brasil 500 anos – uma criação coletiva. Salvador: Governo do Estado da Bahia, 2000.

•   Prefácio. In: Brasil – 500 anos. Encontros na Bahia. Salvador: Conselho Estadual de Cultura, 2000.

•   Reflexão. In: Do oral ao escrito. 500 anos de História do Brasil. II Encontro de História Oral do Nordeste. Salvador: Universidade do Estado da Bahia, 2000.

•   Agostinho da Silva. In: Agostinho. São Paulo: Academia Lusitana de Ciências Letras e Artes, 2000.

•   Economia de Palmares. In: MOURA, Clóvis. (org.). Os quilombos na dinâmica social do Brasil. Maceió: 2001.

•   Pensamento político sem vínculo. In: MATTOS, Cyro de; FONSECA, Aleilton. O Triunfo de Sosígenes Costa (Estudos, depoimentos e antologia). Ilhéus: Universidade Estadual de Santa Cruz; Feira de Santana: Universidade Estadual de Feira de Santana, 2004.

•   Jean le Corse. In: Antologia Panorâmica do conto baiano – século XX. Ilhéus: Editus, 2004.

•   Apresentação. In: MENDONÇA, Edízio. Campestre e seus horrores. Salvador: Funcultura, Governo do Estado da Bahia, 2006.

•   Verbete Waldir Freitas Oliveira. In: Dicionário de Autores Baianos. Salvador: Funcultura, Governo do Estado da Bahia, 2006.

 Organização e coordenação de edições especiais

•   ALMEIDA, Miguel Calmon du Pin e. Ensaio sobre o fabrico do açúcar. Salvador: FIEB, 2002. (Edição fac-similar, 1834).

•   Memória da OAB-BA. Os Presidentes (1932-2003). Salvador: OAB, 2003.

•   BRITO, João Rodrigues de et allia. Cartas econômico-políticas sobre a agricultura e o comércio da Bahia. Salvador: FIEB, 2004. (Reedição de obra publicada em 1807).

•   RAMOS, Artur. A mestiçagem no Brasil. Maceió: Universidade Federal de Alagoas, 2004.

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