Livro dimensiona a história e o legado de Pedro Calmon

livroeb Pedro Calmon deve ganhar uma biografia dentro de dois anos, pelas mãos de Edivaldo M. Boaventura.

Antes, porém, o autor quer oferecer um aperitivo aos leitores. O momento é logo mais à noite, quando ele recebe convidados para o lançamento de Na Trilha de Pedro Calmon, na sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

“Este livro é uma tentativa de reunião de ensaios pontuais sobre Pedro Calmon”, apresenta Boaventura, que é professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), diretor-geral de A TARDE e membro da Academia de Letras da Bahia.

pedrocalmon

Com prefácio de Consuelo Pondé de Sena e apresentação de Luiz Vianna Neto, a coletânea enfileira 13 artigos que abordam a atuação do homenageado como político, professor, historiador e biógrafo.

Mas nada chama mais a atenção do autor do que a trajetória de Pedro Calmon como reitor da Universidade do Brasil, que mais tarde viria a ser rebatizada, ganhando o nome de Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Nascido na cidade baiana de Amargosa, em 1902, Calmon morreu na capital carioca, em 1985.

“Merece destaque o seu relacionamento com os estudantes.

Ele foi reitor numa época de grande problemas, já que era a fase do getulismo. Mas conseguiu se manter por 18 anos justamente porque deixava as portas sempre abertas”, observa Edivaldo M. Boaventura.

Também não escapa ao autor a faceta bem humorada de Pedro Calmon.

Duas anedotas consideradas clássicas estão registradas no livro que tem lançamento hoje. Uma delas dá conta de uma resposta a alguém que lhe questionava se era baiano.

“Sim, sou baiano, modéstia à parte”, retrucou.

Em outra ocasião, diante da ameaça de invasão da polícia à Faculdade Nacional de Direito, que ele dirigia no Rio de Janeiro, teria saído outra máxima de bate pronto: “Aqui só se entra com vestibular”.

Contemporâneo Os leitores terão acesso, ainda, a documentos que testemunham a aproximação de Pedro Calmon com o desenho. São de seu próprio punho, por exemplo, os esboços do Parque Histórico de Castro Alves, criado graças a sua iniciativa, em 1971.

Edivaldo M. Boaventura

Vale lembrar que está contemplada também sua atuação como biógrafo do chamado Poeta dos Escravos.

Nas últimas partes do livro, uma sequência de fotos ilustra a trajetória do homenageado.

“Pedro Calmon é importante, em primeiro lugar, para a Bahia.

Pedro Calmon estudou grandes problemas históricos e econômicos, como a questão do cacau e a criação da UFBA”, reforça o autor, que defende a contemporaneidade de seu legado.

Fonte: A Tarde

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Livro dimensiona a história e o legado de Pedro Calmon

livroeb Pedro Calmon deve ganhar uma biografia dentro de dois anos, pelas mãos de Edivaldo M. Boaventura.

Antes, porém, o autor quer oferecer um aperitivo aos leitores. O momento é logo mais à noite, quando ele recebe convidados para o lançamento de Na Trilha de Pedro Calmon, na sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

“Este livro é uma tentativa de reunião de ensaios pontuais sobre Pedro Calmon”, apresenta Boaventura, que é professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), diretor-geral de A TARDE e membro da Academia de Letras da Bahia.

pedrocalmon

Com prefácio de Consuelo Pondé de Sena e apresentação de Luiz Vianna Neto, a coletânea enfileira 13 artigos que abordam a atuação do homenageado como político, professor, historiador e biógrafo.

Mas nada chama mais a atenção do autor do que a trajetória de Pedro Calmon como reitor da Universidade do Brasil, que mais tarde viria a ser rebatizada, ganhando o nome de Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Nascido na cidade baiana de Amargosa, em 1902, Calmon morreu na capital carioca, em 1985.

“Merece destaque o seu relacionamento com os estudantes.

Ele foi reitor numa época de grande problemas, já que era a fase do getulismo. Mas conseguiu se manter por 18 anos justamente porque deixava as portas sempre abertas”, observa Edivaldo M. Boaventura.

Também não escapa ao autor a faceta bem humorada de Pedro Calmon.

Duas anedotas consideradas clássicas estão registradas no livro que tem lançamento hoje. Uma delas dá conta de uma resposta a alguém que lhe questionava se era baiano.

“Sim, sou baiano, modéstia à parte”, retrucou.

Em outra ocasião, diante da ameaça de invasão da polícia à Faculdade Nacional de Direito, que ele dirigia no Rio de Janeiro, teria saído outra máxima de bate pronto: “Aqui só se entra com vestibular”.

Contemporâneo Os leitores terão acesso, ainda, a documentos que testemunham a aproximação de Pedro Calmon com o desenho. São de seu próprio punho, por exemplo, os esboços do Parque Histórico de Castro Alves, criado graças a sua iniciativa, em 1971.

Edivaldo M. Boaventura

Vale lembrar que está contemplada também sua atuação como biógrafo do chamado Poeta dos Escravos.

Nas últimas partes do livro, uma sequência de fotos ilustra a trajetória do homenageado.

“Pedro Calmon é importante, em primeiro lugar, para a Bahia.

Pedro Calmon estudou grandes problemas históricos e econômicos, como a questão do cacau e a criação da UFBA”, reforça o autor, que defende a contemporaneidade de seu legado.

Fonte: A Tarde

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