Maria Beltrão eleita como acadêmica correspondente

Em sessão ordinária da Academia de Letras da Bahia na tarde de 28 de dezembro de 2010, a arqueóloga Maria Beltrão foi eleita como acadêmica correspondente deste sodalício.

O que há em comum entre o desenho de um tigre extinto, uma mulher de mais de 11 mil anos e a Associação Internacional de Escritores? A resposta é o sorriso simpático da arqueóloga e historiadora Maria Beltrão.

Doutora em Arqueologia e Geologia, Maria Beltrão tem projetado o Brasil no mundo das ciências do homem com suas descobertas e se consolidou como defensora do nosso patrimônio cultural material e imaterial. Papel que exerceu durante os 18 anos em que foi uma das Conselheiras Consultivas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ou quando representou o Brasil na Associação Internacional de Paleontologia Humana. Em ambos os casos, sua participação foi pioneira, já que antes nenhuma mulher havia integrado o IPHAN, assim como qualquer paleontólogo brasileiro havia representado o país na referida Associação.

Com um currículo invejável, Maria Beltrão desenvolveu a capacidade de olhar mais adiante, estando sempre à frente de importantes projetos de pesquisa científica de repercussão no país e no exterior. Foi por suas mãos que o primeiro sítio arqueológico pertencente ao período pleistocênico sul americano foi datado, fato histórico para a arqueologia brasileira e para as ciências da terra. Também esteve envolvida na descoberta da mais antiga ossada humana no Brasil, recentemente atestada como tendo mais de 11 mil anos, atuando como coordenadora, pelo lado brasileiro, da Missão franco-brasileira que trabalhou em Lagoa Santa, Minas Gerais. Atualmente, coordena o Projeto Central que estuda uma vasta região nas proximidades do Rio São Francisco, no interior da Bahia.

Defensora da teoria da convergência cultural entre os continentes, segundo a qual teria existido intercâmbio de populações intercontinentais, recentemente, encontrou importantes indícios que corroboram sua teoria. O desenho de um tigre dente-de-sabre, animal que viveu entre 1.5 milhões e 11 mil anos atrás, descoberto no canyon da Chapada Diamantina, na Bahia, foi mais uma comprovação da veracidade de sua tese. A pintura rupestre indica que no Brasil o homem conviveu com animais comuns à África e à América do Norte e a simbologia encontrada é semelhante nos três continentes.
O reconhecimento internacional ao trabalho da professora Maria Beltrão não se deve somente a suas descobertas científicas, mas, sobretudo às suas idéias e proposições que sempre fomentaram o debate científico e impulsionaram a continuidade e a diversificação das pesquisas arqueológicas. Reconhecida no meio acadêmico, assume papel de educadora ao desenvolver projetos que ultrapassam os limites da universidade. Com o objetivo de gerar cidadania popularizando a informação científica e aproximando o homem comum do conhecimento. Para melhor empreender a incansável luta em defesa do patrimônio cultural brasileiro fundou, junto com outros eminentes colegas pesquisadores, o Instituto Walden – Tempo, Homem e Natureza ? organização não governamental de caráter científico, cultural e educativo, que tem por finalidade o estudo, a pesquisa, a realização de cursos e a implementação de projetos referentes à conservação ambiental e patrimonial, com ênfase em pesquisas arqueológicas e geológicas, visa ao desenvolvimento sócio-cultural das comunidades envolvidas e a preservação da cultura brasileira sob suas várias modalidades e manifestações.

Os doze livros que publicou são outro ponto fundamental na tarefa que exerce de registro e disseminação da cultura e do conhecimento. Empreendedora também no mundo das letras, Maria foi presidente do Pen Clube do Brasil, o centro brasileiro da Associação Internacional de escritores.

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O que há em comum entre o desenho de um tigre extinto, uma mulher de mais de 11 mil anos e a Associação Internacional de Escritores? A resposta é o sorriso simpático da arqueóloga e historiadora Maria Beltrão.

Doutora em Arqueologia e Geologia, Maria Beltrão tem projetado o Brasil no mundo das ciências do homem com suas descobertas e se consolidou como defensora do nosso patrimônio cultural material e imaterial. Papel que exerceu durante os 18 anos em que foi uma das Conselheiras Consultivas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ou quando representou o Brasil na Associação Internacional de Paleontologia Humana. Em ambos os casos, sua participação foi pioneira, já que antes nenhuma mulher havia integrado o IPHAN, assim como qualquer paleontólogo brasileiro havia representado o país na referida Associação.

Com um currículo invejável, Maria Beltrão desenvolveu a capacidade de olhar mais adiante, estando sempre à frente de importantes projetos de pesquisa científica de repercussão no país e no exterior. Foi por suas mãos que o primeiro sítio arqueológico pertencente ao período pleistocênico sul americano foi datado, fato histórico para a arqueologia brasileira e para as ciências da terra. Também esteve envolvida na descoberta da mais antiga ossada humana no Brasil, recentemente atestada como tendo mais de 11 mil anos, atuando como coordenadora, pelo lado brasileiro, da Missão franco-brasileira que trabalhou em Lagoa Santa, Minas Gerais. Atualmente, coordena o Projeto Central que estuda uma vasta região nas proximidades do Rio São Francisco, no interior da Bahia.

Defensora da teoria da convergência cultural entre os continentes, segundo a qual teria existido intercâmbio de populações intercontinentais, recentemente, encontrou importantes indícios que corroboram sua teoria. O desenho de um tigre dente-de-sabre, animal que viveu entre 1.5 milhões e 11 mil anos atrás, descoberto no canyon da Chapada Diamantina, na Bahia, foi mais uma comprovação da veracidade de sua tese. A pintura rupestre indica que no Brasil o homem conviveu com animais comuns à África e à América do Norte e a simbologia encontrada é semelhante nos três continentes.
O reconhecimento internacional ao trabalho da professora Maria Beltrão não se deve somente a suas descobertas científicas, mas, sobretudo às suas idéias e proposições que sempre fomentaram o debate científico e impulsionaram a continuidade e a diversificação das pesquisas arqueológicas. Reconhecida no meio acadêmico, assume papel de educadora ao desenvolver projetos que ultrapassam os limites da universidade. Com o objetivo de gerar cidadania popularizando a informação científica e aproximando o homem comum do conhecimento. Para melhor empreender a incansável luta em defesa do patrimônio cultural brasileiro fundou, junto com outros eminentes colegas pesquisadores, o Instituto Walden – Tempo, Homem e Natureza ? organização não governamental de caráter científico, cultural e educativo, que tem por finalidade o estudo, a pesquisa, a realização de cursos e a implementação de projetos referentes à conservação ambiental e patrimonial, com ênfase em pesquisas arqueológicas e geológicas, visa ao desenvolvimento sócio-cultural das comunidades envolvidas e a preservação da cultura brasileira sob suas várias modalidades e manifestações.

Os doze livros que publicou são outro ponto fundamental na tarefa que exerce de registro e disseminação da cultura e do conhecimento. Empreendedora também no mundo das letras, Maria foi presidente do Pen Clube do Brasil, o centro brasileiro da Associação Internacional de escritores.

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