Estátua de Góes Calmon ganha restauração e vai para a ALB

Estátua restauradaUma estátua do ex-governador da Bahia Francisco Marques de Góes Calmon (1874 1931), feita pelo escultor italiano Pasquale de Chirico, em 1938, será inaugurada no jardim da Academia de Letras da Bahia, no bairro de Nazaré, após um delicado trabalho de restauro, que durou 30 dias.

Restauração

Antes, a escultura se encontrava em estado de degradação no seu local original, o pátio do antigo Colégio Góes Calmon (atual Colégio José Maria de Magalhães Neto), nos Barris.

Restauro

A cerimônia de inauguração da estátua no local será realizada hoje, às 17h30.

Encarregado da restauração, o professor de restauro da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (Ufba), José Dirson Argolo, conta que encontrou a estátua coberta por duas camadas de tinta preta, fora do pedestal original, e com um dano na cabeça, remendado de forma grosseira comuma espécie de cimento.

“Tiramos as camadas de tinta utilizando produtos químicos, bisturi cirúrgico e uma microjateadora (máquina de fabricação italiana de pouca abrasão que trabalha com microesferas devidro). Já para resgatar o tom dourado do bronze, aplicamos uma camada protetora de verniz de resina acrílica e uma leve pátina feita com ceras e resinas”, contou.

Restauro

De acordo com o restaurador, o pedestal original, feito em granito vindo do município de Santa Luz, no sertão baiano, estava desmontado e suas pedras espalhadas pelo pátio do colégio.

Nesse caso, ele aplicou próteses do mesmo granito em pontos que estavam danificados, transportou as pedras (juntamente com a estátua) para a sede da Academia e as montou no jardim, eliminando apenas a primeira pedra para que a escultura não ficasse muito alta. A estátua tem uma dimensão de dois metros de altura.

O PALACETE GÓES CALMON

Era lá que ele, tradicionamente, recebia personalidades como o presidente do Brasil Afonso Pena, os portugueses pioneiros da aviação, Gago Coutinho e Sacadura Cabral, e o príncipe Umberto de Saboia, da Casa Real da Itália. “Por proposta do acadêmico Paulo Ormindo Azevedo, postou-se a escultura bem à esquerda de quem entra na academia. Assim, o governador continuará a receber os que chegam”, comentou o professor, escritor e presidente da Academia de Letras da Bahia, Edivaldo Boaventura.

Segundo ele, após a morte de Góes Calmon, a casa tornou-se sede do Museu de Arte da Bahia, abrigando as diversas e belíssimas coleções de arte do ex-governador, juntamente com a pinacoteca do colecionador Jonathas Abbott. Em 1983, o museu foi transferido para o Corredor da Vitória e a casa passou a abrigar a Academia de Letras da Bahia. “Poder contar coma imagem de Góes Calmon torna-se um significativo enriquecimento para a Academia. Aumenta-lhe o patrimônio moral e material coma figura do criador da casa e estimulador do serviço às artes”, ressaltou o professor Edivaldo Boaventura.

Reportagem de A Tarde
Foto da estátua no pedestal de Erik Salles de A Tarde
Fotos do restauro de Leonardo de Moraes da ALB

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