Livro de poesia de Cyro de Mattos, publicado na Italia, ganha prêmio Leodegário Azevedo Filho no Brasil

Canti della terra e dell'acqua

Publicado no início do ano pela Editora Romar, de Milão, o livro “Canti dellaterra e dell’acqua”, de Cyro de Mattos, tradução de Mirella Abriani, que pode ser traduzido como “Cantares da terra e da água”, conquistou o Prêmio Leodegário Azevedo Filho da União Brasileira de Escritores, Seção do Rio de Janeiro. A tradutora do meu livro para o italiano, Mirella Abriani, também foi agraciada com o mesmo prêmio, por sua tradução do livro. As láureas serão entregues no dia 5 de outubro, no Rio de Janeiro, no salão nobre da Academia Brasileira de Letras. A comissão julgadora do prêmio foi constituída dos escritores Stella Leonardos, Luís Gondim e Margarida Finkel.

“Canti della terra e dell’acqua” é uma antologia reunindo 38 poemas, com seleção e tradução de Mirella Abriani. A tradutora já traduziu para o italiano Cecília Meireles e Carlos Drummond de Andrade Com esta antologia, Cyro de Mattos alcança a marca de cinco livros de poesia publicados no exterior. Os outros livros são os seguintes: “Vinte Poemas do Rio”, edição bilíngüe, com tradução do poeta Manoel Portela para o inglês, e “Ecológico”, ambos editados pela Palimage, de Coimbra, Portugal; “Zwanzig Gedichte von Rio und andere Gedichte”, da Projekte-Verlag, Halle, Alemanha, com tradução de Curt Meyer Clason, e “Poesie della Bahia”, publicação da Runde Taarn Edizoni, em Gerenzano (Varese), Itália, com tradução de Mirella Abriani.

A antologia “Canti della terra e dell’acqua” é constituída de quatro partes: Os Sinais da Terra, Águas do Rio, Alguns Bichos e Águas do Mar. No livro estão presentes poemas inspirados na infância, rio Cachoeira, bichos e meio ambiente. Sobre o autor Cyro de Mattos disse Jorge Amado: “Cantor da terra e das águas. Cantor do amor. Pastor de diversos bichos. Tão esplêndido poeta, tão esplêndido ficcionista”. Já a escritora e professora Graziella Corsinovi, da Universidade de Genova, presidente do júri do XII Prêmio Internacional de Poesia Maestrale Marengo d’Oro, assim opinou: “Poesia do mais amplo horizonte histórico e existencial, que evoca mistérios da epopéia brasileira com grande poder de sugestão”.

Academia de Letras comemora 200 anos da imprensa na Bahia

Academia de Letras comemora 200 anos da imprensa na Bahia

A Academia de Letras da Bahia realizará, no próximo dia 1º de setembro, das 16h30 às 19h30, uma sessão especial comemorativa dos 200 anos da instalação da imprensa na Bahia. Marcará, desta forma, as comemorações do bicentenário da criação do primeiro jornal impresso em território baiano, o Idade d´Ouro do Brazil, pelo empresário Manoel Antonio da Silva Serva, em 14 de maio de 1811.

O evento, organizado pelo jornalista Carlos Ribeiro, contará com as palestras dos acadêmicos: Consuelo Novais Sampaio (“Uma visão de dois jornais republicanos”); Waldir Freitas Oliveira (“As revistas modernistas da Bahia”; Luis Henrique Dias Tavares (“Memória de um cronista do Jornal da Bahia”); Edivaldo Boaventura (“Um breve passeio pela trajetória de A Tarde”) e Joaci Góes (“Os dias seguintes aos 200 anos – o futuro da imprensa na Bahia”).

A sessão é aberta ao público, na sede da ALB, no bairro de Nazaré e antes do encerramento haverá debate da plateia com os palestrantes.

O empresário português Manoel Antonio da Silva Serva é o pioneiro da indústria gráfico-editorial privada no Brasil. Ele instalou a tipografia no Morgado de Santa Bárbara, na Cidade Baixa, e imprimiu livros, jornais e papéis diversos, permanecendo como único fornecedor de impressos até o início da década de 1820.

PROGRAMAÇÃO

16h30 – ABERTURA
16h40 – CONSUELO NOVAIS SAMPAIO: Uma visão de dois jornais republicanos.
17h00 – WALDIR FREITAS OLIVEIRA: As revistas modernistas da Bahia.
17h20 – LUÍS HENRIQUE DIAS TAVARES: Memórias de um cronista no Jornal da Bahia.
18h00 – EDIVALDO M. BOAVENTURA: Um breve passeio pela trajetória de A TARDE.
18h20 – JOACI GÓES: Os dias seguintes aos 200 anos – o futuro da imprensa na Bahia.
19h00 – DEBATE.
19h30 – ENCERRAMENTO