Inscrições prorrogadas até o próximo dia 15 para o seminário “Relendo Thales de Azevedo”

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Confira a documentação completa do seminário, clicando nos links abaixo:

  • Confira o edital de seleção das Comunicações, clique aqui.
  • Download do cartaz do evento, clique aqui. 
  • Veja o texto do acadêmico Paulo Ormindo sobre Thales de Azevedo, publicado no jornal A Tarde na data de 27.09.2015 – clique aqui.
  • Maiores informações sobre a programação e formas de inscrição, clique aqui.

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Joaci Góes discursa em homenagem a João Falcão

Foi realizada no último dia 22/09/2011 a sessão em homenagem ao saudoso acadêmico João Falcão. Nesta oportunidade coube ao acadêmico Joaci Góes homenageá-lo. Abaixo estão o áudio da fala de Joaci Góes e também o arquivo oficial em formato PDF.

20-05-2011 Foto: Leonardo de Moraes

[audio:http://www.academiadeletrasdabahia.org.br/blog/audio/joacijf.mp3%5D
Necrológio de João Falcão

Necrológio de João Falcão

Dr. Antônio Jesuíno Neto, humanitário e bom

consueloConsuelo Pondé de Sena

Causou comoção em todo o Estado da Bahia o inesperado falecimento do médico e professor, Antônio Jesuíno Neto, homem de ação e de trabalho, que, como poucos profissionais da área da saúde, dignificou a profissão, à qual serviu com devotamento.

Sobre ele muito se escreverá, tenho certeza, tal era o prestígio de que desfrutava em vários círculos profissionais e sociais da Bahia.
Morreu como desejava, em plena sala de aula, em meio aos que escutavam sua última e inacabada preleção.

À sua despedida, no Jardim da Saudade, na tarde de sexta-feira, dia dois de setembro, acorreram os familiares, amigos, clientes e admiradores do médico humanitário e bom. Dr. Jesuíno era uma personalidade cativante. Um cidadão honrado, ético e digno, que fez da sua vida um modelo de solidariedade e correção, como poucos nestes tempos adversos.

Antônio Jesuíno dos Santos Neto desapareceu no mesmo mês em que veio ao mundo, no dia 18 de setembro de 1920. Diplomou-se médico no dia 13 de dezembro de 1944. Realizou, ao longo da extensa carreira, inúmeros cursos de especialização, confirmando com a realização desses aprendizados o interesse que mantinha pela profissão que escolhera desde criança. Viveu intensamente a sua escolha, tendo participado de centenas de eventos profissionais, nos âmbitos: estadual, nacional e internacional. A par dessa presença nesses eventos, atuou no Instituto Nacional de Previdência Social, nas Chefias de Aperfeiçoamento das Equipes de Saúde, além de examinador do concurso de seleção de cirurgiões.

Teve intensa atividade na Santa Casa de Misericórdia da Bahia, no Hospital Santa Izabel e na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. No Hospital Santa Izabel desempenhou-se como cirurgião, mas também foi Chefe do Departamento de Cirurgia e Diretor Interino. Na mesma escola foi Assistente de Propedêutica Cirúrgica, Professor Titular de Clínica Cirúrgica e Coordenador do Internato Médico.

Não se recusava a colaborar em outros setores universitários, a exemplo da Universidade Católica do Salvador, onde na qual foi professor de Socorros de Urgência, do Curso de Especialização em Didática do Ensino Superior, e de Engenharia e Segurança do Trabalho.

Não consigo entender como Dr. Jesuíno se multiplicava por mil e um afazeres e sempre mantinha o ânimo para incursionar em outras esferas. Bom humor e simpatia eram as marcas da sua personalidade.

Sempre me intrigou a extraordinária vitalidade daquele cavalheiro de 90 anos, sempre presente aos eventos das associações a que pertencia.
No IGHB, de onde era sócio há muitos anos, não só comparecia frequentemente, como fazia questão de contribuir pecuniariamente. De igual modo conciliava a participação ativa nas diversas academias a que pertencia, sem demonstrar cansaço ou desânimo.
Foi sempre muito ativo em relação ao Conselho Regional de Medicina, dele recebendo o título de “Alto Mérito-Grande Honra ao Médico”, em reconhecimento por essa eficiente participação.

Era membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, do American College of Surgeons e da Academia de Medicina da Bahia.
Pertencia à Academia Bahiana de Educação e ao Instituto Geográfico da Bahia, sempre a postos na vida diária e nas solenidades dessas instituições.

Amigo presente e dedicado, sabia ser estimado por todos que o conheciam. Era simples e correto a toda prova e seu rosto sereno transmitia a grandeza do seu caráter.

Posso dizer, sem receio de estar cometendo equívoco, que foi um homem feliz e realizado. Formou uma família harmoniosa e equilibrada. Casou-se com uma notável educadora baiana, professora Leda Jesuíno dos Santos, de quem tinha, como parceiro e cúmplice, compreensível orgulho.

Como todo ser humano, morador deste planeta de expiação, teve algumas amarguras. Sofreu muito, mas soube superar os desencantos da existência. Homem de fé sabia que seu espírito não se extinguiria com a falência das forças vitais.

Em outra dimensão, tinha certeza, sua alma de escol encontraria a felicidade eterna, a morada da imortalidade. Felizes os que têm fé, essa chama divina que jamais se apaga, sejam quais forem os percalços da existência.

Por tudo em que acreditava, pela bondade que semeou indistintamente durante a vida, tenho certeza que um bom lugar lhe foi sendo preparado pelo Deus que nos criou e que, do alto de sua munificiência, saberia recompensá-lo, como bem o merecia.

Vinte e um poemas de amor

Vinte e um poemas de amor

O Novo Livro de Cyro de Mattos celebra seu amor pela mulher Mariza

“Vinte e Um Poemas de Amor”, com ilustrações da artista plástica baiana Edsoleda Santos, que a Portal Editora, de São Paulo, acaba de publicar, é um conjunto de poemas líricos que o poeta Cyro de Mattos escreveu por volta de 1970 e dedicou à mulher Mariza para celebrar uma união carnal e de alma que já perdura quase cinqüenta anos. O livro é constituído de dez poemas eróticos e dez afetivos, além de uma sextina, que é um poema de forma fixa, muito utilizado na Idade Média, e que funciona no livro como epílogo para dar ao conjunto desses poemas líricos uma cosmovisão existencial do amor entre o homem e a mulher, sob o prisma do erótico e do sentimental.

A ensaísta Nelly Novaes Coelho, Professora Titular da USP, Doutora em Literatura Brasileira, disse sobre o livro “Vinte e Um Poemas de Amor” o seguinte: “Encontro a densidade amorosa/erótica nesses fantásticos Vinte e Um Poemas de Amor! Li-os e reli-os…fizeram-me voltar no tempo… Essa é a magia da palavra criada pelo Poeta Maior: eternizar no Verbo aquilo que é “lampejo” existencial, paixão indizível, que só a Poesia pode reviver e perdurar no tempo.”

Já o poeta, contista, romancista, crítico literário e membro da Academia Brasileira de Letras, Ledo Ivo, que assina parte da “orelha do livro”, opinou dessa maneira: “No silêncio e quase segredo de sua Itabuna bem-amada, o poeta Cyro de Mattos – um baiano que não emigrou, e ficou desde sempre grudado ao ar, ao mar, aos azuis e verdes do céu e da terra, às águas do seu rio, às gentes e bichos e casas do horizonte natal – sustenta uma das vozes mais nítidas e singulares de sua geração. A respiração do amor – tão presente nestes “Vinte e Um Poemas de Amor” – rege os seus versos ora como uma confidência ora como uma palavra alta. Essa modulação constitui o atrativo fundamental de sua poesia. Escuto a voz poética de Cyro de Mattos desde o instante inicial de sua elevação. Paro sempre para escutá-la.”.
E o escritor e crítico Oscar D’Ambrosio, doutorando em Educação, Arte e História da Cultura na Universidade Mackenzie, mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, membro da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil), destacou de “Vinte e Um Poemas de Amor” esses aspectos:

“Ter coragem de falar de amor numa época em que o assunto parece um pouco fora de moda já justifica a publicação deste livro. Cada vez mais os relacionamentos surgem como passageiros e se corre o risco de perder aquilo que existe de mais ardoroso e lírico nos sentimentos: o desejo de construir um futuro em comum. Não se trata, é claro, de negar a sexualidade. Ela se faz presente ao longo dos 21 poemas do livro e nas imagens da artista baiana Edsoleda Santos. Existem ondas do fluir da vida e dos corpos, assim como gemidos e vontades expressos por toda parte no diálogo que os corpos travam entre eles e com o mundo. A respiração ofegante que conduz a leitura se cristaliza de maneira muito especial em duas expressões que surgem na poesia de Cyro de Mattos: “amor além do mar” e “na pele do tempo”. São dois paradigmas de um pensar romântico da existência marcado pela capacidade de oferecer visões renovadas da vida…”

Cyro de Mattos é casado com a professora Mariza Berbert Marques de Mattos, pai de André Luis, Josefina e Adriano, avô de Rafael, Pedro Henrique, Luís Fernando, Marizinha, Gabriel e Murilo.