COLÉGIO IMPACTO HOMENAGEIA ACADÊMICA GLÁUCIA LEMOS

O Colégio Impacto realizou, no dia 29 de abril, uma homenagem à acadêmica Gláucia Lemos, no âmbito do projeto “Recital de poesia- alimento do corpo e da alma”.

Os alunos do 1º ano do ensino médio realizaram estudos literários sobre o romance Bichos de conchas, da autora. O vice-presidente da Academia de Letras da Bahia, João Eurico Matta, esteve presente e falou sobre a importância da literatura e da homenageada aos estudantes e professores presentes no evento.

Os alunos apresentaram uma leitura recitada de trechos do livro e, em seguida, o vice-presidente falou da importância da Academia de Letras da Bahia. Gláucia Lemos falou sobre seu estilo narrativo e respondeu questionamentos de uma plateia de estudantes interessados em sua obra.

A idealizadora do projeto, a professora Mari Lima, comunicou que outros acadêmicos, como Florisvaldo Mattos e Ruy Espinheira Filho, também serão homenageados pela escola, por meio do estudo de suas obras nas próximas unidades.

Esse projeto faz parte de mais uma parceria entre escolas e a Academia, por meio do Ponto de Cultura – Espaço das Letras ALB.

Barbara Coelho

Mãe Stella é eleita para a Academia de Letras da Bahia

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A Ialorixá Mãe Stella de Oxóssi foi eleita por unanimidade para a Cadeira 33 da Academia de Letras da Bahia (ALB). A eleição foi realizada no dia 25 de abril, às 17 horas, em Sessão Ordinária ambientada na sala de reuniões da Academia. O pleito, coordenado pelo presidente, Aramis Ribeiro Costa, contou com a presença de 23 votantes.

Maria Stella de Azevedo Santos nasceu no dia 2 de maio de 1925, na cidade de Salvador. Formou-se em Enfermagem pela Escola de Saúde Pública da Bahia, em 1945, e está à frente do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá há 37 anos. Em 1981 criou o Museu Ilê Ohun Lailai, preservando a memória do culto africano. Em 1986 foi eleita na Conferência Internacional de Tradição dos Orixás e Cultura, em New York, representante do Brasil. Mãe Stella publicou Epé Laiyé- terra viva (2009), Owé – Provérbios (2007), Òsósi – O Caçador de Alegrias (2006), Meu Tempo é Agora (1993), E Dai Aconteceu o Encanto (1988).

Questionada sobre a posse, Mãe Stella informou que “foi uma surpresa muito agradável ter sido escolhida pela Academia. Espero corresponder às expectativas e fazer um belo trabalho”. O acadêmico Dom Emanuel D’Able do Amaral, abade do Mosteiro São Bento da Bahia, considerou que a entrada de Mãe Stella para a ALB é de grande contribuição filogênica e cultural, pois se trata de uma conhecedora da origem dos termos africanos na língua brasileira e representante expressiva da cultura de matriz africana.

Mãe Stella assumirá a Cadeira de n°33, que tem como Patrono Castro Alves (1847-1871) e Fundador Francisco Xavier Ferreira Marques (1861-1942). Anteriormente esta Cadeira foi ocupada por Heitor Praguer Froes (1900-1987) e Waldemar Magalhães Mattos (1917-2003). O último ocupante da Cadeira 33 foi o historiador Ubiratan Castro (1948-2013).

Após a contagem dos votos e confirmação, a eleita, Mãe Stella, foi convidada a comparecer à sessão para registrar o aceite, ocasião em que foi cumprimentada pelos presentes.

Barbara Coelho, em 26 de abril de 2013.

Acadêmico Joaci Góes é homenageado na Assembléia Legislativa da Bahia com a Medalha Dois de Julho

Foto: MPBA

Foto: MPBA

A solenidade de entrega da Comenda Dois de Julho ao empresário, escritor, jornalista e político Joaci Góes foi uma cerimônia representativa. O plenário Orlando Spínola lotou com mais de 300 convidados. Amigos, colegas, colaboradores, correligionários e familiares do homenageado. Na mesa de honra, além do presidente Marcelo Nilo, dona Lídice Góes, o representante do governador Jaques Wagner, secretário Fernando Schmidt, o ex-governador Roberto Santos, os secretários Nestor Duarte e Domingos Leonelli, além do procurador Geral de Justiça, Wellington Lima e Silva, os presidentes da ABI, Walter Pinheiro, e da Academia de Letras, Aramis Ribeiro Costa, e o cônsul de Portugal, João Lomba.

No plenário, os dois filhos, Alex Góes e Joaci Filho, seus netos, os irmãos Jefferson, Jolival e Jacira. Os trabalhos foram abertos às 15h30, sendo constituída uma comissão integrada pelos deputados Paulo Azi (DEM), Maria del Carmen (PT) e Aderbal Caldas (PP) que conduziu Joaci Góes do Salão Nobre à sala das sessões, onde foi aplaudido de pé. Em seguida houve a execução do Hino Nacional Brasileiro, pelo coral do Legislativo, conduzido pelo maestro Cícero Alves. Impossibilitado de comparecer, em telefonema ao deputado Marcelo Nilo, o governador Jaques Wagner congratulou-se com o homenageado.

Coube ao presidente da Assembleia fazer a saudação inicial ao agraciado com a Medalha Dois de Julho em nome da Mesa Diretora da Casa, autora da proposição que lhe conferiu a honraria. O deputado Marcelo Nilo fez um breve resumo da “rica” biografia do “amigo Joaci Fonseca de Góes, desde o nascimento na zona rural de Ipirá, quinto dos sete filhos do casal Mariana Fonseca de Góes e o João de Souza Góes. Registrou a inteligência, a militância estudantil que proporcionou um encontro com o presidente John Kennedy em Washington, e a sua vitoriosa carreira empresarial, presente em ramos como a construção civil, incorporação, pedreiras, construção de estradas, energia elétrica (em Rondônia), jornalismo, estradas e até no segmento financeiro, através do banco Agrimisa.

Citou obras (prédios, viadutos e avenidas) construídos em Salvador que mudaram – para melhor – a cidade e o pioneirismo de seus investimentos no Litoral Norte, nome criado por ele. O deputado Marcelo Nilo registrou que deve ao convívio com Joaci Góes ter aprendido a ser paciente na política, como deve aos contatos com o ex-governador Roberto Santos e ao saudoso senador Jutahy Magalhães ter compreendido a importância da coerência e do cumprimento dos compromissos. Do governador Jaques Wagner ele assimilou a necessidade de ouvir os contrários e do pai, falecido no ano passado, a importância da lealdade. Encerrou parabenizando a Casa pela unanimidade obtida na concessão da Medalha – e convidou os filhos, Alex e Joaci, dona Lídice, e os netos do homenageado para entregar-lhe a comenda.

No agradecimento, o jornalista, acadêmico e empresário Joaci Fonseca de Góes dirigiu palavras de carinho e gentileza para todos os integrantes da Mesa, e fez uma profissão de fé em defesa do Legislativo e do retorno do nome de aeroporto Dois de Julho, de Salvador, apoiando projeto de lei nesse sentido em tramitação na Câmara dos deputados, de autoria do petista baiano Luiz Alberto.

Confira o discurso de Joaci Góes clicando AQUI.

Presidente Marcelo Nilo elogia trajetória de Joaci

Um baiano com trajetória de vida pública exemplar, admirada por várias gerações. O presidente Marcelo Nilo (PDT) definiu assim o empresário Joaci Góes, ao fazer o discurso de saudação, pouco antes da outorga da Comenda Dois de Julho. Gratificado por ter a honra de conceder a condecoração, o parlamentar confessou que aquele era um dos momentos mais felizes de sua vida pública. Ele rememorou fatos em sua carreira política que o emocionaram, a exemplo de sua eleição à presidência da AL e da interinidade na chefia do Poder Executivo. “Mas o dia de hoje entra na galeria desses momentos, pelas palavras do intelectual, do amigo, porque Joaci é reconhecidamente um dos melhores oradores dos estado”.

O presidente fez questão de ratificar a defesa de Joaci pelo retorno ao nome original do aeroporto de Salvador. “Mesmo sendo da oposição, na época, trabalhei para que a sede desta Casa recebesse o nome do saudoso deputado Luís Eduardo”, lembrou, contando que fez o mesmo quando da emancipação do município Luís Eduardo Magalhães. “Mas devolver ao aeroporto o nome de Dois de Julho seria também uma homenagem ao ex-deputado”, considerou. DIFICULDADES Joaci nasceu na zona rural de Ipirá, onde aprendeu as primeiras letras. “Era um menino muito ativo, travesso, que aprendeu as primeira letras com a professora Marisa, até que sua mãe, dona Mariana, resolveu que estava na hora de seguir para a capital para garantir um futuro melhor para os filhos”. Estudante do Severino Vieira e do Colégio Central, revelou “a vocação política e de palestrante ao travar embates dentro e fora das salas de aula”.
Formado em Direito, passou a trabalhar na construtora recém-fundada pelo pai, especializada em obras viárias. Enquanto isso, Joaci começava o namoro com dona Lídice, vizinha do Jardim Boa Vista, com quem casou em 1965 e gerou os filhos Joaci Filho e Alex. Seguiu para os Estados Unidos com a família para aperfeiçoar os estudos. “Na volta ao Brasil, conduziu com os irmãos uma arrancada empresarial impressionante”.

Em seu pronunciamento, Nilo revelou o progresso da atividade empresarial da família, que se diversificou, atuando em construção, incorporação, mineração, comunicação, eletricidade e educação. “Essa grande atividade empresarial deixou marcas na sociedade, economia e paisagem urbana de Salvador e outras capitais do Brasil”, avaliou.

“Mas a vocação humanista de Joaci se revela com a fundação João de Souza Góes, dedicada a capacitação profissional”, disse. Este lado o levou a carreira pública elegendo-se deputado federal em 1985. Teve atuação destacada, presidindo a Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, e relatando o Código de Defesa do Consumidor, além de colaborar na elaboração da Constituição. “Era natural que, com tanta experiência acumulada, se tornasse palestrante e conferencista”. Nilo falou ainda sobre a produção literária de Joaci, homenageada publicamente pelo ex-presidente do STF, ministro Ayres Britto.

Fonte: ALBA