Acadêmico Paulo Costa Lima conquista prêmio nacional

Paulo Costa Lima

Dos 30 selecionados, o acadêmico conquistou o primeiro lugar no Prêmio Nacional de Composição. Foto: divulgação.

O músico baiano e membro ocupante da cadeira de nº 8 da Academia de Letras da Bahia (ALB), Paulo Costa Lima, conquistou o primeiro lugar do Prêmio Nacional de Composição da Fundação Nacional de Artes (Funarte), órgão vinculado ao Ministério da Cultura.

O objetivo do prêmio é selecionar compositores para participarem da XXI Bienal de Música Brasileira Contemporânea que acontecerá em 2015. A escolha foi feita por indicação de um colégio eleitoral composto por 133 membros, que são compositores que já participaram de pelo menos cinco bienais, pelos regentes que apresentaram obras orquestrais em ao menos duas bienais e por professores doutores das principais universidades brasileiras.

Além de integrante da ALB, Paulo Costa Lima é também membro eleito – ocupante da cadeira de número 21 – da Academia Brasileira de Música. Músico e professor, é graduado em Composição, tem mestrado em Educação Musical, além de doutorados em Educação e em Artes. Em sua carreira são mais de 80 obras e cerca de 300 execuções, em mais de 15 países.

Edivaldo M. Boaventura – Oitenta anos do acadêmico

Discurso em homenagem ao octogésimo aniversário do acadêmico Edivaldo M. Boaventura, proferido em sessão especial da Academia de Letras da Bahia em 25 de março de 2014

Luís Antonio Cajazeira Ramos

 

Meu chanceler.

Estamos diante de um incômodo dilema. O que esperar de um discurso de celebração dos 80 anos de idade de alguém? Creio que todos pediriam ao orador que, de forma criativa e agradável, lembrasse em breves palavras a genealogia da pessoa festejada, suas raízes socioculturais, sua formação escolar, um pouco de sua vida privada e muito de sua vida pública, as escolhas acadêmicas, os caminhos profissionais, a produção intelectual, as inserções institucionais, as intervenções sociais, as realizações. Mas nosso homenageado é Edivaldo M. Boaventura. Eis aí o problema. Se eu for sumariar, apenas sumariar, listar as realizações do bem-venturoso confrade, inescapavelmente eu ocuparei ou mesmo ultrapassarei o tempo razoável pelo qual deve estender-se um discurso de qualquer natureza. Como contornar esse problema? Como vencer a encruzilhada? Sinceramente, não sei. Na dúvida, prefiro afastar-me da via meramente curricular; ignoro o caminho fácil de agradar os ouvintes com eventuais causos pitorescos de sua aventura de vida; preservo-me de seguir a oportunista pista de minha relação pessoal com o dileto amigo; e escolho avançar pela bem sinalizada estrada suavemente retilínea de sua rica, proveitosa e admirável biografia. Resumidamente, é claro, superficialmente, em pequenos saltos, até onde o fôlego nos conduza.

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Selo literário homenageia João Ubaldo Ribeiro

Como parte das comemorações dos 465 anos da cidade do Salvador, a Fundação Gregório de Matos, por meio da Academia de Letras da Bahia, lançou na quarta-feira (26) o selo literário em homenagem ao escritor baiano João Ubaldo Ribeiro. A cerimônia de lançamento aconteceu na sede da ALB, no bairro de Nazaré, com a presença do prefeito de Salvador ACM Neto, da vice-prefeita Célia Sacramento, do secretário municipal de Desenvolvimento, Turismo e Cultura de Salvador Guilherme Bellintani e do presidente da Fundação Gregório de Matos Fernando Guerreiro, entre outras personalidades.

A proposta de criação do selo é a de publicar a cada ano uma coleção de cinco obras de autores soteropolitanos nos gêneros literários romance, conto, poesia, dramaturgia e literatura infantil. A seleção dos autores e títulos será feita a partir de um edital de chamamento público.
Para mais informações, acesse: Fundação Gergório de Matos


 

Sessão especial marcou abertura do ano acadêmico na ALB

Foram retomadas na quinta-feira (20) as atividades acadêmicas de 2014 da Academia de Letras da Bahia. Na data, uma solenidade às 18h, na sede da Instituição no bairro de Nazaré, marcou a reabertura com três importantes acontecimentos: a inauguração histórica da placa em homenagem aos fundadores da ALB com apresentação do histórico de cada um deles pelo acadêmico e ex-presidente da instituição, Edivaldo Boaventura; o lançamento da versão atualizada do Anuário da Academia, com patrocínio da Secretaria de Cultura, e o registro do centenário de nascimento, em vida, do Acadêmico Clóvis Lima, com discurso do acadêmico Aleilton Fonseca. O homenageado foi representado pela sobrinha, Drª Isabel Sampaio Vieira Lima e por outros familiares. O evento contou também com a presença de Heleusa Câmara, representando a Academia Conquistense de Letras e de Margarida Fahel representando a Academia de Letras de Itabuna, além de expressivo número de acadêmicos e visitantes. As fotos do evento podem ser visualizadas logo abaixo.

Para continuar informado sobre a agenda 2014 da Academia de Letras da Bahia, acesse: ALB

Academia presta homenagem póstuma a James Amado

Ocupante durante 23 anos da cadeira de nº 27 da ALB, James Amado faleceu em 1º de dezembro de 2013

Ocupante durante 23 anos da cadeira de nº 27 da ALB, James Amado faleceu em 1º de dezembro de 2013

A solenidade em homenagem ao Acadêmico James Amado aconteceu no último dia 03 de abril, às 17h, na sede da Academia de Letras da Bahia. Ocupante da cadeira de número 27 da ALB, James tomou posse em abril de 1990. Um dos acadêmicos mais atuantes e estimados pelos seus confrades, morreu em 1º de dezembro de 2013 com o discurso da acadêmica Myriam Fraga e a presença de parentes, amigos e admiradores do homenageado.

Biografia – Formado em Sociologia e Política, James Amado nasceu em março de 1922 em Ilhéus, na Bahia. Fez o curso primário também em Ilhéus, o secundário em Salvador e o superior em São Paulo. Pesquisou em códices dos séculos XVII e XVIII a obra poética atribuída a Gregório de Mattos e Guerra; pesquisou e organizou a edição de Obras Completas de Junqueira Freire, juntando aos textos conhecidos um volume de inéditos (Editora Janaína, 1972). Coordenou a correspondência íntima de Graciliano Ramos e editou a sua participação (Graciliano Ramos, Cartas, Rio de Janeiro: Record, 1981.

Traduziu cerca de 50 obras literárias de autores diversos (norte-americanos, franceses, russos), entre eles, Ernest Hemingway, Sherwood  Anderson, Eugene O’Neill e Jean-Paul Sartre. Promotor cultural, criou e dirigiu, com Miécio Tati, no Rio de Janeiro, de 1965 a 1968, a SIC – Serviços de Informação Cultural, organização especialista na produção, edição e distribuição de textos sobre livros (por conta das editoras) para a imprensa de todo país e uma rede de 120 estações de rádio, nas capitais e interior. Nesse período criou no Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, o Suplemento Livros, desse diário carioca, primeiro bookseller brasileiro.

 

Monsenhor Gaspar Sadoc completou 98 anos de idade no último dia 20 de março

No próximo dia 20 de março, Monsenhor Gaspar Sadoc completa 98 anos de idade.

No dia 20 de março, Monsenhor Gaspar Sadoc completou 98 anos de idade.

Em consideração ao aniversário do eclesiástico e ocupante da cadeira de número 10 da Academia de Letras da Bahia, Monsenhor Gaspar Sadoc, realizou-se, no dia 20 de março, uma missa na Igreja da Vitória em Salvador.

Mons. Gaspar Sadoc da Natividade nasceu em Santo Amaro da Purificação, Bahia, a 20 de março de 1916, filho de José Porcino da Natividade e Esmeralda da Natividade, naturais de Santo Amaro. Ele operário, ela doméstica. A vocação eclesiástica começou pela admiração a um sacerdote chamado João de Deus, muito simples e muito estimado. Aos 10 anos terminou o primário sob a orientação de uma professora leiga: Maria do Carmo Guimarães. Passou rapidamente no Ginásio Santamarense, e aos 12 anos entrou no Seminário, o antigo Seminário de Santa Teresa, na Rua do Sodré, hoje Museu de Arte Sacra. Fez aí os cursos de Filosofia, de Teologia, e de Direito Canônico.

Foi ordenado sacerdote, no dia 30 de novembro de 1941, pelo Arcebispo Dom Augusto Álvaro da Silva, em solenidade realizada na Catedral Basílica. Ainda seminarista fez seu 1º sermão, em 1939, na novena de Nossa Senhora da Purificação em Santo Amaro, e ainda diácono fez o 1º sermão em missa solene presidida pela Arcebispo, em Itaparica, festa de São Lourenço em 10 de agosto de 1941. A 22 de fevereiro de 1942, tomou posse da sua 1ª paróquia, São Cosme e S. Damião, na Estrada da Liberdade, sendo seu 1º vigário. Na sua vida já percorreu estados e cidades levando a mensagem da fé, tendo proferido mais de 3000 sermões.

Em 7 de março de 1990 foi eleito membro da ALB, tendo tomado posse em 16 de outubro de 1990, no salão nobre da atual sede, sendo saudado por Thales de Azevedo.

Sessão especial homenageou 80 anos de Edivaldo Boaventura

O Acadêmico Edivaldo M. Boaventura completa 80 anos em 2014.

Edivaldo M. Boaventura lançará livro sobre Portugal.

Edivaldo M. Boaventura lançou livro sobre Portugal durante homenagem na Academia de Letras da Bahia.

Ex-presidente da Academia de Letras da Bahia e membro ocupante da cadeira de número 39 da Instituição, Edivaldo Boaventura completou 80 anos de idade em 2014. Em virtude da comemoração, a ALB propõe uma sessão especial no próximo dia 25 de março, no Palacete Góes Calmon, em Nazaré.

Após o evento, promovido pela Academia de Letras da Bahia com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado, também está previsto o lançamento do livro Portugal, um denso país, de autoria do homenageado.

Edivaldo Machado Boaventura – Nascido em Feira de Santana, Bahia, a 10 de dezembro de 1933, filho de Osvaldo Abreu Boaventura e Edith Machado Boaventura. Fez o curso secundário com os jesuítas, no Colégio Antonio Vieira, o de bacharel em Direito (1959) e em Ciências Sociais (1969) na Universidade Federal da Bahia (UFBA) Doutorou-se em Direito e obteve a docência livre em Economia Política (1964) pela mesma Universidade e cursou o Institut International de Planification de l’Éducation – UNESCO (1971/1972), em Paris. É mestre em Educação (1980) e Ph.D. (1981) pela The Pennsylvania State University. Diplomou-se pelo curso de Altos Estudos de Política e Estratégia, ESG (1989).