Urania Tourinho Peres será primeira psicanalista a ocupar uma vaga na Academia de Letras da Bahia

UraniaPeresEleita por unanimidade no último dia 24 de abril, com 24 votos dos acadêmicos presentes, Urania Tourinho Peres ocupará a cadeira de número 40 da Academia de Letras da Bahia, que tem como patrono o poeta e jornalista Francisco Mangabeira (1879-1904), e que antes pertenceu à saudosa historiadora e professora Consuelo Novais Sampaio, falecida em outubro do ano passado; ao advogado, economista, professor e escritor Pinto de Aguiar (1910-1991); e ao engenheiro, professor e político Octavio Mangabeira (1886-1960). A eleição se deu na primeira etapa do processo eleitoral, que visa inicialmente a indicação. De acordo com o novo Regimento, o número de votos (mínimo de 21) pode transformar a indicação em eleição, dispensando o segundo turno.

Psicanalista de renome nacional, Urania, casada com o também acadêmico Fernando da Rocha Peres, participou em 1970 da fundação da CLAPP, uma das instituições pioneiras no estabelecimento e desenvolvimento da psicanálise na Bahia. Em 1988 fundou o Colégio Freudiano da Bahia, atualmente Colégio de Psicanálise da Bahia, e no mesmo ano passou a ser membro da École lacanienne de psychanalyse (Paris). É membro correspondente da Association Insistence (Paris) e A.E. pela Escuela Freudiana de Buenos Aires.

Urania é autora dos livros Mosaico de Letras (Editora Escuta. São Paulo, 1999) e Depressão e Melancolia (Jorge Zahar Editora, 2003). Organizou, em 1996, duas coletâneas: uma sobre Melancolia e outra sobre A Culpa, pela Coleção Psicopatologia Fundamental da Editora Escuta; em 2001, Emilio Rodrigué – Caçador de Labirintos, pela Editora Corrupio; e, em 2007, Frida Kahlo: Dor e Arte. Tem vários artigos publicados em coletâneas e revistas. Em 1996 presidiu o 1º Congresso Internacional de Psicanálise do Colégio de Psicanálise da Bahia cujo tema foi Amorte, e, em 2001, o 2º Congresso Internacional de Psicanálise do Colégio de Psicanálise da Bahia cujo tema foi A Culpa. Foi também organizadora dos Anais dos dois Congressos: Amorte 1998, A Culpa 2001.

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ALB faz homenagem póstuma a Gerson Pereira dos Santos

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Em sessão especial, o saudoso Acadêmico Gerson Pereira dos Santos foi homenageado postumamente no último dia 15 de maio. A cerimônia, conduzida pelo também Acadêmico João Eurico Matta, ocorreu na sede da Academia de Letras da Bahia, no bairro de Nazaré.

Eleito para a ALB em 11 de setembro de 1991 e tendo tomado posse em 28 de novembro do mesmo ano, Gerson Pereira dos Santos, que ocupava a cadeira de nº 32 da Academia, faleceu em 5 de março deste ano.

Natural de Mata de São João, onde nasceu em 29 de fevereiro de 1932, Gerson Pereira dos Santos fez o curso primário em sua cidade natal e o secundário no Colégio da Bahia, bacharelando-se em Direito. Após longa permanência no Sul do país, período em que chefiou o Departamento Jornalístico da Esso Brasileira de Petróleo, retornou à Bahia. Por concurso, tornou-se Professor de Direito Penal e Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, da qual foi diretor de 1975 a 1979. Conquistou o cargo de Desembargador no ano de 1978, tornou-se vice-Presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia de 1982 a 1984 e, em seguida, Presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, no biênio 1988-1989. Dentre as obras de sua autoria, destacam-se: Inovações do Código Penal (1988), Do Passado ao Futuro em Direito Penal (1991), Aquelas Noites Tristes de Exílio (2003) e Do Castelo de Axël ao Condado de Hécate (2008).