Presidente da Academia Norte-Riograndense de Letras visita ALB

Em meio as comemorações do centenário do poeta, professor e jurista Oldegar Franco Vieira (1915-2006), na última quinta-feira (18.06), a Academia de Letras da Bahia recebeu em sua sede, no bairro de Nazaré, a visita do atual presidente da Academia Norte-Riograndense de Letras, o advogado Diógenes da Cunha Lima. Essa foi a primeira vez que o confrade esteve no Palacete Góes Calmon.

Na oportunidade, o acadêmico falou sobre a importância da parceria entre ambas as Academias. “A meu ver, o Brasil é um grande arquipélago cultural. Somos ilhas. Ou seja, o que se faz no Rio Grande do Norte não se sabe na Bahia ou em qualquer outro estado. O que se faz na Bahia não se conhece no resto do Brasil. Somente fica centralizado no Rio de Janeiro ou São Paulo. Às vezes, em Brasília. Então, essa experiência de estar aqui é extraordinária. Carrego daqui a melhor das impressões, porque a ALB  é uma academia notável do Brasil.”, disse.

 

Homenagem ao centenário de Oldegar Franco Vieira

A homenagem feita pela Academia de Letras da Bahia pelo centenário de nascimento do poeta, professor e jurista Oldegar Franco Vieira, que foi titular da Cadeira de nº 11, foi marcada por cânticos e declarações poéticas de amigos e familiares daquele que foi um dos maiores nomes do Haikai – modalidade japonesa de poema sintético marcada pela concisão e objetividade – no país. A solenidade foi realizada no último dia 18 de junho (quinta-feira), na sede da instituição, no Palacete Góes Calmon, no bairro de Nazaré.

A oradora da noite foi a etnolinguista Yeda Pessoa de Castro, sua sucessora na Cadeira de nº 11 da ALB. Em seu depoimento, a confrade enalteceu a carreira intelectual do amigo e renomado estudioso do universo literário. “Não haveria tempo para descrever aqui as inúmeras atividades que notabilizaram esse emérito acadêmico. Simpático, sereno e modesto, como compete a todos os sábios, foi como poeta que ele plantou sua plena realização: o seu papel de haicaista da literatura brasileira”, exaltou ela, ao ouvir da neta do poeta um dos trechos do livro Folhas de Chá, onde Vieira apresenta ao público a poesia Haikai.

Também presente à reunião, o filho de Oldegar Franco Vieira, o jornalista Fernando Tolentino Vieira, relembrou como a leitura ensinada pelo pai ajudou na consolidação da família. “Fomos privilegiados pelo berço que nos foi atribuído. Nascemos e crescemos em uma casa de cultura, fé e compromisso. Ler ainda adolescente autores consagrados da literatura nos atribuiu privilégios”, disse.

O acadêmico Edivaldo Boaventura, ocupante da Cadeira nº 39, disse ver na figura de Oldegar Franco Vieira um intelectual. “Era um gregário por excelência. Um aspecto nele sempre me chamou a atenção: o seu amor à cultura…Foi um dos pioneiros do Direito. Esse é um momento de evocação. Agradecemos, acima de tudo, por termos tido Oldegar por suas grandes qualidades e inquietação intelectual”, frisou.

Sobre Oldegar Franco Vieira

Formado em Direito, Oldegar Franco Vieira foi autor de várias obras literárias. Profissionalmente, aposentou-se como procurador do Estado da Bahia e professor emérito da Universidade Federal da Bahia. Foi também fundador e diretor da Escola Superior de Estatística da Bahia. Faleceu em novembro de 2006, aos 91 anos.

Mãe Stella participa do lançamento do documentário Flores Encantadas

No próximo dia 18 de junho (quinta-feira), às 9h30 horas, no auditório do PAF 3, no Campus de Ondina da UFBA, a acadêmica Mãe Stella de Oxóssi, ocupante da cadeira nº 33 da Academia de Letras da Bahia, participará como palestrante do lançamento do documentário Flores Encantadas. A produção apresenta o cotidiano do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, integrando o Projeto “Dicionário de Folhas do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá”.

O documentário tem vinte minutos de duração e foi realizado por Alessandra Caramori, Antonello Veneri e Stefano Barbi Cinti, baseado no livro O que as Folhas Cantam (para quem canta folha), de Mãe Stella de Oxóssi e Graziela Domini. Após a exibição do curta, um debate será aberto ao público.

Acadêmicos destacam trajetória de Consuelo Pondé de Sena

Os membros da Academia de Letras da Bahia realizaram ontem (11.06), na sede da instituição, no bairro de Nazaré, a sessão regimental com depoimentos saudosos sobre a acadêmica e historiadora Consuelo Pondé de Sena, falecida no último dia 14 de maio, aos 81 anos.

Ocupante desde 2002 da cadeira nº 28 da ALB, Consuelo Pondé de Sena destacou-se em seus estudos sobre a Língua Tupi e a Etnologia Geral e do Brasil. Atualmente, presidia, pelo quinto mandato, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – IGHB. Colaborou também durante muitos anos com os jornais Tribuna da Bahia e A Tarde.

Com inúmeros trabalhos publicados, é autora de livros como a‘Trajetória Histórica de Juazeiro, em colaboração com Angelina Garcez (1992); Cortes no Tempo (crônicas),da Fundação Cultural do Estado da Bahia / Memorial das Letras, 1997; A Hidranja Azul e o Cravo Vermelho(crônicas),SCT/SUDECULT, 2002; Bernardino de Souza: vida e obra, Quarteto Editora, 2010; e No Insondável Tempo, (crônicas).

Em seus depoimentos, os acadêmicos foram unânimes em destacar e exaltar a vigorosa e exuberante atuação intelectual de Consuelo Pondé de Sena, a quem intitularam como a “grande dama da Bahia”, pelo seu dedicado trabalho de valorização da história e da memória cultural do Estado da Bahia.

Estiveram presentes à sessão a filha de Consuelo Pondé Sena, Maria Luiza Pondé de Sena, assim como os irmãos Pedro e Solange Pondé, a cunhada Edla Angeline e o sobrinho-neto Leonardo Fraga Sena. Funcionários do IGHB também compareceram à cerimônia.

Nova edição da Revista da Academia já está disponível

Durante a abertura do ano acadêmico da Academia de Letras da Bahia, no último dia 9 de abril, foi lançado o número 53 da Revista da Academia, edição impressa e digital, reunindo artigos, ensaios, poemas, contos, crônicas e discursos de acadêmicos e autores convidados.

A versão digital da publicação encontra-se para download gratuito no site da instituição. Já a versão impressa pode ser adquirida na sede da ALB, no Palacete Góes Calmon, em Nazaré.

Faça download da revista edição nº 53: Clique aqui

Simpósio Internacional marca os 100 anos da Revista Orpheu

Em uma promoção conjunta da Cátedra Fidelino de Figueiredo/Universidade do Estado da Bahia – UNEB, do Consulado de Portugal em Salvador e do Instituto Camões, em parceria com a Universidade Federal da Bahia, a Academia de Letras da Bahia, a Fundação Casa de Jorge Amado, o Jornal A Tarde, realizou-se,  nos dias 8 e 9 de junho, o ‘Simpósio Internacional de 100 anos da Revista Orpheu: Fernando Pessoa e as Poéticas da Modernidade’.  A vice-presidente da Academia de Letras da Bahia – ALB, Myriam Fraga, participou da mesa de abertura, realizada no Gabinete Português de Leitura, no bairro da Piedade.

O evento reuniu professores, pesquisadores e discentes do curso de Letras motivados a compartilhar e a aprofundar investigações e saberes a respeito de autores do modernismo lusitano, com ênfase em ensino, pesquisa e extensão na área da cultura e literatura portuguesas. A revista Orpheu foi lançada em 1915, teve apenas dois números publicados, mas marcou o início do modernismo em Portugal.

Escritor Antonio Torres toma posse da cadeira nº 09 da ALB

O escritor Antonio Torres tomou posse no último dia 21 de maio (quinta-feira) da cadeira de número 09 da Academia de Letras da Bahia, antes pertencente ao romancista baiano João Ubaldo Ribeiro. O evento aconteceu na sede da ALB, no bairro de Nazaré.

Eleito por unanimidade, por seus grandes méritos como um dos mais importantes escritores brasileiros contemporâneos, Torres foi saudado pelo acadêmico, escritor e professor de literatura Aleilton Fonseca.

Antonio Torres é também Imortal da Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a Cadeira 23, que tem como fundador Machado de Assis, primeiro Presidente da Academia, e, como patrono, José de Alencar.

Sobre o escritor

Antonio Torres é autor de clássicos da literatura brasileira, a exemplo dos romances Essa Terra, Um táxi para Viena d´Áustria e Meu Querido Canibal. Nascido em 1940 no povoado do Junco (hoje Sátiro Dias), no sertão da Bahia, é autor de dezoito títulos, entre romances, contos, crônicas, perfis e memórias. Seus livros já ganharam edições em vários países, a exemplo da França, Espanha, Alemanha, Itália, Holanda, Inglaterra, Argentina, Cuba, Israel e Estados Unidos. Vencedor dos mais importantes prêmios nacionais (Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra; Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura e o Jabuti de 2007, entre outros), o autor foi condecorado, em 1998, pelo governo francês como Chevalier desArtsetdesLettrespor seus livros traduzidos na França.

Confira as imagens da posse