Escritora argentina tomará posse como membro correspondente da ALB

A escritora argentina María Felisa Pugliese será empossada como membro correspondente na Academia de Letras da Bahia, no próximo dia 10 de agosto (segunda-feira). A solenidade acontecerá na sede da entidade, no Palacete Góes Calmon, no bairro de Nazaré, às 17 horas. Na oportunidade, a literária portenha será saudada pelo acadêmico Luís Antonio Cajazeira Ramos, ocupante da Cadeira nº 35 da ALB.

Sobre a escritora

María Felisa Pugliese é escritora e professora da Universidad de Luján, em Buenos Aires. Publicou livros como De uno y outro lado; Esquirlas; Voces como Furias; entre outras publicações. Possui ensaios em jornais, revistas e sites.

Sessão Posse María Pugliese_membro correspondente

Anúncios

Todas as águas é lançado pela acadêmica Gláucia Lemos na ALB

lancamento_livro_todas_as_aguas_glaucia_lemos_5

No ano em que comemora 35 anos dedicados à literatura, a acadêmica Gláucia Lemos, ocupante da Cadeira nº 14, lançou o seu terceiro livro de contos, denominado Todas as águas, da editora Kalango. A solenidade aconteceu na última quinta-feira (23.07), na sede da Academia de Letras da Bahia, no bairro de Nazaré, reunindo diversas autoridades do universo das letras.

Na oportunidade, a autora falou sobre a publicação, que reúne 12 contos, todos relacionados à temática da água e marcados por uma tendência surrealista. “Inicialmente, organizaria um livro com os meus contos preferidos, escritos desde a década de 70, mas, quando comecei a lê-los, percebi que eram contos molhados. Porque contos molhados? Porque falavam de rios, de mar, chuva, lágrimas, cachoeiras; a maioria tinha relação com a água. Então, em vez de fazer um livro com os meus contos favoritos, resolvi abordar o elemento água”, explicou ela, que anteriormente já havia publicado outros dois livros do gênero, Era uma vez uma rosa que virou mulher e Procissão e outros contos.

O acadêmico Aramis Ribeiro Costa, que assinou a orelha do livro, enobreceu as qualidades da escritora. “Quando falamos em Gláucia Lemos, lembramos de uma escritora completa, não apenas pela sua dedicação à literatura infanto-juvenil, mas sim pela poeta verdadeira que ela é”, destacou ele, em alusão à vasta obra da autora, que reúne poemas, novelas, ensaios e romances.

Sobre a escritora

Gláucia Lemos é graduada em Direito pela UCSAL e pós-graduada em Crítica de Arte pela UFBA. Com especialização em Estética, dedica-se á Literatura e ao Jornalismo como atividades principais. Baiana, Gláucia Lemos estreou na literatura em 1979, com um livro de contos ilustrados por ela mesma. Lançou mais 35 livros, sendo 21 títulos infanto-juvenis. Em outubro de 2010, assumiu a cadeira de número 14 na Academia de Letras da Bahia.

 

Expedição Calasans a Canudos é promovida por meio de parceira entre instituições

Nos dias 17 e 18 de julho, realizou-se a Expedição Calasans a Canudos, com a participação de estudiosos e especialistas da história de Canudos e de José Calasans, promovida pela UNEB, UFBA, UCSAL, Academia de Letras da Bahia e Museu Eugênio Teixeira Leal, instituições parceiras na organização dos eventos do Centenário de José Calasans. No dia 17, realizou-se uma sessão solene na Câmara dos  Vereadores de Canudos. No dia 18, além da visita ao Parque Estadual de Canudos, para inauguração do cenário “Os Memorialistas”, houve uma vasta programação acadêmica e cultural no Memorial Antonio Conselheiro. A presidente da ALB, Evelina Hoisel, e o acadêmico Edivaldo M. Boaventura participaram da Expedição, bem como Madalena Calasans, filha do homenageado.

Veja fotos 

Acadêmica Gláucia Lemos lança livro de contos na ALB

livro_gláucia_lemos

A acadêmica Gláucia Lemos, ocupante da Cadeira nº 14, lança no dia 23 julho (quinta-feira) o seu mais novo livro de contos, intitulado Todas as águas, da editora Kalango. O lançamento acontecerá na sede da Academia de Letras da Bahia – ALB, no Palacete Góes Calmon, no bairro de Nazaré, às 19 horas. Antes, às 17 horas, a escritora falará ao público sobre a sua trajetória profissional e o processo de trabalho na criação do gênero contos. O evento é aberto ao público.

“Ao todo, são 12 contos descomprometidos. Histórias de gente como você, como eu, como a mulher que está passando ali em frente, na rua e como o anônimo que está fazendo hora na esquina, como uma prima sua e um colega de escola, como aquele homem por quem você se apaixonou só por vê-lo sorrir. Não são contos de amor, mas também são de amor, são histórias da vida, que podemos ou não viver a qualquer tempo”, explicou a autora.

Sobre a escritora

Gláucia Lemos é graduada em Direito pela UCSAL e pós-graduada em Crítica de Arte pela UFBA. Com especialização em Estética, dedica-se á Literatura e ao Jornalismo como atividades principais. Baiana, Gláucia Lemos estreou na literatura em 1979, com um livro de contos ilustrados por ela mesma. Lançou mais 35 livros, e em outubro de 2010 assumiu a cadeira de número 14 na Academia de Letras da Bahia. Gláucia Lemos tem 21 títulos infanto-juvenis publicados, além de ter se dedicado a outros gêneros como poesia, novelas, ensaios e romances.



ALB inicia série de homenagens ao centenário de José Calasans

A Academia de Letras da Bahia iniciou na última terça-feira (14.07) o ciclo de homenagens programado até o final do ano por inúmeras instituições ao centenário de nascimento do imortal da Cadeira n­º 28, José Calasans (1915-2001), um dos grandes estudiosos da Guerra de Canudos e do líder religioso Antônio Conselheiro. A solenidade aconteceu na sede da ALB, no Palacete Góes Calmon, no bairro de Nazaré, reunindo diversas autoridades do universo das letras.

O acadêmico Edivaldo Boaventura lembrou a trajetória profissional deste que foi um renomado historiador, professor e folclorista sobre o conflito no semiárido baiano, envolvendo o Exército e os integrantes de um movimento popular religioso, entre os anos de 1896 e 1897. “Ele é uma espécie de patrono de Canudos. Criou um novo paradigma para a pesquisa do tema. Tornou-se, tanto pela obra escrita quanto pela comunicação oral, um disseminador do assunto. Nas suas inúmeras visitas ao sertão, confirmou o seu intento: a de fazer história a partir do interior e não somente da capital e seu recôncavo, onde por muito tempo foi a história do Estado”, expressou.

Na oportunidade, a presidente da ALB, Evelina Hoisel, também prestou reverência ao homenageado. “Calasans foi um intelectual que teve uma ampla atuação em diversas instituições. Como historiador, ele sempre cuidou e, amorosamente, construiu a nossa memória. Para mim esta sessão tem um tom especial, principalmente pela minha condição de sertaneja. Trago o sertão dentro de mim, e Calasans nos legou uma outra possibilidade de interpretação dos conflitos no sertão de Canudos”, proferiu.

Presente à cerimônia, a filha de Calasans, Madalena Calasans, se emocionou ao falar sobre o pai. “Meu pai tinha orgulho de pertencer a ALB, instituição que presidiu no biênio 1971-1972. É uma alegria, permeada de muita saudade, ver a sua figura ser lembrada na sua terra natal e na Bahia, estado que tanto o acolheu. Numa síntese apertada, eu diria: Calasans foi o mais baiano dos sergipanos; e o mais sergipano dos baianos”, exprimiu, em alusão ao fato do centenário de Calasans ter sido também lembrado em Sergipe, onde nasceu.

Programação irá até o final do ano

Uma série de homenagens a José Calasans está prevista até o final de dezembro pelas entidades onde o historiador esteve vinculado ao longo da sua vida intelectual. O calendário foi apresentado na sessão solene pelo presidente da comissão organizadora, o professor Luiz Paulo Neiva, da Universidade do Estado da Bahia – Uneb.

 Confira a programação completa: clique aqui

Crítica literária é eleita para a Academia de Letras da Bahia

sessao_eleicao_gerana_damulakis_6

A crítica literária Gerana Damulakis foi eleita na tarde desta segunda-feira, 13, a nova imortal da Academia de Letras da Bahia, ocupando a vaga da Cadeira nº 29, antes de posse do escritor Hélio Pólvora, falecido em março deste ano. A acadêmica foi eleita por unanimidade. “Agradeço por me concederam a honra de fazer parte desta confraria. Há um quarto de século frequento esta casa. A ALB sempre teve um papel importante na minha vida. Rendo as minhas homenagens ao escritor Hélio Pólvora, amigo e interlocutor”, disse Gerana Damulakis, após a eleição.

Sobre a acadêmica

Gerana Damulakis é uma renomada crítica literária. Leitora desde os 7 anos, começou cedo a fazer versos. Tem diversos livros publicados, a exemplo do Guardador de mitos, de poesia; Sosígenes Costa – o poeta grego da Bahia, ensaio crítico; O rio e a ponte – À margem de leituras escolhidas, ensaios escritos no jornal A Tarde.

Organizou a Antologia panorâmica do conto baiano – século XX. Participações: O mar na prosa brasileira de ficção, com a conferência “O mar na crônica”; Encontros na Bahia -Brasil 500 anos, com o ensaio” O moderno em Sosígenes Costa”; A Sosígenes, com afeto, com o texto “Castelão de mitos”. Participou de vários números da revista do Gabinete Português de Leitura, Qvinto Império, da revistaIararana, da revista Neon (com coluna fixa de crítica literária) e da revista Cenesp, de São Paulo, também com coluna fixa de crítica.

Integrou a comissão editorial do Selo Letras da Bahia (FUNCEB, Secretaria da Cultura e Turismo) durante 8 anos. Publica no suplemento Cultural de A Tarde desde 1993, onde teve uma coluna intitulada Leitura Crítica no Caderno 2 do mesmo jornal, de 1999 até o final de 2002. Assinou também a coluna Olho Crítico no jornal Tribuna, durante o ano de 2007.

ALB encerra ciclo de homenagens ao jornalista baiano Jorge Calmon

A Academia de Letras da Bahia encerrou na última quinta-feira (09/07) a série de homenagens programadas pela Associação Bahiana de Imprensa – ABI, em parceria com outras instituições, ao centenário de nascimento do jornalista baiano Jorge Calmon, falecido em 2006, aos 91 anos.

Os tributos tiveram inicio no último dia 07, data em que Calmon completaria 100 anos. Na ocasião, uma missa presidida pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Murilo Kriege, foi celebrada na Igreja do Bonfim. Pela noite, a Câmara Municipal de Salvador realizou uma sessão especial dedicada a este que foi um dos maiores nomes da imprensa do Estado.

Na reverência feita pela ALB, o acadêmico e também jornalista Samuel Celestino, sucessor de Jorge Calmon na Cadeira nº 23, prestou uma afetuosa homenagem ao amigo e “mestre”. “Considero o maior jornalista da imprensa da Bahia. Foi um homem incomum. Intelectualmente inquieto, amava como poucos essa Academia de Letras. Do jornalismo ele foi, sem sombra de dúvida, o meu conselheiro quando ingressei no jornal A Tarde. Foi meu mestre em todos os sentidos” expressou ele, em alusão ao fato de Jorge Calmon ter dedicado 60 anos da sua profissão a um único veículo de comunicação, o jornal A Tarde, sendo 47 anos exercendo o cargo de redator-chefe.

O caçula dos seis filhos do jornalista, o auditor fiscal Jorge Calmon Filho, esteve presente à solenidade e, emocionado, falou sobre o pai. “Ele tinha a ALB como a sua segunda casa. Um casa que tanto prezou. Foi um homem de princípios nobres, deixando para a sua família exemplos de vida voltados ao bom caráter, a solidariedade, a paciência, a uma refinada educação e alegria de viver. Recordo que, toda noite, por telefone, após estar informado das principais noticias do dia, fazia o fechamento da edição do jornal e dava a manchete de capa. Era um apaixonado pelo jornalismo”, lembrou.

Sócio benfeitor da ALB, instituição que presidiu no biênio 1977-1979, a presidente da Academia, Evelina Hoisel, destacou a atuação de Jorge Calmon a frente do Solar Góes Calmon. “Foi durante a gestão de Jorge Calmon que o governo do estado doou essa casa para ser a sede da Academia, antes situado em uma antiga residência no Terreiro de Jesus. O legado dele vai além desta ação. Criou também o curso “Castro Alves”, evento que permanece há aproximadamente 40 anos no calendário da ALB. Era um acadêmico sempre muito presente. De forma participativa, dialogava e trazia dados sobre diversos temas apresentados durante as atividades da Academia. Contribuiu de muitas maneiras para a historia desta casa”, recordou.