Centenário de José Calasans será celebrado na ALB

A Academia de Letras da Bahia homenageará o professor e historiador José Calasans Brandão da Silva na data em que o acadêmico completaria 100 anos, no próximo dia 14 de julho (terça-feira). A sessão especial dedicada ao seu centenário (1915-2001) acontecerá na sede da instituição, no Palacete Góes Calmon, no bairro de Nazaré, às 18 horas.  Na ocasião, a saudação ao homenageado será proferida pelo acadêmico Edivaldo M. Boaventura.

O Professor e Pesquisador José Calasans destacou-se na sua trajetória intelectual por ter lançado um novo enfoque para os estudos sobre Canudos. A sua pesquisa valorizou a vertente oral, possibilitando a manifestação dos atores do conflito, na voz dos sobreviventes do massacre. Além dos estudos canudianos, deixou uma vasta produção que envolve a abordagem de temas da religiosidade indígena, estudos folclóricos  e perfis biográficos de personalidades baianas  e sergipanas. Exerceu a docência em várias instituições da Bahia e de Sergipe, orientando diversas dissertações e teses, proferindo palestras e conferências.

A solenidade da Academia de Letras da Bahia marca o início das diversas atividades comemorativas do centenário do intelectual José Calasans, uma promoção que envolve várias instituições da Bahia onde ele exerceu uma profícua atividade intelectual: Universidade do Estado da Bahia, Universidade Federal da Bahia, Universidade Católica do Salvador, Museu  Eugênio Teixeira Leal,  Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e Academia de Letras da Bahia. O imortal José Calasans faleceu em 2001, aos 85 anos, em plena atividade intelectual. Ele ocupou a cadeira nº 28 da ALB.  O evento é aberto ao público.

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Sobre o autor:

José Calasans Brandão da Silva nasceu em 14 de julho de 1915 em Aracaju (SE), filho de Irineu Ferreira da Silva e Noemi Brandão da Silva. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Bahia (1937), tornou-se docente-livre de História do Brasil da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia. José Calasans atuou em diversas atividades no âmbito da cultura. Foi delegado do Serviço do patrimônio Histórico Artístico Nacional em Sergipe, delegado do SENAC em Sergipe e também na Bahia, foi professor catedrático de História Moderna e Contemporânea da Faculdade de Filosofia da Bahia. Na UFBA, foi vice-diretor da Faculdade de Filosofia, professor adjunto de Antropologia, chefe do Departamento de História entre os anos de 1968 a 1984. Foi Diretor da Faculdade de Filosofia e Vice-Reitor da Universidade Federal da Bahia (1980-1984). José Calasans foi sócio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, do qual foi também vice-presidente, presidiu o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, sócio correspondente da Academia Sergipana de Letras, dirigiu o Centro de Estudos Baianos (UFBA), o Instituto Genealógico da Bahia, além de sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Representou a UFBA em diversas oportunidades. Presidiu o III Congresso Brasileiro de Folclore em 1947. Foi eleito para a Academia de Letras da Bahia em 27 de setembro de 1962. Tomou posse na cadeira de número 28, em 11 de novembro de 1963, sendo saudado por Francisco Peixoto de Magalhães Neto, sendo o ultimo ocupante o bacharel em direito e político, Homero Pires. Foi presidente da ALB entre os anos de 1971-1972. Publicou numerosos artigos sobre história em instituições especializadas. Profundo conhecedor de Canudos, tema central de seus estudos, pesquisou sobre Antonio Conselheiro e outros assuntos relacionados aos sertões. Recentemente foi homenageado pela Academia de Letras da Bahia com a restauração de uma tela em óleo que se encontra exposta na ALB, bem como exposição de medalhas, títulos e condecorações doadas por sua filha Maria Madalena Calasans.

Fonte: Arquivo da ALB/ Historiador – Bruno Lopes do Rosário

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