ALB encerra ciclo de homenagens ao jornalista baiano Jorge Calmon

A Academia de Letras da Bahia encerrou na última quinta-feira (09/07) a série de homenagens programadas pela Associação Bahiana de Imprensa – ABI, em parceria com outras instituições, ao centenário de nascimento do jornalista baiano Jorge Calmon, falecido em 2006, aos 91 anos.

Os tributos tiveram inicio no último dia 07, data em que Calmon completaria 100 anos. Na ocasião, uma missa presidida pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Murilo Kriege, foi celebrada na Igreja do Bonfim. Pela noite, a Câmara Municipal de Salvador realizou uma sessão especial dedicada a este que foi um dos maiores nomes da imprensa do Estado.

Na reverência feita pela ALB, o acadêmico e também jornalista Samuel Celestino, sucessor de Jorge Calmon na Cadeira nº 23, prestou uma afetuosa homenagem ao amigo e “mestre”. “Considero o maior jornalista da imprensa da Bahia. Foi um homem incomum. Intelectualmente inquieto, amava como poucos essa Academia de Letras. Do jornalismo ele foi, sem sombra de dúvida, o meu conselheiro quando ingressei no jornal A Tarde. Foi meu mestre em todos os sentidos” expressou ele, em alusão ao fato de Jorge Calmon ter dedicado 60 anos da sua profissão a um único veículo de comunicação, o jornal A Tarde, sendo 47 anos exercendo o cargo de redator-chefe.

O caçula dos seis filhos do jornalista, o auditor fiscal Jorge Calmon Filho, esteve presente à solenidade e, emocionado, falou sobre o pai. “Ele tinha a ALB como a sua segunda casa. Um casa que tanto prezou. Foi um homem de princípios nobres, deixando para a sua família exemplos de vida voltados ao bom caráter, a solidariedade, a paciência, a uma refinada educação e alegria de viver. Recordo que, toda noite, por telefone, após estar informado das principais noticias do dia, fazia o fechamento da edição do jornal e dava a manchete de capa. Era um apaixonado pelo jornalismo”, lembrou.

Sócio benfeitor da ALB, instituição que presidiu no biênio 1977-1979, a presidente da Academia, Evelina Hoisel, destacou a atuação de Jorge Calmon a frente do Solar Góes Calmon. “Foi durante a gestão de Jorge Calmon que o governo do estado doou essa casa para ser a sede da Academia, antes situado em uma antiga residência no Terreiro de Jesus. O legado dele vai além desta ação. Criou também o curso “Castro Alves”, evento que permanece há aproximadamente 40 anos no calendário da ALB. Era um acadêmico sempre muito presente. De forma participativa, dialogava e trazia dados sobre diversos temas apresentados durante as atividades da Academia. Contribuiu de muitas maneiras para a historia desta casa”, recordou.

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