Abertas as inscrições para o curso ‘Jorge Amado 2015 – V Colóquio da Literatura Brasileira’

Estão abertas ao público as inscrições para o curso ‘Jorge Amado 2015 – V Colóquio da Literatura Brasileira’, a ser realizado entre os dias 11 e 14 de agosto, na sede da Academia de Letras da Bahia e Fundação Casa de Jorge Amado, instituições responsáveis pela iniciativa. O objetivo do evento é fomentar a troca de experiências para a promoção da literatura brasileira, reunindo estudantes e pesquisadores do universo das letras, sobretudo sobre a obra do escritor baiano.

Na abertura, haverá o lançamento do livro Jorge Amado: Literatura e Política, com depoimentos e trabalhos apresentados na edição 2014 do curso. O evento deste ano destaca também os 70 anos do livro Bahia de Todos os Santos (1945), no qual o escritor mostra ao leitor o “guia de ruas e mistérios” da cidade de Salvador de uma forma única, abordando aspectos físicos peculiares da capital e seus ritos, costumes e tradições.

A programação englobará ainda palestras, comunicações e conferências de convidados sobre o acervo deste que foi um dos maiores escritores do país, bem como de autores do século 20 e da contemporaneidade. Estão previstos também o lançamento de livros e mesas-redondas de debates.

Em 2015, o curso trará para a discussão nomes como: Paloma Jorge Amado (FCJA); Jacques Salah (UFBA); Jerusa Pires Ferreira (USP); Tânia Regina Ramos (UFSC); Osnildo Wan-Dall Junior (UFBA); Benedito Veiga (UEFS); Elizabeth Ramos (UFBA); Nelson Cerqueira (FAZAG/UFBA); Myriam Fraga (ALB/FCJA); Aleilton Fonseca (ALB/UEFS); María Pugliese (UNIVERSIDAD NACIONAL DE LUJÁN – BUENOS AIRES, ARGENTINA); e Dominique Stoenesco (ALB).

Inscrições e maiores informações sobre o curso, clique aqui.

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ALB homenageia centenário de Jorge Calmon

O jornalista Jorge Calmon será homenageado no próximo dia 9 de julho (quinta-feira) pela Academia de Letras da Bahia, instituição que presidiu no biênio 1977-1979. Na ocasião, a ALB realizará uma sessão especial em comemoração ao centenário de nascimento deste que foi um dos maiores nomes da imprensa baiana.

Jorge Calmou tomou posse na ALB em 1965, falecendo em 2006.  Durante estes longos anos, ele colaborou de forma decisiva para a construção da história da ALB. Foi graças à sua prestigiosa atuação junto ao governo do Estado da Bahia que o Solar Góes Calmon foi doado à ALB, transformando-se na nova sede da instituição, que anteriormente funcionava em um casarão no Terreiro de Jesus. No sentido de ampliar a biblioteca da ALB, Jorge Calmon desenvolveu gestões junto a instituições do Estado, como a Associação Comercial da Bahia, Associação Baiana de Imprensa e Secretaria de Educação e Cultura, obtendo recursos para a construção do pavilhão da Biblioteca, que hoje tem o seu nome. Instituiu também o Curso Castro Alves, em 1977, que persiste ainda hoje no calendário das atividades da ALB. Como reconhecimento de sua atuação, a ALB, em 1986, outorgou-lhe o título de sócio benfeitor.

O discurso de homenagem será proferido pelo jornalista e acadêmico Samuel Celestino, atual ocupante da cadeira número 23, que pertenceu a Jorge Calmon. A cerimônia terá início às 18 horas, na sede da Academia, no Palacete Góes Calmon, no bairro de Nazaré. O evento é aberto ao público.

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Sobre o autor:

Jorge Calmon Moniz de Bittencourt nasceu em 7 de julho de 1915, em Salvador (BA), filho do casal Pedro Calmon Freire de Bittencourt e Maria Romana Moniz de Aragão Calmon de Bittencourt, irmão do conhecido historiador Pedro Calmon. Bacharel em Direito, exerceu diversos cargos de natureza cultural, educacional e política. Foi diretor da Biblioteca Pública da Bahia, Diretor-Geral do Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda, Secretário do Interior e Justiça, Ministro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, deputado à Assembleia Constituinte (1947). Na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, foi professor titular de História da América, tornando-se, mais tarde, Professor Emérito desta instituição. Ingressou no jornalismo em 1930, tendo papel atuante como repórter, redator-chefe e diretor geral do Jornal A Tarde, onde dedicou-se por mais de 60 anos. Foi presidente da Associação Baiana de Imprensa, tornando-se sócio benemérito. Foi sócio e presidente de honra do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), membro da Santa Casa de Misericórdia, diretor da Associação Comercial da Bahia (ACB), presidente do conselho administrativo da Associação Cultural Brasil-Estados Unidos (Acbeu), membro das irmandades religiosas de Nosso Senhor do Bonfim e de Nossa Senhora da Conceição e de várias outras instituições. Foi eleito para a Academia de Letras da Bahia em 16 de março de 1965. Tomou posse na cadeira de número 23, em 7 de julho deste mesmo ano, sendo saudado por Heitor Praguer Fróes, sendo o ultimo ocupante o médico João Américo Garcez Fróes. Foi presidente da ALB entre os anos de 1979 à 1981. Recebeu o título de acadêmico benfeitor em sessão solene de 7 de março de 1986, pelos relevantes serviços prestados à Academia de Letras da Bahia. Posteriormente, respectivamente nas décadas de 1990 e 2010, foi homenageado com a instalação do pavilhão Jorge Calmon da biblioteca da ALB e de um busto nos jardins internos da Academia. Publicou diversas obras entre livros, artigos e discursos.

Fonte: Arquivo da ALB/ Historiador – Bruno Lopes do Rosário

Centenário de José Calasans será celebrado na ALB

A Academia de Letras da Bahia homenageará o professor e historiador José Calasans Brandão da Silva na data em que o acadêmico completaria 100 anos, no próximo dia 14 de julho (terça-feira). A sessão especial dedicada ao seu centenário (1915-2001) acontecerá na sede da instituição, no Palacete Góes Calmon, no bairro de Nazaré, às 18 horas.  Na ocasião, a saudação ao homenageado será proferida pelo acadêmico Edivaldo M. Boaventura.

O Professor e Pesquisador José Calasans destacou-se na sua trajetória intelectual por ter lançado um novo enfoque para os estudos sobre Canudos. A sua pesquisa valorizou a vertente oral, possibilitando a manifestação dos atores do conflito, na voz dos sobreviventes do massacre. Além dos estudos canudianos, deixou uma vasta produção que envolve a abordagem de temas da religiosidade indígena, estudos folclóricos  e perfis biográficos de personalidades baianas  e sergipanas. Exerceu a docência em várias instituições da Bahia e de Sergipe, orientando diversas dissertações e teses, proferindo palestras e conferências.

A solenidade da Academia de Letras da Bahia marca o início das diversas atividades comemorativas do centenário do intelectual José Calasans, uma promoção que envolve várias instituições da Bahia onde ele exerceu uma profícua atividade intelectual: Universidade do Estado da Bahia, Universidade Federal da Bahia, Universidade Católica do Salvador, Museu  Eugênio Teixeira Leal,  Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e Academia de Letras da Bahia. O imortal José Calasans faleceu em 2001, aos 85 anos, em plena atividade intelectual. Ele ocupou a cadeira nº 28 da ALB.  O evento é aberto ao público.

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Sobre o autor:

José Calasans Brandão da Silva nasceu em 14 de julho de 1915 em Aracaju (SE), filho de Irineu Ferreira da Silva e Noemi Brandão da Silva. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Bahia (1937), tornou-se docente-livre de História do Brasil da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia. José Calasans atuou em diversas atividades no âmbito da cultura. Foi delegado do Serviço do patrimônio Histórico Artístico Nacional em Sergipe, delegado do SENAC em Sergipe e também na Bahia, foi professor catedrático de História Moderna e Contemporânea da Faculdade de Filosofia da Bahia. Na UFBA, foi vice-diretor da Faculdade de Filosofia, professor adjunto de Antropologia, chefe do Departamento de História entre os anos de 1968 a 1984. Foi Diretor da Faculdade de Filosofia e Vice-Reitor da Universidade Federal da Bahia (1980-1984). José Calasans foi sócio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, do qual foi também vice-presidente, presidiu o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, sócio correspondente da Academia Sergipana de Letras, dirigiu o Centro de Estudos Baianos (UFBA), o Instituto Genealógico da Bahia, além de sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Representou a UFBA em diversas oportunidades. Presidiu o III Congresso Brasileiro de Folclore em 1947. Foi eleito para a Academia de Letras da Bahia em 27 de setembro de 1962. Tomou posse na cadeira de número 28, em 11 de novembro de 1963, sendo saudado por Francisco Peixoto de Magalhães Neto, sendo o ultimo ocupante o bacharel em direito e político, Homero Pires. Foi presidente da ALB entre os anos de 1971-1972. Publicou numerosos artigos sobre história em instituições especializadas. Profundo conhecedor de Canudos, tema central de seus estudos, pesquisou sobre Antonio Conselheiro e outros assuntos relacionados aos sertões. Recentemente foi homenageado pela Academia de Letras da Bahia com a restauração de uma tela em óleo que se encontra exposta na ALB, bem como exposição de medalhas, títulos e condecorações doadas por sua filha Maria Madalena Calasans.

Fonte: Arquivo da ALB/ Historiador – Bruno Lopes do Rosário