Gerana Damulakis tomará posse na ALB no próximo dia 03 de setembro

A crítica literária Gerana Damulakis toma posse no próximo dia 03 de setembro, às 20 horas, da cadeira número 29 da Academia de Letras da Bahia, antes pertencente ao escritor Hélio Pólvora, falecido em março deste ano. Eleita por unanimidade, por seus grandes méritos como uma das mais importantes críticas baianas, Gerana será saudada pelo acadêmico, escritor e professor de literatura Aleilton Fonseca. A solenidade acontecerá na sede da ALB, no Palacete Góes Calmon, no bairro de Nazaré.

Sobre a acadêmica

Gerana Damulakis é uma renomada crítica literária. Leitora desde os 7 anos, começou cedo a fazer versos. Tem diversos livros publicados, a exemplo do Guardador de mitos, de poesia; Sosígenes Costa – o poeta grego da Bahia, ensaio crítico; O rio e a ponte – À margem de leituras escolhidas, ensaios escritos no jornal A Tarde.

Organizou a Antologia panorâmica do conto baiano – século XX. Participações: O mar na prosa brasileira de ficção, com a conferência “O mar na crônica”; Encontros na Bahia -Brasil 500 anos, com o ensaio” O moderno em Sosígenes Costa”; A Sosígenes, com afeto, com o texto “Castelão de mitos”. Participou de vários números da revista do Gabinete Português de Leitura, Qvinto Império, da revista Iararana, da revista Neon (com coluna fixa de crítica literária) e da revista Cenesp, de São Paulo, também com coluna fixa de crítica.

Integrou a comissão editorial do Selo Letras da Bahia (FUNCEB, Secretaria da Cultura e Turismo) durante 8 anos. Publicou no Suplemento Cultural de A Tarde desde 1993, onde teve uma coluna intitulada Leitura Crítica no Caderno 2 do mesmo jornal, de 1999 até o final de 2002. Assinou também a coluna Olho Crítico no jornal Tribuna, durante o ano de 2007.

Gerana Damulakis

‘Sessão da Saudade’ homenageia a historiadora Consuelo Pondé de Sena

A Academia de Letras da Bahia realizou na noite da última quinta-feira (20.08), na sede da instituição, no bairro de Nazaré, a ‘Sessão da Saudade’ dedicada a historiadora e imortal Consuelo Pondé de Sena, ocupante da Cadeira nº 28 da ALB. A acadêmica faleceu no último dia 14 de maio, aos 81 anos, em plena atividade intelectual.

O discurso de homenagem foi proferido pelo amigo e, também acadêmico da ALB, ocupante da Cadeira nº 39, Edvaldo M. Boaventura, que, em sua fala, reconstruiu a vida e história dessa renomada estudiosa da Língua Tupi e Etnologia Geral e do Brasil. “Consuelo possuía todos os requisitos para compor a nossa companhia. Pela sua expressão vigorosa de atuação e personalidade cresceu na comunidade intelectual baiana. O Instituto Geográfico e Histórico da Bahia era mais do que tudo a sua trincheira na defesa da tradição, dos valores que militava e pelas lutas do patrimônio material e imaterial da Bahia”, lembrou ele, em alusão aos cinco mandatos presidido pela historiadora frente ao IGHB.

O psiquiatra Eduardo Pondé de Sena, filho da homenageada, também esteve presente ao evento e recordou momentos da carreira da mãe. “Dedicou grande parte do seu tempo as letras da cultura e da vitória da nossa gente. Ela emprestou à boa terra o brilho da sua inteligência cintilante por várias décadas. Era uma pessoa de elevado espírito. O interesse dela pelas pessoas ao seu redor era marcante; gostava de dialogar, ouvir e falar. Muito nos orgulha, não só pelo que fez pela cultura da Bahia, mas pelo que fez por seus familiares e amigos”, destacou. Ele terminou sua fala citando um trecho do escritor Guimarães Rosa: “O mundo é mágico. As pessoas não morrem, ficam encantadas”, disse.

A presidente da ALB, Evelina Hoisel, também reverenciou a historiadora baiana. “Consuelo Pondé de Sena tinha como função a preservarão da memória; uma pessoa que conhecia as forças do esquecimento, tornando-se aliada de tudo aquilo que pudesse preservar esta memória viva. Fez isso em todas as instituições que esteve presente”, exprimiu.

Na oportunidade, a presidente, seguindo o regimento da ALB, declarou vaga a cadeira de nº 28, ocupada por Consuelo Pondé de Sena, tendo como patrono e fundador, respectivamente, Luís José Junqueira Freire e Francisco Torquato Bahia da Silva Araújo. A historiadora tomou posse na ALB no dia 14 de março de 2002, ocupando a vaga que pertencia a José Calasans. A ‘Sessão de Eleição’ para a vaga de sua Cadeira está prevista para acontecer no dia 05 de outubro.

Sobre a historiadora

Consuelo Pondé de Sena destacou-se em seus estudos sobre a Língua Tupi e a Etnologia Geral e do Brasil. Presidiu por cinco mandatos o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – IGHB. Colaborou também durante muitos anos com os jornais Tribuna da Bahia e A Tarde. Foi sócia correspondente da Academia Portuguesa da História, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e dos estaduais: Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais e Paranaguá (Paraná).

Confira a biografia completa da historiadora, clicando aqui

ALB e AL/BA promovem lançamento de novo livro do escritor Ruy Espinheira Filho

Difundir e preservar a literatura baiana. Esse foi o intuito da parceria conjunta entre a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia e Academia de Letras da Bahia ao promover, na última terça-feira (18.08), no Palacete Góes Calmon, sede da ALB, o lançamento do novo livro do escritor e imortal Ruy Espinheira Filho, Poemas de amor e morte. 

Ao todo, a publicação reúne 132 textos do autor dedicados às temáticas referidas no título. Esta é a quarta antologia de Ruy Espinheira Filho, que integra o volume 10 da ‘Coleção Mestres da Literatura Baiana’. “Este livro são poemas que escrevi durante a vida inteira. Que se referem ao amor e à morte, como extremos da vida. Você não pode viver sem amar, assim como não ter a consciência da morte. É uma maneira, inclusive, de lidar com isso. Foram esses extremos que me moverem a compor essa ideologia”, explicou o escritor.

O acadêmico Aramis Ribeiro Costa, ocupante da Cadeira nº 12, enobreceu as qualidades intelectuais do confrade. “Quem ganha é a literatura baiana; é a cultura da Bahia. Essa maestria, esse talento, identificado por toda o Estado, e agora também por todo o Brasil do grande poeta que Ruy Espinheira Filho é, tem se mantido ao longo de décadas, e permanecerá muito além de todos nós. É uma grande honra para o País ter Ruy como poeta”, destacou.

Na oportunidade, a presidente da ALB, Evelina Hoisel, falou sobre a união exitosa entre a instituição e a AL/BA. “Sem dúvida, teremos o lançamento de novos volumes desta Coleção”, apontou.

Sobre o autor:

Um dos mais premiados escritores do país, Ruy Espinheira Filho já publicou mais de 30 títulos. Sua produção passa por poesia, ficção, ensaios sobre Jorge de Lima, Mário de Andrade e Manuel Bandeira. Entre seus livros publicados estão: As sombras luminosas (1981), vencedor do Prêmio Nacional de Poesia Cruz e Sousa;  Memória da chuva (1996); finalista do Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira e do Prêmio Jabuti, ambos em 1997; Prêmio Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores, em 1998. Elegia de agosto e outros poemas (2005), que recebeu  o Prêmio Academia Brasileira de Letras de Poesia, 2006.

  • Confira a biografia completa de Ruy Espinheira Filho, clicando aqui.

Mãe Stella de Oxóssi recebe Comenda Dois de Julho

A acadêmica e ialorixá do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, Mãe Stella de Oxóssi, recebeu no dia 14 de agosto (sexta-feira) a Comenda Dois de Julho. A distinção – maior honraria do Poder Legislativo  – é concedida a pessoas que tenham contribuído para o desenvolvimento político, administrativo e cultural da Bahia e do Brasil. A sessão de homenagem aconteceu na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia – AL/BA.

Mãe Stella de Oxóssi ocupa a Cadeira nº 33 da Academia de Letras da Bahia, tendo como patrono Castro Alves. Ela tomou posse na instituição em setembro de 2013, assumindo a vaga que pertencia ao historiador Ubiratan Castro, falecido no mesmo ano.

Sobre Mãe Stella de Oxóssi 

Nascida em Salvador (BA) na data de 2 de maio de 1925, Mãe Stella de Oxóssi  é a quarta filha de Esmeraldo Antigno dos Santos e de Thomázia de Azevedo Santos. Sua avó materna foi Theodora Cruz Fernandes, filha de Maria Konigbagbe, africana de etnia egbá, um subgrupo étnico dos yorubás da Nigéria. Mãe Stella estudou no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora dirigido pela Profª Anfrísia Santiago e se formou pela Escola de Enfermagem e Saúde Pública, exercendo a profissão de visitadora sanitária por mais de 30 anos; hoje é enfermeira aposentada. Muito conhecida pelo nome de Mãe Stella, por ter sido escolhida como a quinta Iyalorixá do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá. Sua vida religiosa começou quando foi iniciada no Candomblé por Mãe Senhora, com o nome religioso de ODÉ KAYODE – O caçador que traz alegrias.

Mãe Stella é também muito conhecida como escritora. Publicou inúmeros livros. Entre eles: E daí aconteceu o encanto, coautora Cléo Martins, edição independente, Salvador/BA, 1988; Meu tempo é agora, editora Oduduwa/SP, 1993; Òsòsi, o caçador de alegrias, editado pela Secult/BA, 2006; Òwe-Provérbios, edição independente, Salvador/BA, 2007; Epé Laiyé, terra viva, edição independente, Salvador/BA, 2009; e Opinião, editado pela EGBA, Salvador/BA, 2012, que reúne artigos escritos para a coluna Opinião do Jornal A Tarde.

Fonte: Academia de Letras da Bahia

Ex-presidente do STF é eleito como membro correspondente da ALB

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O poeta, acadêmico, professor, advogado e jurista brasileiro Carlos Augusto Ayres de Souza Britto, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), foi eleito, no último dia 06 de agosto, membro correspondente da Academia de Letras da Bahia. O intelectual foi escolhido por unanimidade pelos imortais da ALB. A data da posse será definida em breve pela direção da casa de cultura do Estado.

“Muito feliz, honrado, emocionado. Sou cidadão baiano honorário. Tenho muita identidade com as Academias de Letras do país. Encontro nelas um ambiente onde se respira, culturalmente, um ar mais favorável”, agradeceu ele, que é membro titular da Academia Brasileira de Letras Jurídicas, da Academia Sergipana de Letras e da Academia de Letras de Brasília.

Sobre Carlos Augusto Ayres de Freitas Britto 

Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Sergipe – UFS, pós graduado em Direito Público e Privado pela Faculdade de Direito de Sergipe, mestre em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP, doutor em Direito Constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP, exerceu os cargos de Ministro do Supremo Tribunal Federal (2003/2012), Presidente do Supremo Tribunal Federal (2012), Ministro do Tribunal Superior Eleitoral (2006/2010), Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (2008/2010) e Presidente do Conselho Nacional de Justiça (2011/2012), advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Sergipe sob o número 7.130 e na Seccional Distrito Federal sob o nº 40.040, sócio fundador do escritório Ayres Britto Consultoria Jurídica e Advocacia, membro da Academia Sergipana de Letras, Academia Brasiliense de Letras, Academia de Letras de Brasília e da Academia Brasileira de Letras Jurídicas, Presidente do Conselho Superior do Instituto Innovare, Professor, Consultor jurídico e Parecerista.

É autor de diversas publicações jurídicas e de poesia. Dentre as suas obras destacam-se:

  • Jurisprudência Administrativa e Judicial em Matéria de Servidor Público;
  • Interpretação e Aplicabilidade das Normas Constitucionais;
  • O Perfil Constitucional da Licitação;
  • Teoria da Constituição.

Fonte da biografia: www.ayresbritto.com.br

Acadêmico João Eurico Matta recebe homenagens pelos seus 80 anos

Em homenagem aos 80 anos do acadêmico João Eurico Matta, celebrado no último mês de julho, os imortais da Academia de Letras da Bahia Cyro de Mattos e João Carlos Teixeira Gomes agraciaram o professor, que ocupa a Cadeira nº 16, com textos que descrevem a vida deste renomado intelectual. João Eurico Matta tomou posse na ALB em maio de 1989, ocupando a vaga que era do famoso jurista Orlando Gomes dos Santos, falecido no ano anterior.

Confira abaixo as homenagens:

Sobre João Eurico Matta

João Eurico Matta, filho dos nazarenos Edgard Matta – advogado criminalista e Professor Emérito de Ciências Econômicas da UFBA – e Eunice Tavares Freire Matta, nascido em Salvador, em 16 de julho de 1935. Professor universitário da disciplina Literatura Contemporânea, no curso superior de Biblioteconomia e Documentação, desde março de 1959 até julho de 1960, na então Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal da Bahia – UFBA; de disciplinas do bacharelado em Administração, na Escola de Administração da UFBA, desde julho de 1962 até 1992; de disciplinas do bacharelado em Administração de Empresas, na Escola de Administração de Empresas da Universidade Católica do Salvador – UCSal, desde março de 1976. Aposentou-se da UFBA em 1992, com 38 anos de serviço público no magistério – pois contava tempo desde 1954, ano em que começou carreira como professor do ensino médio de Língua Portuguesa e Literatura, mediante aprovação em dois concursos públicos, a saber: 1) em 1954, provas escrita, oral e didática, perante banca examinadora constituída de três catedráticos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade da Bahia (no caso, os professores Hélio Simões, Raul Batista de Almeida e Heitor Dias), do então chamado exame de suficiência para registro no magistério secundário, promovido pela na ocasião Inspetoria Seccional do Ministério da Educação e Cultura na Bahia; e 2)  em 1955, concurso para ingresso no magistério secundário no Colégio Estadual da Bahia, promovido pela Secretaria de Estado da Educação e Cultura .

Fonte: Academia de Letras da Bahia

Lançamento de livros são destaques durante o curso ‘Jorge Amado 2015 – V Colóquio da Literatura Brasileira’

Durante a programação do curso ‘Jorge Amado 2015 – V Colóquio da Literatura Brasileira’, que terminou no último dia 14 agosto, após iniciativa conjunta da Academia de Letras da Bahia e da Fundação Casa de Jorge Amado, inúmeros livros sobre este que foi um dos maiores escritores do país foram lançados na sede da ALB, local que abrigou os quatro dias do workshop.

Na abertura do evento, no dia 11, o livro Jorge Amado: Literatura e Política foi apresentado à plateia. A publicação reúne depoimentos e trabalhos exibidos na edição 2014 do curso, que tem o objetivo de fomentar a troca de experiências para a promoção da literatura brasileira. A obra foi organizada pelos imortais Evelina Hoisel, Mryriam Fraga e Aleilton Fonseca.

Já no dia 12, foram lançados os livros Jorge Amado na Hora da Guerra, Cultura das Bordas: Edição, Comunicação, Leitura e Jorge Amado: presenças da Hora da Guerra em encontros acadêmicos, respectivamente de Benedito Veiga, Jerusa Pires Ferreira e Benedito Veiga.

O primeiro trabalho de Benedito Veiga é um produto final do pós-doutorado em literatura brasileira e resulta da leitura cuidadosa das colunas da Hora da Guerra, mostradas em O Imparcial, escritas por Jorge Amado. O seu segundo livro, ele se debruça nas crônicas de guerra do escritor Jorge Amado – que atuou como jornalista durante a Segunda Guerra Mundial. Já a escritora Jerusa Pires Ferreira apresenta em seu livro uma pesquisa incansável sobre a produção cultural impressa no Brasil, focando principalmente a relação “centro/periferia”.

No dia 13, o livro Uma Vista a Jorge Amado foi exposto ao público pelo escritor Nelson Cerqueira, doutor pela Indiana University. A publicação é uma contribuição relevante para o entendimento político, social e ideológico da obra de Jorge Amado.

No encerramento do curso, ocorrido na Fundação Casa de Jorge Amado, a autora Rita Olivieri-Godet e o artista plástico Juraci Dórea lançaram a obra Jorge Amado em Letras e Cores. O trabalho é uma parceria sobre o escritor baiano, em que as escritoras destacam a ficção amadiana e a sua liberdade como forma de afirmação na superação do sofrimento pela alegria de viver, bem como a crença na força da natureza que se traduz na reverência ao culto dos orixás e na mestiçagem como projeto de convivência e de civilização.

Confira a programação completa, clicando aqui.