Mãe Stella de Oxóssi recebe Comenda Dois de Julho

A acadêmica e ialorixá do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, Mãe Stella de Oxóssi, recebeu no dia 14 de agosto (sexta-feira) a Comenda Dois de Julho. A distinção – maior honraria do Poder Legislativo  – é concedida a pessoas que tenham contribuído para o desenvolvimento político, administrativo e cultural da Bahia e do Brasil. A sessão de homenagem aconteceu na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia – AL/BA.

Mãe Stella de Oxóssi ocupa a Cadeira nº 33 da Academia de Letras da Bahia, tendo como patrono Castro Alves. Ela tomou posse na instituição em setembro de 2013, assumindo a vaga que pertencia ao historiador Ubiratan Castro, falecido no mesmo ano.

Sobre Mãe Stella de Oxóssi 

Nascida em Salvador (BA) na data de 2 de maio de 1925, Mãe Stella de Oxóssi  é a quarta filha de Esmeraldo Antigno dos Santos e de Thomázia de Azevedo Santos. Sua avó materna foi Theodora Cruz Fernandes, filha de Maria Konigbagbe, africana de etnia egbá, um subgrupo étnico dos yorubás da Nigéria. Mãe Stella estudou no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora dirigido pela Profª Anfrísia Santiago e se formou pela Escola de Enfermagem e Saúde Pública, exercendo a profissão de visitadora sanitária por mais de 30 anos; hoje é enfermeira aposentada. Muito conhecida pelo nome de Mãe Stella, por ter sido escolhida como a quinta Iyalorixá do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá. Sua vida religiosa começou quando foi iniciada no Candomblé por Mãe Senhora, com o nome religioso de ODÉ KAYODE – O caçador que traz alegrias.

Mãe Stella é também muito conhecida como escritora. Publicou inúmeros livros. Entre eles: E daí aconteceu o encanto, coautora Cléo Martins, edição independente, Salvador/BA, 1988; Meu tempo é agora, editora Oduduwa/SP, 1993; Òsòsi, o caçador de alegrias, editado pela Secult/BA, 2006; Òwe-Provérbios, edição independente, Salvador/BA, 2007; Epé Laiyé, terra viva, edição independente, Salvador/BA, 2009; e Opinião, editado pela EGBA, Salvador/BA, 2012, que reúne artigos escritos para a coluna Opinião do Jornal A Tarde.

Fonte: Academia de Letras da Bahia

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