Ruy Espinheira lança coletânea de poesias premiadas

O escritor, jornalista e imortal da Academia de Letras da Bahia, Ruy Espinheira, ocupante da Cadeira nº 17, foi prestigiado por amigos e intelectuais da literatura baiana durante o lançamento da sua nova obra literária, Noite Alta e outros poemas. O evento aconteceu na última quinta feira (29.10), na sede da ALB, no Palacete Góes Calmon, em Nazaré.

A publicação dá continuidade a obra poética do autor já consagrada pela crítica e vencedora ou finalista dos mais importantes prêmios literários do Brasil, dentre os quais Cruz e Souza (As Sombras Luminosas), Ribeiro Couto (Memória da Chuva) e o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras, este por Elegia de Agosto e outros Poemas.

Em agosto deste ano, o escritor já havia lançado o livro Poemas de amor e morte, também na ALB. A publicação, que reúne 132 textos do autor dedicados às temáticas referidas no título, foi publicada em parceria conjunta entre a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia e Academia de Letras da Bahia.

Sobre o autor:

Mestre em Ciências Sociais, jornalista e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Ruy Espinheira é um dos mais premiados escritores do país, com mais de 30 títulos. Sua produção passa por poesia, ficção, ensaios sobre Jorge de Lima, Mário de Andrade e Manuel Bandeira. Entre seus livros publicados estão: As sombras luminosas (1981), vencedor do Prêmio Nacional de Poesia Cruz e Sousa; Memória da chuva (1996); finalista do Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira e do Prêmio Jabuti, ambos em 1997; Prêmio Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores, em 1998. Elegia de agosto e outros poemas (2005), que recebeu o Prêmio Academia Brasileira de Letras de Poesia, 2006.

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Roberto Santos fala na ALB sobre a sua trajetória política

O ex-governador e imortal da Academia de Letras da Bahia, Roberto Santos, ocupante da Cadeira nº 26, falou, na última quinta-feira (22.10), para os acadêmicos da ALB sobre a sua trajetória política, em uma palestra intitulada Notas autográficas. O ato ocorreu no Palacete Góes Calmon, no bairro de Nazaré.

 “Tenho procurado retribuir à Bahia e aos baianos o imenso apoio que me proporcionaram durante muitas décadas, enquanto pude contribuir com os meus esforços para a melhor qualidade de vida dos meus conterrâneos”, disse o acadêmico Roberto Santos, que completa 90 anos em 2016.

Em sua fala, ele lembrou ainda as instituições que integra. “Chego, assim, à proximidade dos 90 anos de idade, sem obrigações formais, originadas de compromissos inarredáveis. Por isso mesmo, dispondo de tempo para participar de atividades culturais programadas por entidades locais às quais estou associado”, expressou, em alusão a Academia de Ciências da Bahia, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, a Academia de Letras da Bahia, Academia de Educação da Bahia, o Conselho Gestor do Neojibá, entre outros.

Sobre Roberto Santos

Roberto Santos formou-se em medicina pela Universidade Federa da Bahia (Ufba) em 1949, tornando-se mais tarde Reitor da instituição. Na vida política, foi também secretário estadual da Saúde, governador do estado, ministro da Saúde e deputado federal. É membro da Academia de Letras da Bahia, Academia Nacional de Medicina e Academia de Ciências da Bahia, entidade na qual exerce o cargo de presidente.

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Ruy Espinheira lança Noite Alta e outros poemas no próximo dia 29

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O escritor e imortal da Academia de Letras da Bahia, Ruy Espinheira, lança, no próximo dia 29, a partir das 18 horas, o seu mais novo livro sobre poesias, intitulado Noite Alta e outros poemas. A solenidade acontecerá na sede da ALB, no Palacete Góes Calmon, em Nazaré.

A publicação dá continuidade a obra poética do autor já consagrada pela crítica e vencedora dos mais importantes prêmios literários do Brasil. Literatura e vida para mim são a mesma coisa. É uma coisa tão interior; instintiva, que fica até difícil falar disso; a não ser no próprio texto escrito. Anima é a minha fonte de inspiração. Literatura é a vida”, expressou Ruy Espinheira.

Sobre o autor:

Um dos mais premiados escritores do país, Ruy Espinheira Filho já publicou mais de 30 títulos. Sua produção passa por poesia, ficção, ensaios sobre Jorge de Lima, Mário de Andrade e Manuel Bandeira. Entre seus livros publicados estão: As sombras luminosas (1981), vencedor do Prêmio Nacional de Poesia Cruz e Sousa; Memória da chuva (1996); finalista do Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira e do Prêmio Jabuti, ambos em 1997; Prêmio Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores, em 1998. Elegia de agosto e outros poemas (2005), que recebeu o Prêmio Academia Brasileira de Letras de Poesia, 2006.

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ALB encerra ciclo de centenários homenageando Josaphat Marinho

A Acadêmia de Letras da Bahia encerrou a série de homenagens a cinco imortais centenários da ALB. Na oportunidade, o advogado, professor e político baiano Josaphat Marinho (1915-2015) foi reverenciado pelo seu sucessor na Cadeira nº20, o desembargador Paulo Furtado. A cerimônia ocorreu na última quinta-feira (15.10), na sede da casa de cultura, no Palacete Goés Calmon, em Nazaré.

O acadêmico iniciou sua fala enaltecendo a figura deste renomado jurista e o seu trabalho frente ao Poder Judiciário do País. “Um homem que dedicou toda a sua vida ao pensamento pelo outro. Sua voz foi sempre veículo de lucidez e de experiência. Fortaleceu o judiciário para assegurar a tranquilidade da vida social da nação, colocando o idealismo em defesa do bem comum”, destacou.

Emocionado, o filho de Josaphat Marinho, Paulo Marinho, revelou que o pai “ufanava-se” de integrar a ALB. “Ele serviu a pátria a mando das letras. Em seus discursos, sempre ressaltava o papel da Academia, estimulando e acompanhando o crescente desenvolvimento das letras e artes na terra que zela pela suas peculiaridades”, contou.

Outros quatro centenários de nascimento foram celebrados em 2015 pela ALB, sendo dedicados a Walter da Silveira, José Calasans, Jorge Calmon e Oldegar Franco Vieira.

Sobre Josaphat Marinho

Josaphat Ramos Marinho nasceu em Areia, hoje Ubaíra (BA), no dia 28 de outubro de 1915, filho de Sinfrônio de Sales Marinho e de Adelaide Ramos Marinho. Ingressou, em 1934, na Faculdade de Direito da Bahia, bacharelando-se por essa instituição. Ocupou interinamente, em 1942, o cargo de consultor jurídico do Departamento de Serviço Público da Bahia, passando, em seguida, a dedicar-se ao magistério. Findo o Estado Novo (1937-1945), foi eleito, em janeiro de 1947, deputado à Assembleia Constituinte da Bahia na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Deixou a Assembleia em 1951, a ela retornando eleito em outubro de 1954, pela legenda do Partido Liberal (PL). Após a posse de Juraci Magalhães no governo da Bahia, em 1959, Josaphat Marinho foi nomeado, em abril, secretário do Interior e Justiça do Estado. Ocupou o cargo até 1960, porque foi designado secretário da Fazenda. Exerceu essa função até março de 1961, quando foi nomeado pelo Presidente Jânio Quadros para a presidência do Conselho Nacional do Petróleo (CNP). Com a renúncia do presidente, em 25-8-61, pediu demissão do cargo, que não foi aceita imediatamente. Permaneceu na presidência do CNP até dezembro de 1961. Retornou, então, à Bahia, assumindo novamente a Secretaria da Fazenda até dezembro de 1962.

No pleito de outubro de 1962, elegeu-se para o Senado Federal pela Bahia. Concluído seu mandato em 1971, Josaphat afastou-se da vida pública, voltando a se dedicar à advocacia e ao magistério superior como professor de Direito Constitucional da Universidade de Brasília (UnB). Em dezembro de 1979, no contexto da reformulação partidária posterior à extinção do bipartidarismo (29-11-79), assinalou, em entrevista ao Jornal do Brasil, que, após oito anos de afastamento, voltava à vida pública para “dar uma contribuição ao processo de formação dos novos partidos”. Josaphat Marinho tornou-se membro do Instituto dos Advogados da Bahia, do Instituto Baiano de Direito do Trabalho e da Academia de Letras da Bahia. Exerce seu segundo mandato de senador da República (1990-98) durante o qual foi relator-geral do novo Código Civil brasileiro, aprovado no Senado depois de 22 anos de tramitação no Congresso Nacional. Josaphat Marinho foi casado com Iraci Ramos Marinho, com quem teve dois filhos.

Fonte: Senado Federal

João Carlos Teixeira Gomes fala sobre O Labirinto de Orfeu

O jornalista, poeta e imortal da Academia de Letras da Bahia, João Carlos Teixeira Gomes, ocupante da Cadeira nº 15, falou, na última quinta-feira (08.10), para os acadêmicos da ALB sobre o seu mais novo livro. Intitulado de O Labirinto de Orfeu, a obra é uma coletânea composta por 146 poemas autorais, em que o conhecido “Pena de Aço” avalia a importância da poesia na vida humana e analisa os principais recursos usados na elaboração de um poema. O ato ocorreu no Palacete Góes Calmon, no bairro de Nazaré.
 Joca, como carinhosamente é conhecido, foi um dos fundadores do Jornal da Bahia, em 1958, e é autor de obras como Gregório de Mattos, o Boca de Brasa e a biografia Gláuber Rocha - Esse Vulcão, além do polêmico Memórias das Trevas - Uma devassa na vida de Antônio Carlos Magalhães, sobre o ex-governador da Bahia. 

Inscrições prorrogadas para o seminário “Relendo Thales de Azevedo”

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Inscrições prorrogadas até o dia 15 de outubro para o seminário “Relendo Thales de Azevedo”, que acontecerá entre os dias 10 e 14 de novembro na sede da Academia de Letras da Bahia e no Convento de Santa Clara do Desterro. O evento homenageará a obra deste importante intelectual baiano. Reunindo diversas instituições, entre as quais oito universidades, a iniciativa pretende discutir a obra do médico, historiador e antropólogo, em vista da atualidade dos temas por ele abordados.

Além de uma vasta programação que envolve lançamentos de livros, exposições e mesas redondas de debate, o seminário abre processo seletivo para o envio de resumos de Comunicações. Os interessados devem encaminhar o material até o dia 05 de outubro para o e-mail: relendothalesdeazevedo@gmail.com.

  • Maiores informações sobre a programação e formas de inscrição, clique aqui.
  • Confira o edital de seleção das Comunicações, clique aqui.
  • Download do cartaz do evento, clique aqui. 
  • Veja o texto do acadêmico Paulo Ormindo sobre Thales de Azevedo, publicado no jornal A Tarde na data de 27.09.2015 – clique aqui.

 Thales de Azevedo

Formado pela Faculdade de Medicina da Bahia (1922/27), Thales de Azevedo foi interno da Cadeira da Clínica Ginecológica do Prof. José Adeodato de Souza, na Enfermaria do Hospital Santa Isabel da Santa Casa de Misericórdia da Bahia. Atou como médico por mais de 40 anos, identidade profissional que foi acumulada, a partir de 1943, com a de professor universitário.

Enquanto professor universitário, além de sua passagem pela Faculdade de Medicina da Bahia, como assistente dos cursos de Farmácia e Medicina (1936/37), liderou a criação da Escola de Serviço Social da Bahia (1944), unidade pioneira da Universidade Católica do Salvador, onde colaborou como professor até 1967, tendo sido seu diretor entre 1944/54.

Entre os marcos decisivos de sua dedicação ao ensino e à pesquisa está o convite de Isaias Alves para  integrar o corpo docente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, criada em 1941, hoje Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde ensinou entre 1943/69. Devido à sua formação em medicina, Thales de Azevedo foi encarregado da 1ª Cadeira de Antropologia e Etnografia do Brasil da Faculdade de Filosofia, cuja matéria integrava-se aos currículos de Geografia e História e de Ciências Sociais. Nela, ele deveria cobrir temas de antropologia física ou biológica, mas enviesaria progressivamente para assuntos de antropologia social.

A partir de 1949, trabalhando com Anísio Teixeira, então Secretário de Educação e Saúde do Estado, Thales de Azevedo foi encarregado de dar apoio ao Programa de Pesquisas Sociais do Estado da Bahia – Columbia University (1950/53), do qual logo em seguida tornou-se coordenador, acompanhando seus desdobramentos em vários estágios posteriores de treinamento e orientação de estudantes americanos em estágio na Bahia, ainda por mais de duas décadas.

Como um dos fundadores e membro do Conselho Diretor da Fundação para o Desenvolvimento da Ciência na Bahia (1950/68), Thales de Azevedo teve um papel decisivo no apoio a projetos de pesquisa e na concessão de bolsas de estudo a pesquisadores. Em 1955/1956, voltou ao ensino em medicina, tornando-se Professor Conferencista da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Em seguida, quando primeiro dos Pró-reitores da Universidade Federal da Bahia, na qualidade de diretor do Departamento Cultural (1960/62), abriu a discussão entre o corpo docente sobre a reforma universitária, retomada quando diretor da Faculdade de Filosofia em 1964/68.

Fonte: Universidade Federal da Bahia – Ufba

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Jorge Medauar é lembrado em sessão da ALB

O ex-presidente e membro benfeitor da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa, falou sobre o escritor e poeta baiano Jorge Emílio Medauar, em uma palestra intitulada Viventes Revividos. O encontro, ocorrido no dia 10 de setembro, contou com a presença de acadêmicos da casa de cultura do Estado.

Na oportunidade, Aramis Ribeiro Costa, ocupante da Cadeira nº 13, enalteceu a trajetória literária deste que foi autor de obras como a Chuva sobre a tua Semente, Prelúdios, Noturnos e Temas de Amor, Às Estrelas e aos Bichos, Água Preta, Histórias de Menino, entre outros. “Jorge Medauar é um contador de casos. Como escritor, jamais abandonou o cenário baiano de sua infância, a linguagem, os costumes e os valores da sua pequena cidade de Água Preta do Mocambo – hoje Uruçuca –, buscando a seiva poderosa da sua criação literária. É um dos grandes contistas da Bahia e do Brasil”, lembrou.

Sobre o escritor

Jorge Emílio Medauar, um filho de sírio-libaneses, nasceu no dia 15 de abril de 1918 numa cidade do sul da Bahia chamada Água Preta do Mocambo, mais tarde rebatizada de Uruçuca.

Após estudos na sua terra natal e em Salvador, transferiu-se primeiro para o Rio de Janeiro e depois para São Paulo, onde se tornou jornalista e publicitário. Na capital do café, fundou, foi diretor e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing, dirigiu o Sindicato dos Escritores do Estado de São Paulo e participou do Conselho Estadual de Cultura daquele estado, mantendo, em paralelo a tudo isso, uma ininterrupta atividade intelectual dedicada a literatura. Morreu no dia 3 de julho de 2003, em São Paulo, aos 85 anos.