Curso Castro Alves tem início com extensa programação

Discutir e difundir importantes obras da literatura baiana. Esse é o objetivo do curso ‘Castro Alves 2015 – X Colóquio da Literatura Baiana’, que teve início na última quarta-feira (30.09), na sede da Academia de Letras da Bahia (ALB), no bairro de Nazaré. Chegando a sua 10º edição, o evento conta com uma uma intensa programação literária dedicada a um dos maiores poetas lírico e social do país.

Durante o primeiro dia foram promovidas sessões de comunicações, reunindo temas, autores e obras da literatura, além do lançamento do livro  de Cleberton Santos, Travessia de abismos (Poemas). “Neste ano, o curso reúne 70 trabalhos – 600 nesses 10 anos da sua existência – vindos de várias universidades da Bahia. Isso mostra que a literatura baiana está se enraizando por toda o Estado”, destacou Aleilton Fonseca, coordenador da iniciativa.

 Convidada pela comissão organizadora do evento, a professora de Letras da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Margarida Fahel, foi a palestrante da noite. Ela enalteceu as qualidades da escrita romanesca de Adonias Filho,  escritor homenageado  pela Academia de Letras da Bahia  pelo seu centenário de nascimento. “Adonias me encantou por sua linguagem. Quando tive o primeiro contato com o seu texto, percebi que era diferente, grande e profundo. Construiu toda a sua obra falando de uma  região muito explorada por outros autores, mas abordando-a sempre de maneira muito peculiar”, contou ela, em alusão a região sul da Bahia, entre as cidades de Itabuna e Ilhéus, berço de nascimento e pesquisa de autores como Jorge Amado, Adonias Filho, Hélio Pólvora, entre outros.

O curso ‘Castro Alves 2015 – X Colóquio da Literatura Baiana continua a sua programação até o próximo dia 02 (sexta-feira), com lançamentos de livros e mesas de debates.

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Lançamentos de livros, clique aqui.

ALB presta homenagem ao centenário do jurista Josaphat Marinho

Josaphat Marinho

O imortal Josaphat Marinho será homenageado no próximo dia 15 de outubro (quinta-feira) pela Academia de Letras da Bahia. Ele ocupou a Cadeira nº 30 da instituição. Na ocasião, a ALB realizará uma sessão especial em comemoração ao centenário de nascimento (1915-2015) deste que foi um renomado advogado, professor e político baiano.

O discurso de homenagem será proferido pelo seu sucessor na Cadeira nº 30, o acadêmico Paulo Furtado. A cerimônia terá início às 18 horas, na sede da Academia, no Palacete Góes Calmon, no bairro de Nazaré. O evento é aberto ao público.

Sobre Josaphat Marinho

            Josaphat Ramos Marinho nasceu em Areia, hoje Ubaíra (BA), no dia 28 de outubro de 1915, filho de Sinfrônio de Sales Marinho e de Adelaide Ramos Marinho. Ingressou, em 1934, na Faculdade de Direito da Bahia, bacharelando-se por essa instituição. Ocupou interinamente, em 1942, o cargo de consultor jurídico do Departamento de Serviço Público da Bahia, passando, em seguida, a dedicar-se ao magistério. Findo o Estado Novo (1937-1945), foi eleito, em janeiro de 1947, deputado à Assembleia Constituinte da Bahia na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Deixou a Assembleia em 1951, a ela retornando eleito em outubro de 1954, pela legenda do Partido Liberal (PL). Após a posse de Juraci Magalhães no governo da Bahia, em 1959, Josaphat Marinho foi nomeado, em abril, secretário do Interior e Justiça do Estado. Ocupou o cargo até 1960, porque foi designado secretário da Fazenda. Exerceu essa função até março de 1961, quando foi nomeado pelo Presidente Jânio Quadros para a presidência do Conselho Nacional do Petróleo (CNP). Com a renúncia do presidente, em 25-8-61, pediu demissão do cargo, que não foi aceita imediatamente. Permaneceu na presidência do CNP até dezembro de 1961. Retornou, então, à Bahia, assumindo novamente a Secretaria da Fazenda até dezembro de 1962.
No pleito de outubro de 1962, elegeu-se para o Senado Federal pela Bahia. Concluído seu mandato em 1971, Josaphat afastou-se da vida pública, voltando a se dedicar à advocacia e ao magistério superior como professor de Direito Constitucional da Universidade de Brasília (UnB). Em dezembro de 1979, no contexto da reformulação partidária posterior à extinção do bipartidarismo (29-11-79), assinalou, em entrevista ao Jornal do Brasil, que, após oito anos de afastamento, voltava à vida pública para “dar uma contribuição ao processo de formação dos novos partidos”. Josaphat Marinho tornou-se membro do Instituto dos Advogados da Bahia, do Instituto Baiano de Direito do Trabalho e da Academia de Letras da Bahia. Exerce seu segundo mandato de senador da República (1990-98) durante o qual foi relator-geral do novo Código Civil brasileiro, aprovado no Senado depois de 22 anos de tramitação no Congresso Nacional. Josaphat Marinho foi casado com Iraci Ramos Marinho, com quem teve dois filhos.

Fonte: Senado Federal