Edivaldo Boaventura fala sobre viagens na ALB

O imortal Edivaldo Machado Boaventura reuniu os acadêmicos, na última quinta-feira (19.11), no Palacete Góes Calmon, sede da Academia de Letras da Bahia, para uma conversa sobre o seu quarto livro de viagens, Apodemias, aprendizagem pelas viagens.

O livro, segundo o autor, tem 50 anos dedicados a distintos itinerários percorridos pelo mundo. “As viagens complementam as faculdades. Comecei a escrever sobre elas muito naturalmente. Para começar França, depois o percurso americano, em seguida o Canadá visto do Quebéc, depois Portugal, Espanha, Itália, Germânia, Israel, as Américas e, por fim, África”, lembrou ele, que também citou os roteiros pela China.

Em seus depoimentos, os confrades da ALB foram unânimes em destacar o papel das viagens realizadas por Edivaldo Boaventura, a quem intitularam de “o grande chanceler da Bahia”, pelo seu dedicado e “incansável” trabalho intelectual de valorização dos diálogos interculturais. Por conta das suas expedições, Boaventura já havia publicado outras obras, a exemplo de Porto de abrigo: diário de uma viagem a Macau.

Guilherme Radel lança livro na ALB

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No dia 03 de dezembro (quinta-feira), o escritor baiano Guilherme Radel lança o seu novo livro As Bebidas e os Tiragostos da Bahia. O autor faz uma reflexão gastronômica sobre a origem e a evolução do bar no Estado, incluindo as suas festas populares e a história dos seus mercados e feiras. O lançamento será na sede da Academia de Letras da Bahia, no Palacete Góes Calmon, em Nazaré, às 19 horas. Antes, às 17:30 horas, o imortal, que ocupa a Cadeira nº 03, proferirá a palestra “Os mitos da cozinha africana da Bahia”, também na ALB.

Sobre Guilherme Radel

Guilherme Requião Radel nasceu em 7 de fevereiro de 1930, em Itapagipe, Salvador. Casado, pai de cinco filhos e avô de seis netos, Radel exerce atividades múltiplas na vida como escritor, engenheiro, professor, empresário e pecuarista.

Como escritor, publicou os livros A cozinha sertaneja da Bahia, (1ª edição e 2ª edição), A cozinha praiana da Bahia (1ª edição e 2ª edição), que, juntamente com A cozinha africana da Bahia, (1ª edição e 2ª edição), realizam um painel geral da cozinha baiana, abordando de forma leve, mas com profundidade, tópicos históricos, sociológicos, etnológicos, econômicos, ecológicos e científicos.

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Prêmio consagra obra literária de Myriam Fraga

A poeta e imortal Myriam Fraga foi premiada, na última segunda-feira (16.11), por sua contribuição à literatura baiana e brasileira. O prêmio pelo conjunto de obra foi entregue pela Academia de Letras da Bahia e Eletregoes, no Palacete Góes Calmon, sede da ALB, em Nazaré. Na ocasião, a acadêmica também lançou o seu novo livro Rainha Vashti, que destaca o papel da monarca persa destituída do cargo pelo rei Xerxes. O poema dramático, da editora A RODA, é uma parceria entre Myriam Fraga, Olga Gómez (ilustrações) e Marcus Sampaio (projeto gráfico), com apresentação da dramaturga e acadêmica Cleise Mendes.

Sobre a escritora

A acadêmica é a atual vice-presidente da Academia de Letras da Bahia, ocupando a Cadeira nº13, e possui diversos livros publicados, entre poesia e prosa. Participou de várias antologias no Brasil e exterior, tendo poemas traduzidos para o inglês, francês e alemão. Suas recentes publicações são: Sesmaria e Femina (poesia), Jorge Amado, Castro Alves, Luiz Gama, Carybé (literatura infantil) e Leonídia – a musa infeliz do poeta Castro Alves (biografia), entre outros. Exerce também o cargo de diretora da Fundação Casa de Jorge Amado.

Joaci Góes lança livro no próximo dia 18

O imortal da Academia de Letras da Bahia (ALB), Joaci Góes, ocupante da Cadeira nº 7, lança, no dia 18 de novembro (quarta-feira), na Livraria Cultura do Salvador Shopping, o livro As 7 pragas do Brasil moderno, uma parceira da editora TOPBOOKS, Academia de Letras da Bahia, Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Academia de Letras e Artes do Salvador e Associação Comercial da Bahia. O evento terá início às 18 horas.

Sobre o autor

É muito conhecido seu desempenho à frente do grupo que ficou conhecido como Góes-Cohabita, integrado por atividades múltiplas, como financeiras, de construção de edifícios, estradas e obras especiais, agrícolas, industriais, imobiliárias, produtoras de energia e de comunicação, como a TV Aratu e Tribuna da Bahia, jornal que dirigiu de 1970 a 1997.

Conferencista, orador e articulista, Joaci publicou os seguintes ensaios: Em 2001, A Inveja nossa de cada dia, como lidar com ela; em 2004, Anatomia do ódio e em 2009, A força da vocação para o desenvolvimento das pessoas e dos povos. Assina uma coluna semanal no jornal Tribuna da Bahia e é comentarista da Rádio Metrópole. Tomou posse, em 24 de setembro de 2009 da cadeira nº 7, da Academia de Letras da Bahia, em substituição a Pedro Moacir Maia. É sócio efetivo do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, diretor da Associação Comercial da Bahia e sócio do Instituto Genealógico da Bahia.

Fonte: Academia de Letras da Bahia

Antropólogos exaltam baiano Thales de Azevedo

O seminário Relendo Thales de Azevedo encerrou a sua programação na última sexta-feira (13.11), após três dias intensos de debates sobre a obra deste que foi um dos intelectuais de maior renome do estado da Bahia, especialmente no campo da antropologia. Na oportunidade, uma mesa intitulada “Antropologia do Cotidiano” reuniu, na sede da Academia de Letras da Bahia (ALB), nomes como Roberto Da Matta, Luiz Mott e Diego Marques.

“A amplitude da sua curiosidade intelectual era algo impressionante. Passava por diversos campos do conhecimento, desde a antropologia até a poesia, sempre com foco na sociedade brasileira. É mais importante ler Thales de Azevedo do que falar dele. Livros não são para ler, mas sim para reler”, disse Roberto da Matta, em referência ao titulo do evento. O antropólogo carioca foi o responsável pelo prefácio da publicação Regras do Namoro à Antiga, do autor baiano.

O professor aposentado da Universidade Federal da Bahia, Luiz Mott, lembrou que foi o espírito de compreensão de Thales de Azevedo que o levou à antropologia. “Um pessoa aberta, liberal e delicada socialmente”, destacou. Já Diego Marques, também do Departamento de Antropologia da Ufba, contou que “o cotidiano influenciou, sobretudo, a produção madura da obra de Thales de Azevedo”. A Academia de Letras da Bahia pretende integrar o seminário no calendário anual da Instituição. Para tanto, ficou definido que o ex-reitor e médico Edgar Santos (1894 – 1962) será o homenageado de 2016.

Seminário 100 anos com Calasans destaca atuaçāo do intelectual baiano

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Dentre as atividades comemorativas do centenário do professor José Calasans (1915-2015) é proposto o Seminário 100 anos com Calasans. Este evento acadêmico, que acontece entre os dias 24 e 26 de novembro, no Museu Eugênio Teixeira Leal (Pelourinho), inscreve-se na programação do Ano Calasans, de julho a dezembro de 2015, tendo como promotores a Universidade do Estado da Bahia, a Academia de Letras da Bahia, a Universidade Federal da Bahia, Universidade Católica do Salvador, o Museu Eugênio Teixeira Leal.

O seminário objetiva reverenciar a obra cultural do Prof. José Calasans e revisitar sua produção escrita nos vários campos em que se empenhou, proporcionando a pesquisadores, professores e alunos um ambiente de celebração de memória e, ao mesmo tempo, de desenvolvimento das temáticas do auto-intitulado mestre jagunço. O evento constará de conferências e mesas redondas. Paralelamente, ocorrerão mostras de fotografia, filmes, lançamento de livros e exposição de escritos do homenageado, ao lado de objetos pessoais.

Sobre José Calasans 

O Prof. José Calasans marcou sua trajetória intelectual, de modo inovador, com um novo enfoque para os estudos sobre Canudos, deslocando a visão sobre este campo de saber para sua vertente oral, o que possibilitou a manifestação direta dos atores populares do conflito, na voz dos sobreviventes ao massacre.

A abordagem de Calasans, distanciando-se da primazia das fontes escritas canônicas, pôs em destaque a memória não-escrita dos vencidos e antecipou-se, na prática, à vigência de teóricos renomados como Claude LeFort e Jacques LeGoff. Até então, a referência histórica privilegiada e transformada em acesso único na matéria era Os sertões, de Euclides da Cunha, baliza que será deslocada pelo autor de No tempo de Antônio Conselheiro. Sua admiração pelo escritor fluminense não o impedirá de reativar a circulação de outras fontes emudecidas, tanto acadêmicas como as de cunho popular do imaginário da guerra.

Destacou-se, ainda, o mestre dos estudos canudianos em vários ramos da pesquisa social, em temas da religiosidade indígena, estudos folclóricos e perfis biográficos de personalidades baianas e sergipanas, além de memórias de instituições diversas. Realizou larga docência nos dois Estados, orientando dezenas de dissertações e teses sobre o fulcro de sua dedicação, o povo e a história de Canudos.

ORGANIZAÇÃO:
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA – UFBA
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SALVADOR – UCSAL
ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA – ALB
MUSEU EUGÊNIO TEIXEIRA LEAL – METL
INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DA BAHIA – IGHB

SEMINÁRIO 100 ANOS COM CALASANS 

Data: 24 a 26 de novembro de 2015
Local: Museu Eugênio Teixeira Leal – Pelourinho

Objetivo: celebrar o centenário de nascimento do professor José Calasans com vistas à revisitação de sua obra cultural

Eixos de reflexão
1. José Calasans: imagens
2. José Calasans: Canudos e a história oral
3. José Calasans: temas não canudianos
4. José Calasans: docência, pesquisa, instituições

Público alvo: Pesquisadores, historiadores, professores, estudantes e público interessado.
Inscrições: 10 de outubro a 23 de novembro de 2015

Atividades

24.11.2015
Local: Museu Eugênio Teixeira Leal – Pelourinho.

9:00h: Abertura: Reitores UNEB, UFBA, UCSAL, Museu Eugênio Teixeira Leal, Academia de Letras da Bahia, Madalena Calasans.
10:00h: Atividade artístico-cultural
10:30h: Conferência: “José Calasans: o intelectual, seu tempo e legado”;
Professor Roberto Santos

14:00h: Credenciamento

15:00h: Conferência: José Calasans, Canudos: Narrativas da guerra e da saga de Antônio Conselheiro

Walnice Galvão – Professora Emérita da FFLCH-USP

16:30h: Exibição do documentário: Expedição Calasans a Canudos

Diretor: José Alex Oliveira

Lançamento de livros
Exposição iconográfica

25.11.2015

9:00 às 11:30h:
Mesa-redonda: José Calasans: imagens
Luiz Paulo Neiva – UNEB (Coordenador)
Edivaldo Machado Boaventura – UFBA / ALB / IGHB
Cândido da Costa e Silva – UCSAL
Maria de Lourdes Ornellas – UNEB

14:00 às 16:00h
Mesa-redonda: José Calasans e Canudos em perspectiva histórica
Aurélio Lacerda – UFBA (Coordenador)
Manoel Neto – CEEC-UNEB
Sérgio Guerra – UNEB / Conselho Estadual de Educação da Bahia
Lina Aras – UFBA

16:15 às 18:00h
Documentário (comentado):
José Calasans – tradutor do sertão
Diretor Carlos Pronzato

26.11.2015

9:00 às 11:30h
Mesa-redonda: José Calasans: docência, pesquisas e Instituições
Evelina Hoisel – Academia de Letras da Bahia / UFBA (Coordenadora)
Pedro Barboza – UCSAL
Eliene Dourado Bina – Museu Eugênio Teixeira Leal
Jairo Carvalho do Nascimento – UNEB
Lizir Arcanjo

14:00 às 16:00h

Mesa-redonda: José Calasans: Canudos, temas não canudianos e outras narrativas
Roberto Dantas – UNEB (Coordenador)
Dionísio Nóbrega – Escritor
Oleone Coelho Fontes – Escritor
José Carlos Pinheiro – CEEC-UNEB
Léa Santana – UNEB

16:15 às 18:00h
Encerramento:
Cantoria Tributo a Calasans
Gereba e convidados.

Organização
Luiz Paulo Neiva – UNEB (Coordenador)
Aurélio Lacerda – UFBA (Coordenador Adjunto)
Evelina Hoisel – Academia de Letras da Bahia / UFBA
Iraci Rocha – UNEB
Maria de Lourdes Ornellas – UNEB
Manoel Neto – UNEB
Sergio Guerra – UNEB
Pedro Barboza – UCSAL
Eliene Bina – Museu Eugênio Teixeira Leal

Fonte: Universidade do Estado da Bahia (Uneb)

Seminário eterniza obra de Thales de Azevedo

A obra do intelectual baiano Thales de Azevedo foi eternizada pela Academia de Letras da Bahia durante a cerimônia de abertura do seminário Relendo Thales de Azevedo, que iniciou, ontem (11.11), a sua intensa programação na sede da casa de cultura do Estado, no bairro de Nazaré.

Até sexta-feira (13.11), uma série de atividades homenageará este que foi um dos maiores pensadores do país, reunindo especialistas de oito universidades brasileiras, além de estudiosos da França e dos Estados Unidos. Na oportunidade, os teóricos debaterão a produção de Thales de Azevedo no campo da antropologia, história, saúde, arte e literatura. As atividades acontecem pela parte da manhã no Convento de Santa Clara do Desterro e no turno da tarde na ALB. “Thales de Azevedo acrescentou muito ao nosso patrimônio comum do conhecimento. Os seus livros acompanharam as etapas das motivações criadoras. Neste evento, o encontraremos mais uma vez”, declarou Edivaldo M. Boaventura, membro benfeitor da ALB.

Em consonância com a sua fala, o antropólogo e acadêmico Ordep Serra, coordenador do evento, disse que a lucidez, inteligência e coragem de Thales de Azevedo motivaram a criação do seminário. “A ele se deve a existência das ciências sociais na Bahia. A única maneira de lhe homenagearmos é retomando os temas que foram abordados durante toda a sua vida como educador”, lembrou.

Já o filho de Thales de Azevedo, o também imortal Paulo Ormindo, recordou a atuação profissional do pai frente à cultura baiana. “A ambição desse seminário é desvendar as complexas conexões da qualidade do seu trabalho, que atravessa não só o campo da antropologia e história, duas das suas principais atividades, mas também a medicina, o jornalismo, a prosa, poesia e pintura”, revelou.

Segundo a Academia de Letras da Bahia, a intenção é integrar o seminário no calendário da ALB. “O programa Pensadores baianos será uma série que a Academia pretende incluir no seu cronograma de atividades anuais, repensando, assim, a produção de outros importantes intelectuais da Bahia”, explicou a presidente da instituição, Evelina Hoisel. O ex-reitor e médico Edgar Santos (1894 – 1962) será o próximo homenageado do seminário.

Programação

No primeiro dia de debates, os assuntos em destaque foram os trabalhos de Thales de Azevedo desenvolvidos em prol do jornalismo, da história e relações raciais, além do seu papel no Convênio de Pesquisa Social no Estado da Bahia. Na terça-feira (10.11), no Museu de Arte da Bahia, aconteceu também a inauguração da exposição Presença de Thales e o lançamento dos livros Thales de Azevedo e a arte de escrever e pintar, de Paulo Ormindo de Azevedo, e Uma pesquisa sobre a vida social no Estado da Bahia, de Jaci Maria Ferraz de Menezes. O público presente pôde ainda conferir a exibição do documentário Seresta.

Confira a programação completa do seminário Relendo Thales de Azevedo, clique aqui.