Antropólogos exaltam baiano Thales de Azevedo

O seminário Relendo Thales de Azevedo encerrou a sua programação na última sexta-feira (13.11), após três dias intensos de debates sobre a obra deste que foi um dos intelectuais de maior renome do estado da Bahia, especialmente no campo da antropologia. Na oportunidade, uma mesa intitulada “Antropologia do Cotidiano” reuniu, na sede da Academia de Letras da Bahia (ALB), nomes como Roberto Da Matta, Luiz Mott e Diego Marques.

“A amplitude da sua curiosidade intelectual era algo impressionante. Passava por diversos campos do conhecimento, desde a antropologia até a poesia, sempre com foco na sociedade brasileira. É mais importante ler Thales de Azevedo do que falar dele. Livros não são para ler, mas sim para reler”, disse Roberto da Matta, em referência ao titulo do evento. O antropólogo carioca foi o responsável pelo prefácio da publicação Regras do Namoro à Antiga, do autor baiano.

O professor aposentado da Universidade Federal da Bahia, Luiz Mott, lembrou que foi o espírito de compreensão de Thales de Azevedo que o levou à antropologia. “Um pessoa aberta, liberal e delicada socialmente”, destacou. Já Diego Marques, também do Departamento de Antropologia da Ufba, contou que “o cotidiano influenciou, sobretudo, a produção madura da obra de Thales de Azevedo”. A Academia de Letras da Bahia pretende integrar o seminário no calendário anual da Instituição. Para tanto, ficou definido que o ex-reitor e médico Edgar Santos (1894 – 1962) será o homenageado de 2016.

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