Confira o memorial do Seminário Relendo Thales de Azevedo

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MEMORIAL DO SEMINÁRIO
RELENDO THALES DE AZEVEDO
— uma avaliação crítica de seu legado.

No início do ano de 2015, na Academia de Letras da Bahia, nasceu  a proposta de realizar o Seminário “Relendo Thales de Azevedo”. Esta proposta teve um desdobramento muito importante: foi a semente de um programa novo, Relendo Pensadores Baianos, que teve início neste mesmo ano, com o dito seminário. Além de constituir uma homenagem devida, a ideia de reler Thales de Azevedo se impôs na ALB  e no meio cultural baiano por outras e excelentes razões, entre as quais cabe destacar o rendimento que o seminário prometia — e de fato alcançou — em termos de avanço da reflexão sobre temas desafiadores da atualidade. A iniciativa teve boa acolhida e revelou-se frutífera. Pesquisadores do Brasil e do exterior prontamente confirmaram interesse em participar do evento, que ganhou imediato apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (em particular de sua Fundação Pedro Calmon e do Museu de Arte da Bahia), assim como da Universidade Federal da Bahia e da Associação Brasileira de Antropologia. O Instituto de Rádiodifusão Educativa da Bahia – IRDEB deu-lhe um valioso suporte. A família de Thales de Azevedo empenhou-se profundamente na realização do evento. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC e o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – IGHB desde logo o prestigiaram. Para explicar o rendimento intelectual que se obteve com o referido Seminário, há que ter em mente a importância da obra focalizada e a carreira luminosa de seu autor, um pensador de grande criatividade  e um dinâmico promotor de cultura.  Este relatório deve, pois, começar evocando sua rica trajetória.

Se Thales de Azevedo tivesse limitado sua carreira à medicina, já seria um nome ilustre. Destacou-se como clínico de sucesso, ocupou cargos governamentais no campo da saúde pública, realizou estudos notáveis nessa área. Foi um professor ilustre das Faculdades de Medicina da UFBA e da Universidade do Brasil, conferencista da Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública, difusor de um programa de Educação Sanitária. Seu empenho na promoção de bem estar da coletividade o levou a protagonizar uma importante iniciativa em área conexa: com índole de pioneiro, Thales de Azevedo criou o Curso de Serviço Social, núcleo inicial da Universidade Católica de Salvador.  Mas foi em outro domínio que ele alcançou o máximo destaque, vindo a tornar-se um paladino das Ciências Humanas em seu estado. Ainda estudante de medicina, ele conheceu, na Casa Tude, onde trabalhou, o historiador e bibliófilo Frederico Edelweiss, que lhe franqueou sua monumental biblioteca e o estimulou a escrever sobre doenças transmitidas pelos brancos aos índios e sobre a própria medicina indígena.

Não se pode esquecer que Thales de Azevedo foi também educador emérito: autor de importantes propostas de renovação do ensino e de incremento da pesquisa em âmbito universitário, integrou o corpo docente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras fundada por Isaías Alves, onde assumiu a primeira cátedra de Antropologia e Etnografia do Brasil. Tornou-se, depois, Coordenador do antigo Departamento Cultural da Universidade Federal da Bahia e fundou um Instituto de Ciências Sociais na mesma instituição. Foi Diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA e regeu, por longos anos, um famoso Seminário de Antropologia, por ele mesmo criado. Deixou poderosa marca na UFBA e na UCSAL, mas também colaborou com a Universidade do Brasil e com várias outras, tanto em nosso país como no exterior. Sua colaboração com a Columbia University no contexto do célebre Programa de Pesquisas Sociais – Estado da Bahia, de que integrou a coordenação junto com Charles Wagley, teve destacada importância para a história das ciências sociais em ambos os países. Ainda ao lado de Charles Wagley e sob a direção de Alfred Métraux, ele coordenou, na Bahia, famoso projeto de pesquisas da Unesco sobre relações interétnicas.

Thales de Azevedo participou da primeira Reunião Brasileira de Antropologia e foi organizador da segunda. Integrou o Conselho de Cultura de seu Estado, além de participar, como membro ilustre, do Instituto Brasileiro de História da Medicina, da Sociedade Brasileira de Alimentação, do Instituto Brasileiro para Investigação do Tuberculose e da Academia Brasileira de Investigações Médico-Sociais. Ultrapassando as fronteiras de seu primeiro campo de interesse acadêmico, foi membro da Academia Brasileira de História, da Academia de Ciências da Bahia, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Academia Riograndese de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, da Sociedade Brasileira de Sociologia, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, do Instituto Pan-Americano de Geografia e História e da American Anthropological Association.

Em suma, revela-se muito amplo o raio de ação do nosso homenageado, que também se destacou como jornalista e fez incursões no campo da literatura, tendo sido membro e presidente da Academia de Letras da Bahia e pintor de belas aquarelas e óleos expostos durante o seminário no Museu de Arte da Bahia.

Não há dúvida de que merecem destaque suas contribuições para a Antropologia e a Historiografia. Thales de Azevedo foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Antropologia, seu presidente por um biênio e seu primeiro Presidente de Honra. O valor de sua obra segue reconhecido não só em nosso país como também no exterior, em centros nos quais se dedica atenção ao Brasil e se empreendem estudos sobre nosso país. Muito embora ele tenha desempenhado importantes papéis relacionados com a educação em nível secundário e superior, é justo destacar sua rica contribuição para o desenvolvimento das ciências humanas em terras brasileiras. Neste domínio, sua obra encerra provocações que a mantêm atual, singularmente viva e fecunda, suscitando reflexões capazes de gerar novos conhecimentos.

O pensamento de um sábio da estatura de Thales de Azevedo sempre se volta para o progresso do conhecimento. Não se pode honrar sua memória senão fazendo como ele fez, isto é, tratando de temas que o ocuparam e permanecem  atuais. Ele foi autor de um clásico da antropologia brasileira (O Povoamento da Cidade do Salvador) que é, ao mesmo tempo, uma obra magna de nossa historiografia. Era um estudioso que frequentemente ignorava fronteiras entre campos disciplinares, autor de muitos ensaios provocativos, um pensador acostumado a abrir caminhos. O seminário que teve seu nome buscou ser fiel a seu interesse pelo progresso das pesquisas científicas no Brasil, em particular no campo das ciências sociais. Por isso incluiu-se no programa um exame da configuração do campo da antropologia na Bahia e sua repercussão no país.

Buscou-se no evento focalizar, principalmente, as contribuições que Thales de Azevedo deu à Antropologia e à Historiografia, sem esquecer outros aspetos de sua criação intelectual e sem perder de vista a sua atualidade. O encontro envolveu, por isso, a livre abordagem de temas que constituíram os principais focos de seu interesse de pesquisador, evocando também sua atividade criadora de polígrafo (ensaísta, ficcionista, poeta, cronista) e seu desempenho de inspirado diletante no campo das artes plásticas. Cerca de trinta comunicações sobre os principais temas a que ele dedicou atenção foram apresentadas e discutidas no contexto dos seminário.

A Comissão Organizadora foi composta por Ordep José Trindade Serra, Paulo Ormindo de Azevedo, Luis Antônio Cajazeira Ramos, Edivaldo Boaventura, Maria Brandão, Paulo da Costa Lima, Núbia Bento Rodrigues e Fernando Firmo. Os acadêmicos Ordep Serra e Paulo Ormindo assumiram, respectivamente, os papéis de Coordenador e Vice-Coordenador. O acadêmico Carlos Ribeiro foi Mestre de Cerimônias no evento. Paulo da Costa Lima, membro da ALB e, ao mesmo tempo, assessor do Magnífico Reitor da Universidade Federal da Bahia, foi um importante elo de ligação entre as duas instituições. Cabe destaque para a participação dos professores doutores Núbia Rodrigues  e Fernando Firmo, membros do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA, que integraram a comissão organizadora e nela desenvolveram um trabalho muito significativo. O Diretor do supracitado Departamento, Livio Sansone, deu apoio à iniciativa, sendo responsável por agregar-lhe a valiosa colaboração do Centro de Estudos Afro-Orientais. A escritora Marina Martinelli atuou como secretária da comissão organizadora. A Professora Doutora Núbia Bento Rodrigues presidiu a comissão científica responsável pela recepção e seleção das comunicações, tendo neste papel a colaboração do Professor Doutor Fernando Firmo. Além dos citados professores e da Professora Doutora Cíntia Beatriz, também membro do Departamento de Antropologia da FFCH/UFBA, compuseram a referida comissão os acadêmicos Ordep Serra, Paulo Ormindo de Azevedo, Carlos Ribeiro e Luis Antônio Cajazeira Ramos.

É de justiça destacar o empenho da Presidente da ALB, Evelina Hoisel, e a boa vontade dos funcionários da Casa para que o evento tivesse sucesso. A adesão da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia foi decisiva, cabendo destaque para a Fundação Pedro Calmon e o Museu de Arte da Bahia. O apoio do IRDEB foi fundamental para garantir um alcance significativo ao seminário, com ampla assistência: calcula-se que pelo menos dez mil pessoas assistiram as sessões de seminário por meio virtual. A Associação Brasileira de Antropologia garantiu que o “Relendo Thales de Azevedo” tivesse repercussão nacional, incluindo-o na programação oficial do aniversário da instituição como um dos eventos principais e dando conhecimento de sua programação aos antropólogos do país. A SBPC também o divulgou. O IGHB e a Casa Jorge Amado lhe emprestaram o prestígio de seu apoio. O Convento de Santa Clara do Desterro foi um dos promotores do evento e deu abrigo aos painéis de comunicações. Os periódicos baianos A Tarde, Correio da Bahia e Tribuna da Bahia o noticiaram, publicaram artigos de acadêmicos a seu respeito e fizeram boa cobertura jornalística do desenvolvimento dos trabalhos.

Das Mesas Redondas participaram eminentes professores e pesquisadores notáveis: membros da Universidade Federal da Bahia, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, da Universidade Estadual da Bahia, da Universidade Estadual de Feira de Santana, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da City University of New York, da Université Lumière Lyon Deux e da Fundação Osvaldo Cruz. Nos painéis de comunicações tomaram parte também professores da Universidade Federal de Pernambuco, além de estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes universidades e de outras instituições de natureza cultural.

Nas mesas redondas, tiveram participação ativa como expositores e/ou debatedores os acadêmicos Aleilton Fonseca, Carlos Ribeiro, Cleise Mendes, Edivaldo Boaventura, João Eurico Matta, Luis Antônio Cajazeira Ramos, Ordep Serra e Paulo Ormindo de Azevedo. A Professora Doutora Maria Brandão participou de uma das mesas e foi homenageada, tanto por sua obra como pelo trabalho que desenvolveu a fim de garantir excelentes edições da obra de Thales de Azevedo.

Entre os órgãos da UFBA que tiveram representantes ativos no Seminário cabe destacar a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (em particular seu Departamento de Antropologia, seu Programa de Pós-Graduação em Antropologia e seu Centro de Estudos Afro-Orientais, cujo Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos também teve notável participação), a Faculdade de Arquitetura e a Escola de Música da UFBA. Atuaram como monitores estudantes do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia e estagiários tanto da Divisão de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural como do Museu de Arqueologia e Etnologia  da UFBA.

O evento começou com a inauguração da Exposição “Presença de Thales”, que teve lugar no dia 10 de novembro de 2015, no Museu de Arte da Bahia, com início às 19 horas, atraindo um público significativo. Depois de uma breve sessão de homenagem ao grande historiador e antropólogo, presidida pelo diretor do Museu, Pedro Arcanjo, oportunidade em que que se pronunciaram representantes das instituições promotoras do evento e autoridades da área da cultura, passou-se à visitação do acervo e a um pequeno coquetel. Compuseram a mostra aquarelas, memória fotográfica e objetos de trabalho de Thales de Azevedo, além de originais e exemplares de alguns de seus livros.

No dia seguinte, 11 de novembro de 2015, entre as 8:30 e as 12:30 horas, deram-se as primeiras sessões de comunicações no Convento de Santa Clara do Desterro. Às 16:30 horas, na sede da Academia de Letras da Bahia, teve lugar a abertura solene do seminário, com uma mesa composta por autoridades e representantes das instituições promotoras do evento, sob a direção da Presidente da ALB, Professora Doutora Evelina Hoisel. A Doutora Maria Rosário Carvalho representou a Associação Brasileira de Antropologia; o Dr. Roberto Andrade representou o Magnífico Reitor da Universidade Federal da Bahia; o Doutor Zulu Araujo representou o Secretário da Cultura do Estado da Bahia. Também compuseram a mesa o presidente do IGHB e o dirigente regional da SBPC. Após breves pronunciamentos dos componentes dessa Mesa de Abertura, ouviu-se o Discurso Panegírico em honra de Thales de Azevedo, pronunciado pelo Acadêmico Edivaldo Boaventura. Seguiram-se falas do coordenador e do vice-coordenador do seminário, respectivamente Ordep Serra e Paulo Ormindo de Azevedo, o primeiro fazendo uma exposição sucinta das considerações que motivaram a iniciativa e seus objetivos, o segundo fazendo uma evocação da figura humana do homenageado. Seguiu-se uma exposição do pesquisador Ricardo Sangiovanni sobre o trabalho jornalístico de Thales de Azevedo.

Encerrada a sessão de abertura, deu-se a instalação da primeira Mesa Redonda, de que participaram como expositores os professores doutores Lívio Sansone (UFBA), Ângela Figueiredo (UFRB), Maria Rosário Carvalho (UFBA), Ângela Gordilho (UFBA) e Maria Brandão (UFBA), tratando  do tema História e Relações Raciais.  A Dra. Maria Brandão foi então homenageada. Seguiu-se um debate, com a  interferência do público presente.

No dia seguinte, 12 de novembro de 2015,  pela manhã (entre as 8:30 e as 12: 30 horas, como fora aprazado), realizaram-se novas sessões de comunicações no Convento de Santa Clara do Desterro.  À tarde, entre as 16:30 e as 20: 30 horas, sucederam-se três Mesas Redondas: Estado e Religião, reunindo os professores doutores Ordep Serra (ALB), Luis Nicolau Parés (UFBA) e Jorge Santiago (LYON II), tendo como debatedor o Dr. Carlos Ribeiro (ALB);  Antropologia, Corpo e Saúde, com exposição das professoras doutoras Núbia Rodrigues, Lívia Alessandro Fialho (UNEB) e Ângela Figueiredo (UFRB), também com mediação do Dr. Carlos Ribeiro (ALB); Thales de Azevedo, Polígrafo e Artista, com exposições dos acadêmicos João Eurico Mata, Paulo Ormindo Azevedo e Cleise Mendes, com o seu confrade Aleilton Fonseca no papel de debatedor. Após cada uma das mesas, houve breve discussão do tema com o público, segundo o previsto.

No dia dia 13 de novembro,no período matutino, transcorreram  as últimas sessões de comunicações no Convento de Santa Clara do Desterro. À tarde sucederam-se, na sede da ALB, duas Mesas Redondas: Antropologia do Cotidiano, com exposição dos professores doutores Luiz Mott (UFBA), Roberto DaMatta (PUC-RIO) e Diego Marques (UFBA), tendo como debatedor o acadêmico Luiz Antônio Cajazeira Ramos; O  campo da  Antropologia Baiana, com exposição dos professores doutores Cláudio Pereira UFBA), Marcos Chor Neto (FIOCRUZ) e John Collins (CUNY), sendo debatedor o professor doutor Lívio Sansone.

O encerramento do Seminário foi celebrado com um magnífico  concerto no salão nobre do Palácio da Reitoria da Universidade Federal da Bahia, com a participação de um virtuose aclamado no mundo inteiro, o grande violonista Mario Ulloa, e do excelente Madrigal da UFBA, sob a regência do maestro José Maurício Brandão.

O êxito do seminário nos parece indiscutível. Ele de fato conseguiu reunir grandes pesquisadores interessados na obra de Thales de Azevedo e nos temas de que ele tratou. Promoveu importantes debates, que prometem desdobramentos enriquecedores. Num evento dessa natureza, o encontro e a troca de ideias entre estudiosos sempre leva a avanços. Pesquisadores de diferentes universidades e de outras instituições dedicadas à cultura aqui se encontraram e dialogaram, reconhecendo o valor eminente da contribuição de Thales de Azevedo para o progresso da ciência — em particular das ciências sociais — e discutiram temas de indiscutível atualidade relacionados com seu trabalho de pesquisador e educador. Alguns resultados positivos desse evento foram imediatos: para a Academia de Letras da Bahia, a iniciativa rendeu a celebração de acordos frutíferos de colaboração com a Fundação Pedro Calmon e o IRDEB, sem falar da geração de todo um programa (o “Relendo Pensadores Baianos”), de que devem participar outras instituições de peso, além, é claro, das que se empenharam na promoção do Seminário Relendo Thales de Azevedo.

Este Seminário tem ainda outros frutos que começam a brotar: duas publicações sobre o homenageado já se acham em fase de impressão, com base em acordo entre a ALB, a Fundação Pedro Calmon e a Editora da Universidade Federal da Bahia. São eles: “Thales de Azevedo e arte de escrever e pintar”, organizado por seu filho, Paulo Ormindo de Azevedo; e “O papel de Thales de Azevedo no convênio de pesquisa social Estado da Bahia/Columbia University”, da Dra. Jaci Maria Ferraz de Menezes. Além disso, um documentário videográfico está sendo elaborado pelo IRDEB, com o propósito de difusão, na rede pública de ensino,  dos principais momentos do seminário em apreço, levando informação sobre a obra de Thales de Azevedo a nossos estudantes. O Professor Fernando Firmo empenha-se em projeto semelhante, que deverá contemplar o protagonismo de Thales de Azevedo na instituição de uma antropologia brasileira e o papel dos antropólogos nordestinos nesse âmbito. Abriram-se novos campos de colaboração entre a ALB, a UFBA e duas universidades estrangeiras, uma na Europa e outra nos Estados Unidos.

Um resultado significativo da iniciativa confirma a vocação pioneira de Thales de Azevedo: este seminário abriu espaço para a reflexão sobre o trabalho de grandes pensadores baianos, como Rômulo Almeida, Milton Santos, Edgar Santos e Anísio Teixeira.

O Seminário mostrou também que é possível realizar eventos desse porte em tempos difíceis. A prolongada greve da universidade, a crise política e econômica que depauperou ainda mais as instituições dedicadas à cultura e à educação no Brasil foram obstáculos consideráveis. Mas não impediram que Thales de Azevedo, mais uma vez, nos ajudasse a redescobrir conhecimentos e valores em cuja defesa e promoção sempre se empenhou.

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