Membro correspondente da ALB morre aos 87 anos

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O membro correspondente da Academia de Letras da Bahia, o historiador baiano Ático Vilas-Boas da Mota, faleceu, no último sábado (26.03), aos 87 anos, na cidade de Macaúbas, no centro-sul do Estado.

Ático Vilas-Boas nasceu em Livramento do Brumado em 11 de outubro de 1928, tendo atuado como pesquisador, professor, folclorista, tradutor e linguista brasileiro. Especializado na história e cultura da Romênia e dos ciganos, possuía doutorado em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP). A causa da morte não foi divulgada.

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Literárias têm nomes incluídos em renomada enciclopédia

A historiadora baiana Consuelo Pondé de Sena, a poeta soteropolitana Myriam Fraga e a escritora paulista Zélia Gattai tiveram os seus nomes incluídos na prestigiosa “Enciclopedia delle Donne”, da Itália, que destaca as maiores mulheres de todos os tempos. A homenagem foi feita pela escritora italiana Antonella Rita Roscilli, que é membro correspondente da Academia de Letras da Bahia. As publicações podem ser conferidas através do links.

 

Morre o poeta Clóvis Lima

A Academia de Letras da Bahia decretou três dias de luto pela morte do acadêmico e poeta Clóvis Lima, falecido na manhã desta terça-feira (22.03), aos 102 anos, no Hospital Teresa de Lisieux. A ALB lamenta profundamente o falecimento desse expoente literário baiano, ao tempo que aguarda informações dos familiares sobre o horário da cremação.

Nascido na cidade de Vitória da Conquista, interior da Bahia, o autor de Poesia Avulsa integrou a Ala das Letras e das Artes de Conquista, uma seção regional da famosa Ala das Letras e das Artes existente em Salvador, fundada por Carlos Chiacchio. Colaborou também durante alguns anos com o jornal A Tarde, onde publicava crônicas e poemas na página literária, e também com as revistas A Luva, da Bahia, e O Malho, do Rio de Janeiro. Avesso a publicar em livro, teve, em 1975, alguns de seus poemas, traduções do francês e versões de poemas para essa língua, reunidos num volume organizado por Antônio Loureiro de Souza, intitulado A poesia de Clóvis Lima.

Sua produção poética encontra-se, em grande parte, publicada nos diversos números da Revista da Academia de Letras da Bahia, instituição que integrava desde 1980, na posse da Cadeira nº 22.

Homenagens marcam centenário de Monsenhor Gaspar Sadoc

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Na data em que completa 100 anos de vida, no dia 20 de março (domingo), o Monsenhor Gaspar Sadoc da Natividade terá uma missa celebrada em comemoração ao seu centenário. O ato acontecerá na Igreja Nossa Senhora da Vitória.

Dois dias antes, o sacerdote foi homenageado com o lançamento do livro De Mãos Juntas, da editora Lúdico. A solenidade ocorreu no Instituto ACM – Ação, Cidadania e Memória, localizado no Pelourinho. A obra, idealizada pelo médico Carlos Kruschewsky, que acompanha padre Sadoc há mais de 20 anos, apresenta reflexões do amigo e paciente sobre diversos assuntos, como trechos bíblicos, o sentido da fé e um pouco sobre a sua própria trajetória.

No dia 23, o eclesiástico será tema do seminário “Monsenhor Gaspar Sadoc: 100 anos de uma vida prestante”, promovido pelo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, às 14 horas, na sede da instituição. O evento, que tem apoio da Associação Baiana de Imprensa e da Arquidiocese de São Salvador, vai contar com palestras do professor Luiz Guilherme Pontes Tavares, Padres Lázaro Muniz e Manoel Filho e da pesquisadora Antonia da Silva Santos, que abordará a trajetória intelectual e religiosa de um dos mais respeitados sacerdotes da Igreja Católica na Bahia e o maior orador sacro vivo do Brasil.

Aramis Ribeiro Costa recebe a mais alta honraria da ALB

O escritor Aramis Ribeiro Costa se tornou o sexto membro benfeitor da Academia de Letras da Bahia, honraria exclusiva concedida pelos serviços prestados à Academia e por extensão à cultura do Estado. A homenagem foi feita durante a abertura do ano acadêmico da ALB, na última quinta-feira (17.03), na sede da entidade. Na ocasião, o novo membro benfeitor foi saudado pelo acadêmico Edvaldo Boaventura.
“A concepção de título benfeitor tem sido provocada pela doação efetivada ou pela singularidade dos serviços prestados. Isso vem sendo feito desde Heitor Praguer Fróes a Aramis Ribeiro Costa”, lembrou, ao citar dois dos seis nomes que integram o seleto grupo da organização. Além deles, fazem parte Jorge Calmon, Antônio Carlos Magalhães, Cláudio Veiga e o próprio Edvaldo Boaventura.

Emocionado, Aramis Ribeiro Costa destacou a união dos acadêmicos para o fortalecimento da Academia de Letras da Bahia. “É um espaço democrático. A história da casa vai ser escrita por todos como uma orquestra que executa uma sinfonia inacabada”, lembrou ele, que presidiu a entidade de 2011 a 2015.

Entre a programação já confirmada no calendário da Academia para 2016 está a entrega do Prêmio Nacional, que este ano abordará o gênero Contos, na perspectiva de lançar jovens escritores no mercado literário brasileiro. O vencedor será premiado com o valor de R$ 15 mil reais e a publicação do livro por uma editora nacional, tendo apoio financeiro da Fundação Gregório de Mattos, da Prefeitura de Salvador, através do Edital “Arte em Toda Parte, 2015”.

Livros esgotados são relançados por instituições baianas

A Academia de Letras da Bahia, em parceria com a Assembleia Legislativa da Bahia, lançou, na última quinta-feira (17.03), no Solar Góes Calmon, a reedição de duas obras literárias de autores baianos que se encontravam esgotadas nas prateleiras de todo o país. Os livros Viventes de Água Preta e Vila Nova da Rainha Doida, respectivamente dos escritores Jorge Medaur e Guido Guerra, ambos já falecidos, integram a coleção Mestres da Literatura, que chega ao 12 volume relembrando nomes consagrados como Vasconcelos Maia, João Carlos Teixeira Gomes, Wilson Lins e Ruy Espinheira Filho.

A presidente da ALB, que na ocasião iniciou o calendário acadêmico para 2016, disse tratar de um resgate às obras importantes do cenário cultural brasileiro.”O objetivo é promover a difusão de obras esgotadas, preservando a memória literária baiana e brasileira”, destacou. O assessor para assuntos culturais da AL-BA, Délio Pinheiro, garantiu, apesar das dificuldades financeiras, manter a iniciativa ao longo deste ano. “A nossa prioridade é o convênio com a Academia de Letras da Bahia”, afirmou.

Em Vila Nova da Rainha Doida, o mundo rural, as pequenas cidades do interior, tomadas como metáforas confortáveis da sociedade global, constituem o território mais luminoso da narrativa de Guido Guerra. As histórias transcorridas neste mundo emblemático são as mais fascinantes, a exemplo daquelas passadas em Mirante dos Aflitos, cidade do Coronel Duarte e do seu fiel escudeiro Tibério Boa Morte.
Já em Viventes de Água Preta, Jorge Medaur dá destaque a 13 contos retirados de sua biografia literária, ressaltando com elegância a sua infância na então cidade de Água Preta do Mocambo, hoje chamada de Uruçuca.

Prêmio Nacional da Academia de Letras da Bahia garante selo de qualidade a jovens escritores

Com inscrições abertas até o dia 15 de abril, o Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia (ALB), que este ano dará destaque ao gênero Conto, tem o crédito de revelar jovens talentos da literatura brasileira, proporcionado visibilidade às obras de autores muitas vezes desconhecidos do grande público.

O reflexo disso pode ser constatado na jovem escritora soteropolitana Clarissa Macedo, vencedora da edição de 2014 com o livro de poemas Na pata do cavalo há sete abismos. Ela, que na época foi a autora mais jovem a ganhar o prêmio, aos 26 anos, conta que até hoje colhe os frutos pela premiação. “Foi uma surpresa muito grande e significativa para mim. Há mais de 20 anos que uma mulher não ganhava. Concorrer com nomes consagrados da literatura, e ainda vencer, me garantiu um selo de qualidade pro resto da minha vida”, declara ela, que iniciou a carreira literária em 2011.

Mesmo sendo uma das referências nacionais no estudo da antropologia, o professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Ordep Serra, revela que ganhar o Prêmio – ele foi agraciado em 2008 e 2010, nas categorias Conto e Romance Ficção Africano – foi decisivo para o seu ingresso no universo da literatura. “Até então, não me dedicava às atividades literárias, apenas à antropologia e aos estudos clássicos. Foi após receber o prêmio, que comecei a trabalhar com isso”, diz o pesquisador, consagrado pelas obras Sete Portas e Ronda: Oratório malungo. Ficções de olufihan.

Ordep destaca ainda a importância de manter o Prêmio no calendário cultural do país. “Além da projeção nacional que a premiação proporciona ao autor, ele é fundamental pois incentiva os diversos campos da literatura, da ficção à poesia”, avalia. A escritora Clarissa Macedo reforça a fala do estudioso. “Hoje, o meu livro está sendo traduzido para o inglês e o espanhol. Sou convidada para divulgá-lo em feiras literárias por todo o país, além de estar participando de novas coletâneas. A projeção, sem dúvida, é muito boa; vencer o Prêmio assegura uma receptividade maior do público”, confessa.

Este ano, a premiação contará com o patrocínio da Fundação Gregório de Mattos, órgão ligado à Prefeitura de Salvador, que premiará o vencedor com o valor de R$ 15 mil reais e a publicação do livro por uma editora nacional. O resultado será divulgado até o dia 5 de maio. Os interessados devem enviar três cópias do trabalho – que deverá ser inédito, do gênero Conto, tema livre – à sede da Academia de Letras da Bahia, pessoalmente ou postadas pelo Correio com aviso de recebimento (AR).

O Prêmio

A primeira edição ocorreu no ano de 1983 e desde lá tem proporcionado visibilidade às obras dos autores premiados como Clarissa Macedo (Na pata do cavalo há sete abismos), Evaldo Balbino (Amores oblíquos), Roberval Pereyr (Mirantes), Ordep Serra (Ronda: oratório malungo), Rodrigo Petrônio Ribeiro (Venho de um país selvagem), Otto Leopoldo Winck (Jaboc) e Jorge de Souza Araújo (Floração de imaginários: o romance baiano no século XX), dentre outros.