Livros esgotados são relançados por instituições baianas

A Academia de Letras da Bahia, em parceria com a Assembleia Legislativa da Bahia, lançou, na última quinta-feira (17.03), no Solar Góes Calmon, a reedição de duas obras literárias de autores baianos que se encontravam esgotadas nas prateleiras de todo o país. Os livros Viventes de Água Preta e Vila Nova da Rainha Doida, respectivamente dos escritores Jorge Medaur e Guido Guerra, ambos já falecidos, integram a coleção Mestres da Literatura, que chega ao 12 volume relembrando nomes consagrados como Vasconcelos Maia, João Carlos Teixeira Gomes, Wilson Lins e Ruy Espinheira Filho.

A presidente da ALB, que na ocasião iniciou o calendário acadêmico para 2016, disse tratar de um resgate às obras importantes do cenário cultural brasileiro.”O objetivo é promover a difusão de obras esgotadas, preservando a memória literária baiana e brasileira”, destacou. O assessor para assuntos culturais da AL-BA, Délio Pinheiro, garantiu, apesar das dificuldades financeiras, manter a iniciativa ao longo deste ano. “A nossa prioridade é o convênio com a Academia de Letras da Bahia”, afirmou.

Em Vila Nova da Rainha Doida, o mundo rural, as pequenas cidades do interior, tomadas como metáforas confortáveis da sociedade global, constituem o território mais luminoso da narrativa de Guido Guerra. As histórias transcorridas neste mundo emblemático são as mais fascinantes, a exemplo daquelas passadas em Mirante dos Aflitos, cidade do Coronel Duarte e do seu fiel escudeiro Tibério Boa Morte.
Já em Viventes de Água Preta, Jorge Medaur dá destaque a 13 contos retirados de sua biografia literária, ressaltando com elegância a sua infância na então cidade de Água Preta do Mocambo, hoje chamada de Uruçuca.

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