João Carlos Teixeira Gomes profere palestra na Ufba

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O imortal da Academia de Letras da Bahia, o jornalista João Carlos Teixeira Gomes, será o palestrante do projeto Diálogos Contemporâneos, no dia 19 de maio (quinta-feira), às 17 horas, no auditório do PAF3 da Universidade Federal da Bahia (Ufba), campus Ondina. O evento abre espaço para discussão sobre temas que instigam o cidadão na atualidade.

Na oportunidade, o debate trará ainda convidados como os acadêmicos Fernando da Rocha Peres e Florisvaldo Matos, além do professor Othon Jambeiro. Eles abordarão trechos do livro a Brava Travessia, recentemente lançado por Teixeira Gomes. A iniciativa é organizada pelo Grupo de Pesquisa Saberes e Fazeres GEINFO/ICI/Ufba. A entrada é franca.

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Prêmio Nacional da Academia de Letras da Bahia divulga vencedor

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O livro de contos A eternidade da maçã, do autor Marcus Vinicius Couto Rodrigues, foi eleito em 2016 a obra vencedora do Prêmio Nacional da Academia de Letras da Bahia. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (05.05) pela Comissão Julgadora, composta pelos acadêmicos Aleilton Fonseca, Gerana Damulakis e Carlos Ribeiro, que classificaram a publicação como “excelente, com pleno domínio da linguagem e do processo narrativo, em equilíbrio com as ideias e os temas, destacando-se ainda a estrutura orgânica do conjunto dos contos”. Ao todo, cento e oitenta e oito trabalhos (188), de 20 estados do país, concorreram ao Prêmio Nacional ALB – 2016.

Dos trabalhos inscritos, 45,7% pertecem a região Nordeste, 45,2% da região Sudeste, 5,3% são do Sul do país, 3,2% dos trabalhos vieram do Centro-Oeste do Brasil e, em menor número, a região Norte, com apenas 0,53% das inscrições.

Contemplado pelo Edital Arte em Toda Parte – Ano III, da Fundação Gregório de Mattos, órgão da Prefeitura de Salvador, o Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia premiará o vencedor com o valor de R$ 15 mil reais e a publicação do livro por uma editora nacional. A solenidade de entrega será no dia 30 de junho, em ato público na sede da ALB.

Sobre o autor 

Marcus Vinícius Rodrigues nasceu em Ilhéus-BA e vive em Salvador. Escreve ficção e poesia. Publicou os livros “Pequeno inventário das ausências” (Poesia, Prêmio Fundação Casa de Jorge Amado, 2001); “3 vestidos e meu corpo nu” (Contos, P55 Edições, 2009), “Eros resoluto” (Contos, P55 Edições, 2010), “Cada dia sobre a terra” (Contos, Ed Caramurê/EppPublicidade, 2010), “Se tua mão te ofende” (Novela, P55 Edições, 2014) e “Arquivos de um corpo em viagem” (Poesia, Editora Mondrongo, 2015). Seu conto “A omoplata” venceu o concurso Nacional de contos Newton Sampaio, edição 2009, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado do Paraná. Participou das antologias “Concerto lírico a quinze vozes: uma coletânea de novos poetas da Bahia” (Ed. Aboio, 2004) “Os outros poemas de que falei” (Ed Caramurê/EppPublicidade, 2004), “Tanta poesia” (Ed Caramurê/EppPublicidade, 2005), “Outras moradas” (Contos, Ed Caramurê/EppPublicidade, 2007), “Diálogos: panorama da nova poesia grapiúna” (Editus/ Via Literarum, 2010), “Autores baianos: um panorama, volume 2” (P55 edições, 2014), além de figurar no volume “Anos 2000 – Coleção Roteiro da Poesia Brasileira” (Global Editora, 2009). Mantém o blog: cafemolotov.blogspot.com.

Professora Suzana Alice assume Cadeira nº 28

A professora emérita da Universidade Federal da Bahia, Suzana Alice Cardoso Marcelino, foi empossada, na última quinta-feira (28.04), como a nova imortal da Academia de Letras da Bahia. A cerimônia contou com a presença de diversas personalidades do mundo universitário e cultural da Bahia, como o reitor da Ufba, João Carlos Salles.

No discurso de posse, Suzana Alice mostrou-se emocionada ao externar sua satisfação em integrar o seleto rol de acadêmicos. “Estendo o meu sentimento de gratidão aos confrades e confreiras que me acolhem nesta comunidade, e que me fazem sentir não o peso da responsabilidade de transpor os ulbrais de uma casa beirando o centenário, mas o privilégio de compartilhar do aroma suave dos pensamentos e palavras que povoam os seus ares. Ares de um Olímpio especial, onde se servem o néctar e ambrosia dos deuses, símbolo de sabedoria e renovação de vida, que tem marcado a ação que este sodalício exerce em nossa sociedade”, exprimiu.

Assumo a cadeira número 28 em um compromisso público e solene com as Letras e Artes, mas, sobretudo, num compromisso com a cultura da nossa Baía de Todos os Santos”, disse. Ela passa ocupar o cadeira antes pertencente a Consuelo Pondé de Sena, falecida em 2015.

Com uma carreira profissional firmada no campo das Letras Vernáculas, Suzana Alice atribui ao geógrafo baiano Milton Santos a responsabilidade pela sua introdução na pesquisa da geolinguística. “Esse encontro pode ter sido o começo da cativação”, recordou ela, ao citar outras fontes inspiradoras como o professor Nelson Rossi e a própria Consuelo Pondé de Sena, a qual qualificou como uma “empreendedora da cultura”.

Atuando há mais de 50 anos na esfera intelectual da dialectologia, geolinguística, português do Brasil, língua portuguesa e variação linguística, a nova imortal é Diretora-Presidente do Atlas Linguístico do Brasil – ALIB – coordenando uma equipe de pesquisadores de diversas universidades brasileiras, tendo como sede a Universidade Federal da Bahia. Coordenou também o grupo de trabalho da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística – ANPOLL, além de exercer o cargo de presidente da Associação Brasileira de Linguística – ABRALIN. É atual diretora-presidente do Projeto Atlas Linguístico do Brasil.

A presidente da Academia de Letras da Bahia, Evelina Hoisel, responsável por saudar o novo membro, classificou a posse de um acadêmico “como uma rica oportunidade para a instituição dar continuidade à sua história”. No seu discurso, a presidente da Academia traçou as diversas áreas de atuação da Professora e Pesquisadora Suzana Cardoso, destacando, todavia, a importância do trabalho para a elaboração do Atlas Linguístico do Brasil, no sentido de mapear os falares das diversas regiões do Barsil.

Fotos: Antônio Damasceno