Cyro de Mattos recebe da UESC o título de Doutor Honoris Causa

O imortal, escritor e poeta Cyro de Mattos vai ser homenageado, no dia 15 de setembro (quinta-feira), na Universidade Estadual de Santa Cruz, no sul da Bahia, com o título de Doutor Honoris Causa. Esta será a primeira vez que a UESB concederá o título honorífico a um cidadão por relevantes serviços prestados à instituição, à literatura e cultura no Brasil.

O evento faz parte das comemorações dos 25 anos instituição acadêmica e vai ser transmitido ao vivo pela TV e rádio UESC. A honraria foi aprovada pelo conselho universitário, após indicação da professora doutora Reheniglei Rehen, do departamento de Letras. A cerimônia terá início às 19 horas, no Centro de Arte e Cultura Governador Paulo Souto, em Ilhéus.

Natural da vizinha cidade de Itabuna, Cyro de Mattos já publicou quarenta livros pessoais no Brasil e nove no exterior, sendo quatro em Portugal, três na Itália, um na França e outro na Alemanha. Além disso, seus textos em prosa e verso foram publicados na Dinamarca, Rússia, México, Espanha e Estados Unidos.

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Seminário destaca legado de Edgard Santos e Roberto Santos

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A Academia de Letras da Bahia e a Universidade Federal da Bahia realizam o Seminário Relendo Edgard Santos, nos dias 08, 12 e 13 de setembro. O objetivo do encontro é reunir pesquisadores e pensadores acerca do legado de um dos mais importantes intelectuais brasileiros, com contribuição ao desenvolvimento do ensino, das artes e das ciências na Bahia. O Seminário também marcará os 90 anos de Roberto Santos, ex-governador da Bahia e filho de Edgar Santos, que a exemplo do pai dedicou-se à educação e à cultura do estado.

Programação – No dia 08/09, acontece a Ufba cultural, na Reitoria (Canela), a partir das 17h, com Feira de Livro e recital da Orquestra Sinfônica e do Madrigal da Ufba, sob a regência do maestro José Maurício Brandão. No dia 12/09, 17h, as homenagens acontecem na Academia de Letras da Bahia, em Nazaré, quando a relevância de Edgar Santos será destacada pelos acadêmicos Ordep Serra (coordenador do seminário), Edivaldo Boaventura, João Carlos Salles (reitor da Ufba), Fernando da Rocha Peres e João Eurico Matta. Já no dia 13/09, a partir das 17h, acontecerá na Reitoria da Ufba, a celebração pelos 90 anos do professor e membro da ALB Roberto Santos. Aspectos da trajetória e da contribuição de Roberto Santos, especialmente para a universidade, serão apresentados nas conferências de Joaci Goes, Eliane Azevêdo, Edivaldo Boaventura e Mariluce Moura.

Pai e filho – Nascido em Salvador, em 1984, e formado em Medicina, Edgar Rego dos Santos foi responsável pela unificação das faculdades baianas na antiga Universidade da Bahia, fundada em 1946, da qual foi o primeiro reitor, sendo reeleito sucessivamente para o cargo até 1952. Durante seu reitorado, criou o Hospital das Clínicas da Universidade – que hoje tem o seu nome, as primeiras escolas superiores de Música, Teatro e Dança do Brasil, e o Museu de Arte Sacra da UFBA, entre outros importantes marcos. Edgar Santos chegou ao cargo de ministro da Educação, em 1954. Tornou-se membro da Academia de Letras da Bahia, em 1959.

Roberto Figueira Santos nasceu em 15 de setembro de 1926, também em Salvador, e seguiu os passos do pai, formando-se em Medicina, em 1949, na Universidade Federal da Bahia, tornando-se professor titular, em 1951, e exercendo o cargo de reitor entre 1967 e 1971. Indicado pela Aliança Renovadora Nacional (ARENA), Roberto Santos chefiou o poder Executivo da Bahia entre 1975 e 1979. Depois atuou na presidência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no período 1985/1986, como ministro da Saúde entre 1986 e 1987, e como representante do Brasil no Conselho Diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra, Suíça, de 1987 a 1990. É membro da Academia Baiana de Letras e da Academia Nacional de Medicina.

O Seminário Relendo Edgard Santos conta com a parceria do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Academia Baiana de Educação, Academia de Medicina da Bahia e Academia de Ciências da Bahia.

Zélia Gattai é homenageada pela contribuição aos laços entre Brasil e Itália

Embaixador

O centenário de nascimento da memorialista Zélia Gattai, que pertenceu à Academia de Letras da Bahia (ALB) até o seu falecimento em 2008, foi celebrado por meio de conferências, vídeos e lançamento de livros, durante o Curso Jorge Amado 2016 – VI Colóquio de Literatura Brasileira, que encerrou nesta sexta-feira, dia 26 de agosto. O Colóquio é uma parceria entre a Fundação Casa de Jorge Amado e ALB e reuniu pesquisadores, acadêmicos e interessados em literatura.

Durante o evento, a membro correspondente da ALB Antonella Rita Roscilli exibiu o documentário “Speciale Italia. Centenário Zélia Gattai: 1916-2016”, que registra o lançamento, na Itália, das comemorações ao centenário da escritora, que era filha e neta de italianos. “Uma ponte entre a cultura e a literatura dos dois países”, como expressou o embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, que participou das homenagens, na quinta-feira, 25/08. “Zélia pertencia a uma categoria de mulheres incríveis, que tanto contribuíram para a aproximação entre os dois países. E foi a grande companheira do escritor Jorge Amado que é para muitos italianos o primeiro contato com o Brasil”, destacou.

Antonela Roscili

Na oportunidade, Antonella Rita Roscilli, responsável pela tradução do último livro de Zelia Gattai, intitulado Memória do Amor (“Memoriale dell’Amore”), proferiu uma palestra na qual destacou a importância das obras de Zélia por registrar, com leveza, a memória de lugares e pessoas. “Falar de Zélia é falar da minha terra e de tantos italianos que contribuíram com o Brasil, e é falar do Brasil e de Jorge Amado, maior escritor desse país”. Antonella lançou a biografia “Zélia Gattai e a Imigração Italiana no Brasil entre os séculos XIX e XX”. Ainda durante as homenagens, o acadêmico Aleilton Fonseca mediou uma mesa com a escritora e acadêmica Urânia Tourinho Peres e as professoras da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Jailma Pedreira Moreira e Ana Carolina Cruz de Souza ressaltou aspectos da trajetória pessoal e acadêmica de Zélia, como a dedicação à fotografia, às memórias e à subjetividade feminina latente em suas obras.

6ª edição do Curso Jorge Amado inicia com conferência,  homenagens e lançamento de livro

O Curso Jorge Amado 2016 – VI Colóquio de Literatura Brasileira, da Academia de Letras da Bahia (ALB) e Fundação Casa de Jorge Amado, teve início nesta terça-feira, 23/08, com a conferência do professor titular de Literatura Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Eduardo Coutinho, sobre os 50 anos da publicação do livro “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, um dos mais populares de Jorge Amado. O evento segue até sexta-feira, 26/08, com atividades no bairro de Nazaré e no Pelourinho.

“Este é um romance fundamental na trajetória de Jorge Amado. Transgressor como todas as obras do escritor, e que reúne aspectos que já vinham sendo ensaiados em outros livros, como o realismo fantástico. Em Dona Flor, Jorge Amado rompe com a dicotomia do ‘ou isso ou aquilo’, que é substituída por um ‘e’, ou seja, os apostos podendo conviver e se complementar”, apresentou o pesquisador. Coutinho destacou a importância de um Colóquio anual, pois revela “o quanto a produção de Jorge Amado ainda suscita indagações e reafirma o legado inconteste deste escritor que projetou o Brasil no exterior”.

Eduardo Coutinho ainda elogiou a temática desta edição do Colóquio. “Ótima a ideia do Colóquio de homenagear o centenário de Zélia Gattai e os 50 anos do romance Dona Flor. Uma pena que Myriam Fraga, idealizadora disso tudo, não esteja nesta realização”, lamentou, recordando a ex-presidente da Fundação Casa de Jorge Amado e imortal da Academia de Letras da Bahia, falecida em fevereiro deste ano.

Angela Fraga e Eduardo Coutinho. Foto: Índio

Ângela Fraga, Evelina Hoisel e Aramis Ribeiro Costa. Foto: Índio

Atual diretora da Fundação Casa de Jorge Amado, coube a Ângela Fraga dá continuidade ao projeto do Colóquio, consolidado por sua mãe. “Há muitos anos a Fundação já vinha realizando cursos e seminários sobre a obra de Jorge Amado, mas em 2001, Myriam Fraga resolveu sistematizar, tornando o Colóquio de Literatura Brasileira uma atividade regular, que conta com o apoio imprescindível da Academia de Letras da Bahia, chancela intelectual, que faz aumentar o interesse dos participantes”, explica Ângela, destacando alguns números da edição deste ano. “Serão 38 comunicações de diversos estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Maranhão e Santa Catarina, além de diversos pesquisadores de cidades da Bahia, que terão a oportunidade de apresentar seus trabalhos”.

Além das sessões de comunicações que acontecem dias 24 e 25/08, das 14h30 às 16h40, haverá palestras, mesas, exibição de filme e lançamentos de livro. Na noite de aberto do Colóquio houve ainda o lançamento do livro “Bahia de Todos os Santos: guia de ruas e mistérios”, uma coletânea dos trabalhos apresentados na edição 2015 do Colóquio, organizada por Myriam Fraga, Evelina Hoisel e Aleiton Fonseca.

Veja a programação completa: coloquio.jorgeamado.org.br

Posse do jurista Ayres Britto é marcada por poesia e filosofia

A Academia de Letras da Bahia viveu uma noite de poesia e filosofia no último dia 18 de agosto. O clima marcou a cerimônia de posse do membro correspondente da instituição, o jurista e poeta Carlos Ayres Britto. O ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) é autor de diversas obras jurídicas e de poesia, além de ser membro da Academia Brasileira de Letras Jurídicas e da Academia Sergipana de Letras. A posse foi prestigiada por representantes dos poderes Legislativo e Judiciário brasileiros, além de advogados, escritores, amigos e os imortais da Academia de Letras da Bahia (ALB). Coube ao acadêmico Luís Antônio Cajazeira Ramos fazer a saudação ao novo membro.

Para destacar o papel da cultura na diferenciação entre os homens e os animais, em seu discurso de posse, Ayres Britto citou o filósofo grego Sócrates, o pensador francês André Malraux, os poetas brasileiros Castro Alves, Manoel de Barros, Cecília Meireles e Elvira Macedo, além do conterrâneo Tobias Barreto, para ele, “o primeiro filósofo jurídico do Brasil, que acreditava haver um pouco de ciência em cada arte e um pouco de arte em cada ciência”, lembrou. Emocionado e agradecido pela indicação do seu nome, fez questão de destacar as qualidades dos confrades, escritores, poetas e intelectuais com a mais alta contribuição à cultura, aos quais chamou de ‘luminares’. “É com extremo agrado pessoal e elevada honra que eu passo a integrar esta Academia”, afirmou Ayres Britto, lembrando da proximidade do centenário da instituição, que será comemorado em 2017.

Denominando o homenageado de “o viajante do agora”, Cajazeira narrou trechos da trajetória de Ayres Britto, desde a infância em Propriá, interior de Sergipe, numa família de dez irmãos, filhos de um juiz sergipano com uma baiana. “Não se acomodou em repetir o papel desempenhado pelo pai de conselheiro jurídico local e, com ousadia, foi para capital, estudar Direito. A Faculdade de Direito em Aracaju foi uma epifania”, destacou. Tendo acesso a obras de mestres como Tobias Barreto, o jovem bacharel logo tornou-se professor, ofício que exerceu por mais de 30 anos, dedicando-se à cátedra de Direito Constitucional, aliado ao desempenho da advocacia pública e privada. “Sempre com uma visão humanista do Direito, questionador, integrativo e comprometido com o social e com o fraternal”, afirmou em seu discurso o poeta Cajazeira.

Além de ressaltar as produções poéticas, cujas influências vão dos gurus indianos Jiddu Krishanamurti e Osho à carioca Cecília Meirelles, a homenagem também serviu de reconhecimento pela importante contribuição de Ayres Britto durante sua passagem pela mais alta corte do país, entre 2003 e 2012, quando abriu espaços para discussões emergentes da sociedade, como os estudos sobre célula tronco, a união homoafetiva e a defesa da liberdade de expressão. “Além do início da faxina ética do país que ainda não se concluiu”, alertou Cajazeira.  Foi durante a gestão de Ayres Britto na presidência, que o STF julgou um dos mais emblemáticos processos envolvendo corrupção, que ficou conhecido como Mensalão.

“Essa posse é o reconhecimento da contribuição ao país, como professor, jurista e poeta e pelo seu caráter inventivo próprio do fazer poético, que permitiu trazer metáforas para a atividade jurídica. A Academia de Letras da Bahia acolhe Carlos Ayres Britto intelectualmente e afetuosamente”, concluiu a presidente da ALB, Evelina Hoisel.

Academia de Letras da Bahia celebra o centenário de nascimento de Zélia Gattai

Zelia Gattai

O centenário de nascimento da escritora Zélia Gattai será celebrado no Curso Jorge Amado 2016 – VI Colóquio de Literatura Brasileira, promovido Academia de Letras da Bahia e a Fundação Casa de Jorge Amado, entre os dias 23 e 26 de agosto. Durante o evento, haverá palestras, mesas, exibição de filme e lançamentos de livro sobre a escritora falecida em 2008.

Zélia Gattai integrou a Academia de Letras da Bahia, ocupando a cadeira que pertenceu a seu marido. O dia 25/08, será totalmente dedicado a suas obras, incluindo a exibição do filme “Speciale Italia. Centenário Zélia Gattai: 1916-2016”, idealizado por Antonella Rita Roscilli e Giovanni Pirri. Antonella Roscilli, que é membro correspondente da Academia de Letras da Bahia, fará uma palestra e lançará o livro “Zélia Gattai e a Imigração Italiana no Brasil entre os séculos XIX e XX”. No mesmo dia 25/08, uma mesa sobre Zélia Gattai reunirá a escritora e acadêmica Urânia Tourinho Peres e a professora Ana Carolina Cruz de Souza da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

O encerramento, dia 26/08, será na Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, com depoimento da filha de Zélia e Jorge Amado, Paloma Amado, além de apresentação do pocket show “Na Casa Do Rio Vermelho – O amor de Zélia e Jorge” com Luciana Borghi e direção e texto de Renato Santos.

Abertura – A abertura oficial do Curso Jorge Amado 2016 – VI Colóquio de Literatura Brasileira será às 17h, da próxima terça-feira, 23/08, com a presença da presidente da Academia de Letras da Bahia Evelina Hoisel e conferência do professor titular de Literatura Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Eduardo Coutinho. O pesquisador abordará o livro Dona Flor e seus dois maridos, que completa 50 anos em 2016 e será outro destaque do evento.

O objetivo do evento, realizado desde 2011 pela Academia de Letras da Bahia, é reunir estudiosos da literatura brasileira, em particular, da obra de Jorge Amado, para apresentarem os resultados de seus estudos e de suas pesquisas, oportunizando aos presentes a troca de experiências e a divulgação de novos conhecimentos. As conferências, palestras e as comunicações abordarão obras de Jorge Amado e/ou de autores do século 20 e contemporâneos e acontecem na sede da Academia de Letras da Bahia (Avenida Joana Angélica, 198, Nazaré). Além das conferências e mesas redondas, realizadas sempre às 17h, haverá as sessões de comunicações, das 14h30 às 16h40, nos dias 24 e 25/08.

Veja a programação completa: clique aqui

Informações e inscrições: coloquio.jorgeamado.org.br

Cyro de Mattos é eleito para a Academia de Letras da Bahia

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A Academia de Letras da Bahia realizou nesta segunda-feira, 15 de agosto, eleição para escolha do novo ocupante da cadeira nº 22, que pertenceu ao poeta Clóvis Lima, falecido em março deste ano. O eleito foi o escritor itabunense Cyro de Mattos, que é contista, poeta, cronista, ensaísta, autor de livros infantis premiados e membro da Academia de Letras de Itabuna.

Os quase 40 livros já publicados garantiram a Cyro de Mattos mais de 50 prêmios literários, entre eles, o Prêmio Nacional de Ficção Afonso Arinos, concedido pela Academia Brasileira de Letras para o livro “Os Brabos”, o Prêmio Jabuti (menção honrosa) para “Os Recuados” e o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte para “O Menino Camelô”, entre outros. O lançamento mais recente do autor é o romance “Os Ventos Gemedores”, de 2015, que narra as aventuras e conflitos de um ambicioso migrante do agreste para o sul da Bahia, em busca de terras e riquezas.

Nascido em janeiro de 1939, Cyro de Mattos é diplomado em Direito pela Universidade Federal da Bahia, tendo atuado como advogado durante 40 anos nas comarcas da região cacaueira da Bahia. Jornalista com passagem na imprensa, foi redator do ‘Diário de Notícias’, ‘Jornal do Comércio’ e ‘O Jornal’ e nas revistas ‘A Cigarra’, ‘Cadernos Brasileiros’ e ‘Leitura’, além dos suplementos literários do ’Jornal do Brasil’, ‘A Tarde’, entre outros periódicos.

A cadeira n. 22 da Academia de Letras da Bahia tem como patrono José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco. Foi fundada pelo magistrado Ruy Barbosa e já foi ocupada pelo educador Ernesto Carneiro Ribeiro Filho e por Aloísio Henrique de Barros Porto. A data da posse de Cyro de Mattos ainda será marcada.