6ª edição do Curso Jorge Amado inicia com conferência,  homenagens e lançamento de livro

O Curso Jorge Amado 2016 – VI Colóquio de Literatura Brasileira, da Academia de Letras da Bahia (ALB) e Fundação Casa de Jorge Amado, teve início nesta terça-feira, 23/08, com a conferência do professor titular de Literatura Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Eduardo Coutinho, sobre os 50 anos da publicação do livro “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, um dos mais populares de Jorge Amado. O evento segue até sexta-feira, 26/08, com atividades no bairro de Nazaré e no Pelourinho.

“Este é um romance fundamental na trajetória de Jorge Amado. Transgressor como todas as obras do escritor, e que reúne aspectos que já vinham sendo ensaiados em outros livros, como o realismo fantástico. Em Dona Flor, Jorge Amado rompe com a dicotomia do ‘ou isso ou aquilo’, que é substituída por um ‘e’, ou seja, os apostos podendo conviver e se complementar”, apresentou o pesquisador. Coutinho destacou a importância de um Colóquio anual, pois revela “o quanto a produção de Jorge Amado ainda suscita indagações e reafirma o legado inconteste deste escritor que projetou o Brasil no exterior”.

Eduardo Coutinho ainda elogiou a temática desta edição do Colóquio. “Ótima a ideia do Colóquio de homenagear o centenário de Zélia Gattai e os 50 anos do romance Dona Flor. Uma pena que Myriam Fraga, idealizadora disso tudo, não esteja nesta realização”, lamentou, recordando a ex-presidente da Fundação Casa de Jorge Amado e imortal da Academia de Letras da Bahia, falecida em fevereiro deste ano.

Angela Fraga e Eduardo Coutinho. Foto: Índio

Ângela Fraga, Evelina Hoisel e Aramis Ribeiro Costa. Foto: Índio

Atual diretora da Fundação Casa de Jorge Amado, coube a Ângela Fraga dá continuidade ao projeto do Colóquio, consolidado por sua mãe. “Há muitos anos a Fundação já vinha realizando cursos e seminários sobre a obra de Jorge Amado, mas em 2001, Myriam Fraga resolveu sistematizar, tornando o Colóquio de Literatura Brasileira uma atividade regular, que conta com o apoio imprescindível da Academia de Letras da Bahia, chancela intelectual, que faz aumentar o interesse dos participantes”, explica Ângela, destacando alguns números da edição deste ano. “Serão 38 comunicações de diversos estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Maranhão e Santa Catarina, além de diversos pesquisadores de cidades da Bahia, que terão a oportunidade de apresentar seus trabalhos”.

Além das sessões de comunicações que acontecem dias 24 e 25/08, das 14h30 às 16h40, haverá palestras, mesas, exibição de filme e lançamentos de livro. Na noite de aberto do Colóquio houve ainda o lançamento do livro “Bahia de Todos os Santos: guia de ruas e mistérios”, uma coletânea dos trabalhos apresentados na edição 2015 do Colóquio, organizada por Myriam Fraga, Evelina Hoisel e Aleiton Fonseca.

Veja a programação completa: coloquio.jorgeamado.org.br

Anúncios