Zélia Gattai é homenageada pela contribuição aos laços entre Brasil e Itália

Embaixador

O centenário de nascimento da memorialista Zélia Gattai, que pertenceu à Academia de Letras da Bahia (ALB) até o seu falecimento em 2008, foi celebrado por meio de conferências, vídeos e lançamento de livros, durante o Curso Jorge Amado 2016 – VI Colóquio de Literatura Brasileira, que encerrou nesta sexta-feira, dia 26 de agosto. O Colóquio é uma parceria entre a Fundação Casa de Jorge Amado e ALB e reuniu pesquisadores, acadêmicos e interessados em literatura.

Durante o evento, a membro correspondente da ALB Antonella Rita Roscilli exibiu o documentário “Speciale Italia. Centenário Zélia Gattai: 1916-2016”, que registra o lançamento, na Itália, das comemorações ao centenário da escritora, que era filha e neta de italianos. “Uma ponte entre a cultura e a literatura dos dois países”, como expressou o embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, que participou das homenagens, na quinta-feira, 25/08. “Zélia pertencia a uma categoria de mulheres incríveis, que tanto contribuíram para a aproximação entre os dois países. E foi a grande companheira do escritor Jorge Amado que é para muitos italianos o primeiro contato com o Brasil”, destacou.

Antonela Roscili

Na oportunidade, Antonella Rita Roscilli, responsável pela tradução do último livro de Zelia Gattai, intitulado Memória do Amor (“Memoriale dell’Amore”), proferiu uma palestra na qual destacou a importância das obras de Zélia por registrar, com leveza, a memória de lugares e pessoas. “Falar de Zélia é falar da minha terra e de tantos italianos que contribuíram com o Brasil, e é falar do Brasil e de Jorge Amado, maior escritor desse país”. Antonella lançou a biografia “Zélia Gattai e a Imigração Italiana no Brasil entre os séculos XIX e XX”. Ainda durante as homenagens, o acadêmico Aleilton Fonseca mediou uma mesa com a escritora e acadêmica Urânia Tourinho Peres e as professoras da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Jailma Pedreira Moreira e Ana Carolina Cruz de Souza ressaltou aspectos da trajetória pessoal e acadêmica de Zélia, como a dedicação à fotografia, às memórias e à subjetividade feminina latente em suas obras.

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