Curso Jorge Amado 2016 celebra Centenário de Zélia Gattai e 50 anos de Dona Flor

Jorge Amado

Entre os dias 23 e 26 de agosto, a Academia de Letras da Bahia e a Fundação Casa de Jorge Amado promovem o Curso Jorge Amado 2016 – VI Colóquio de Literatura Brasileira. A abertura oficial será às 17h, da próxima terça-feira, 23/08, com a presença da presidente da Academia de Letras da Bahia Evelina Hoisel e conferência do professor titular de Literatura Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Eduardo Coutinho. O pesquisador abordará o livro Dona Flor e seus dois maridos, que completa 50 anos em 2016 e é um dos destaques do evento. Um dos romances mais conhecidos do escritor Jorge Amado, publicado em 1966, Dona Flor e seus dois maridos foi levado com êxito ao cinema, ao teatro e à televisão e foi traduzido em 19 idiomas. Durante o evento, haverá palestras, mesas, exibição de filme e lançamentos sobre a obra.

Ainda na noite de abertura do Curso Jorge Amado 2016, haverá o lançamento de uma nova edição do livro “Bahia de Todos os Santos: guia de ruas e mistérios”, publicado por Jorge Amado, em 1945. Escrito originalmente em 1944, o livro manteve em suas sucessivas atualizações a abordagem que o transformou numa obra ao mesmo tempo de celebração dos esplendores da cidade do Salvador e de denúncia de suas muitas mazelas. A versão definitiva só ficou pronta em 1986.

Centenário de Zélia Gattai – Outra celebração do Curso Jorge Amado 2016 – VI Colóquio de Literatura Brasileira será pelos cem anos de nascimento da escritora Zélia Gattai, falecida em 2008. A escritora, que integrou a Academia de Letras da Bahia ocupando a cadeira que pertenceu a seu marido, terá o dia 25/08, dedicado a suas obras, incluindo a exibição do filme “Speciale Italia. Centenário Zélia Gattai: 1916-2016”, idealizado por Antonella Rita Roscilli e Giovanni Pirri. Antonella Roscilli, que é membro correspondente da Academia de Letras da Bahia, fará uma palestra e lançará o livro “Zélia Gattai e a Imigração Italiana no Brasil entre os séculos XIX e XX”. No mesmo dia 25/08, uma mesa sobre Zélia Gattai reunirá a escritora e acadêmica Urânia Tourinho Peres e a professora Ana Carolina Cruz de Souza da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

O encerramento, dia 26/08, será na Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, com depoimento da filha de Zélia e Jorge Amado, Paloma Amado, além de apresentação do pocket show “Na Casa Do Rio Vermelho – O amor de Zélia e Jorge” com Luciana Borghi e direção e texto de Renato Santos.

Horários – O objetivo do evento, realizado desde 2011 pela Academia de Letras da Bahia, é reunir estudiosos da literatura brasileira, em particular, da obra de Jorge Amado, para apresentarem os resultados de seus estudos e de suas pesquisas, oportunizando aos presentes a troca de experiências e a divulgação de novos conhecimentos. As conferências, palestras e as comunicações abordarão obras de Jorge Amado e/ou de autores do século 20 e contemporâneos e acontecem na sede da Academia de Letras da Bahia (Avenida Joana Angélica, 198, Nazaré). Além das conferências e mesas redondas, realizadas sempre às 17h, haverá as sessões de comunicações, das 14h30 às 16h40, nos dias 24 e 25/08.

Informações e inscrições: coloquio.jorgeamado.org.br

Anúncios

Carlos Ayres Britto tomará posse na Academia de Letras da Bahia

O jurista e poeta brasileiro Carlos Augusto Ayres de Freitas Britto, que foi ministro do Supremo Tribunal Federal, entre de 2003 e 2012, tendo sido presidente daquela corte, será o mais novo membro correspondente da Academia de Letras da Bahia. A sessão de posse será realizada nesta quinta-feira, 18 de agosto, às 19h, no Palacete Góes Calmon (Avenida Joana Angélica, 198, Nazaré). A saudação será feita pelo acadêmico Luís Antônio Cajazeira Ramos. Ayres Britto é autor de diversas obras jurídicas e de poesia, além de ser membro da Academia Brasileira de Letras Jurídicas e da Academia Sergipana de Letras.

Nascido em Propriá, em Sergipe, em 18 de novembro de 1942, Carlos Ayres Britto é poeta, professor, magistrado e jurista. É bacharel em Direito pela Universidade Federal de Sergipe, mestre e doutor pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Em Sergipe, foi consultor-geral do Estado, procurador-geral de Justiça e procurador do Tribunal de Contas. Em 2003 foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal. Foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral, do Conselho Nacional de Justiça e do próprio Supremo Tribunal Federal, em 2012, ano da sua aposentadoria.

Na esfera jurídica, Ayres Britto publicou os livros Jurisprudência administrativa e judicial em matéria de servidor público’, ‘Interpretação e aplicabilidade das normas constitucionais’, ‘O perfil constitucional da licitação’, ‘Teoria da Constituição’ e ‘O humanismo como categoria constitucional’. No campo literário, é autor dos livros de poesia ‘Teletempo’, ‘Um lugar chamado luz’, ‘Uma quarta de farinha’, ‘A pele do ar’ e ‘Varal de borboletras’.

Ayres Britto

Academia de Letras da Bahia lamenta falecimento de Geraldo Machado

 

divulgação Senar

A Academia de Letras da Bahia (ALB) lamenta profundamente o falecimento do acadêmico Geraldo Machado Magalhães ocorrido na tarde deste sábado (06.08), no Hospital Aliança, em Salvador (BA). O velório será realizado neste domingo, no cemitério Jardim da Saudade, na capital baiana. Haverá missa às 14h30 e a cremação acontecerá às 15h30. Geraldo Machado ocupava, desde 2003, a Cadeira nº 4 da Academia de Letras da Bahia, cujo patrono é o poeta português Sebastião da Rocha Pita. A ALB decretou luto oficial de três dias.

Além de imortal da Academia de Letras da Bahia, Geraldo Machado foi membro do Conselho Estadual de Cultura; do Conselho da Fundação Casa de Jorge Amado, do Conselho da Fundação para o Desenvolvimento das Ciências e foi agraciado com o título de Comendador da Ordem do Mérito da Bahia, outorgado pelo Governo do Estado, em 1983.

Nascido em 1946 e formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Bahia (Ufb), em 1969, Geraldo Magalhães Machado ocupou inúmeros cargos de chefia no Estado. Assumiu a superintendência geral da Fundação Luís Eduardo Magalhães, órgão que ajudou a fundar; além da Secretaria da Indústria e Comércio e Mineração e da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Um dos seus últimos trabalhos foi à frente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Leia mais sobre o intelectual, clique aqui.,69 anos,

Curso Jorge Amado 2016 – VI Colóquio de Literatura Brasileira

Jorge Amado

Entre os dias 23 a 26 de agosto, será realizado na Academia de Letras da Bahia e na Fundação Casa de Jorge Amado o Curso Jorge Amado 2016 – VI Colóquio de Literatura Brasileira.

O objetivo do evento é reunir estudiosos da literatura brasileira, em particular, da obra de Jorge Amado, para apresentarem os resultados de seus estudos e de suas pesquisas, oportunizando aos presentes a troca de experiências e a divulgação de novos conhecimentos.

O evento deste ano destaca os 50 anos do livro “Dona Flor e seus dois maridos” que é um dos romances mais conhecidos do escritor Jorge Amado. Publicado pela primeira vez em 1966, foi levado com êxito ao cinema, ao teatro e à televisão e foi traduzido em 19 idiomas. Com uma pitada de realismo fantástico, o romance apresenta um universo bem fiel da vida boêmia da Salvador dos anos 40 e traz passagens importantes sobre a culinária tradicional da Bahia, refletindo um grande painel sobre os costumes e o cotidiano da vida baiana.

Neste ano contaremos também com uma homenagem à escritora Zélia Gattai que estaria completando 100 anos de vida. Um dia de palestras será dedicado ao estudo da obra de Zélia.

Assim, as conferências, as palestras e as comunicações poderão abordar obras de Jorge Amado e/ou de autores do século 20 e contemporâneos. Além das conferências e mesas redondas, realizadas às 17h, haverá as sessões de comunicações, das 14h30 às 16h40, nos dias 24 e 25/08, na sede da ALB; lançamento de livros e um encerramento, na sede da FCJA no dia 26 de agosto (sexta-feira).

Informações e inscrições: coloquio.jorgeamado.org.br

Membro da Academia de Letras da Bahia lança livro de contos

O Palacete Góes Calmon da Academia de Letras da Bahia recebeu convidados nesta terça-feira, 02/08, que prestigiaram o lançamento de mais um livro do escritor Aramis Ribeiro Costa. Retorno em tarde sem sol reúne quinze contos curtos do ex-presidente do Academia, que já lançou mais de dez obras, entre romance, poesia, contos, literatura infantil e crítica literária.

Em seu pronunciamento, o confrade Joaci Goés enalteceu as qualidades do autor, que para ele “nasceu vocacionado” à arte da escrita. “Aramis Ribeiro é um dos melhores escritores brasileiros da atualidade e seu mais recente livro, certamente, acompanha este padrão que o eleva na admiração da vasta galeria dos seus leitores”.

Para o acadêmico Francisco Senna, as qualidades de Aramis extrapolam a produção literária. “Aramis é um grande escritor que traduz o sentimento da Bahia, com lirismo, poesia e de forma envolvente. Além de um ser humano elegante no trato e nas relações sociais, que dignifica nossa Academia, não só pela obra literária, como pela atuação administrativa na Casa”.

Ocupante da Cadeira nº12 da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa foi presidente da entidade por dois mandatos (2011-20015) e, este ano, pelos serviços prestados à Instituição, recebeu o título de membro benfeitor. Sobre os contos que integram Retorno em tarde sem sol, e são ambientados na cidade do Salvador, Aramis define como “pequenas aquarelas do cotidiano, carregadas, aqui e ali, nas tintas de algumas circunstâncias inusitadas”. O livro é mais uma publicação da editora baiana Kalango.