Academia de Letras da Bahia lamenta falecimento de Geraldo Machado

 

divulgação Senar

A Academia de Letras da Bahia (ALB) lamenta profundamente o falecimento do acadêmico Geraldo Machado Magalhães ocorrido na tarde deste sábado (06.08), no Hospital Aliança, em Salvador (BA). O velório será realizado neste domingo, no cemitério Jardim da Saudade, na capital baiana. Haverá missa às 14h30 e a cremação acontecerá às 15h30. Geraldo Machado ocupava, desde 2003, a Cadeira nº 4 da Academia de Letras da Bahia, cujo patrono é o poeta português Sebastião da Rocha Pita. A ALB decretou luto oficial de três dias.

Além de imortal da Academia de Letras da Bahia, Geraldo Machado foi membro do Conselho Estadual de Cultura; do Conselho da Fundação Casa de Jorge Amado, do Conselho da Fundação para o Desenvolvimento das Ciências e foi agraciado com o título de Comendador da Ordem do Mérito da Bahia, outorgado pelo Governo do Estado, em 1983.

Nascido em 1946 e formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Bahia (Ufb), em 1969, Geraldo Magalhães Machado ocupou inúmeros cargos de chefia no Estado. Assumiu a superintendência geral da Fundação Luís Eduardo Magalhães, órgão que ajudou a fundar; além da Secretaria da Indústria e Comércio e Mineração e da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Um dos seus últimos trabalhos foi à frente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Leia mais sobre o intelectual, clique aqui.,69 anos,

Curso Jorge Amado 2016 – VI Colóquio de Literatura Brasileira

Jorge Amado

Entre os dias 23 a 26 de agosto, será realizado na Academia de Letras da Bahia e na Fundação Casa de Jorge Amado o Curso Jorge Amado 2016 – VI Colóquio de Literatura Brasileira.

O objetivo do evento é reunir estudiosos da literatura brasileira, em particular, da obra de Jorge Amado, para apresentarem os resultados de seus estudos e de suas pesquisas, oportunizando aos presentes a troca de experiências e a divulgação de novos conhecimentos.

O evento deste ano destaca os 50 anos do livro “Dona Flor e seus dois maridos” que é um dos romances mais conhecidos do escritor Jorge Amado. Publicado pela primeira vez em 1966, foi levado com êxito ao cinema, ao teatro e à televisão e foi traduzido em 19 idiomas. Com uma pitada de realismo fantástico, o romance apresenta um universo bem fiel da vida boêmia da Salvador dos anos 40 e traz passagens importantes sobre a culinária tradicional da Bahia, refletindo um grande painel sobre os costumes e o cotidiano da vida baiana.

Neste ano contaremos também com uma homenagem à escritora Zélia Gattai que estaria completando 100 anos de vida. Um dia de palestras será dedicado ao estudo da obra de Zélia.

Assim, as conferências, as palestras e as comunicações poderão abordar obras de Jorge Amado e/ou de autores do século 20 e contemporâneos. Além das conferências e mesas redondas, realizadas às 17h, haverá as sessões de comunicações, das 14h30 às 16h40, nos dias 24 e 25/08, na sede da ALB; lançamento de livros e um encerramento, na sede da FCJA no dia 26 de agosto (sexta-feira).

Informações e inscrições: coloquio.jorgeamado.org.br

Membro da Academia de Letras da Bahia lança livro de contos

O Palacete Góes Calmon da Academia de Letras da Bahia recebeu convidados nesta terça-feira, 02/08, que prestigiaram o lançamento de mais um livro do escritor Aramis Ribeiro Costa. Retorno em tarde sem sol reúne quinze contos curtos do ex-presidente do Academia, que já lançou mais de dez obras, entre romance, poesia, contos, literatura infantil e crítica literária.

Em seu pronunciamento, o confrade Joaci Goés enalteceu as qualidades do autor, que para ele “nasceu vocacionado” à arte da escrita. “Aramis Ribeiro é um dos melhores escritores brasileiros da atualidade e seu mais recente livro, certamente, acompanha este padrão que o eleva na admiração da vasta galeria dos seus leitores”.

Para o acadêmico Francisco Senna, as qualidades de Aramis extrapolam a produção literária. “Aramis é um grande escritor que traduz o sentimento da Bahia, com lirismo, poesia e de forma envolvente. Além de um ser humano elegante no trato e nas relações sociais, que dignifica nossa Academia, não só pela obra literária, como pela atuação administrativa na Casa”.

Ocupante da Cadeira nº12 da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa foi presidente da entidade por dois mandatos (2011-20015) e, este ano, pelos serviços prestados à Instituição, recebeu o título de membro benfeitor. Sobre os contos que integram Retorno em tarde sem sol, e são ambientados na cidade do Salvador, Aramis define como “pequenas aquarelas do cotidiano, carregadas, aqui e ali, nas tintas de algumas circunstâncias inusitadas”. O livro é mais uma publicação da editora baiana Kalango.