História da cidade de Canudos é destaque em publicação italiana

O membro correspondente da Academia de Letras da Bahia e escritora italiana, Antonella Rita Roscilli, teve matéria publicada, em 2013, sobre a história de Canudos e de Antônio Conselheiro, na Bahia do século XIX, no jornal Patria Indipendente, com sede na capital italiana, Roma. Esta foi a primeira vez que a temática foi discutida em um periódico do País.

Acadêmica Gláucia Lemos lança novo romance

CONVITE ERAMOS 3

A escritora e imortal da Academia de Letras da Bahia, Gláucia Lemos, que ocupa a Cadeira nº 14 da instituição literária, lança, nesta quinta-feira (27.10), o seu mais recente romance, intitulado Éramos três mais a mula, da editora Mondrongo. A solenidade de lançamento acontecerá no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), no bairro da Piedade, às 18 horas. O evento tem entrada gratuita.

Na publicação, a autora narra, onisciente, uma história na qual o sonho utópico da imortalidade viaja entre o humano desejo de permanência na luta por suas realizações e a desfrutável liberdade do hiper-realismo, que oferece os voos da imaginação a equilibrarem o arame tênue da existência. O leitor é convidado a viajar as aventuras do Moço com seus guias de viagem, desbravando as surpresas e terrores da mal afamada Floresta do Medo.

SERVIÇO

Lançamento do livro
Éramos três mais a mula, da escritora Gláucia Lemos
Editora Mondrongo
R$ 35,00
Dia 27 de outubro, às 18 horas
Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB)
Avenida Joana Angélica, 43, bairro da Piedade.
Maiores informações: www.ighb.org.br

Edivaldo M. Boaventura toma posse nesta quinta como membro da Academia das Ciências de Lisboa

O Acadêmico Edivaldo M. Boaventura completa 80 anos em 2014.

O membro benfeitor da Academia de Letras da Bahia e professor emérito da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Edivaldo M. Boaventura, será empossado, no dia 27 de novembro (quinta-feira), como o mais novo membro correspondente da Academia das Ciências de Lisboa, em Portugal. A solenidade, que terá início às 15 horas, horário local, acontecerá na capital lusitana, e contará com a presença de amigos e familiares do intelectual baiano.

A Academia das Ciências de Lisboa é uma das mais antigas instituições científicas do País, fundada no dia 24 de dezembro de 1779, durante o reinado de D. Maria I. Boaventura integrará o quadro de membros correspondentes da entidade junto a nomes como dos ex-presidentes do Brasil, José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, além de pensadores como Lygia Fagundes Telles e Merval Pereira.

Esta não será a primeira agregação que Edivaldo M. Boaventura participará, uma vez que já compõe o colegiado da Academia de Letras da Bahia, Academia Portuguesa da Historia (Portugal), Academia de Marinha (Portugal), Academia Brasileira de Educação, Academia Baiana de Educação, Academia de Educação de Feira de Santana, Academia de Ciências da Bahia, Academia de Letras Jurídicas da Bahia, Instituto dos Advogados da Bahia, Ordem dos Advogados da Bahia, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (sócio emérito correspondente), Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Conselho Estadual de Cultura da Bahia. Na Academia das Ciências de Lisboa, ele será saudado pelo acadêmico português Antonio Dias Farinha.

Autor carioca apresentará trabalho inspirado na cantora Maria Bethânia e no poeta José Inácio

Poética na incorporação. Este é o titulo da palestra que será apresentada na quinta-feira (27.10), na sede da Academia de Letras da Bahia, em Nazaré, pelo poeta, ensaísta, crítico literário, ator e professor do Departamento de Arte Corporal da Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ), Igor Fagundes. O início será às 17 horas.

Aberto ao público, o estudo tem como premissa as obras da cantora baiana Maria Bethânia e do poeta José Inácio Vieira de Melo acerca da cultura ocidental, refletindo sobre as dialéticas entre arte e o sagrado, fugindo de paradigmas do pensamento ocidental.
O trabalho, que resultou no livro Poética da incorporação – Maria Bethânia, José Inácio Vieira de Melo e o Ocidente na encruzilhada de Exu, foi defendido como tese de doutorado do autor, que leciona Filosofia e Estética nos cursos de Graduação em Dança, sendo também coordenador do bacharelado em Teoria da Dança na instituição carioca.

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Imortal da ALB apresenta trabalho sobre a realidade linguística do Brasil

Você já deve ter ouvido aquela famosa expressão “do Oiapoque ao Chuí”, bastante utilizada para definir o nível de abrangência de alguma coisa no país. Pois bem. A icônica frase pode também ser refletida no trabalho desenvolvido pela professora emérita da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Suzana Alice Cardoso Marcelino, que, em conjunto com pesquisadores de outras 12 universidades brasileiras, percorreu boa parte do país para consolidar o projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALIB), estudo pioneiro que descreve a realidade linguística brasileira no que tange à língua portuguesa.

O trabalho foi apresentado pela acadêmica na última quinta-feira (20.10), na sede da Academia de Letras da Bahia, instituição que integra desde maio de 2016. “O projeto pretende apresentar uma descrição linguística no que concerne a língua portuguesa”, explica ela, que é a atual diretora presidente. “Ele se pauta pelos princípios da geografia linguística”, acrescenta.

A intelectual lembra que um dos objetivos do Atlas Brasileiro é justamente a possibilidade de descrever esta língua, estabelecendo regiões linguísticas no Brasil, onde não há uniformidades, mas sim características que acabam definindo uma determinada localidade. “Precisamos ter uma visão da realidade do português brasileiro, que não é um monobloco invisível, mas uma língua multifacetada, caracterizada do ponto de vista regional como reflexo dos aspectos culturais, históricos, sociais e geográficos”, disse.

Em 2016, o projeto completará 20 anos de existência, tendo percorrido mais de 257.851 quilômetros, com cerca de 1000 pessoas entrevistadas e documentadas ao longo de 250 cidades do Brasil. Ao todo, o trabalho possui cinco equipes interdisciplinares distribuídas por todo o País, responsáveis pelo mapeamento dessas informações, que já resultaram no lançamento dos dois primeiros volumes, reunindo dados de 25 capitais de estado. Os próximos números, já programados, darão conta dos resultados das outras 225 cidades, distribuídas por todos os estados da federação.

Postado em ALB

Palestra abordará aspectos do Atlas Linguístico do Brasil

A professora emérita da Universidade Federal da Bahia, Suzana Alice Cardoso Marcelino, fará uma palestra, na próxima quinta-feira (20.10), às 17 horas, na sede da Academia de Letras da Bahia, sobre o Atlas Linguístico do Brasil – ALIB. O estudo, que tem entre os objetivos descrever a realidade linguística do País, no que tange à língua portuguesa, conta com pesquisadores 12 universidades brasileiras, tendo como sede a Ufba.

Recentemente, a pesquisadora voltou de uma viagem no exterior, onde apresentou os resultados do trabalho. Ela é a atual diretora presidente do projeto. O evento é aberto ao público.

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Estudiosos se reúnem para relembrar obra do poeta Castro Alves

Uma verdadeira aula sobre o poeta baiano Antônio Frederico de Castro Alves, o popular Castro Alves. Assim foi a programação do curso Castro Alves 2016 – XI Colóquio de Literatura Baiana, que terminou no dia 07 outubro, na sede da Academia de Letras da Bahia, após três dias intensos de estudos sobre este que foi um dos mais renomados poetas lírico e social do século XIX.

O encontro, que chega a sua 11º edição difundindo importantes obras da literatura baiana, integra há 30 anos o calendário acadêmico da instituição literária. “Antes, era um curso voltado apenas para a pesquisa sobre Castro Alves. De uns anos para cá, agregamos estudos gerais sobre a literatura na Bahia. Ou seja, tornou-se uma oportunidade para a divulgação e publicação dos trabalhos de estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pesquisadores”, disse o professor da pós-graduação em Estudos Literários da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Aleilton Fonseca, organizador do colóquio.

Ao todo, 700 trabalhos já foram apresentados desde a instalação do evento. Eles encontram-se distribuídos em volumes lançados após a realização dos cursos e na revista da Academia. “Estudamos aqui a poesia baiana contemporânea dos séculos XIX e XX, o romance, os temas de Jorge Amado, Adonias Filhos, entre outros escritores e poetas”, lembrou Fonseca, que ocupa a Cadeira nº 20 da ALB.

A docente Fernanda Mota, do Departamento de Letras Germânicas da Universidade Federal da Bahia (Ufba), coordenou uma das mesas sobre estudos de crítica, análise e interpretação na perspectiva da escritora, poeta e ensaísta Judith Grossmann. “Um dos temas que abordamos foi a importância da inserção da literatura baiana nas escolas. Espero que o curso traga reverberações para além dos muros da Academia de Letras da Bahia”, destacou.

Programação

Sem esquecer o icônico poeta do povo, o curso Castro Alves 2016 – XI Colóquio de Literatura Baiana iniciou os trabalhos com a palestra Ela era lusa e linda….Ele, Castro, era baiano, da professora e acadêmica Edilene Matos. Em seguida, foi a vez da cantora Tina Tude recitar o poema “Navio Negreiro”, um dos mais famosos de Castro Alves, que conta os dramas da escravidão.

O evento homenageou ainda o centenário da escritora Zélia Gattai, com trechos do documentário “Speciale Italia-Centenario di Zélia Gattai”, e o relançamento do livro Zélia Gattai e a Imigração Italiana no Brasil entre os séculos XIX e XX, da autora italiana Antonella Rita Roscilli. A literária paulista, radicada na Bahia, faleceu em 2008, aos 91 anos.

Outra autora lembrada foi Myriam Fraga. Na ocasião, uma peça foi encenada por estudantes da Uefs retratando o seu drama lírico Rainha Vashti, que narra a história da monarca que foi destituída do cargo após ter desobedecido à ordem de expor a sua beleza física perante o rei Xerxes (Assuero) e seus convidados. Fraga morreu em fevereiro deste ano.

•Confira fotos do evento:

Confira a fala do coordenador do evento, Aleilton Fonseca:

Estudioso do Brasil Colônia toma posse como membro correspondente

O período colonial da história do Brasil, em especial vivida pelos baianos, foi recapitulado pelo professor de Literatura Brasileira da Universidade Federal Fluminense (UFF), Paulo Roberto Pereira, que tomou posse, no dia 4 de outubro, como membro correspondente da Academia de Letras da Bahia.

Saudado pelo imortal Edivaldo M. Boaventura, o docente é responsável por estudos sobre a interface cultural do Brasil, tendo lançado, entre as suas publicações de maior destaque, uma obra completa sobre o escritor Euclides da Cunha.
“Minha afinidade, aproximação e carinho com a Bahia confundem-se com a trajetória intelectual que escolhi de dedicar-me ao estudo do Brasil colonial. É impossível conhecer os séculos inicias da formação da nacionalidade brasileira sem passar pela Bahia”, disse o intelectual.

O novo acadêmico recordou que os seus estudos envolveram ainda os primeiros núcleos de povoamento da Bahia, bem como a fundação da cidade do Salvador, por Thomé de Souza, tendo como referências bibliográficas importantes historiadores baianos, a exemplo de Pedro Calmon e Luiz Henrique Dias Tavares. “Um dos aspectos levantados nas minhas pesquisas sobre a Bahia quinhentista é que compreendi o papel da religião sobre o cotidiano do povo baiano”, afirmou.

O título de membro correspondente é concedido a quem tem uma posição de destaque em alguma área do conhecimento, sendo obrigatório a não residente na cidade onde se localiza a Academia de Letras.

  • Currículo completo do acadêmico Paulo Roberto Pereira, clique aqui. 

ALB homenageia Geraldo Machado

“A vertente política e cultural foi a minha navegação”. A célebre frase do imortal Geraldo Machado foi novamente repetida desta vez pelo membro benfeitor da Academia de Letras da Bahia, Edivaldo M. Boaventura, que, na última quinta-feira (29.09), na sede da instituição literária, no bairro de Nazaré, homenageou o amigo, falecido em agosto deste ano, aos 69 anos, vítima de câncer.

Intitulada “Sessão da Saudade”, Boaventura relembrou a trajetória profissional do engenheiro elétrico de formação e destacou os trabalhos desenvolvidos por ele em prol da gestão do Estado. “A cultura da Bahia muito se deve a Geraldo Machado por sua enorme capacidade de empreender”, declarou, ao enumerar os cargos de chefia exercidos pelo acadêmico, a exemplo da superintendência geral da Fundação Luís Eduardo Magalhães, da Secretaria da Indústria e Comércio e Mineração, além da Fundação Cultural do Estado da Bahia e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Desde 2003 ocupava a Cadeira nª 4 da Academia de Letras da Bahia, cujo patrono é o advogado, historiador e poeta português Sebastião da Rocha Pita. “Após definir onde estou, passo a desenhar quem sou”, disse Machado, que proferiu novamente outra famosa citação de Geraldo Machado. A viúva, Kátia Jordan, agradeceu as homenagens e se emocionou ao falar do esposo. “Até o desenlaço, na medida de suas possibilidades concretas, a partir de onde e como estivesse, prosseguiu o seu processo de desvirtuação, suas descobertas. Não perdeu o humor, a doçura e o senso de reverência à vida. Não temeu a grande ceifadora, que por ele também deve ter se encantado, seduzida, como praticamente todos os que o conheceram”, exprimiu.

Além dos imortais presentes, compuseram ainda a mesa o reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), João Carlos Salles, o jornalista político Samuel Celestino, grande amigo do homenageado, e Eduardo Morais de Castro, presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB). Ao final da sessão, a presidente da ALB, Evelina Hoisel, seguindo o regimento da casa de cultura, decretou a vacância da cadeira número 4, cujo último ocupante foi o acadêmico Geraldo Machado.