ALB homenageia Geraldo Machado

“A vertente política e cultural foi a minha navegação”. A célebre frase do imortal Geraldo Machado foi novamente repetida desta vez pelo membro benfeitor da Academia de Letras da Bahia, Edivaldo M. Boaventura, que, na última quinta-feira (29.09), na sede da instituição literária, no bairro de Nazaré, homenageou o amigo, falecido em agosto deste ano, aos 69 anos, vítima de câncer.

Intitulada “Sessão da Saudade”, Boaventura relembrou a trajetória profissional do engenheiro elétrico de formação e destacou os trabalhos desenvolvidos por ele em prol da gestão do Estado. “A cultura da Bahia muito se deve a Geraldo Machado por sua enorme capacidade de empreender”, declarou, ao enumerar os cargos de chefia exercidos pelo acadêmico, a exemplo da superintendência geral da Fundação Luís Eduardo Magalhães, da Secretaria da Indústria e Comércio e Mineração, além da Fundação Cultural do Estado da Bahia e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Desde 2003 ocupava a Cadeira nª 4 da Academia de Letras da Bahia, cujo patrono é o advogado, historiador e poeta português Sebastião da Rocha Pita. “Após definir onde estou, passo a desenhar quem sou”, disse Machado, que proferiu novamente outra famosa citação de Geraldo Machado. A viúva, Kátia Jordan, agradeceu as homenagens e se emocionou ao falar do esposo. “Até o desenlaço, na medida de suas possibilidades concretas, a partir de onde e como estivesse, prosseguiu o seu processo de desvirtuação, suas descobertas. Não perdeu o humor, a doçura e o senso de reverência à vida. Não temeu a grande ceifadora, que por ele também deve ter se encantado, seduzida, como praticamente todos os que o conheceram”, exprimiu.

Além dos imortais presentes, compuseram ainda a mesa o reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), João Carlos Salles, o jornalista político Samuel Celestino, grande amigo do homenageado, e Eduardo Morais de Castro, presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB). Ao final da sessão, a presidente da ALB, Evelina Hoisel, seguindo o regimento da casa de cultura, decretou a vacância da cadeira número 4, cujo último ocupante foi o acadêmico Geraldo Machado.