Lançamento de livro leva teatro e literatura à ALB

Com direito a apresentação teatral, encabeçado pelos artistas Jackson Costa e Margareth Menezes, o escritor e jornalista Edson Lodi lançou nesta terça-feira (28.03), na sede da Academia de Letras da Bahia, o livro Madiha. Este é o quinto livro do escritor mineiro radicado em Brasília, sendo o primeiro do gênero conto.

Madiha apresenta três surpreendentes histórias de uma jovem nascida em uma tribo africana e que enfrenta as consequências de uma terrível seca, narrando também a sua jornada para o reencontro com o filho e com o seu povo, de quem ela se separou após cair de um navio durante uma tempestade em alto-mar. A publicação marca a estreia do autor com obra voltada para o público infantojuvenil. “O livro é a natureza presente como dádiva. Uma narrativa exemplar, uma fábula que aponta para o caminho da felicidade, do conhecimento, de si próprio, para os valores, indelegos do viver”, contou Antônia Torreão Herrera, professora do departamento de Letras da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Herrera qualificou a obra como sendo “um encanto que nos ensina o valor da amizade como expressão mais fina do amor, da esperança, da força do querer e da liberdade”. “Um modo de nos fazer ver a beleza da vida, a grandeza de existir, consciente de si, e da existência do outro, seja ele um destino, uma filha, uma mãe, um pai. Ensina-se, portanto, a atenção, a observação, a contemplação, a percepção”, elogiou. Por sua vez, o autor disse que escrever o livro o fez repensar sobre o real sentido da vida. “Ela só tem sentido quando a gente se une e procura trabalhar com a ajuda dos outros; quando nos unimos para cuidar um dos outros”, agradeceu Lodi.

O livro, que foi publicado pela editora Bom de Ler, conta com ilustrações do ilheense Tiago Hoisel e desenhos de abertura de Cecília Lodi. O projeto gráfico é assinado por Fabiano Bastos, Thais Damião e Rachel Simões Hoisel.

Poeta guineense visita a Academia de Letras da Bahia

Jorge de Pina Fernandes (esquerda), Evelina Hoisel (centro) e Francisco Conduto de Pina (direita).

A presidente da Academia de Letras da Bahia, Evelina Hoisel, recebeu, nesta terça-feira (28.03), a visita do secretário nacional da Juventude, Cultura e Desportos da Guiné-Bissau, país de língua portuguesa na África Ocidental, Francisco Conduto de Pina.

O guineense, que é membro fundador da União Nacional de Artistas e Escritores (UNAE), espécie de ALB do continente africano, esteve no Palacete Góes Calmon para conhecer as instalações da instituição literária e entregar a sua obra poética Palavras Suspensas. Dentre as características da poesia de Conduto está a defesa a uma sociedade mais democrática e igualitária no seu País.

Recém-lançado, novo livro de João Eurico Matta fala sobre reforma administrativa no governo Lomanto Junior ​

O imortal da Academia de Letras da Bahia, João Eurico Matta, que ocupa a Cadeira número 16, recebeu nesta quarta-feira (22.03) amigos e familiares para o lançamento da sua mais recente obra, Modernização do poder executivo na Bahia: estratégia e dinâmica do Programa de Reforma Administrativa do governo Lomanto Junior (1963-1967), da Edufba, editora da Universidade Federal da Bahia.

O livro é resultado de uma pesquisa historiográfica na qual mostra o processo de declínio da estrutura administrativa no estado da Bahia na época, até a implantação de um estrutura modernizada. Em síntese, a reforma administrativa de Lomanto Junior – pioneira no país – permitiu melhor sistematizar e racionalizar a máquina pública. Na ocasião, Matta ocupava o cargo de coordenador geral do Programa de Reforma Administrativa e relata por meio de depoimentos, conversas informais e análise de dados como se constituiu a implementação do novo modelo.

A apresentação da publicação ficou a cargo do vice-presidente da ALB, Edivaldo M. Boaventura. Segundo ele, faltava um texto completo que contasse como foi concebida, discutida, aprovada e implementada a reforma administrativa, que ocorreu durante anos críticos, em meio ao golpe militar de 1964. “Temos agora o relato bem escrito e documentado. Ao longo de 300 páginas, Matta mostra todas as fases do projeto. Seus objetivos, metodologia, dinâmica de grupo, até os conflitos de subculturas e limitações”, destacou.
Boaventura lembrou ainda que a reforma administrativa impregnou modernidade em quase todos os setores do estado da Bahia e mesmo aqueles que não foram atingidos diretamente terminaram sendo envolvidos pelo processo renovador. “É uma obra importante que mudou a forma da atuação pública”, afirmou.

Em parceria com a Escola de Administração da Ufba, dentre as inovações à época do governo merece destaque a criação da Procuradoria Geral do Estado, que permitiu à administração dispor de base jurídica segura para a execução de projetos e defesa do próprio Estado. João Eurico Matta é advogado criminalista e professor emérito do curso de Ciências Econômicas da Ufba. Durante a sua fala, ele se classificou como uma pessoa ‘alocentrista’. “Ou seja, tenho os outros como objeto de interesse e estudo. É um livro sobre os outros; dedicado a memória de ilustres pessoas que considero como ‘statesman’ ou ‘homens de estado’. Três grandes administradores públicos. Os reitores da Ufba, Edgar do Rêgo Santos e Miguel Calmon, além do ex-governador Ântonio Lomanto Junior”, informou.

Sessão especial marca centenário da Academia de Letras da Bahia


A Academia de Letras da Bahia promove no dia 10 de abril (segunda-feira) uma sessão especial em comemoração ao centenário da instituição literária. Na ocasião, os imortais Evelina Hoisel (presidente), Edivaldo M. Boaventura (vice-presidente) e Aramis Ribeiro Costa (membro benfeitor) conduzirão a homenagem a esta que é uma das mais importantes e respeitadas entidades culturais do Estado.

Ao longo do ano, a Academia realizará seminários e publicações em celebração a data histórica. A Academia de Letras da Bahia foi fundada em 07 de março de 1917 pelo engenheiro baiano e um dos idealizadores da Escola Politécnica da Bahia, Arlindo Fragoso. Desde então, a agremiação tem conservado a memória cultural da Bahia, contribuindo para o avanço em diversas áreas do conhecimento. O início da cerimônia será às 20 horas.

Jornalista Edson Lodi lança livro na ALB


O jornalista e escritor Edson Lodi terá a Academia de Letras da Bahia como palco para o lançamento do seu mais recente livro Madiha. No dia 28 (terça-feira), às 18:30 hrs, o autor receberá amigos e familiares no Palacete Góes Calmon, sede da ALB. A entrada é gratuita.

Madiha é o quinto livro do escritor mineiro radicado em Brasília, sendo o primeiro do gênero conto. A publicação também marca a estreia do autor com obra voltada para o público infantojuvenil. O livro apresenta três surpreendentes histórias de uma jovem chamada Madiha, nascida em uma tribo africana e que enfrenta as consequências de uma terrível seca, e da sua jornada para o reencontro com o filho e com o seu povo, de quem ela se separou após cair de um navio durante uma tempestade em alto-mar.

O livro da editora Bom de Ler conta com ilustrações do ilheense Tiago Hoisel e desenhos de abertura de Cecília Lodi. O projeto gráfico é assinado por Fabiano Bastos, Thais Damião e Rachel Simões Hoisel.

Edilene Dias Matos tomará posse na Academia no dia 30

A professora da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Edilene Dias Matos, será empossada na próxima quinta-feira (30.03) na Academia de Letras da Bahia. A nova acadêmica assumirá a Cadeira nº 13, antes de posse da poeta Myriam Fraga, falecida em 2016. A cerimônia terá início às 20 horas no Palacete Góes Calmon, no bairro de Nazaré. A entrada é aberta ao público.

Na ocasião, Edilene será saudade pelo confrade Fernando da Rocha Peres. Dentre os seus trabalhos de destaque está o realizado junto à Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), onde fundou o núcleo de literatura de cordel. Possui também um importante e pioneiro trabalho sobre oralidade. “Insisto que os escritores, poetas, ensaístas, vocês todos, fazem parte daquele grupo de artistas cujo trabalho é incansável com as palavras, gestos, a imagem. Esta casa é o abrigo certo para estes artistas”, disse ela durante a sessão de eleição.

Sobre a acadêmica
Edilene Dias Matos concluiu o doutorado em Comunicação e Semiótica/Literaturas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 1999. Tem Pós-Doutorado em Literatura/Cultura Brasileira pela USP – Instituto de Estudos Brasileiros e pela Université Paris-Ouest Nanterre La Défense (França).

Aniversário de 80 anos do imortal Paulo Ormindo é celebrado pela ALB

Sob muitos aplausos de amigos, familiares e autoridades locais, o arquiteto, urbanista e imortal da Academia de Letras da Bahia, Paulo Ormindo, foi homenageado nesta quinta-feira (16.03), no Palacete Góes Calmon, pelo seu aniversário de 80 anos, recém-completados no último dia 14. A solenidade contou com um série de discursos, relembrando a obra acadêmica e profissional do intelectual baiano.

Professor titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (Ufba), instituição parceira nas celebrações do seu octogésimo aniversário, Ormindo, filho do renomado historiador e antropólogo Thales de Azevedo, fez carreira em solo nacional e internacional. Após obter doutorado em restauração e sítios pela Universitá Degli Studi de Roma, onde residiu por três anos, o estudioso foi consultor da Unesco, tendo realizado importantes missões na América do Sul, Caribe e África Lusófona.

“Um cidadão exemplar. Estreitamos a nossa relação nas lutas conjuntas pela cidadania”, disse o antropólogo Ordep Serra ao iniciar as celebrações. Por sua vez, o reitor da Ufba, João Carlos Salles, também presente ao evento, reiterou a sua admiração pelo homenageado. “A Faculdade de Arquitetura ao apontar para a Ufba alguns valores, chama a atenção de alguns valores dizendo: “Olha, temos aqui o nosso homem”, certamente teria em Paulo Ormindo o exemplo de firmeza, combatividade, coragem, leveza e elegância”, elogiou.

Na Bahia, Paulo Ormindo esteve à frente de cargos da Secretaria de Patrimônio Histórico e Artístico na Bahia, sendo responsável pela criação e coordenação do Inventário de Proteção do Acervo Cultural da Bahia, um dos pontos altos da sua carreira, além de presidir, de 2006 a 2010, o departamento baiano do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/BA).Dentre os trabalhos realizados está a restauração do Mercado Modelo, símbolo cultural do País, e do Centro Cultural Danemann, na cidade de São Félix (BA).

Orador da noite, o vice-presidente da ALB, Edivaldo M. Boaventura, destacou a presença de Paulo Ormindo no sodalício, onde ocupa desde 1981 a Cadeira de número 2, antes de posse do advogado Luiz Viana Filho. “A presença dele tem sido um serviço constante à Companhia. Paulo Ormindo fez a obra, o nome e mantêm o seu público com acendrado espírito crítico. Os 80 anos são baliza, marco, momento, recordação, saudade positivada dos que partiram”, afirmou Edivaldo, que, ao final da sua fala, ainda leu um trecho de Fernando Pessoa em reverência ao amigo. “A memória é a consciência inserida no tempo”. expressou.

Luciano de Azevedo, um dos quatro filhos de Paulo Ormindo, lembrou que em sua infância, sucessivamente, “acordava ao meio da noite e encontrava o pai trabalhando”. “Preocupado com esse ritmo alucinante, lhe indaguei numa conversa anos atrás perguntando-lhe se ele não achava que estava na hora de desacelerar um pouco. Parar de trabalhar tanto, curtir os netos, viajar com minha mãe mundo afora, e ele me respondeu: “Tenho medo, meu filho. Medo que me falte tempo, tenho ainda muito a produzir”. Passaram-se cinco anos e ele não parou, continua produzindo ainda mais. Uma obra feita de palavras e tijolinhos aparentes, sua marca arquitetônica. Uma obra autêntica e temporal”, orgulha-se Luciano.

O mais novo desafio de Paulo Ormindo é o universo das Letras, com o lançamento do livro de contos e crônicas “A Memória das Pedras”. Antes, ele já havia se inserido no campo do jornalismo, onde quinzenalmente publica artigo no jornal A Tarde sobre os mais diversos temas. “Esta não é uma despedida, espero! É uma prestação de contas, para restaurar o crédito e poder desfrutar com vocês outros marços de muitas águas. Vivo hoje a graça, e a graça de fruir cada dia do ano como se fosse o último e imaginar e invejar o futuro. Vamos, pois, curtir a vida, palavra que significa, ao mesmo tempo, amaciar o couro, amadurecer e fruir, enquanto dure este sopro. Obrigado a todos vocês por me moldarem como eu sou”, agradeceu. Estiveram também presentes à mesa as presidentes da ALB, Evelina Hoisel, e Solange Souza Araújo, do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/BA).