Livro sobre a Academia de Letras da Bahia será lançado em comemoração ao centenário da entidade

O lançamento de um livro que conta a história da Academia de Letras da Bahia está previsto para o segundo semestre deste ano como parte das comemorações do centenário da instituição literária. No próximo dia 10 (segunda-feira), a ALB recebe em sua sede, no bairro de Nazaré, autoridades e amantes das letras para uma solenidade especial de celebração dos 100 anos da entidade, fundada em 1917 pelo engenheiro baiano Arlindo Fragoso.

Ao longo de 2017, a ALB realizará seminários e discussões em celebração a data histórica. O livro, que está em fase de produção, contará com textos dos imortais da casa de cultura, revelando um pouco sobre a história desta que tem reforçado ao longo do século o seu papel com instituição cultivadora da língua e da literatura nacional, preservando a memória cultural baiana e estimulando a s manifestações nas áreas das ciências e das artes.

Ele deve se juntar ao vasto acervo literário que encontra-se preservado nas instalações da Academia de Letras da Bahia. São cerca de vinte e cinco mil livros que conservam um pouco da memória literária e cultural da Bahia e do Brasil. A presidente da ALB, Evelina Hoisel, disse que a intenção é tornar este conjunto literário acessível à população baiana, mas que a tarefa só será possível com o aporte de recursos. “Precisamos disponibilizar o nosso acervo na internet para torná-lo mais acessível, conhecido. Talvez concorrendo a editais para esta finalidade possamos empreender a volumosa tarefa”, revelou.

Com início às 20 horas, a cerimônia do dia 10 será conduzida pelos três últimos presidentes da ALB, respectivamente Edivaldo M. Boaventura, Aramis Ribeiro Costa e Evelina Hoisel (atual), e contará ainda com a apresentação do Madrigal da Universidade Federal da Bahia (Ufba). A entrada é aberta ao público.

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Acervo pessoal do ex-governador Roberto Santos será doado à Fundação Pedro Calmon

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O ex-governador e imortal da Academia de Letras da Bahia, Roberto Santos, terá o acervo documental privado doado à Fundação Pedro Calmon, órgão ligado à Secretária de Cultura do Estado. A solenidade para a assinatura do Termo de Doação acontecerá nesta sexta-feira (07.04), às 18h, no Palácio da Aclamação, no Campo Grande. O acervo acumulado durante toda a vida do médico, professor e político, é composto por mais cerca de 10 mil itens, dentre documentos textuais, iconográficos e bibliográficos.

Com 90 anos recém-completados, o acadêmico Roberto Santos contribuiu expressivamente para a política da Bahia e do Brasil. A doação busca garantir a preservação do acervo, que quando disponibilizado à comunidade acadêmica, poderá contribuir para os avanços dos estudos acerca dos processos políticos do século passado.

Centenário da Academia de Letras da Bahia será comemorado no dia 10

“Estive na Academia e achei que a nossa sede estava uma senhora muito bem vestida para o seu aniversário de 100 anos, com seu longo de cetim pêssego, com debruns e aplicações brancas, que contrastavam com o verde das palmeiras e árvores de seu jardim”. A fala do imortal Paulo Ormindo reproduz o resultado da recente pintura realizada na área externa da Academia de Letras da Bahia para as comemorações do centenário da instituição literária, que será celebrado no próximo dia 10 (segunda-feira) – data da sua instalação -, às 20 horas, no Palacete Góes Calmon. A cerimônia, que será aberta ao público, contará com uma série de homenagens a esta que é uma das mais importantes e respeitadas entidades culturais do Estado.

Com a presença de autoridades, a solenidade será conduzida pelos três últimos presidentes da ALB, respectivamente Edivaldo M. Boaventura, Aramis Ribeiro Costa e Evelina Hoisel (atual), e contará com a apresentação do Madrigal da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Instituída em 07 de março de 1917 pelo engenheiro baiano Arlindo Fragoso, a ALB tem reforçado ao longo do século o seu papel com instituição cultivadora da língua e da literatura nacional, preservando a memória cultural baiana e estimulando as manifestações nas áreas das ciências e das artes. “O trabalho na cultura e particularmente na literatura é infindável. Haverá sempre muito a fazer, e felizmente que é assim, porque a cultura se renova, a literatura se renova, e as pessoas são sempre outras. Mas há também um enorme trabalho a ser realizado no resgate do passado. A Academia de Letras da Bahia é uma história que precisa ser contada com mão de mestre”, revela Aramis Ribeiro Costa, que possui o título de membro benfeitor da ALB, onde ocupa a Cadeira número 12.

Com um acervo literário em sua biblioteca que ultrapassa os 25 mil exemplares, a ALB possui ainda um robusto arquivo com obras dos acadêmicos. Ao todo, são quarenta cadeiras numeradas, cada uma com o respectivo patrono permanente e imutável, sendo quarenta membros efetivos e vinte correspondentes, todos vitalícios. Ao longo de sua história, já passaram pelas cadeiras da Academia diversas personalidades cujo trabalho tiveram importância para a Bahia e para o país, dentre os quais se destacam o ex-governador Otávio Mangabeira, os escritores João Ubaldo Ribeiro, Jorge Amado e Zélia Gattai, e o jornalista Jorge Calmon.

Primeira mulher a assumir o comando da entidade desde a sua fundação, Evelina Hoisel disse ser um momento de grande celebração, que marca a comemoração da história de uma instituição secular, com uma presença marcante na vida literária e cultural dos baianos. “A Academia congrega intelectuais de diversas áreas – letras, antropologia, filosofia, educação, psicanálise, história, arquitetura, medicina, direito, etc. Seus membros são personalidades que têm uma participação ativa na vida literária, cultural, política do Estado. A Academia instituiu-se assim como um centro de circulação de ideias, a estimular o desenvolvimento do pensamento e do saber e, principalmente, da literatura através de cursos, palestras, seminários, concursos, lançamentos de livros, visitas guiadas”, expressa.

SERVIÇO

Centenário da Academia de Letras da Bahia (ALB)
Data: 10 de abril de 2017 (segunda-feira)
Horário: 20 horas
Local: Palacete Góes Calmon, localizado na Avenida Joana Angélica, 198, bairro de Nazaré
Entrada: Gratuita

Edilene Matos assume Cadeira nº 13 da Academia de Letras da Bahia

A Cadeira número 13 da Academia de Letra da Bahia já tem uma nova ocupante. Trata-se de Edilene Dias Matos, professora do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos da Universidade Federal da Bahia (IHAC/Ufba). A mais nova acadêmica foi empossada na última quinta-feira (30.03) em uma cerimônia que reuniu amigos, familiares e autoridades do cenário cultural baiano. A vacância da Cadeira se dava desde a morte da poeta baiana Myriam Fraga, falecida em fevereiro do ano passado.

Matos tem a sua trajetória como profissional ligada às letras e, de modo geral, à cultura de sua terra, incluindo um olhar especial para a temática das poéticas da voz e das culturas populares, a exemplo da literatura de cordel. “É importante falar da alegria e entusiasmo de Edilene Matos; da sua facilidade em fazer vínculos, o que a torna uma pessoa amável, comunicativa, inquieta, com um sorriso constante, sempre querida por todos. Um pessoa com um interesse em poesia e literatura que advém de uma relação muito forte do poeta com o povo”, disse Fernando da Rocha Peres, imortal da ALB. Peres foi professor de Edilene Matos na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Ufba. Eles trabalharam juntos também na Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).

A nova confrade agradeceu o título dizendo que “a sua chegada à Academia vai ao encontro do seu interesse de conhecer, analisar e divulgar manifestações da cultura e da literatura brasileira, tornando- se uma aliança com o seu amplo projeto de vida de ordem pedagógica e de viés transdisciplinar, que visa uma espécie de articulação entre os saberes”, afirmou. Ela elogiou ainda a obra da poeta Myriam Fraga, de quem era amiga íntima. “A sedução da poética de Myriam perpassa pela linguagem. Uma linguagem que flui, que se afirma tantas vezes tocada, altamente plástica que é, mas que também permanece intocada, luminosa que é. Myriam se insinua em seus poemas como um canto sedutor, vindo de outro tempo, mas que ecoa aqui e agora, ora lírico, ora utópico, ora apaixonado, erótico, ora combativo, persuasivo, excitador, transgressivo, mas, em todos os momentos, atualíssimo”, exaltou.

Em maio será a vez do professor da Ufba Nelson Cerqueira tomar posse da Cadeira nº 4, antes ocupada pelo engenheiro Geraldo Machado, falecido em agosto de 2016. A data ainda será definida pela diretoria da Academia.

Imagens: João Batista