Imortais da ALB estão entre os autores mais lidos pelos baianos, aponta levantamento da Pedro Calmon

Em um levantamento inédito realizado pela Fundação Pedro Calmon, a pedido do jornal Correio*, publicado na edição deste domingo (30.07), pesquisa revelou os cinco maiores autores lidos pela população baiana nos últimos seis meses. E para nosso alegria, todos eles nasceram no Estado, sendo dois integrantes do atual quadro de membros da Academia de Letras da Bahia. São eles: Antônio Torres (Essa Terra), Cadeira nº 9, com a segunda posição; e Aleilton Fonseca (O Desterro dos Mortos), Cadeira nº 20, que figura na quinta posição.

Eles encabeçam um lista dos 40 livros mais lidos em sete bibliotecas cadastradas no sistema da FPC. Além deles, fazem parte deste seleto grupo escritores como Jorge Amado (Tenda dos Milagres), que lidera a pesquisa e foi acadêmico da ALB, onde ocupou a Cadeira nº 21; Helena Parente (Além de Estar) com a terceira posição, membro correspondente da Academia de Letras da Bahia; além de Adonias Filho (O Largo da Palma), quarto colocado entre as obras mais lidas pelos cidadãos baianos. Os autores deixaram para trás outros clássicos da literatura mundial.

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Edivaldo M. Boaventura completa 46 anos de vida acadêmica

O membro benfeitor e imortal da Academia de Letras da Bahia, Edivaldo Machado Boaventura, comemora, no dia 03 de agosto (quinta-feira), 46 anos de vida acadêmica. Na ocasião, o intelectual baiano fará uma palestra intitulada “Minha Vida na Academia”. O encontro, aberto ao público, terá início às 17 horas. Ocupante da Cadeira nº 39, Boaventura assumiu a vaga antes pertencente ao médico Clementino Rocha Fraga na data de 06 de agosto de 1971, à época com 38 anos, um dos mais jovens imortais a assumir uma vaga no sodalício.

Lançamento de livro

Após a palestra, Boaventura fará o lançamento do seu mais recente livro: Exercícios de metodologia da pesquisa. A coletânea de capítulos é uma obra curiosa e singular, concebida para auxiliar estudantes de graduação na elaboração de monografia de conclusão de curso e pesquisadores em direito ao agregar recomendações metodológicas específicas para esta área do saber. Além disso, a livro poderá contribuir, também, para pós-graduandos e pesquisadores da grande área das ciências humanas por conter instruções para elaboração de trabalhos acadêmicos mais avançados, dissertações e teses, e funcionar como um guia para projetos de pesquisa.

  • Leia mais sobre a biografia de Edivaldo M. Boaventura, clique aqui.

Obra do escritor Hélio Pólvora é relembrada em sessão da ALB

Como parte da programação de atividades do centenário da Academia de Letras da Bahia, a imortal Gerana Damulakis proferiu, na última quinta-feira (27.07), palestra intitulada As motivações humanas no conto de Hélio Pólvora. Ela, que substituiu o escritor grapiúna na Cadeira nº 29, atribuiu fortes influências da obra do autor baiano ao seu trabalho como literária.

A acadêmica relembrou duas vertentes da contística de Hélio Pólvora, seja a sertanista, seja a urbana. “A vertente sertanista, marcada por memórias primeiras, deve-se ao pertencimento do autor ao sul baiano, tendo nascido em fazenda de cacau e vivido ali, além de testemunhado, uma riqueza de histórias. A vertente urbana é tirada de outro armazém da memória, dos tempos passados como estudante em Salvador e também como estudante no Rio de Janeiro, onde atuou como jornalista e crítico literário”, disse.

Gerana Damulakis destacou outra característica do “conto polvoriano”. “O mais relevante está no que se dá em suas linhas e nas suas entrelinhas, quando entram em perfeita harmonia a memória e a literatura, companheira constante, paixão de infância, soberana, sendo base para paralelos e reflexões”, lembrou, ao mencionar ainda “o elemento autobiográfico” como um dos componentes fundamentais do conto literário de Pólvora. A música e o cinema são outras duas peculiaridades da escrita de Pólvora, que faleceu em 2015, aos 86 anos. “A memória do que foi vivido e a memória do que foi lido são fiéis constantes nos contos e novelas do autor. É difícil crer que um escritor possa não ser um leitor. No caso de Hélio Pólvora, um grande leitor, pois a importância da arte literária na vida cotidiana atinge tão alto patamar que se faz bastante presente na literatura que ele cria”, revelou.

Celebrado por livros de contos como Os Galos da Aurora (1958) e Estranhos e Assustados, Pólvora trabalhou como crítico literário e jornalista em diversos veículos, como “Jornal do Brasil”, “Veja”, “Correio Braziliense” e “A Tarde” – neste último, como editorialista e colunista. Ao todo, foram mais de 20 livros publicados.
“Quem faz a leitura literal por entretenimento, lê a história. Quem aprecia os recursos literários e seu uso em uma narrativa, lê a arte ali contida. Quem guarda a leitura e carrega dentro de si tudo o que leu, forma o seu cabedal de lembranças, e é assim que se encontram o escritor e o leitor Hélio Pólvora e sua bagagem literária. O narrador literário tem a mente examinadora, tem seus juízos e seu ritmo para refletir. A memória, em Hélio Pólvora, se faz ato literário, ficção vivida e escrita com a excelência de um grande talento”, concluiu.

 

Membro correspondente da ALB é eleito para a British Academy

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Membro correspondente da Academia de Letras da Bahia, o historiador baiano Paulo Fernando de Moraes Farias foi eleito, no dia 20 de julho, membro da Academia Britânica (Fellow of the British Academy), instituição nacional britânica de humanidades e ciências sociais, fundada em 1902. Ao todo, 800 acadêmicos integram a agremiação.

Nascido na Bahia, porém radicado na Inglaterra, onde é professor honorário da Universidade de Birmingham, Moraes Farias é um dos mais renomados africanistas da atualidade, sendo responsável por importantes estudos envolvendo a chamada Idade Média, realizando interfaces entre o islã e as tradições africanas, bem como a epigrafia árabe medieval.

Os intelectuais da Academia Britânica representam o melhor da pesquisa de humanidades e ciências sociais no Reino Unido e em todo o mundo. Os novos acadêmicos, incluindo Moraes Farias, são especialistas em temas que vão desde a teoria feminista ao desenvolvimento econômico da África; história medieval à filosofia indiana e percepção do rosto.

Contos de Hélio Pólvora serão relembrados em palestra da acadêmica Gerana Damulakis

A acadêmica e crítica literária Gerana Damulakis fará, no dia 27 de julho, às 17 horas, palestra intitulada As motivações humanas desnudadas no conto de Hélio Pólvora. O evento, que acontece na sede da Academia de Letras da Bahia, no bairro de Nazaré, será aberto ao público. Pólvora foi imortal da ALB até 2015, ano do seu falecimento, onde ocupou a Cadeira de nº 29, hoje de posse de Gerana Damulakis. Natural de Itabuna, sul da Bahia, o escritor estreou com o livro Os Galos da Aurora, além de ser o autor de outras 25 obras de ficção e ter participado em dezenas de antologias nacionais e estrangeiras. Seus contos estão traduzidos em espanhol, inglês, francês, italiano, alemão e holandês.

Ordeo Serra fala sobre hermenêutica e poesia; veja vídeo e fotos

O antropólogo e imortal da Academia de Letras da Bahia, Ordep Serra, proferiu palestra no dia 20 de julho (quinta-feira) intitulada Hermenêutica e poesia: reflexão sobre os hinos homéricos. Aberta ao público, a discussão aconteceu na sede da ALB, no bairro de Nazaré, e abordou as aspectos desta que é a disciplina da filosofia responsável por compreender “a teoria da interpretação”.

O intelectual mostrou como ela se constituiu e como se deu o seu alcance multiplicado, criando um espaço teórico que envolve a filosofia, a linguística, a filologia, o direito, a antropologia e outras disciplinas, alimentando-se da poesia. Apresentou ainda os estudos bíblicos, evocando o Evangelho de Lucas, bem como o Hino Homérico a Hermes.

Vídeo: 

Imagens: 

Alunos de escola técnica da capital baiana realizam visita guiada à ALB

Através do projeto Ponto de Cultura Espaço das Letras, uma parceira com o Governo do Estado, a Academia de Letras da Bahia promoveu, no último dia 19, visita guiada à instituição para mais de 20 alunos do curso de tecnologia em Segurança do Trabalho do Centro de Ensino Grau Técnico, unidade Fonte Nova da cidade de Salvador (BA). O evento visa promover o incentivo à leitura e a reflexão através de um programa que possibilita a democratização do acesso às obras literárias, a preservação da memória e da cultura, além da capacitação de jovens e adultos.

Na ocasião, os estudantes tiveram a chance de conhecer de perto a instalações da ALB, onde funcionários da instituição explicaram sobre a história da instituição centenária, como o ano de sua instalação, nome do fundador, funções, quadros, pinturas, exposições, galeria dos presidentes, bustos, biblioteca Álvaro Nascimento, biblioteca Jorge Amado, Arquivo Renato Berbert de Castro, auditórios, dentre outros detalhes sobre o espaço literário.

Os estudantes puderam ainda simular consultas ao acervo histórico da biblioteca, tendo acesso também às atas do arquivo da instituição literária, bem como ao acervo das bibliotecas e o sorteio de livros.