Curso Castro Alves chega ao fim valorizando obra do poeta baiano

No final do terceiro dia de palestras do “XII Colóquio de Literatura Baiano do Curso Castro Alves”, realizado nesta sexta-feira (07.07) na sede da Academia de Letras da Bahia, a presidente da instituição literária, Evelina Hoisel, destacou mais uma vez a importância das discussões para a difusão da literatura baiana. “O Curso Castro Alves é uma celebração antiga, que chega a sua 12° edição. Esse é um espaço muito importante, pois é aqui que estudantes, professores e escritores se reúnem para discutir suas pesquisas; a Academia de Letras da Bahia vem fazendo o seu papel de instituição difusora da cultura do Estado”, disse.

A professora Rosana Ribeiro Patrício, da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), destacou a importância da figura de Castro Alves para a nossa história literária. “Ele foi muito além do seu tempo. O poeta dos escravos, como era conhecido, possui uma obra que, sem dúvidas, contribuirá para a construção de ideias das futuras gerações. Classifica-lo apenas com esse adjetivo é um erro, pois não o revela como o poeta do amor; um verdadeiro romancista”, enalteceu.

Já o professor João Evangelista Neto, da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), ensina literatura há 15 anos e utiliza castro Alves como fonte dos seus estudos. Ele acredita que o poeta é complexo e multidisciplinar, pois “flerta” com todas as áreas do conhecimento. “Apesar de ter vívido pouco, Castro Alves é muito complexo. Ele tinha uma sensibilidade especial. Possuía um discurso muito além de sua época, onde falava sobre os escravos, solidão, assuntos que eram tabus naquele tempo, a exemplo do amor. Com seus poemas, mostrou que o amor erótico podia ser tão belo e sagrado como qualquer outra forma de amor”, revelou. A imortal e crítica literária Gerana Damulakis ainda falou sobre o poema Adormecida, de Castro Alves. A mesa foi coordenada pelo acadêmico João Eurico Matta.

Houve ainda o lançamento de livros de poesia, a exemplo de Fabriqueta de Poemas (Ana Carolina Cruz), Canibalismos (Rita Queiroz), A Chuva e o Labirinto (Érica Azevedo) e Poesia da Língua (Palmira Heine).

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