Edivaldo Boaventura celebra 46 anos de vida acadêmica

46 anos dedicados à Academia de Letras da Bahia. A marca foi celebrada na última quinta-feira (03.08) pelo baiano Edivaldo Machado Boaventura. À época com 37 anos, tomou posse na Cadeira nº 39 da agremiação em seis de agosto de 1971, na antiga Faculdade de Medicina, no Terreiro de Jesus, sucedendo o médico Clementino Fraga. Desde então, tornou-se um defensor e disseminador do conhecimento intelectual do nosso Estado, sendo chamado carinhosamente pelos colegas imortais como “chanceler da cultura baiana”.
“A entrada na Academia de Letras da Bahia representou muito para mim. Ser acadêmico foi um desejo que alcancei cedo e pude efetivar a minha participação ativamente na vida cultural baiana. Não medi esforços para ingressar na Companhia”, revelou.

Apesar de muito novo, Boaventura já possuía a época uma vasta bagagem profissional. Como secretário da Educação e Cultura (1970-1971) esteve à frente de importantes obras do governo Luiz Viana Filho, a exemplo da construção da Biblioteca Pública nos Barris; restauração da Casa de Góes Calmon, sede do Museu de Arte da Bahia; restauração do Engenho Freguesia para instalação do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho; ampliação do Estádio da Fonte Nova; construção e reforma da Casa Afrânio Peixoto, em Lençóis; e principalmente, construção do Parque Castro Alves, em Cabaceiras do Paraguaçu.
“Quando me candidatei eu já era professor da Universidade Federal da Bahia, bacharel e doutor em Direito, docente livre de Economia, bacharel em Ciências Sociais, ex-juiz do trabalho, membro do Conselho de Educação da Bahia, do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e de outras instituições culturais. Tinha cursado a Universidade de Paris e publicado ensaios e teses. Era também sócio da Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE) e de outras associações educacionais”, contou.

Apesar de não ser mais secretário de Luiz Viana Filho quando eleito para ALB, Edivaldo M. Boaventura dedica boa parte da sua trajetória profissional ao político baiano. “Em toda a minha vida contei com a formidável ajuda de Luiz Viana Filho. A condição de Secretário de Educação e de Cultura no seu governo foi e continua sendo um dos grandes trunfos da minha vida política e profissional. A sua amizade só me fez crescer”, disse.

Intitulando-se como “um animal gregário”, Boaventura não detém em seu currículo apenas o título de membro da Academia de Letras da Bahia. Ao todo, integra mais de 30 instituições que se dividem entre profissionais, culturais e religiosas baianas, brasileiras e internacionais. Ele ainda foi o fundador e primeiro reitor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).
“No correr da vida, fui sendo aceito pelas agremiações culturais, científicas, e profissionais. Sou um animal gregário por excelência. Ingressei, em 1960, no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, nossa Academia estadual de história, muito antes da Academia de Letras. Integro a Academia Portuguesa da História e a Sociedade de Geografia de Lisboa, como também pertenço a agremiações americanas. Sou membro da Academia Brasileira de Educação e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Pertenço tanto às academias estaduais, como a Academia Rio-Grandense de Letras, como às municipais, a exemplo da muito querida Academia Feirense de Letras”, destacou ele, que é natural da vizinha Feira de Santana, a 108 quilômetros de distância da capital baiana.

Reconhecimento

Pela colaboração intensa com a manutenção da Academia foi agraciado como acadêmico benfeitor, em 1986, juntamente com Jorge Calmon. Entre 2007 e 2011, assumiu ainda o cargo de presidência da casa, colaborando ainda mais para a propagação da cultura no nosso Estado. “Uma academia vive da convivência, com prêmios, com edições e, sobretudo, com a disseminação do conhecimento”, afirmou. Na gestão atual, Edivaldo M. Boaventura atua como vice-presidente da ALB, que tem a acadêmica Evelina Hoisel na presidência.

Livro

Na ocasião, Boaventura promoveu ainda o lançamento do seu mais recente livro: Exercícios de metodologia da pesquisa. A coletânea de capítulos é uma obra curiosa e singular, concebida para auxiliar estudantes de graduação na elaboração de monografia de conclusão de curso e pesquisadores em direito ao agregar recomendações metodológicas específicas para esta área do saber.

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