Ensaio é publicado em homenagem ao poeta Florisvaldo Mattos

O imortal da Academia de Letras da Bahia, Florisvaldo Mattos, teve a sua obra poética homenageada pelo tradutor, ensaísta, editor e também poeta Wagner Schadeck, colaborador da Revista Brasileira, da Academia Brasileira de Letras (ABL). Intitulado “Um poeta de classe”, o ensaio foi publicado, no dia 08 de agosto, no site Recorte Lírico, que, dentre os seus objetivos, tem como lema “tirar a literatura dos corredores acadêmicos em favor do público comum”. Numa das passagens do documento, Schadeck declara”a poesia de Florisvaldo Mattos pertencente à melhor estirpe de poetas do povo”. Em outro momento, ele diz que “a sua poesia habita o coração dos homens de todos os tempos”, elogia.

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Acadêmico Paulo Ormindo coordena mesa redonda sobre arquitetura e urbanismo

A Academia de Letras da Bahia será palco no dia 15 de agosto (terça-feira), às 16h, da mesa redonda O papel da crítica na arquitetura e no urbanismo. O encontro, coordenador pelo imortal e arquiteto Paulo Ormindo, contará com as participações da acadêmica Gerana Damulakis e dos professores Ana Fernandes e Ângelo Serpa, ambos docentes da Escola de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (Ufba). O encontro é aberto ao público.

Fernando da Rocha Peres relança livro pela Edufba


O imortal da Academia de Letras da Bahia, Fernando da Rocha Peres, fará no dia 17 de agosto (quinta-feira), às 17h, o relançamento pela editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba) da sua obra literária Gregório de Mattos e Guerra: uma re-visão biográfica. Peres recebeu pelo livro – à época editado pela Macunaíma – o prêmio Joaquim Nabuco, conferido pela Academia Brasileira de Letras, no ano 1983. A publicação é referência na biografia de Mattos. O evento acontecerá durante o XIV Festival de Livros e Autores da Ufba, no Palácio da Reitoria, no bairro do Canela.

Jerônimo Pizarro será empossado como membro correspondente da ALB

No dia 12 de agosto (sábado), às 13 horas, o pesquisador colombiano Jerônimo Pizarro será empossado como membro correspondente da Academia de Letras da Bahia. Pizarro vem se dedicando a reacender os estudos sobre a obra do poeta português Fernando Pessoa, o que já o qualifica como uma das maiores autoridades atuais nos textos do literário. Coordena uma equipe de jovens pesquisadores responsáveis pelas recentes descobertas nos arquivos de 30 mil documentos do espólio do poeta, em Lisboa. Na ocasião, o novo acadêmico será saudado pelo membro benfeitor Edivaldo Machado Boaventura. A sessão é aberta ao público.

Sobre o acadêmico

Jerónimo Pizarro é Professor da Universidad de los Andes, em Bogotá, Titular da Cátedra de Estudos Portugueses do Instituto Camões na Colômbia e Doutor pelas Universidades de Harvard (2008) e de Lisboa (2006), em Literaturas Hispânicas e Linguística Portuguesa. No âmbito da Edição Crítica das Obras de Fernando Pessoa, publicadas pela INCM, já contribuiu com oito volumes, sendo o último a primeira edição crítica do Livro do Desassossego. Em 2010 a D. Quixote publicou A Biblioteca Particular de Fernando Pessoa, livro que preparou com Patricio Ferrari e Antonio Cardiello, depois dos três coordenarem a digitalização dessa biblioteca com o apoio da Casa Fernando Pessoa.

Edivaldo Boaventura celebra 46 anos de vida acadêmica

46 anos dedicados à Academia de Letras da Bahia. A marca foi celebrada na última quinta-feira (03.08) pelo baiano Edivaldo Machado Boaventura. À época com 37 anos, tomou posse na Cadeira nº 39 da agremiação em seis de agosto de 1971, na antiga Faculdade de Medicina, no Terreiro de Jesus, sucedendo o médico Clementino Fraga. Desde então, tornou-se um defensor e disseminador do conhecimento intelectual do nosso Estado, sendo chamado carinhosamente pelos colegas imortais como “chanceler da cultura baiana”.
“A entrada na Academia de Letras da Bahia representou muito para mim. Ser acadêmico foi um desejo que alcancei cedo e pude efetivar a minha participação ativamente na vida cultural baiana. Não medi esforços para ingressar na Companhia”, revelou.

Apesar de muito novo, Boaventura já possuía a época uma vasta bagagem profissional. Como secretário da Educação e Cultura (1970-1971) esteve à frente de importantes obras do governo Luiz Viana Filho, a exemplo da construção da Biblioteca Pública nos Barris; restauração da Casa de Góes Calmon, sede do Museu de Arte da Bahia; restauração do Engenho Freguesia para instalação do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho; ampliação do Estádio da Fonte Nova; construção e reforma da Casa Afrânio Peixoto, em Lençóis; e principalmente, construção do Parque Castro Alves, em Cabaceiras do Paraguaçu.
“Quando me candidatei eu já era professor da Universidade Federal da Bahia, bacharel e doutor em Direito, docente livre de Economia, bacharel em Ciências Sociais, ex-juiz do trabalho, membro do Conselho de Educação da Bahia, do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e de outras instituições culturais. Tinha cursado a Universidade de Paris e publicado ensaios e teses. Era também sócio da Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE) e de outras associações educacionais”, contou.

Apesar de não ser mais secretário de Luiz Viana Filho quando eleito para ALB, Edivaldo M. Boaventura dedica boa parte da sua trajetória profissional ao político baiano. “Em toda a minha vida contei com a formidável ajuda de Luiz Viana Filho. A condição de Secretário de Educação e de Cultura no seu governo foi e continua sendo um dos grandes trunfos da minha vida política e profissional. A sua amizade só me fez crescer”, disse.

Intitulando-se como “um animal gregário”, Boaventura não detém em seu currículo apenas o título de membro da Academia de Letras da Bahia. Ao todo, integra mais de 30 instituições que se dividem entre profissionais, culturais e religiosas baianas, brasileiras e internacionais. Ele ainda foi o fundador e primeiro reitor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).
“No correr da vida, fui sendo aceito pelas agremiações culturais, científicas, e profissionais. Sou um animal gregário por excelência. Ingressei, em 1960, no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, nossa Academia estadual de história, muito antes da Academia de Letras. Integro a Academia Portuguesa da História e a Sociedade de Geografia de Lisboa, como também pertenço a agremiações americanas. Sou membro da Academia Brasileira de Educação e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Pertenço tanto às academias estaduais, como a Academia Rio-Grandense de Letras, como às municipais, a exemplo da muito querida Academia Feirense de Letras”, destacou ele, que é natural da vizinha Feira de Santana, a 108 quilômetros de distância da capital baiana.

Reconhecimento

Pela colaboração intensa com a manutenção da Academia foi agraciado como acadêmico benfeitor, em 1986, juntamente com Jorge Calmon. Entre 2007 e 2011, assumiu ainda o cargo de presidência da casa, colaborando ainda mais para a propagação da cultura no nosso Estado. “Uma academia vive da convivência, com prêmios, com edições e, sobretudo, com a disseminação do conhecimento”, afirmou. Na gestão atual, Edivaldo M. Boaventura atua como vice-presidente da ALB, que tem a acadêmica Evelina Hoisel na presidência.

Livro

Na ocasião, Boaventura promoveu ainda o lançamento do seu mais recente livro: Exercícios de metodologia da pesquisa. A coletânea de capítulos é uma obra curiosa e singular, concebida para auxiliar estudantes de graduação na elaboração de monografia de conclusão de curso e pesquisadores em direito ao agregar recomendações metodológicas específicas para esta área do saber.

Acadêmico Cyro de Mattos tem livro publicado por editora espanhola

A Editora Verbum, da cidade de Madri, na Espanha, publicou  o livro Donde Estoy y Soy (Onde Estou e Sou), do gênero poesia, do escritor e acadêmico  Cyro de Mattos. A obra é uma antologia com poemas retirados dos livros Vinte Poemas do Rio, Cancioneiro do Cacau, Ecológico, A Casa Verde, Oratório de Natal e Vinte e Um Poemas de Amor, e dos inéditos Agudo Mundo, Rumores de Relva e Mar e Devoto do Campo.

Com Donde estoy y Soy, o imortal Cyro de Mattos alcançou a marca de 10 livros publicados na Europa, sendo quatro em Portugal, três na Itália, um na França, um na Espanha e um na Alemanha. Além disso, seus contos e poemas estão incluídos em antologias literárias importantes de Portugal, México, Espanha, França, Itália, Dinamarca, Rússia e Estados Unidos.

Criada há 27 anos, a Editora Verbum é uma das mais importantes da Espanha, com uma rede de distribuição de livros que alcança a Europa, América e Ásia. Seu catálogo supera mais de 1000 títulos e 1500 autores. Figuram na lista nomes como Rubén Darío, José Martí, Mario Vargas Losa, Gabriel Garcia Marques, Fernando Pessoa, Unamuno, Cervantes, Garcia Lorca e Alfredo Pérez Alencart.

O livro Donde estoy y Soy integra a Colección Poesia, na qual  participam também o o norte-americano E.E. Cuming, e os cubanos Gastón Baquero e José Lezama Lima. A tradução e prefácio é do poeta espanhol-peruano Alfredo Pérez Alencart, e posfácio do poeta e filólogo mexicano Juan Angel Torres Rechy, ambos professores da Universidade de Salamanca.