Novo livro do acadêmico Guilherme Radel aborda o artesanato na Bahia

O imortal Guilherme Radel lançará, no dia 28 de setembro (quinta-feira), às 20h, o seu mais novo livro “Artesanato na Bahia”. A obra tem co-autoria de Maria Radel. Ao todo, são cerca de 400 imagens que ilustram o universo do artesanato de um modo geral, e também na Bahia, definindo o seu surgimento e desenvolvimento no país. Antes do lançamento, às 19h, Radel fará uma palestra sobre bebidas artesanais. A entrada é aberta ao público.

 

 

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Programa da TV Globo destaca rotina da Academia Brasileira de Letras; confira

O programa “Conversa com Bial”, liderado pelo jornalista Pedro Bial, da TV Globo, entrevistou no dia 04 de setembro (segunda-feira) alguns dos imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL). O bate-papo foi com o economista Edmar Bacha, a veterana Ana Maria Machado e o poeta Geraldo Carneiro. Entre os temas debatidos estavam a rotina da instituição, a popularização das cadeiras e também a importância da literatura na formação política do país.

Escritor Evando Nascimento realiza conferência na ALB

Finalista do Prêmio Portugal Telecom, dedicado a prestigiar e divulgar a literatura brasileira, o professor universitário, pesquisador e escritor Evando Nascimento falou, nos dias 04 e 05 de setembro, sobre aspectos da escrita contemporânea em uma conferência realizada na Academia de Letras da Bahia. O evento, que integra a programação do centenário da ALB, recém-completado em abril deste ano, foi realizado em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Literatura e Cultura da Universidade Federal da Bahia (PPGLitCult/Ufba).

O debate se propôs a revisar algumas das conceituações da literatura numa perspectiva teórica, crítica e histórica. O estudioso se reuniu para debater o assunto com acadêmicos da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e Ufba, dentre eles Aleilton Fonseca, Antonia Herrera, Cássia Lopes e Evelina Hoisel. Após as discussões, houve uma sessão de autógrafos do livro do conferencista Cantos Profanos.
“A literatura é uma arte feita de impressões, grafismos, espaçamentos, imagens, ilustrações e outros recursos visuais, sem os quais ela seria letra morta, por assim dizer, invisível. Ela traduz intersemioticamente qualquer signo. Essa é a sua grande potência. Tudo vem ao texto literário; desde a pintura, escultura, peças de teatro, saraus, concertos musicais, desenho, gravura até o teatro, fotografia e cinema”, afirmou Evando Nascimento.

Movido especialmente por trabalhos que envolvem também filosofia e artes, a atividade literária e ensaística de Nascimento tem tido o reconhecimento de diversos críticos da área, sendo ele considerado pela escritora Leyla Perrone-Moisés, em artigo publicado no suplemento “Ilustríssima”, do jornal Folha de S.Paulo, um dos escritores que, no Brasil, faz uma “literatura exigente”.
Ela explica no texto, publicado em 2012, que, diferente da literatura vendável, de entretenimento, a “literatura exigente” é marcada pelo ensaísmo, pelas artes plásticas e pela recusa da linearidade narrativa. “São obras de gênero inclassificável, misto de ficção, diário, ensaio, crônica e poesia, que não dão moleza ao leitor; exigem leitura atenta, releitura, reflexão e uma bagagem razoável de cultura, alta e pop, para partilhar as referências explícitas e implícitas”, disse ela à época.

Por sua vez, Evelina Hoisel, presidente da ALB, e uma das professoras da Ufba que estudam no seu dia a dia a obra de Evando Nascimento, elogia “a leveza dos seus textos”. “A multiplicidade de falas, a presença de diversas intersecções e as posturas teóricas em todo o seu processo de escrita são algumas das suas marcas. A queda da previsibilidade nos seus textos desestrutura o esquema de recepção usual, estabelecendo uma espécie de teoria crítica que nos faz pensar além”, destaca.

Sobre o escritor

Natural de Camacã, no sul da Bahia, Evando Nascimento atualmente reside no Rio de Janeiro, onde leciona na Universidade Federal de Juiz de Fora. Graduado pelo Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia (Ufba), fez mestrado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ufrj).
Completou sua formação na Sorbonne e na École dês Hautes Études em Sciences Sociales, renomadas instituições da França. Em 2007, realizou pós-doutorado sobre filosofia na Universidade Livre de Berlim, Alemanha. Lecionou literatura na Université Stendhal, de Grenoble, nos Alpes Franceses.

É autor também das obras Retrato desnatural (ficção), Clarice Lispector: Uma Literatura Pensante; Pensar a desconstrução, Derrida e a Literatura, estas últimas obras sobre Jacques Derrida, um dos principais pensadores da segunda metade do século XX.
“Falo como teórico, me dar muito prazer, mas, ao mesmo tempo, como escritor. Quero cada vez mais fundir esses dois elementos, que nunca foram opostos entre mim, mas que o teórico acabou passando muito a frete. Está na hora do escritor se impor. Há uma carreira que poderia ter começado muito mais cedo, mas a vida de professor universitário sempre falou mais alto”, contou.

 

Acadêmico Cyro de Mattos tem livro publicado na Itália

O livro de poemas do acadêmico Cyro de Mattos, Poesia Brasileira da Bahia, foi traduzido na Itália no início de agosto pela Aracne Editora, e lançado no país com o título de “Poesie Brasiliene della Bahía”. O imortal alcança a marca de onze livros publicados por várias editoras na Europa: quatro em Portugal,  quatro na Itália, um na França, um na Alemanha e um na Espanha.  Além disso, o escritor tem contos e poemas editados em Portugal, Itália, França, Rússia, Espanha, Estados Unidos, Dinamarca e México.

“A poesia de Cyro de Mattos é dotada de amplo horizonte histórico e existencial, articulada em lúcido espaço lírico, em que evoca o mistério e a epopeia brasileira com grandes camadas sugestivas”, elogiou Graziela Corsinovi, presidente do júri do Prêmio Internacional de Literatura Maestrale Marengo d`Oro, concedido à Cyro de Mattos em 2006.

 

 

Colégio de Psicanálise da Bahia homenageia centenário da ALB

O Colégio de Psicanálise da Bahia, em homenagem às comemorações do centenário da Academia de Letras da Bahia, realizou, no dia 01 de setembro (sexta-feira), no Palacete Góes Calmon, sede da ALB, um encontro com estudiosos do famoso método terapêutico. A discussão foi organizada pela imortal e também psicanalista Urânia Tourinho Peres.

Os assuntos debatidos envolveram desde o pensamento de Sigmund Freud, criador da psicanálise, passando pelo Nobel de Literatura, o modernista irlandês Samuel Beckett, até a escrita contemporânea do aclamado literário português Valter Hugo Mãe, autor de “A Desumanização”, que apresenta em seu texto características associados ao luto e à melancolia. “A reunião dessas duas instituições reverencia a letra na sua dimensão de escuta e na sua dimensão de escrita”, disse a acadêmica Urânia Peres.

Participaram da mesa redonda nomes conhecidos como Carlota Ibertis, Joyce Bacelar, Regina Sarmento, Sérgio Fernandes, Suely Aires e Thereza Ávila Coelho, que fizeram leituras ao público dos seus respectivos trabalhos associados à psicanálise.