Livro lançado na ALB revela declaração do amor à literatura

Cenas de amor em romances do século XX. O novo livro da escritora e professora universitária Mirella Márcia Longo Vieira Lima foi lançado, na última segunda-feira (09.10), na sede da Academia de Letras da Bahia, no bairro de Nazaré. O projeto, resultado de pesquisa apoiada pelo Cnpq, apresenta representações literárias a partir da análise e discussão de cenas que integram romances portugueses e brasileiros, a exemplo de Grande Sertão: VeredasO homem que matou o diaboO Delfim, Vidas SecasO ano da morte Memorial de Aires.

“Esse é um estudo que vem sendo realizado há muito anos; preparei-o para ser utilizado em tese de professor titular” revelou ela, que, desde 1982, integra o quadro de acadêmicos do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Tendo como objeto de trabalho as representações da família, da própria arte e do amor – inclusive erotismo místico – em textos literários modernos e contemporâneos, Mirella disse que a obra – publicada pela Editora Quarteto – contou com a ajuda de muitos interlocutores e, não fugindo à sua própria regra, “fala mais uma vez sobre o amor”.
“É o tema da minha predileção, seja quando eu faço ficção, poesia e também crônica. Há um escritor que diz que a maior viagem, a mais importante que podemos fazer, é atravessar a rua e chegar ao outro lado onde uma pessoa está nos observando. É chegar ao lugar do outro, e de lá, com a perspectiva do outro, olhar para a nossa janela e nos enxergar, e isso só é possível com um elo, um arco, que nos leva até o outro porque amamos”, citou.

Ela explicou ainda que a concepção de amor pode ser muito ampla. “É aquela que emanta, é a força, segundo Dante, que move o sol e todas as estrelas. De acordo com o indiano Narendranath Dutta, pensador hinduísta, é aquilo que mantém o universo coeso, porque atrai uma parte para outra parte, e esse amor é Deus”, destacou. O livro pode ser adquirido no site da editora, clique aqui. 

Gerana Damulakis é eleita para a Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris

A imortal Gerana Damulakis será empossada, no dia 20 de outubro (sexta-feira), a partir das 17h, na Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris. Ela assume a Cadeira nº 17, que tem como Patrona Nossa Senhora da Paz. Fundada há mais de 30 anos, a entidade tem a finalidade de louvar a Maria e divulgar a devoção a Nossa Senhora através das letras e das artes, o que ocorre através das publicações dos seus membros.

Uma boa parte deste acervo está guardada na biblioteca da Universidade Católica do Salvador (Ucsal). O acesso ao material é aberto a todos e costuma ser visitado por estudantes, professores e pesquisadores. Além de Gerana Damulakis, outros confrades da Academia de Letras da Bahia já integram o sodalício religioso. São eles: João Eurico Mata, Francisco Sena e Suzana Alice Marcelino da Silva Cardoso.

 

Academia de Letras da Bahia discute os 120 anos da Guerra de Canudos

“O que hoje se comemora é uma data triste. À época, o arraial de Canudos foi totalmente destruído pelo Exército brasileiro, com uma mortandade incrível. Não há o que celebrar, mas sim lamentar que este fato histórico tenha ocorrido”. A queixa é do acadêmico e poeta Fernando da Rocha Peres que, na última quinta-feira (5.10), na sede da Academia de Letras da Bahia, falou sobre as comemorações aos 120 anos do fim desta que foi uma das batalhas (1896 a 1987) mais sangrentas da história brasileira, a Guerra de Canudos, no sertão baiano.
“Um conflito muito mal administrado pelo Poder daquela época, que resultou no massacre de crianças, idosos e mulheres”, descreve o imortal da ALB. Estimam-se ao menos 25 mil mortos, muitos deles integrantes do movimento religioso liderado por Antônio Conselheiro.

Peres é autor do breviário que, em parceria com a crítica literária Walnice Nogueira Galvão, homenageia a publicação “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, e o estudioso do tema José Calasans. O documento – lançado em 2002 – revela fragmentos do manuscrito (1895) pertencente a Antônio Vicente Mendes Maciel, o Conselheiro. “Contém ‘prédicas’ – discursos religiosos – ao povo de Canudos. É um documento para ser estudado por especialistas das diversas áreas”, sugere.

Ele conta que no romance de Euclides da Cunha, o autor trata Antônio Conselheiro como um “doente grave; gnóstico bronco; paranoico desequilibrado; anacoreta sombrio; retrógrado do sertão; desnorteado apóstolo; um transloucado”. “Esta era a mentalidade do tempo com relação a Canudos. A população brasileira estava com medo. O Exército estava sendo desmoralizado, e Euclides da Cunha não foge a regra de como tratava o assunto”, afirma ele, em alusão às derrotas das tropas nas primeiras três expedições – num total de quatro – contra o povoado, que sofria os efeitos da seca e desemprego, sendo taxados pela sociedade da época como “fanáticos religiosos monarquistas” que buscavam derrubar a recém-instaurada República.

Apesar dos adjetivos negativos a Antônio Conselheiro, Fernando da Rocha Peres defende o peregrino religioso. “Ele tinha conhecimentos muito pessoais, do tempo em que ele estudou e andou com a religião católica. Esta pregação, diante das injustiças que ele via no sertão, simplesmente levantou uma população de míseros jagunços, oriundos da escravidão e seus descendentes”, conclui.

Escritora Mirella Márcia Longo Vieira Lima apresenta livro na ALB

No dia 09 de outubro (segunda-feira), a Academia de Letras da Bahia abre as suas portas para o lançamento do livro “Cenas de amor em romances do século XX”, da escritora Mirella Márcia Longo Vieira Lima. Publicado pela Editora Quarteto, a obra é resultado de pesquisa apoiada pelo Cnpq. Professora do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Mirella tem como objeto de estudo as representações da família, da própria arte e do amor – inclusive erotismo místico – em textos literários modernos e contemporâneos. O evento terá início às 17h.

Cyro de Mattos denuncia em artigo abandono a um dos principais cartões postais de Itabuna

O acadêmico Cyro de Mattos escreveu artigo no final do mês de setembro denunciando o abandono a um dos principais cartões postais de Itabuna, no sul da Bahia. No texto, publicado pelo blog Cem Anos de Itabuna, o literário afirma que painel criado pelo artista baiano Genaro de Carvalho, localizado no centro da cidade, sofre com a indiferença das autoridades locais. “Uma amarga agressão a uma peça artística tão valiosa, de inegável valor, do patrimônio de um município onde nasceu Jorge Amado, o autor mais lido da língua portuguesa”, lamenta.

Lançada em 1953, a obra retrata a civilização da lavoura do cacau – tradição na região – e do povo grapiúna. Signos, símbolos e ícones revelam o desenvolvimento cultural e valores da sociedade itabunense, reproduzindo fielmente a luta diária do trabalhador rural. Restaurada pela última vez em 2011, Cyro afirma que “o painel sofre os mesmos abandonos de tempos passados”. “Até quando vai continuar essa indiferença, deixando o que é belo ao imenso largado do sabor da sorte”, alerta.

Fernando da Rocha Peres fala nesta quinta-feira sobre a Guerra de Canudos

Nesta quinta-feira (05.10), a Academia de Letras realiza a palestra Canudos: a pregação do conselheiro, sob a condução do imortal Fernando da Rocha Peres. A discussão acontece em meio às celebrações pelos 120 anos do fim da Guerra de Canudos, confronto ocorrido de 1896 a 1897, na Bahia, entre o Exército Brasileiro e integrantes de um movimento popular religioso liderado por Antônio Conselheiro. O encontro será às 17h

Evelina Hoisel será empossada na Academia de Ciências da Bahia

A presidente da Academia de Letras da Bahia, Evelina Hoisel, tomará posse nesta quarta-feira (04.10) na Academia de Ciências da Bahia. A cerimônia acontece no salão nobre da reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no bairro do Canela, às 18h. Ela assume como membro titular na categoria ‘Artes’. Hoisel será ainda a responsável pelo discurso de saudação em nome dos novos acadêmicos.

ALB realiza palestra com organizador do livro sobre Manuel da Nóbrega

A Academia de Letras da Bahia promove, no dia 10 de outubro (terça-feira), palestra com o membro correspondente da instituição e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Paulo Roberto Pereira, organizador da edição comemorativa do 5º centenário de nascimento de Manuel da Nóbrega. Na ocasião, Pereira fará o lançamento da obra completa sobre o famoso padre português, responsável por chefiar o primeiro grupo de jesuítas no país, em 1549. O evento conta também com o apoio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Universidade Federal da Bahia (Ufba), Editora PUC-Rio e Edições Loyola. Aberto ao público, o encontro inicia às 17h.

“Artesanato da Bahia” é o novo livro do acadêmico Guilherme Radel

O engenheiro civil e imortal Guilherme Radel lançou, na última quinta-feira (28.09), o livro Artesanato da Bahia. O evento aconteceu na sede da Academia de Letras da Bahia, no bairro de Nazaré, e reuniu amigos e familiares do escritor. Com obras já publicadas que destacam peculiaridades da culinária baiana, Radel desta vez optou por mostrar os aspectos do artesanato como um ofício cultural do estado.

Contendo cerca de 400 fotos, a publicação esmiúça de maneira clara o significado do artesanato, mostrando desde as suas origens na Bahia até influências dos aborígenes, portugueses, franceses e escravos para a evolução da técnica. São elencados segmentos do trabalho como cerâmica, madeira, couro, palha, cipó, fibra, linha, dentre outros elementos utilizados pelos artesãos. O livro tem coautoria de Maria Radel, filha do acadêmico, que, em parceria com o fotógrafo Aldo Mascarenhas, percorreu o interior da Bahia para documentação das imagens e entrevistas com especialistas sobre o assunto.

Antes da sessão de autógrafos, o intelectual abordou em palestra os modos de preparo das bebidas artesanais alcoólicas e não alcoólicas do Estado. Ao todo, Guilherme Radel já escreveu seis livros. São eles: A cozinha africana da Bahia; A cozinha sertaneja da Bahia: as origens, a evolução e as receitas da cozinha sertaneja baiana; A Cozinha Praiana Da Bahia; A Doçaria Da Bahia; A cozinha sertaneja da Bahia.