ALB homenageia centenário de nascimento de Itazil Benício dos Santos

A Academia de Letras da Bahia fará uma homenagem ao centenário de nascimento (1917-2017) do médico radiologista Itazil Benício dos Santos, que ocupou a Cadeira nº 12 da instituição literário, hoje sob a condução do também médico e escritor Aramis Ribeiro Costa. A sessão especial acontece no dia 28 de novembro (terça-feira), às 17 horas. Haverá ainda o lançamento de um livro sobre a obra do homenageado.

Nascido em Itabuna, Itazil Benício dos Santos diplomou-se em 1931 pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Membro titular da Academia de Medicina da Bahia, publicou doze livros sobre o tema e outras seis obras literárias. O evento é aberto ao público.

  Capa do livro que será lançado no dia 28

Inscrições abertas para o curso de formação e gestão de coleções especiais

A Academia de Letras da Bahia, em parceria com o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) e o Grupo de Estudos Interdisciplinares da Raridade Documental (GEIRD), realiza de 20 a 22 de novembro o Curso de Formação e Gestão de Coleções Especiais. O objetivo é fornecer uma visão conceitual e prática de coleções bibliográficas especiais, além de proporcionar aos alunos uma compreensão do conceito, papel e desenvolvimento organizacional das coleções especiais.

Ministrado pelo professor Fabiano Cataldo de Azevedo, docente da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e International Federation of Library Associations (IFLA), o evento custará R$80 com direito a material didático e certificado. Serão disponibilizadas 60 vagas. O curso acontece sempre das 13h às 18h. As inscrições poderão ser realizadas através deste link. A Academia de Letras da Bahia está localizada na Av. Joana Angélica, nº 198, bairro de Nazaré. Maiores informações através dos números (71) 3329-4463 / 3321-4308.

Curso Jorge Amado homenageia obra de Myriam Fraga

A poeta Myriam Fraga foi homenageada durante o Curso Jorge Amado, realizado na última quinta-feira (9.11), na sede da Academia de Letras da Bahia, no bairro de Nazaré. Amiga pessoal e estudiosa da obra de Jorge Amado, Fraga, que faleceu em 2016, dirigiu por 30 anos a Fundação Casa de Jorge Amado, hoje sob a gerência da sua filha, Ângela Fraga. Ela foi lembrada durante os quatros dias de colóquio, que discutiu também os 80 anos do lançamento do livro Capitães de Areia, escrito em 1967 pelo autor baiano.

A presidente da ALB Evelina Hoisel fez a releitura de uma entrevista concedida por Myriam Fraga em que a intelectual atesta a condição visceral e corporal da poesia enquanto vida pulsante.
“É uma relação que envolve corpo e espírito, e em que me realizo totalmente. A escrita é uma forma de poder que se alimenta à sua própria substância, que precisa se reinventar sempre, para que possa dar continuidade e sentido a esses faz de contas que é a própria vida. Não saberia viver sem escrever. Escrevo por impulso, por necessidade e por prazer, e por vício também, é claro, mas, muitas vezes, também escrevo para apaziguar os temores. Existe o prazer, mas existe também o sofrimento. Às vezes, escrever é um trabalho penoso, que nos exaure, nos vira pelo avesso, e pode resultar em realização, e aí é o prazer, ou em frustração, aí que é o aspecto doloroso. Quando não estou escrevendo, estou pensando em escrever. Estou sempre reescrevendo o mesmo texto até encontrar a forma que me parece mais adequada para expressar meus sentimentos. Simplesmente, escrevo para sobreviver”, expressou Fraga à época.

Myriam exerceu o cargo de vice-presidente da ALB, sodalício que, desde 1985, ocupava a Cadeira nº 13. “Ela é um ausente sempre presente”, disse Hoisel. A mesa redonda, conduzida pela acadêmica Edilene Mattos, contou com a participação das professoras Antonia Herrera, Cássia Lopes e Lígia Telles, todas docentes da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Um dos assuntos tratados foi o último livro publicado em vida pela poeta, Rainha Vashti, em 2015. A obra narra a história da monarca que foi destituída do cargo após ter desobedecido à ordem de expor a sua beleza física perante o rei Xerxes (Assuero) e seus convidados. Fato que resultou na ascensão de Ester à condição de rainha da Pérsia. Antes da sua morte, aos 78 anos, Myriam Fraga organizou ainda uma coletânea de poesias intitulada Poemas. O livro foi lançado este ano durante a programação da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô).

 

Academia de Letras da Bahia lamenta o falecimento de Moniz Bandeira

Com grande pesar, a Academia de Letras da Bahia comunica o falecimento do professor, historiador e cientista político Luiz Alberto de Viana Moniz Bandeira, membro correspondente da ALB, ocorrido na sexta-feira (10.11), na Alemanha. Um dos mais notáveis intelectuais brasileiros e um pioneiro no estudo das relações internacionais, ele estava radicado na cidade alemã de Heidelberg e era cônsul honorário do Brasil. Ele tinha 81 anos. Deixa sua esposa, Margot Bender, e o filho, Egas.

Em 2015, Moniz Bandeira foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura pela União Brasileira de Escritores (UBE), em reconhecimento pelo seu trabalho como “intelectual que vem repensando o Brasil há mais de 50 anos”. Em 2016, foi homenageado na UBE com o seminário “80 anos de Moniz Bandeira”, ocasião em que sua obra foi destacada por importantes personalidades do meio acadêmico, político e diplomático.

Além de influente intelectual, Moniz Bandeira teve uma importante trajetória de militância política, filiado ao Partido Socialista Brasileiro. Sua posse como membro correspondente na Academia de Letras da Bahia ocorreu em 8 de agosto de 2000.

ALB discute possível intercâmbio cultural com a embaixada da Índia

 

Presidente Evelina Hoisel (à esquerda) se reuniu com Abhay Kumar (centro) na sede da ALB

A presidente da Academia de Letras da Bahia, Evelina Hoisel, se reuniu, no dia 01 de novembro (quarta-feira), com o ministro conselheiro da Índia, Abhay Kumar. O encontro, ocorrido no Solar Góes Calmon, discutiu um possível intercâmbio literário entre as entidades.

Encarregado de negócios da embaixada da Índia no Brasil, Abhay Kumar anseia promover – nas instalações da ALB – o programa intitulado “Chá com Letras”. O projeto, idealizado pelo próprio Kumar, reúne renomados escritores e poetas brasileiros, assim como indianos, em uma discussão sobre aspectos da literatura mundial. A ideia é convidar para o debate importantes figuras literárias e culturais de Salvador (BA).

Curso Jorge Amado tem início na Academia de Letras da Bahia

Os 80 anos da publicação do clássico livro escrito por Jorge Amado, Capitães de Areia, será um dos temas de destaque da programação deste ano do curso que leva o nome do autor baiano. Iniciado nesta terça-feira (07.11), na sede da Academia de Letras da Bahia, o evento segue até a próxima sexta-feira (10.11) debatendo aspectos sobre a obra deste renomado nome da literatura brasileira.

Na abertura do encontro, a presidente da ALB Evelina Hoisel destacou a importância do curso – chega à sua sétima edição – para o calendário acadêmico da instituição. “Já é uma tradição. Ele é muito importante não apenas do ponto de vista institucional, mas, sobretudo, afetivo”, disse. A poetisa e imortal Myriam Fraga será também homenageada durante os debates. Falecida em 2016, ela foi a grande a responsável por iniciar as discussões sobre o escritor dentro do sodalício baiano. “A Fundação Casa de Jorge Amado vem cumprir uma das suas missões: a de manter a chama da obra de Jorge Amado sempre viva; trazer um polo de discussões sobre a nossa literatura”, afirmou Ângela Fraga, que assumiu a gestão da entidade após a morte da mãe.

Lançado em 1937, Capitães de Areia faz referência aos meninos de rua da cidade de Salvador, menores cuja vida desregrada e marginal é explicada, de uma forma geral, por tragédias familiares relacionadas à condição de miséria. “Jorge Amado consegue trazer para o texto o que estava lá dentro no seu interior perturbando numa incansável repetição de imagens hegemônicas em formas de vozes que adentravam o seu mundo”, explicou Edilene Mattos, professora da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e ocupante da Cadeira nº 13 da Academia de Letras da Bahia.
Para ela, apesar dos 80 anos desde o seu lançamento, a obra “permanece extremamente atual”. “Traz feridas que não cicatrizam. O romance dialoga com o jornal, a poesia, teatro e cinema”, concluiu ela, em alusão às montagens sobre a obra já realizadas no País por inúmeras manifestações artísticas. Ainda no primeiro dia, houve ainda o lançamento do livro digital (E-book) Dona Flor e seus dois maridos, outro grande sucesso publicado pelo intelectual baiano.

Programação

Sessões de comunicações com pesquisadores, lançamentos e feira de livros, além de mesas redondas são algumas das atividades previstas pelo curso. Estudos literários sobre o autor serão apresentados ao logo dos quatro dias de colóquio. Os encontros acontecem sempre a partir das 14 horas.

Confira a programação completa, participe!

Estudo revela a diversidade do português brasileiro

Foram mais de 250 mil quilômetros percorridos ao longo de 20 anos. O equivalente a sete voltas ao redor da terra. Os números correspondem ao projeto Atlas Linguístico do Brasil, estudo pioneiro que descreve a realidade linguística brasileira no que tange a língua portuguesa. Conduzido pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) – através do seu Instituto de Letras – em parceira com outras 12 universidades brasileiras, os resultados da pesquisa, iniciada em 1996, foram apresentados na última terça-feira (31.10), na sede da Academia de Letras da Bahia, pelas professoras Suzana Alice Marcelino Cardoso, Jacyra Andrade Mota, Silvana Ribeiro e Marcela Paim.

Com mais de 3.500 horas de gravações documentadas ao longo de 250 localidades visitadas por todo o país, “do Oiapoque ao Chuí”, como avalia a coordenadora do projeto Suzana Alice Marcelino, o Atlas Linguístico do Brasil chega à sua segunda publicação dialogando com questões ligadas à fonética, morfossintaxe, léxico, pragmática, metalinguística, dentre outras tantas áreas da nossa língua materna. “Um questionário padrão – seguindo a descrição e interpretação linguística – foi utilizado com homens e mulheres de diferentes faixas etárias e níveis de escolaridade. Essa perguntas levaram ao perfil honesto da nossa língua”, destacou.

Ela explicou que todo o trabalho é focado na geossociolinguística, que centraliza aspectos que vão desde a variação geográfica até a variação social do investigado. “Entendemos que a língua se diferencia conforme o espaço que ela é falada e conforme as características social do falante que dela fazem uso”, apontou. A definição dos locais estudados, que incluiu 25 capitais, seguiu critérios como a densidade demográfica do lugar.

Nossa língua

A professora emérita da Ufba e imortal da ALB acentuou em sua fala quatro aspectos que definem a língua portuguesa. “Primeiro, toda língua é um instrumento oral de comunicação. Um segundo ponto: o papel primordial dela é a intercomunicação; oferecer a possibilidade do entendimento entre os interlocutores. O terceiro parâmetro é que a língua se desenvolve no curso da história. E, por fim, a língua é um sistema; ou seja, um conjunto de possibilidades que oferece para que o seus usuários possam fazer uso dela, e cada coletividade vai configurar a sua modalidade de uso”, disse.

O volume três do Atlas já encontra-se em fase de editoração e, apesar dos 20 anos de pesquisa, a ideia é dar continuidade ao projeto com a concepção de mais três volumes. “A variação da língua está em curso e vem revelando a diversidade do português brasileiro. O Atlas nos indica a unidade do português brasileiro. Tem para isso uma função social muito grande, sobretudo para auxiliar na configuração do ensino e aprendizagem da língua materna”, concluiu.

 

Mesa redonda aborda aspectos da literatura e tradição africana

Uma mesa redonda organizada pelo acadêmico Ordep Serra tratará, no dia 16 de novembro (quinta-feira), sobre os aspectos envolvendo a literatura e a tradição africana. O evento acontece na sede da Academia de Letras da Bahia, no bairro de Nazaré, às 17 horas. O imortal estará acompanhado na discussão da escritora Marina Martinelli e do professor Xavier Vatin. A entrada é aberta ao público.

Myriam Fraga será homenageada durante o Curso Jorge Amado

Durante a programação do Curso Jorge Amado, que acontece de 07 a 10 de novembro, na sede da Academia de Letras da Bahia, a imortal e poeta Myriam Fraga será homenageada com um ciclo de palestras sobre a sua obra literária. Conduzido pelas professores Antônia Herrera, Cássia Lopes, Evelina Hoisel e Lígia Telles, o encontro acontece na quinta-feira (9), às 17h. A entrada é gratuita. Fraga faleceu em 2016. À época ela exercia o cargo de vice-presidente da ALB, instituição onde ocupou a Cadeira nº 13 por mais de 30 anos.