Editora espanhola publica livro de poesia do acadêmico Cyro de Mattos

A Editora Verbum, com sede na cidade de Madri, Espanha, acaba de publicar o livro Donde Estoy y Soy (Onde Estou e Sou), gênero poesia, do escritor e acadêmico Cyro de Mattos. O ficcionista e poeta alcançou a marca de doze livros publicados na Europa, sendo quatro em Portugal, cinco na Itália, um na França, um na Espanha e um na Alemanha.

Criada há 27 anos, a Editora Verbum é uma das mais importantes da Espanha, com uma rede de distribuição de livros que alcança a Europa, América e Ásia. Seu catálogo supera mais de 1000 títulos e 1500 autores, dentre eles figuras conhecidas do grande público como Rubén Darío, José Martí, Mario Vargas Losa, Gabriel Garcia Marques, Fernando Pessoa, Unamuno, Cervantes, Garcia Lorca e Alfredo Pérez Alencart.

Os contos e poemas de Cyro de Mattos estão incluídos ainda em antologias literárias importantes de Portugal, México, Espanha, França, Itália, Dinamarca, Rússia e Estados Unidos. É autor premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Donde Estoy y Soy possui tradução e prefácio do poeta espanhol-peruano Alfredo Pérez Alencart, e posfácio do poeta e filólogo mexicano Juan Angel Torres Rechy, ambos professores da Universidade de Salamanca.

 

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Palestra na ALB destaca obra do poeta Castro Alves

Os 171 de anos de nascimento do poeta baiano Castro Alves – comemorado no último dia 14 – será celebrado pela Academia de Letras da Bahia em palestra comandada pela professora e acadêmica Edilene Matos. A discussão destacará aspectos da obra do intelectual, morto precocemente aos 24 anos. Intitulada Castro Alves: uma visitação crítica, o debate apresentará trechos de textos de sua autoria que o tornaram conhecido popularmente como o “poeta dos escravos”. O encontro inicia às 17h, no Solar Góes Calmon, bairro de Nazaré. A entrada é aberta ao público.

Academia de Letras da Bahia recebe painel do Fórum Social Mundial para homenagear Henryane de Chaponay

Um dos eixos temáticos do Fórum Social Mundial (FSM), que pela primeira vez acontece em Salvador (BA), de 13 a 17 de março, ganhou ainda mais força ao ser discutido na noite desta quarta-feira (14.03) na sede da Academia de Letras da Bahia, no Solar Góes Calmon, em Nazaré. O papel feminino na luta por uma sociedade cada vez mais igualitária foi a tônica da sessão intitulada “As mulheres que mudam o mundo”, organizada com o apoio do acadêmico Ordep Serra.

O principal nome reverenciado foi o da francesa Henryane de Chaponay – aos 93 anos e presente à cerimônia –, ativista do Fórum Social Mundial desde a sua criação, ela participou diretamente da emancipação de várias nações africanas. No Brasil, se interessou pelas questões do país após conhecer Josué de Castro, Miguel Arraes e Paulo Freire. Aqui, ficou conhecida como “condessa vermelha” por sua relação com os movimentos de resistência à ditadura militar e suas relações familiares com a aristocracia européia. “Responsável pela construção de redes de cidadania pelo mundo”, revelou um dos presentes. “Essa homenagem não é apenas para mim, mas também às mulheres que lutam pelas causas sociais e muitas vezes são invisíveis. Dedico a todas as pessoas que conheci no Brasil, seja homem ou mulher, e que contribuíram para fazer um mundo melhor”, disse Chaponay ao ser aplaudida de pé pelo público formado na sua maioria por brasileiros e franceses.

Carminda Mac Lorin, uma das articuladoras do Comitê de Organização do Fórum Social Mundial, revelou que as mulheres contribuíram para introduzir um novo paradigma de organização do FSM, no qual, segundo ela, “se estabeleceu “vínculos” tendo como premissa os cuidados com os demais”. “Uma das melhores maneiras de fazer politica são os seus vínculos de amizade dentro da política. Temos que imaginar uma história na política onde os atores e atrizes não são apenas os que estão no palco principal, mas que reconhecem também as pessoas que estão por trás; que apoiam o que fazemos, a exemplo da moça que abre a porta para nós”, afirmou. São esperados nos cinco dias de debates do Fórum Social Mundial cerca de 50 mil pessoas. As discussões estão acontecendo por diversos espaços da capital baiana.

 

 

Réplica do busto de Arlindo Fragoso é inaugurada na sede da Academia de Letras da Bahia

Em continuidade às celebrações do centenário da Academia de Letras da Bahia, que se encerram no dia 10 de abril, a entidade inaugurou na última quinta-feira (08.03) uma réplica do busto do engenheiro Arlindo Fragoso, fundador da instituição literária e da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Em 2013, o busto original de bronze foi furtado da sede da ALB juntamente com o do historiador Pedro Calmon. A homenagem foi uma doação da Fundação Gregório de Mattos. Feito de fibra, o busto foi moldado pelo artista plástico Jose Dirson Argolo. A visitação é aberta ao público.

O evento ainda contou o lançamento da Revista nº 56 e do 4º anuário da ALB. Para ter acesso a todo o conteúdo, clique aqui.

Ano acadêmico inicia com destaque para o Dia da Mulher

No dia em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher, a Academia de Letras da Bahia iniciou as suas atividades para o ano de 2018. A data de 08 de março (quinta-feira) simbolizou a retomada das discussões especialmente para reforçar a importância das mulheres na sociedade. Em conferência, a imortal e etnolingüista Yeda Pessoa de Castro debateu a literatura baiana nas vozes de escritoras negras contemporâneas e aproveitou para criticar a “visão preconceituosa e machista” que perdura no Brasil.
“Participamos de uma sociedade onde nós mulheres somos vítimas de um machismo endemicamente ‘arregado’, que projeta nossa imagem na concepção de vigente da boca do povo como ‘criatura insidiosa’, com ‘arte do diabo’, como “o próprio diabo em forma de gente’…”, disse. Ela condenou o pensamento misógino ainda presente na população. “Sempre nós quem provocamos o apelo sexual. Somos as responsáveis diante de uma visão preconceituosa, machista, que muito nos incomoda”, afirmou.

A intelectual apontou o amparo às raízes negras africanas como forma de enfretamento ao preconceito. “Essa história quando se reveste de resistência e combate a injúrias, a intolerância religiosa, a homofobia, e todo tipo de discriminação e perseguição feita às mulheres, ela se fortalece se nós nos ampararmos no espelho do conhecimento das nossas raízes negras africanas, da nossa ancestralidade guardada na memória dos nossos antigos, da África como berço da humanidade…” explicou.

Homenagens

Estudiosa de línguas africanas, com doutorado pela Universidade Nacional do Zaire, na República Democrática do Congo, Yeda Pessoa de Castro relembrou a trajetória de duas escritoras baianas, negras, segundo ela desconhecidas do grande público.
“Nivalda Costa (in memorian) e Aline França não tiveram o reconhecimento merecido, apesar de serem figuras onde a voz e as mensagens – pioneiramente – ressoam heroicizando o povo negro. Escritoras negras cujas vozes na sua maioria ainda não ressoaram nos umbrais das nossas academias, com a razão e o silêncio secular que lhe foi imposto na condição de negra e mulher”, concluiu. Uma apresentação do primeiro afoxé feminino do Brasil, as Filhas de Gandhy, encerrou o encontro.

 

Editora italiana publica livro do acadêmico Cyro de Mattos

Depois de lançar no ano passado a antologia “Poesie Brasiliane della Bahia” (Poesia Brasileira da Bahia), a Editora Aracne, de Roma, Itália, traduziu agora para o italiano o livro de poesia infantil “ Il Bambino Camelô” (O Menino Camelô), do acadêmico e escritor Cyro de Mattos. O livro é destinado a garotada amante de versos de pé requebrado, bem bailados e esticados, para brincar com bichos, de circo e com flores. Quando publicado no Brasil, em 1992, conquistou o Grande Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes. A ensaísta e professora doutora da USP, Nelly Novaes Coelho, destacou as qualidades da obra: “Li e reli com vagar “O Menino Camelô”. Uma delícia! Ternura, graça, ludismo e ritmo ágil que arrasta o leitor (pequeno ou grande)”, disse à época.

Cyro de Mattos possui mais de 60 livros publicados no Brasil, Portugal, Itália, França, Espanha e Alemanha. Autor premiado, é poeta, contista, romancista, cronista, organizador de antologia e escritor de livros para meninos e jovens.

Sessão na ALB homenageia as “mulheres que mudam o mundo”

No próximo dia  14 de março, quarta-feira, a Academia de Letras da Bahia, em sessão conjunta com o Fórum Social Mundial, de que participará pela primeira vez, fará uma homenagem às mulheres que mudam o mundo, na cerimônia representadas por Henryane de Chaponay, uma das primeiras colaboradoras do FSM e apoiadora de movimentos em prol da cidadania na Europa, na Ásia, na África e nas Américas.

Horário: 19:00 horas

Local do evento: Academia de Letras da Bahia