Acadêmicos se despedem de Suzana Alice Marcelino Cardoso

“Inacreditável”. A expressão partiu da presidente da Academia de Letras da Bahia Evelina Hoisel ao exprimir o seu pesar pela morte da acadêmica e amiga Suzana Alice Marcelino Cardoso, no último dia 2. “Estava em plena atividade intelectual”, lamentou ela em seguida. Os imortais da instituição literária se reuniram nesta quinta-feira (10.05), no Solar Góes Calmon, em Nazaré, para relembrar a passagem da professora emérita da Universidade Federal da Bahia (Ufba) pelo sodalício baiano. “No pouco tempo em que esteve aqui – a pesquisadora havia sido empossada em 2016 – ela conseguiu estar presente em todos os sentidos, sempre muito atenta às discussões; participativa”, disse um dos confrades. “Antes da ALB não a conhecia, mas tive uma identificação muito forte com o seu trabalho”, completou outro. “Uma pessoa sempre muito alegre”, descreveu mais um acadêmico.

Em uma das últimas suas apresentações na casa de cultura, Suzana ALice destacou o seu trabalho sobre o projeto Atlas Linguístico do Brasil, estudo pioneiro que descreve a realidade linguística brasileira no que tange a língua portuguesa – exercia o cargo de diretora presidente. No final de 2017, a docente lançou ainda o livro Casa-de-Nós-Todos. Um umbuzeiro…sem umbuzada. Prestes a completar 81 anos, a acadêmica faleceu de causas naturais em sua residência. Seguindo o regimento interno da Academia, uma “Sessão da Saudade” será agendada em até 90 dias com a presença de amigos, imortais e familiares da docente.

 

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