Academia de Letras da Bahia promove nesta segunda-feira Encontro Literário Brasil-Espanha

A Academia de Letras da Bahia promove nesta segunda-feira, dia 1o de outubro, a partir das 17 horas, em sua sede, no bairro de Nazaré, o 1o Encontro Literário Brasil-Espanha. O evento é uma iniciativa conjunta com o Consulado Geral da Espanha no Nordeste/Embaixada da Espanha no Brasil e contará com a participação dos renomados escritores Santiago Roncagliolo e Ignácio Peyró.

Santiago Roncagliolo é natural do Peru (Lima, 1975) e escreve sobre o medo, desde a história política até a vida cotidiana.  Sua última novela intitula-se “La Noche de los Alfileres”. Além disso, publicou as novelas negras “La Pena Máxima” e “Abril Rojo” (Prêmio Alfaguara e Independent Prize of Foreign Fiction), o thriller psicológico “Tan Cerca de la Vida” e as comedias ácidas “Óscar y las Mujeres” e “Pudor”, esta última levada ao cinema.

Como jornalista, é autor de uma trilogia de histórias reais sobre o século XX hispano: “La Cuarta Espada”, “El Amante Uruguayo” e “Memorias de una Dama”, considerado o último livro censurado da América Latina.  A revista Granta o selecionou como um dos melhores escritores de sua geração em espanhol. O jornal inglês The Guardian colocou “Abril Rojo” entre as grandes novelas escritas sobre o Peru. Carlos Fuentes o nomeou como um dos melhores escritores da sua geração em espanhol.

Já o escritor espanhol Ignacio Peyró é autor de “Pompa y circunstancia – Diccionario sentimental de la cultura inglesa”, e de “La vista desde aqui – Una conversación con Valentí Puig”. Tradutor e prologuista de obras de Evelyn Waugh, Louis Auchincloss, J. K. Huysmans, Rudyard Kipling, Valle-Inclán o Augusto Assía, entre outros, dirigiu e coordenou a edição de “Lo mejor de Ambos Mundos”. É ainda autor de diversas monografias sobre arte, e participou de obras coletivas como o “Atlas de literatura universal”.

Em seu itinerário jornalístico, depois de começar como correspondente político do El Confidencial Digital, foi colunista e redator chefe de Cultura de La Gaceta de los Negocios.  Em 2012 fundou e dirigiu a publicação Ambos Mundos, um projeto de jornalismo cultural na internet onde reuniu algumas das melhores plumas do país. Além disso escreveu crônica política espanhola para meios latino-americanos como El Comercio de Lima, El Nuevo Siglo de Bogotá ou El Nacional de Caracas. Também foi, durante mais de dois anos, conselheiro da agência EFE.

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Academia sedia Encontro Literário Brasil-Espanha

O Consulado Geral da Espanha no Nordeste/Embaixada da Espanha no Brasil e a Academia de Letras da Bahia promovem no dia 1 de outubro, a partir das 17 horas, o 1o Encontro Literário Brasil-Espanha, que contará com a participação dos escritores Santiago Roncagliolo e Ignácio Peyro. O evento ocorrerá na sede da ALB, no bairro de Nazaré.

Academia de Letras lança Carta Aberta aos candidatos ao Governo baiano

A Academia de Letras da Bahia lançou CARTA ABERTA aos candidatos ao Governo do Estado em defesa da cultura baiana e solicitando que firmem compromisso público para a realização de medidas que venham a favorecer áreas como Literatura, Patrimônio Cultural e Ambiental e Difusão Cultural. O documento foi aprovado pelos acadêmicos reunidos em sessão ordinária na sede da ALB no dia 18 de setembro, sob coordenação da presidente da instituição, Evelina Hoisel.

Entre as sugestões aprovadas, a Academia requer que o Governo do Estado invista pelo menos 5% do seu orçamento em cultura e que articule diversas esferas públicas e privadas, com participação da sociedade nas decisões de seus investimentos. Sugere ainda a criação de um Centro de Referência da Cultura Baiana para documentar, analisar, preservar e divulgar a cultura material e imaterial da Bahia.

Veja a carta na integra:

A Academia de Letras da Bahia, consciente do enorme patrimônio cultural do Estado, e preocupada com a fragilidade de suas instituições culturais, ameaçadas por acidentes como o que destruiu o Museu Nacional do Parque da Boa Vista do Rio de Janeiro, apela aos candidatos ao Governo do Estado no sentido de firmarem um compromisso público em defesa da Cultura Baiana, ao tempo que formula as seguintes sugestões para inclusão em seus planos de governo.

PARTICIPAÇÃO, PLANEJAMENTO E GESTÃO DA CULTURA

a– Investir pelo menos 5% do orçamento do Estado em cultura. b – Fortalecer o Fundo de Cultura do Estado, articulando diversas esferas públicas e privadas, com participação da sociedade nas decisões de seus investimentos. c – Consolidar o funcionamento do Conselho de Cultura da Bahia com maior participação das associações culturais e universidades públicas do Estado. d – Elaborar, de forma participativa e propositiva, o Plano de Cultura articulado com os demais planos territoriais e setoriais de desenvolvimento do Estado. e – Garantir a continuidade administrativa dos Planos de Cultura. f – Rever os critérios de apoio financeiro às associações culturais da sociedade baiana, buscando um melhor equilíbrio entre as mesmas. g – Criar um Centro de Referência da Cultura Baiana para documentar, analisar, preservar e divulgar a cultura material e imaterial da Bahia: arte, artesanato, literatura, teatro, dança de roda, capoeira, cinema, música, culinária etc.

LEITURA E LITERATURA

a – Dotar todos os municípios baianos de bibliotecas e recuperar as existentes, em especial a Biblioteca do Estado, no Barris. b – Criar uma biblioteca digital dos autores baianos, do passado e do presente, como apoio ao ensino fundamental e secundário. c – Incluir autores baianos nos livros-textos adotados nas escolas públicas do Estado. d -Recuperar os arquivos baianos, especialmente os do Estado da Bahia, de Cachoeira e de Rio de Contas e dotar dos meios para seu pleno funcionamento. e – Financiar a publicação de livros de caráter pedagógico e cultural por instituições públicas e privadas com conselhos editoriais. f – Reabertura da livraria dedicada à divulgação do livro baiano.

PATRIMÔNIO CULTURAL E AMBIENTAL

a – Adotar políticas culturais e ambientais que valorizem as dimensões material e imaterial do nosso patrimônio como parte do programa de desenvolvimento socioeconômico do Estado. b – Dotar recursos para a recuperação dos parques e sítios arqueológicos, históricos, culturais e naturais do Estado, em especial a requalificação dos centros antigos de nossas cidades. c – Instalar sistema de detecção e combate ao fogo adequado a seus acervos em todos os museus, arquivos e bibliotecas do Estado. d – Preservar territórios tradicionais da cultura dos povos historicamente marginalizados.

FORMAÇÃO, CRIAÇÃO E DIFUSÃO CULTURAL

a – Implantar escolas-parques de educação integral, na capital e no interior, como as idealizadas por Anísio Teixeira, visando a iniciação artística de jovens baianos. b – Criar prêmios literários e bolsas para a realização de estudos sobre temas de interesse baiano. c – Instalar um laboratório de criação de vídeos e games para jovens baianos. d – Realizar concursos para residências artísticas anuais na Bahia. e – Criar e divulgar um calendário artístico-cultural baiano com as festas populares e a realização de festivais, salões de arte, espetáculos teatrais e musicais, na capital e no interior. Carta aprovada em sessão ordinária da ALB, realizada em 18 de setembro de 2018.

Dom Emanuel aborda relação da Ordem de São Bento com a cultura

O acadêmico Dom Emanuel D’Able do Amaral, arquiabade do Mosteiro de São Bento,  fez uma palestra na Academia de Letras da Bahia sobre o tema “ A Ordem de São Bento e a Cultura”, quando destacou a importância da ordem beneditina no mundo e a sua contribuição para a cultura de diversos países, entre os quais o Brasil. A palestra ocorreu no dia 13 de setembro, às 17 horas.

Veja a síntese da palestra:

 

 

A Ordem de São Bento e a Cultura

São Bento, fundador dos monges beneditinos, nasceu em Núrsia, na Úmbria, Itália em 480 e faleceu no Mosteiro de Montecassino no ano de 547.

A Regra escrita por São Bento conquistou todo o monaquismo ocidental.  Qual foi a contribuição desta Regra e dos monges beneditinos à cultura?

Embora as atividades de um mosteiro na época de São Bento fossem simples com trabalhos dentro do mosteiro e da agricultura ao redor da abadia, percebemos pela Regra que São Bento deu grande importância à leitura da Sagrada Escritura e aos Santos Padres. Os monges deveriam ser alfabetizados. Temos na Regra momentos de leitura em comum no oratório e no refeitório. Temos também muito tempo para a leitura individual. Todos os mosteiros tinham sua “biblioteca”, local onde eram guardados os códices. Cada mosteiro possuía também seus monges “copistas” que tinham a função de copiar textos para a liturgia e  a leitura dos irmãos. Com o tempo os copistas passaram a copiar tudo que lhes caía nas mãos e os monges ampliaram seu universo, lendo esses textos.

Com a destruição de Montecassino pelos lombardos em 590, os monges passaram a habitar em Roma, iniciado a experiência do monaquismo urbano, com serviços litúrgicos celebrados nas basílicas romanas. É nesta época que o canto gregoriano começou a ser organizado pelo Papa Gregório Magno (540-604).

Segundo a tradição São Mauro (Santo Amaro) levou a Regra à Gália e Plácido a levou para a Sicília, tornando-se o protomártir da Ordem. Gregório Magno se tornou papa em 590 e confiou a evangelização das ilhas britânicas a Santo Agostinho de Cantuária e a seus 40 confrades, monges beneditinos. Os monges levaram às ilhas britânicas educação e cultura. Das ilhas britânicas se voltaram para o continente europeu. Começando pela Alemanha e subindo para o norte da Europa e depois para o leste e para o oeste, levando a liturgia romana, costumes, e divulgando a língua latina.

A arquitetura monástica assumiu o românico.  A partir do século VII, essa arquitetura romanica passou a ser acolhida pelos “arquitetos beneditinos” e foi levada a toda Europa, começando pela Inglaterra, através de São Wilfrido e São Bento Biscop. Mais tarde apareceram os estilos  gótico e barroco.

As igrejas passaram a ser decoradas com pinturas murais e mais tarde vitrais. A arte se colocou a serviço da fé: cálices, cruzes, evangeliários com pedras preciosas… Nesse período encontramos os famosos “iluminuristas” que com ouro e outras tintas coloridas compunham os textos para a liturgia.

A educação das crianças e dos jovens teve grande apreço nos mosteiros de monges e de monjas na Idade Média. Os pais levavam os filhos para serem educados nas abadias. A Regra de São Bento e os Diálogos de São Gregório Magno já relatavam isso.

Em 787 o Imperador Carlos Magno, fundou as escolas claustrais. Toda abadia devia ter uma escola para acolher os jovens e educá-los. Com quinze anos o jovem ou deveria permanecer e se tornar monge ou deveria sair livremente. As monjas beneditinas foram as grandes mestras das jovens na Alemanha medieval.

O canto gregoriano se desenvolveu muito, com muitas peças compostas pelos monges para a liturgia, sobretudo dos séculos IX ao XII.

Também a função dos “copistas” se desenvolveu muito na Idade Média. Eles copiaram e transmitiram os textos antigos. Os códices mais antigos são do período de Carlos Magno e de seus sucessores. Toda a cultura clássica antiga chegou até nós graças a esses anônimos copistas.

As bibliotecas cresceram muito com a cópia de novos códices. Os monges-copistas circulavam por toda a Europa, copiando textos. Era o orgulho de uma abadia ter uma rica biblioteca com códices raros. É famosa a frase: “Clastrum sine armário, castrum sine armentario”, “O mosteiro sem livros é como um exército sem armas”.

A Ordem de São Bento teve grandes mestres como Beda, o Venerável (673-735), pai da historiografia inglesa, São Alcuíno de Iork (735-804), mestre de gerações, fundador da Biblioteca e da Escola de York, que foi um centro notável de cultura. Foi chamado por Carlos Magno para instruir a corte e o clero; Santo Anselmo de Cantuária, também chamado Anselmo d’Aosta (1033-1109). Filósofo fundador do escolasticismo. Era discípulo de Lanfranco.

Mais tarde apareceram os monges cirtercienses (uma reforma dos beneditinos) que também deram uma grande contribuição na organização da produção agrícola e na administração, tendo também escritores monásticos.

Com o surgimento das ordens dos frades dominicanos e franciscanos e das Universidades, a educação e a cultura deixaram de ser um monopólio dos monges beneditinos.

No século XVII os maurinos (monges beneditinos da Congregação de São Mauro, na França) tinham como missão os estudos históricos. Por isso se tornaram conhecidos na história da França, por sua cultura e pela produção de muitos talentos como Dom Luc d’Archery, Dom Mabillon e Dom Montfaucon.  Jean de Mabillon (1632-1700), considerado o maior historiador da França na época é o pai da história científica medieval e da paleografia, e seus “Anales” e “Vidas de Santos Beneditinos” colocaram os fundamentos da crítica histórica da Baixa Idade Média e do surgimento religioso do século XI.

Além destes testemunhos citados também sabemos que antes de existirem hospitais, os doentes eram tratados e curados nas enfermarias monásticas. Muitos monges estudaram medicina e farmácia para cuidarem dos confrades e dos leigos. Muitos mosteiros além da enfermaria interna tinham uma enfermaria externa e uma farmácia com um horto para a produção de remédios.

Na Idade Média raramente se encontrava uma “pousada”. Em geral as pessoas se hospedavam nos mosteiros e recebiam os cuidados dos monges.

Cyro de Mattos vence o Prêmio Literário Cidade de Manaus

Concorrendo com cerca de cem candidatos, o escritor e acadêmico Cyro de Mattos conquistou o Prêmio Literário Nacional Cidade de Manaus com o livro de contos “Histórias do Fim do Mundo”.  O prêmio é de cinco mil reais, além de garantir ao vencedor diploma, transporte aéreo  e hospedagem para receber a láurea. A solenidade de premiação será  realizada no Teatro Municipal de Manaus, no dia 23 de outubro, juntamente com os vencedores nas outras categorias.

Constituído de quinze narrativas, o livro “Histórias do Fim do Mundo” tem como foco a criatura humana em suas manifestações  do amor, violência, tristeza, felicidade, encanto e espanto.

Academia promove seminário sobre obra e trajetória de João Carlos Teixeira Gomes

A Academia de Letras da Bahia promove nos dias 3 e 4 de outubro, em sua sede, o seminário “Entre Labirintos e Tesouros – a poética de João Carlos Teixeira Gomes”. Os debates versarão sobre a trajetória e a obra desse importante intelectual baiano, conhecido por sua atuação como jornalista, professor universitário e escritor. Gomes é também membro da ALB, onde ocupa a cadeira número 15. As inscrições para o seminário são gratuitas e podem ser feitas pelo site http://www.even3.com.br

No primeiro dia do evento, a professora Antonia Herrera abordará o tema “ Na Encruzilhada do Fazer Poético – o Labirinto de Orpheu”. O tema “Joao Carlos Teixeira Gomes – O Mago dos Ventos” ficará por conta de Cassia Costa Lopes; enquanto Sandro Ornellas destacará “ Aspectos da Critica de Joao Carlos Teixeira Gomes”. A mediação estará a cargo de Edilene Matos.

O segundo dia do seminário terá como tema “ A Geração Mapa – depoimentos e diálogos” e contará com a participação de Fernando da Rocha Peres, Florisvaldo Mattos e Kátia Borges como debatedores. A mediação será feita por Gerana Damulakis.

 

ALB promove curso sobre ” Negócios Jurídicos Processuais”

A Academia de Letras da Bahia realizou na quarta-feira, dia 19 de setembro, o curso ” Negócios Jurídicos Processuais” , ministrado pelo jurista Fredie Didier, membro da Academia de Letras da Bahia, além de professor da Universidade Federal da Bahia. O curso foi bastante concorrido, lotando o auditório da casa. No mesmo dia, Didier participou de uma sessão de autógrafos dos livros de sua autoria.

A ALB promoverá no mês de outubro (dia 17) outro curso na área jurídica, desta vez sobre o tema ” Uma Visão Geral da Reforma Trabalhista” , a ser ministrado pelo professor Rodolfo Pamplona Filho, presidente da Academia de Letras Jurídicas da Bahia.