Missa de Sétimo Dia por Guilherme Radel

A Academia de Letras da Bahia comunica a todos a realização de Missa de Sétimo Dia em louvor ao escritor Guilherme Radel,recentemente falecido. A celebração acontecerá nesta sexta-feira, dia 18 de janeiro, às 19 horas, na Igreja de Nossa Senhora da Vitória, localizado no Largo da Vitória, em Salvador.

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Academia decreta luto oficial em memória de Guilherme Radel

Ainda entristecida com a perda recente de duas confreiras – a acadêmica e Iyalorixá  Maria Stella de Azevedo dos Santos (Mãe Stella) e a professora, escritora e membro correspondente Heleusa Figueira Câmara –, a Academia de Letras da Bahia comunica, com grande pesar, o falecimento do acadêmico Guilherme Radel.
Estimado por todos os seus pares e pelos funcionários da Casa por sua gentileza, simplicidade e generosidade, Radel era também admirado por sua ampla, consistente e diversificada cultura. Qualidade que o caracterizava, conforme seu amigo, acadêmico e presidente eleito desta Casa, Joaci Góes, como um dos mais importantes polígrafos da Bahia.
Empossado em 9 de outubro de 2014, Radel teve permanência relativamente curta na ALB. Conviveu com seus confrades por apenas quatro anos, o suficiente, entretanto, para cativar a todos com suas palestras e conferências sobre os mais diversos temas.
Guilherme Requião Radel nasceu em 7 de fevereiro de 1930, em Itapagipe, Salvador, formando-se como engenheiro civil e engenheiro eletricista pela Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia. Exerceu atividades múltiplas na vida, como escritor, engenheiro, professor, empresário e pecuarista.
Sua bibliografia surpreende pela diversidade de temas e interesses. Nos livros A cozinha sertaneja da Bahia, (1ª edição e 2ª edição), A cozinha praiana da Bahia (1ª edição e 2ª edição) e A cozinha africana da Bahia (1ª edição e 2ª edição) aborda de forma leve, mas com profundidade, tópicos históricos, sociológicos, etnológicos, econômicos, ecológicos e científicos. Em suas impressões sobre viagem realizada a Cuba, fornece dados históricos, sucessos e insucessos da revolução cubana, formando uma compreensão do ambiente político-social que reina na ilha, analisando as consequências da indefinição de seu futuro.
No livro Aprendiz de fazendeiro, verdadeiro guia de pecuária, enfatiza os ensinamentos dirigidos a pequenos produtores que se dedicam à caprino-ovinocultura. Na área técnica, escreveu A obra pública ou um dos diálogos que Platão não escreveu, que se tornou um clássico entre as publicações técnicas, com 13 edições, entre outros títulos. Fez ainda uma incursão pelo teatro, com A partida, drama em dois atos; pelo romance, no livro A longa viagem; na poesia, na memória e na crônica.
Ocupou, na ALB, a cadeira de número 3, que tem como Patrono Manuel Botelho de Almeida, como fundador o poeta Arthur de Sales, e como antecessores Eloywaldo Chagas de Oliveira e Anna Amélia Vieira Nascimento.
A Presidente Evelina Hoisel decreta luto oficial na Academia de Letras da Bahia por três dias em memória do estimado confrade.