ALB realiza sessão especial em homenagem a Guilherme Radel

A Academia de Letras da Bahia realiza no dia 6 de junho, às 18 horas, uma sessão especial em homenagem ao escritor e acadêmico Guilherme Requião Radel, falecido este ano. A cerimônia terá como orador o próprio presidente da ALT, Joaci Góes.

Guilherme Radel nasceu em 7 de fevereiro de 1930, em Itapagipe, Salvador, formando-se como engenheiro civil e engenheiro eletricista pela Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia. Exerceu atividades múltiplas na vida, como escritor, engenheiro, professor, empresário e pecuarista.

Sua bibliografia surpreende pela diversidade de temas e interesses. Nos livros A cozinha sertaneja da Bahia, (1ª edição e 2ª edição), A cozinha praiana da Bahia (1ª edição e 2ª edição) e A cozinha africana da Bahia (1ª edição e 2ª edição) aborda de forma leve, mas com profundidade, tópicos históricos, sociológicos, etnológicos, econômicos, ecológicos e científicos. Em suas impressões sobre viagem realizada a Cuba, fornece dados históricos, sucessos e insucessos da revolução cubana, formando uma compreensão do ambiente político-social que reina na ilha, analisando as consequências da indefinição de seu futuro.

No livro Aprendiz de fazendeiro, verdadeiro guia de pecuária, enfatiza os ensinamentos dirigidos a pequenos produtores que se dedicam à caprino-ovinocultura. Na área técnica, escreveu A obra pública ou um dos diálogos que Platão não escreveu, que se tornou um clássico entre as publicações técnicas, com 13 edições, entre outros títulos. Fez ainda uma incursão pelo teatro, com A partida, drama em dois atos; pelo romance, no livro A longa viagem; na poesia, na memória e na crônica.
Ocupou, na ALB, a cadeira de número 3, que tem como Patrono Manuel Botelho de Almeida, como fundador o poeta Arthur de Sales, e como antecessores Eloywaldo Chagas de Oliveira e Anna Amélia Vieira Nascimento.

Anúncios

Avena destaca presença feminina na história do Cristianismo

Armando Avena faz palestra sobre a mulher e lança livro

O escritor baiano e acadêmico Armando Avena fez palestra na sede da Academia de Letras da Bahia, no dia  16 de maio, às 17 horas, sobre o tema “A mulher, a religião,e os direitos humanos”. Na palestra, Avena destacou aspectos das Escrituras Sagradas e de textos apócrifos relacionados à presença feminina na história de pregação e crucificação de Jesus Cristo, com destaque para a personagem central do seu livro, Maria Madalena. No livro, intitulado “Maria Madalena: o Evangelho segundoMaria – A História Contada pelas Mulheres”, o escritor enfatiza a inexistência de uma voz feminina como testemunho da missão divina do Cristo.

 

Curso discutiu relações entre Literatura, Direito e Arte

Contando com um número expressivo de participantes, interessados nas relações entre literatura, direito e arte o curso             “Literatura, Direito e Arte”, aconteceu nos dias 6 e 7 de maio, das 14 às 17 horas, na sede da Academia de Letras da Bahia, no bairro de Nazaré. O curso foi ministrado pelos professores Nelson Cerqueira, vice-presidente da Academia de Letras da Bahia, e Rodolfo Pamplona, presidente da Academia de Letras Jurídicas da Bahia,

Dividido em duas etapas, o curso teve o seu primeiro dia dedicado ao tema “O texto jurídico como narrativa e ficção”, com a seguinte subdivisão: O texto da prisão em flagrante/ As múltiplas relações direito, arte e literatura/ Poder e ponto de vista no texto jurídico e literário. Já no dia 7 de maio, foi discutido o tema “Estética e Direito Penal: Pensamento sensível do Direito”, com os subtemas: A arte no mundo da prisão/ Texto jurídico e texto estético/ Literatura e direito em Herman Melville /Giorgio Agamben /Jacques Derrida/ Gilles Deleuze /Cass Sunstein e o minimalismo. Participação do professor Marcos Freitas, da advogada e ilustradora (arte e traço) Larissa Andrade do acadêmico Nelson Cerqueira.

.

Curso abordou Teoria dos Recursos Civis

Reunindo um público interessado no universo jurídico, o curso Atualidades na Teoria dos Recursos Civis foi realizado pelo jurista e acadêmico Fredie Didier Jr. no dia 8 de maio, das 14 às 17 horas, na Academia de Letras da Bahia. O curso teve o objetivo de  expor e simplificar o entendimento do Código de Processo Civil brasileiro de 2015, que promoveu uma série de mudanças na parte geral dos recursos civis e na ordem do processo nos tribunais; algumas, mudanças claras e visíveis; outras, dependem de uma compreensão sistemática dos dispositivos.

Curso de Francisco Senna revela a história de Salvador

O aniversário da cidade de Salvador foi comemorado pela Academia de Letras da Bahia de maneira especial: com a realização do seminário A Cidade do Salvador – 470 Anos de História Através dos Séculos. Foram quatro palestras ministradas, a partir do dia 29 de março, pelo professor e acadêmico Francisco Senna, arquiteto e urbanista, um dos mais respeitados conhecedores da história da capital baiana.

O seminário aconteceu sempre às sextas-feiras, das 16 às 18 horas, no auditório da ALB. Em cada palestra, o acadêmico abordou determinados aspectos da cidade e sua história: a fundação, a consolidação, a evolução, a transformação e a modernização. Com isso, Senna cobriu quatro séculos de história, desde o momento da chegada do governador geral Thomé de Souza, em 1549, aos dias atuais.

Um dos pontos altos do seminário foi a visitação aos principais pontos de Salvador. Os participantes, conduzidos por Francisco Senna, vivenciaram ” in loco” os locais onde se desenrolaram os principais fatos históricos da cidade, ampliando o conhecimento de todos sobre a trajetória da primeira capital do Brasil.

Armando Avena faz palestra sobre a mulher e lança livro

Armando Avena faz palestra sobre a mulher e lança livro

O escritor baiano e acadêmico Armando Avena lança nesta quinta-feira, dia 16 de maio, às 17 horas, na sede da Academia de Letras da Bahia, em Nazaré, o  livro MARIA MADALENA: O EVANGELHO SEGUNDO MARIA. Antes do lançamento, o autor ministra uma palestra sobre o tema “A mulher, a religião,e os direitos humanos”.

MARIA MADALENA: O EVANGELHO SEGUNDO MARIA  (A História Contada pelas Mulheres)

É a história mais contada de todos os tempos, mas ela sempre foi contada pelos homens.  Os evangelistas, os  escritores, como Saramago, Norman Mailler e outros, rescreveram a história, mas sob o ponto de vista dos homens e, muitas vezes, de forma misógina.

Nesse livro a palavra é dada as mulheres.  São elas que contam a história do único profeta que tomou o partido delas. Ele impediu o apedrejamento da adúltera, tocou na mulher que diziam ser mulher impura, deixou-se lavar pela prostituta  e era seguido pelas mulheres por toda à parte. No livro, episódios que os homens contaram de forma masculina são contados sob a perspectiva da mulher e o final, embora igual, soa diferente. O livro se baseia num evangelho cóptico do século II descoberto no século passado e que coloca Maria como discípula e Jesus. Com um texto altivo, de enorme beleza literária, este Evangelho feminino vai encantar todo aquele que tiver a coragem de lê-lo.

 

Juarez Paraíso toma posse na ALB em 30 de maio

O artista plástico e professor Juarez Paraíso, um dos nomes mais importantes da cultura baiana contemporânea, tomará posse na cadeira número 39 da Academia de Letras da Bahia, em solenidade que acontecerá na sede da ALB no dia 30 de maio, às 20 horas. Paraíso ocupará a cadeira que pertencera, como último titular, ao escritor e professor Edivaldo Boaventura, falecido em agosto de 2018.

Juarez Paraíso iniciou sua carreira artística na década de 1950, angariando duas premiações no 2º Salão Universitário Baiano de Belas Artes, realizado em 1952, em Salvador. Em seguida, destacou-se como membro da segunda geração modernista da Bahia, tendo realizado sua primeira exposição individual em 1960, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia. Participou de inúmeras exposições e teve elogiada atuação no ensino superior na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde veio a ser professor e diretor.

Nos anos 1960, Juarez Paraíso produziu importantes trabalhos de arte abstrata em desenho e gravura e em obras murais figurativas e abstratas, ocupando inclusive espaços públicos de Salvador. A continuidade das atividades com murais se prolongou nas décadas seguintes. Nessa sua trajetória, a poética visual de Paraíso apresenta características de dinamismo, organicidade e sensualidade, com destaque na utilização da linha como elemento básico das composições, bem como nas experimentações em diversas técnicas e no desenvolvimento de pesquisas artísticas.